O Meu Vizinho, Justin. - Second Season
57 Capítulo 57
O meu celular deu um bipe e eu peguei rapidamente de dentro da bolsa. Era uma mensagem. Do Justin.
"Shawty, a gente já tem que ir."
- Ei meninas o Justin disse que a gente já tem que ir.
- Vou só dar uma passada no protetor solar. — A B disse.
- Ah eu também. — Falei ao lembrar. Peguei o protetor solar da bolsa e passei rapidamente, guardei e paroveitei pra pegar o óculos.
- Vamos. — A Nick disse.
Todo mundo tava saindo do restaurante. Mas o Justin ainda me esperava na mesa junto com o Ryan e o Chaz.
- Hey Tamy, você tinha que ver quem acabou de dar em cima do Justin. — O Ryan falou.
- Ela não tava dando em cima de mim. — o Justin disse irritado.
- A Pamela de novo? — Eu perguntei. — Por que se foi, vai ser um prazer arrancar aquele sorrisinho idiota do rosto dela.
- Não, acho que essa concorrente é mais difícil. — O Chaz riu.
- Cara, para. — O Justin disse.
- Justin, temos que ir. — Ouvi a Veronica chamar.
- Ih, aí está sua concorrente. — o Ryan falou baixinho.
- O que? Eu devo tá com algum problema porque eu não tô vendo nenhuma menina, só a Verônica.
- Então... É ela. — O Chaz disse e ele e o Ryan caíram na risada.
- Pode me explicar? — Falei olhando pra ele.
- Temos que ir... Depois falamos disso, eles são dois babacas. — O Justin disse.
Pegou minha mão e novamente voltamos pras trilhas que nos levavam a próxima praia. O Caminho era longo e muito cansativo. O Sol não ajudava e o que eu mais queria agora era descansar. Caminhamos por mais uns quinze minutos e chegamos em uma praia.
- Turma, essa é a Praia do Meio. Vamos descer, e arranjar um lugar pra ficar. Temos meia hora. — A Veronica disse.
A praia era bem extensa e quase não tinha nenhuma vegetação. O Sol quente refletia na água azul, a paisagem era incrível e o mar extremamente convidativo.
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Mas infelizmente, eu estava muito cansada e queria apenas arranjar uma sombra pra sentar e apreciar a paisagem.
Descemos e todos foram pra beira da praia, mas eu parei e começei a procurar uma sombrinha na qual eu pudesse ficar em baixo. Bem lá do outro lado tinha um pequeno lugar onde eu poderia pelo menos descansar um pouco longe desse Sol que estava quase me fritando viva!
- Onde vai shawty? — O J perguntou ao perceber que eu me afastei.
- Vou sentar ali. — Eu apontei o local e continuei a andar.
- Espera. — ele gritou. Logo notei ele ao meu lado, ele pegou minha bolsa e fomos até o local que eu indiquei. Ele colocou minha bolsa no chão e ficou parado olhando o mar. Eu sentei e tirei a toalha da bolsa, coloquei no chão e deitei de barriga pra cima, só olhando o céu e sentindo a brisa do mar.
- Se tiver afim de tomar banho, vai em frente. Não vou sair daqui. — Eu falei.
- Não, essa praia é igual as outras, é o mesmo mar, eu posso esperar até as próximas praias. — Ele disse e sentou ao meu lado.
- Eu estou um pouco cansada, acho que foi o Sol. — Eu disse me sentando bem do lado dele.
- Nossa... — ele falou me olhando.
- Algo de errado? — Eu falei.
- Eu queria muito, muito, muito mesmo te beijar agora, porque você tem que me seduzir tanto o tempo todo? — Ele disse se aproximando.
Passou a mão pelos meus cabelos e cariciou a minha nuca e me puxou para um beijo calmo. Sua língua acariciava gentilmente a minha e eu sentia o seu hálito doce e refrescante. Foi aos poucos parando o beijo e me deu um selinho longo. Ele continuou com a boca bem próxima da minha, seus olhos fixados no meu. E ele não desviou seu olhar nem por um segundo. Sentia suas mãos acariciando a minha bochecha e dei um sorriso espontâneo.
- Você tem ideia do quanto eu te amo? — Ele perguntou. — Eu te amo tanto que preciso estar sempre do seu lado, sempre te beijando, sempre te sentindo. Eu preciso que você esteja bem pra eu também ficar. Me desculpa por os ciúmes bobo, mas é esse medo idiota, essa insegurança que eu tenho. Todas às vezes que alguém se aproxima eu tenho medo de você acabar me colocando de lado, acabar não gostando mais de mim. É por isso que eu te quero o tempo todo só pra mim. — Ele falou e apesar do sorriso no rosto sentia tristeza no seu olhar.
