O Milagre do amor.

5 Uma vampira em trabalho de parto.


P.O.V. Klaus.

É o caos. Estamos todos no hospital e Caroline grita á plenos pulmões.

—Calma Caroline. Vamos sedar você e quando acordar seus bebês já vão estar no mundo.

Como a bolsa já havia rompido tudo teve que ser feito ás pressas para impedir um parto natural.

—Acabou. Eles já estão sendo limpos e vestidos para conhecer a mamãe.

Infelizmente a anestesia deixou-a inconsciente por umas horas. Ela teve que ser completamente sedada por conta do sangue na sala de cirurgia.

Minha irmã Freya ficou completamente encantada ao ver as crianças e triste também. Ela perdeu um filho, ela preferiu tirar a vida da criança que nem era nascida a permitir que Dhalia se apossasse dos poderes dela. Infelizmente ela sobreviveu.

Freya se envenenou pensando que conseguiria morrer e encontrar a paz, mas ela não conseguiu. Minha tia havia feito um feitiço que as manteria vivas para sempre.

A minha mãe era a única pessoa capaz de tirar a vida da irmã e ela o fez. Ela teve a oportunidade de nos matar, mas não matou. Ela nos salvou.

O engraçado é que apesar de todas as minhas duas irmãs serem loiras, os cabelos de Freya são mais que loiros, são platinados. Ela tem dois lindos orbes azuis, bem azuis.

—Eles são tão lindos. Me fazem lembrar do meu bebê. Eu nunca cheguei a conhecê-lo, mas sei que ele seria lindo.

—Você pode tentar de novo. Dhalia se foi, você pode tentar constituir uma família.

—É. Mas, para que isso aconteça tenho que encontrar alguém que me queira, que me ame.

—Você vai encontrar antes do que imagina.

—O que isso quer dizer?

—Você vai ver. Você vai ver.

—Vou?

—Claro que vai.

—Bom, vou dar uma volta lá fora. Tomar um ar fresco.

—Quer que eu vá com você?

—Não. Obrigado.

—Disponha.

P.O.V. Freya.

Ver aqueles lindos bebês fez eu me lembrar do meu filho e de Eric. Ele era tão lindo, tão jovem e eu o amei imensamente. Mas, a minha tia não gostava, não suportava ver as pessoas felizes.

Quando soube que eu estava feliz e apaixonada ela o matou. Dhalia matou o homem que eu amava, cortou a garganta dele e ele morreu nos meus braços.

Mas, eu me vinguei dela. Finalmente estamos todos livres da maldade e da ira insana de Dhalia.

Eu estava na sacada do quarto quando eu o vi. Eu o reconheceria em qualquer lugar e ele me reconheceu também.

Era ele, o meu Eric. Ele voltou pra mim.

Saí do quarto e desci as escadas até o primeiro andar.

—Freya?

—Eric. Como?

—Eu não sei.

Toquei o seu rosto para ter certeza de que ele era real. Eu não pude acreditar.

Eu o abracei com todas as minhas forças.

—Eu sinto muito. Eu não pude salvar você. Por favor, me perdoe.

—Não foi culpa sua.

P.O.V. Eric.

Em um minuto eu estava num lugar escuro e frio, mas então senti algo me puxando. E quando meus olhos se abriram eu estava dentro de um caixão.

Alguém, abriu a tampa. Uma senhora.

—Eu te trouxe de volta para que você a faça feliz. Meu nome é Ester Mikaelson, sou a mãe de Freya. Faça ela feliz rapaz e não desperdice minha magica.

—Obrigado senhora, mas onde posso encontrá-la?

—Ela esta em Mystic Falls, Virgínea. Agora vá.

Eu a vi debruçada numa sacada como da primeira vez em que a vi. Ela estava exatamente igual.

Quando o seu olhar cruzou com o meu fiquei maravilhado. Freya correu em minha direção, me beijou e me abraçou.

—Eu senti a sua falta. Mais que tudo. Vem, quero que conheça umas pessoas.

Nós entramos numa caixa de metal que se fechou.

—Calma, não vai acontecer nada. Você vai precisar de roupas novas e um bom corte de cabelo.

Ela me apresentou para os seus irmãos e eu fiquei com tanta vergonha, eu estava sujo de terra, minhas roupas estavam rasgadas e quando finalmente acabaram as apresentações ela me levou até sua casa.

Ela ajudou-me a tomar banho e devo admitir que me senti deveras melhor por estar limpo.