- Amor, você não precisa ter medo, eu amo você. Você. Esses outros garotos podem tentar, mas eles nunca vão conseguir tirar o amor que eu sinto por você. Eu preciso que você confie nos meus sentimentos. Eu preciso que você saiba que não importa com quem eu esteja conversando, você é o meu único pensamentos. Tudo me lembra você. — Eu disse.
- Eu sou o garoto mais feliz do mundo, por ouvir isso. — Ele disse.
- Seu bobo. — Eu disse e toquei a pontinha do nariz dele. Ele se deitou na areia e ficou me olhando com uma cara de bebê, eu tinha vontade de apertá-lo até não poder mais. Começei a tirar a blusa, porque estava aguniada com o biquíni molhado e aquela blusa.
- Wow, porque tá tirando a blusa? — Ele perguntou animado.
- Nesse calor quanto menos roupa, melhor. — Eu disse.
- Bom, então eu acho que a gente podia arranjar um lugar mais reservado e tirar toda a roupa e apenas se sentir à vontade.
- Ele falou com um sorriso malicioso.
- Talvez em outra praia. — Eu falei e me deitei sobre o seu peito.
- Acho que isso foi um sim adiantado.
- Isso foi um "talvez", "depende da situação" e se você será capaz de me seduzir. — Eu falei me agarrando mais ao seu corpo.
- Eu posso te convencer em umas mil maneiras diferentes. — Ele falou.
- Agora eu lembrei, porque os meninos estavam falando sobre você e a Verônica?- Eu disse.
- Eles são uns babacas, não aconteceu nada.
- Bom, eles não falariam de um suposto clima entre vocês se vocês não tivessem ao menos conversado. — Eu disse.
Ele se sentou e me olhou meio indignado. — Você tá querendo dizer que eu dei em cima dela?
- Não, J. Eu não quis dizer isso.
- Então o que quis dizer?
- Quis dizer que ela deve ter dito ou feito algo pra que os meninos pensassem assim.
- Não foi nada, eles estam... exagerando. — Ele falou e bagunçou o cabelo e olhou pro mar. Eu esperei que ele continuasse, ele parecia meio nervoso.- Ela apenas se aproximou da mesa e perguntou quantos anos eu tinha... — Ele abaixou a cabeça.
- Por que você tá nervoso? Não é como se você tivesse me traído... Eu não vou ficar brava, eu entendo que é exagero dos garotos.
- Eu acho que ela lembra de mim... — Ele disse finalmente.
- Como assim? Vocês já se conhecem? O que ela exatamente te falou?
- Oi Justin, quantos anos? Eu já te vi em algum lugar? Seus olhos são lindos e me lembram alguém.... — Ele falou.
- Tipo, vocês são da mesma família...? — Eu perguntei.
- Não, eu conheci ela há um ano atrás... Em uma festa, mas ela tava muito bêbada pra se lembrar bem disso. Eu não bebi tanto, porque eu tinha que lembrar quantas garotas eu peguei, era uma aposta. — Ele falou de cabeça abaixada.
- Vocês ficaram? — Eu falei espantada e de boca aberta.
- J, ela tem tipo 25 anos...
- Na verdade ela já deve ter 23, ano passado ela tinha 22.
- Nossa, que fica mais memorável, você lembra até a idade dela...
- Eu tinha que lembrar, quem pegasse mulheres mais velhas, valia por 2. — Ele disse orgulhoso.
- Justin, você é uma criança, perto dela...
- Uma criança? Bom, você sabe que eu não tenho nada de criança.- Ele arqueou a sobrançelha.
- Isso não tem nada haver com o tamanho do seu pênis. — Eu falei indignada.
- Tem razão, tem haver com maturidade. Mas quando você esta em uma festa como a que eu estava, o tamanho conta bem mais e a atitude também.
- Você tá falando como um idiota, eu nem tô te reconhecendo... Aliás, você me lembra um pouco o Justin que falou comigo no primeiro dia que se mudou. Você dormiu com ela...
- Aquela altura eu estava meio chateada, parecia que ainda existia muito daquele Justin, eu pude perceber pelo seu tom de voz, parecia que ele tinha orgulho daquele Justin.
- Eu não transei com ela, se é isso que você acha. — Ele disse sério.
- Eu sinceramente não sei o que pensar.... O que achar, você já deve ter transado com umas mil garotas antes de mim, eu... Eu não sei mais com que Justin eu estou. Ele me olhou sério, bagunçou o cabelo e agora parecia estar com raiva, se levantou e ficou olhando pro horizonte. Eu me senti meio mal por estar apenas julgando. Me levantei e fui até ele, o abraçei pelas costas e apoiei minha cabeça no seu ombro.