—Amanhã, vamos ao salão. A cabeleireira vai arrumar o seu cabelo.

Ela fez a minha barba e eu fiquei tão diferente. Fiquei com rosto de bebê.

—Lindo.

Depois que tive meus cabelos cortados fiquei parecendo ainda mais jovem.

—Gostou?

—Fiquei muito diferente. Fiquei com rosto de menino.

—Ótimo. Que tal, comer alguma coisa? Deve estar com fome.

—Você está?

—Morrendo.

Passamos num restaurante. Ela fez o pedido e eu fiz igual.

—O que é isso?

—Sanduíche.

—Como se come?

—Assim.

Ela mordeu.

—Delícia. Vai, experimenta.

Era bom. Muito bom.

—Isso é ótimo.

—Existem vários tipos de sanduíche. De várias formas diferentes, com vários recheios, vários tipos de pão... a comida deste século é maravilhosa! Se eu não fosse imortal já seria uma bola.

—Uma bola. Duvido.

—É. Eu como como um trem. Você não faz ideia.

—Não existe a menor possibilidade de que você esteja... grávida não é?

—Não. Mas, agora que falou nisso acho que você tem o direito de saber que eu fiquei grávida de você, mas eu não podia deixar a minha tia fazer com o nosso filho o que fez comigo. Eu me envenenei, mas graças a um feitiço dela eu voltei, mas o nosso filho não.

—Porque se envenenou?

—Eu queria que o sofrimento acabasse. Eu queria estar com você, queria estar em paz com você. E com o nosso filho.

—E essa sua tia era tão ruim assim?

—O que você se lembra da sua morte?

—De tudo.

—A mulher que te matou. Aquela era a minha tia. Eu estava grávida quando você partiu.

Saber que ela conviveu com essa mulher perversa por séculos me deixou realmente irritado. Eu não pude salvá-la e nem ao meu filho.

—Eu te amo. E vamos esquecer o que houve. O que passou, passou, acabou. O que conta é o que acontece agora, daqui em diante.

Ela sorriu pra mim. Finalmente eu pude ver o sorriso que eu tanto amava uma vez mais.

—Também te amo.

—Ótimo.

Á propósito, os sobrinhos da minha amada são lindos como querubins e são perfeitamente saudáveis.

—Logo, será a nossa vez meu amor. E vamos ser pais de uma criança linda.

—Espero que sim.

Ela pagou a conta e nós fomos para casa. Compramos um apartamento só nosso, ele é pequeno, mas é nosso. É o suficiente para nós, ela já não queria mais dividir tudo com os irmãos. Ela os ama, mas queria algo só dela.

Privacidade e a ideia agradou e muito a esposa do senhor Niklaus. Ela é muito simpática e nunca fez absolutamente nada para nos ofender ou nos destratou. Muito pelo contrário, ela sempre foi muito compreensiva, cordial, simpática. Sempre fomos muito bem recebidos lá, mas chega uma hora em que começamos a procurar por independência.

P.O.V. Klaus.

Agora a Caroline está na minha cabeça que quer se mudar e ter um lugar só nosso. Ela até começou a procurar por conta própria e no fim tive que interferir já que ela não queria gastar muito e por conta disso ia ver apartamentos minúsculos.

—Olha o tamanho desse lugar Caroline?!

—E daí? É um quarto para nós, um para os gêmeos e um para um hóspede. É mais que o suficiente. Além do mais eu não quero nada muito grande, porque quem vai ficar pra cuidar das coisas vai ser eu.

—Você?

—Claro. Ou vai me dizer que você pretende ficar aqui em casa comigo, lavando louça, cuidando dos gêmeos, fazendo a comida, arrumando a bagunça deles, trocando fraldas etc...

—Eu? Fazendo serviço doméstico? Eu?

—É. E o que que tem?

—Isso é coisa de mulher.

—Credo Klaus, como você é machista! Se uma mulher pode entrar no mercado de trabalho, porque um homem não pode fazer serviço de casa?

Fiquei pensando e pensando. Acho que ela tem razão.

Caroline pode ser loira, mas de burra ela não tem absolutamente nada. Bom, ela tem dificuldades com matemática, mas ela se vira bem.

A única coisa que me irrita nela é essa mania que ela tem de assistir novela. Dá oito horas da noite ela para tudo o que está fazendo e senta na frente da televisão para assistir essas malditas novelas.

—Porque você insiste em assistir essas malditas novelas Caroline?

—Deixa as minhas novelas!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.