- Me desculpa, é que é muita coisa, é mais do que eu achei. Mas eu não quero te julgar, eu não sou nignuém pra te julgar, nós todos cometemos erros, certo? Eu só preciso saber se tudo isso está no seu passado... E que não vai se repetir. Ele suspirou se virou e me olhou nos olhos, segurou minhas mãos e deu um sorriso de lado.
- Você é o meu presente, o meu futuro. O passado está no passado, e eu não posso ter vergonha de tudo que eu fiz, porque foi por causa dessas coisas que eu me tornei quem sou. Não estava tudo certo, eu não era uma das melhores pessoas. Mas, eu mudei, e eu tenho sido totalmente honesto com você. Eu te conto tudo, eu deixo tudo bem claro.
- E eu respeito isso, eu admiro isso. Mas, é simplesmente demais... Às vezes eu me surpreendo e o modo como você parecia orgulhoso, por... ãn... pelo tamanho do seu brinquedo e por ter pegado ela.
- Meu brinquedo? — Ele disse rindo e eu acabei rindo também. — Adivinha?
- O que? — Ele me puxou pra perto dele e sussurrou no meu ouvido.
- Meu brinquedo te diverte. — Ele disse com uma voz sexy.
- J. — Eu disse envergonhada. Na verdade eu nunca tinha me referido tão abertamente ao pênis dele, ou algo do tipo.
- Vem aqui. — Ele rapidamente agarrou minhas perna e me colocou na cintura dele. Eu enlaçei as pernas na sua cintura e ele me deu um selinho. Suas mãos foram pra minha bunda e ele apertou pressionando contra seu membro. Ele foi beijando meu pescoço e quando chegou no meu ouvido sussurrou:
- Sente ele? — Ele falou pressionando a minha intimidade contra seu membro, e por incrível que pareça ele já estava duro, eu podia sentir .- Ele quer brincar um pouco... — Ele falou e rapidamente me beijou, sua língua invadiu miha boca em um beijo cheio desejo. Ele continuava com a mão na minha bunda e apertava com vontade. Eu parti o beijo.
- Tive uma idéia... — Eu disse.
- Uma ideia? Me fala... — Ele disse e começou a beijar meu pescoço e morder de leve. Agora estava um pouco difícil de me concentrar, ele estava tirando todo o meu foco. Mas eu tinha que acabar com aquela pegação toda agora.
- Você... vai, é... você... — Eu nem lembrava mais o que eu ia dizer.
- Eu vou... ? — Ele disse me olhando.
- Você vai me soltar, tomar um banho no mar e relaxar. Você precisa esfriar. Tem gente aqui. A gente não pode se comportar assim.
- A gente podia ir pro outro lugar... — Ele propôs.
- Justin, é uma praia aberta, não tem lugar pra aí. A gente vai curtir o passeio e quando puder, a gente pode ficar um pouquinho mais a sós. Agora me coloca no chão!
- Você promete? — Ele me deu um selinho.
- Sim. Vamos... — Rapidamente me pus de pé novamente.
- Tá, eu preciso pensar em outra coisa... — Ele disse olhando pro céu.
Eu peguei sua mão e fomos andando até o mar.
- Pronto, vai lá J. — Eu disse.
- Vem... — Ele me puxou.
- Não J. Eu num tô no clima, a gente tem outras praias pra ir. Agora eu vou ficar ali na areia te esperando, tá? Olha lá o Chaz e o Ryan...
- Ok, me espera.
Eu voltei um pouco e sentei na areia, fiquei olhando ele brigando com os meninos e já parecia bem distraído.
Olhei pro outro lado e lá estava o... Math, saindo do mar, ele balançou a cabeça e depois passou a mão nos cabelos, tentando tirar o excesso de água. Ele me avistou e sorriu, eu sorri de volta tentando ser amigável. Mas acho que fui amigável demais porque ele estava vindo na minha direção, sentou ao meu lado.
- Por que não foi tomar banho?
- Me sentindo cansada, tentando recuperar energias pra aproveitar o resto do passeio. Estou apenas tentando apreciar a paisagem. — Eu falei olhando pro Justin.
- Porque o Justin estava andando engraçado? — Ele perguntou.
- Ele estava? Ah, é... Ele pisou numa pedra e acho que cortou o pé. Acho. — Eu disse sem graça, eu nem tinha notado ele andar diferente.
- O que foi?
- Como assim? — Eu perguntei confusa.
- Você parece tensa...
- Bem, eu...Acabei de saber que o Justin ficou com a monitora da nossa turma, a Veronica.
- O que? Ele... traiu você? Por que você ainda tá com ele.... -Ele começou a fazer um discurso e eu sentia vontade de rir.
- Não, Math... Math, escuta. — Eu tentava explicar, mas parecia inútil.
- Você é uma garota maravilhosa, você merecia mutio mais, eu não entendo, o que ele fez pra te deixar tão apaixonada... — Ele continuava. Respirei e calmamente disse:
- Ele não me traiu. — Mas ele continuou.
- As garotas não sabem mais... Como? Ele não te traiu? — Ele finalmente tinha escutado.
- Ele ficou com ela há um ano atrás... Então, ele só quis que eu soubesse. Ele não me traiu. Seu bobo. — Eu disse dando um tapa nele.
- Nossa, acho que eu surtei. Juro que eu ia bater nele. — Ele falou com um sorriso de lado.
- Lá vem a ex-ficante do meu namorado. Veronica... — Eu disse percebendo a monitora se aproximar.
- Cinco minutos, queridinha... — Ela disse.
- Argh, caminhar mais, espero que valha a pena. — Eu disse.
- Vai valer, a próxima praia é a Caçimba do Padre, é uma praia mais fechada tem umas pedras enormes e é praticamente ligada com a praia dos porcos que é a nossa última praia, ela fica bem do lado e é bem pequena, acho que niguém vai tomar banho lá, é só... Pedra, e pra chegar lá tem que passar por um monte de pedras, acho que todo mundo vai preferir ficar na Cacimba do Padre. — Ele disse.
- Legal, você conhece bem aqui. — Eu levantei.
- Meu pai veio passar uns meses aqui a trabalho. Droga. — Ele disse olhando pra turma dele.
-Tenho que ir, tchau. — Ele disse, se levantou e me encarou por alguns segundos. Deu um passo a frente e duvidou um pouco mas depois deu um passo a frente e me beijou no rosto.
- Tchau. — Ele disse e tinha um sorriso no rosto.
- Até mais. Continuei andando e fui até a beira do mar, começei a gritar pelo J, a Nick e a B já estavam se vestindo e o Ryan também, só restavam o Chaz e o J.
- JAY! Argh... Esse garoto não escuta. — Falei comigo mesma.
- Eu posso te ajudar. — A Nick disse entrando na água. Ela não foi até lá, apenas entrou um pouco ecomeçou a gritar. — CHAAAAAAAAAAAAAAAAZ, JUSTIIIIIIIIN.
Os dois olharam na mesma hora. Ela apenas gesticulou pros dois virem pra fora. Funcionou bem melhor do que a minha tática, em poucos segundos os dois já estavam fora da água.
- J, a gente já tem que ir. — Eu disse irritada.
- Desculpa, eu tinha que matar o Chaz afogado, aparentemente não funcionou.- Ele deu um tapa nas costas do Chaz.
- Eu vou pegar minhas coisas e me junto à vocês, já volto. Eu fui andando até onde tinha deixado a minha bolsa, peguei ela e fui andando de volta pra onde os meninos estavam. Percebi que tinha algo vibrando dentro da minha bolsa, continuei andando enquanto remexia tentando encontrar o celular. Assim que peguei o celular, tinha perdido a ligação.
- Argh, droga. — Percebi que era uma ligação da minha mãe. Redisquei o número e enquanto chamava, a monitora foi levando todos, o Justin parou e ficou me esperando.
- O que foi? — Ele perguntou.
- MInha mãe... Espera.
- Ligação mode ON -
- Oi mãe, porque me ligou? — Eu perguntie aflita. — O que houve esta manhã? O seu pai está mal humorado e me pergunta quem é esse tal de Justin, você e o Justin estavam dormindo no mesmo quarto? — Não mãe, olha por favor, eu preciso que você acalme ele, eu... Olha, tenta conversar com a Pattie. — Eu disse baixando o tom e me virando de costas, pra o Justin não ouvir. — O que a Pattie pode fazer? Acho que ela não vai querer se envolver... — Mãe, a Pattie sempre apoia o nosso namoro, acho que se vocês combinassem um jantar, não sei... Se o pai conhecesse ela melhor, ele poderia ver que a família dele são de boas pessoas. Eu não sei... Tenho que desligar, estou no meio do passeio. — Eu disse e desliguei o telefone.
- Ligação mode OFF -
Notas finais
Nossa, postei mega tarde .-. Desculpem é que tipo, num vi a hora passar.
Desculpem! Acho que esse é o penúltimo capítulo, acho.
Espero que tenham gostado (:
JBeijos :*
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