- Owwn. Para de ser tão perfeito. — Eu falei e me joguei em cima dele. Lhe dei vários selinhos e ficamos rindo um pro outro.

- Eu quero que você se divirta hoje. — Eu falei.

- Vai ser difícil sem você. — Ele falou.

Eu levantei peguei a câmera e o entreguei. — Pronto, agora eu tô com você. — Eu falei e ele apenas riu.

Peguei o celular e um óculos. Procurei o cartão do quarto e assim que o encontrei puxei o J.

— Vamos. — Eu falei segurando sua mão e o puxando pra fora do quarto.

Fechei a porta e fomos até o elevador. Descemos até o 2° andar que é onde tem, digamos que a recepção.

Ao chegarmos tinham muitas pessoas, o Justin olhava e parecia procurar alguém.

- Quem você está procurando? — Eu perguntei.

- Chaz ou Ryan... — Ele falou.

- Ok. — Tentei procurá-los, mas ele achou primeiro.

- Vem. — Ele falou e me puxou pelo meio daquelas pessoas.

- Hey. — Ele falou cumprimentando o Ryan. — Cadê o... — Ele ia falar mais o interrompi.

-Aí vem o Chaz e a Nick. — Ele olhou sorriu e cumprimentou os dois.

- Cadê a B? — Eu perguntei ao Ryan.

- Ela foi pegar a câmera dela que ela esqueceu. — Ele respondeu.

- Tá ansiosa pra conhecer a cidade? — A Nick me perguntou.

- Não. Eu não vou. — Eu respondi.

— O QUÊ? VOCÊ NÃO VAI? — Ela fez um escândalo e percebi risadas de algumas meninas. Logo percebi que era a Pamela e suas amigas.

- É... Eu vou ficar aqui. — Eu respondi.

- Mas a Pamela vai... — Ela falou sussurrando.

- Não é problema, o J não vai ficar perto dela. — Eu falei e olhei pra ele.

- Eu não vou... — Ele respondeu.

- Aí vem a Brena e a Juliana. — O Ryan falou.

- Vamos? -A Brena disse.

- Vamos. — o Ryan falou.

- Tchau amor. — O Justin falou e me deu um selinho.

- Vai ficar sozinho, Justin? — Ouvi a Pamela falar ao se aproximar.

- Não, vou ficar com os meus amigos. — Ele respondeu.

- Legal, eu vou ficar também. Eu e a Juliana temos umas coisas pra conversar, a gente pode conversar também, vai ser um longo dia. — Ela falou com um sorrisinho no rosto.

Eu sorri em resposta. — Vai ser mesmo, e a sua noite também vai ser bem longa na enfermaria se você se aproximar dele. — Eu falei.

Ela apenas sorriu, eu não aguentei a agarrei pelo braço e a puxei com violência, ela reclamou. — Ai, meu braço. — Ela falou.

- Você me entendeu? — Eu repeti. — Por que se não entendeu, eu posso te dar uma pequena amostra agora do que você vai receber mais tarde, se eu souber que você ao menos chegou perto dele. — Eu falei com um sorriso no rosto.

- Solta meu braço. — Ela falou com uma expressão de medo.

- Shawty, ela não vai. — O J falou. — Não é Pamela?

- Eu não posso garantir. — Ela falou.

Eu apertei mais ainda seu braço. — Mesmo? — Eu falei.

- Você vai quebrar meu braço. — Ela falou e começou a resmungar.

- Esse é o propósito. Quem sabe com um braço quebrado quebrado você não precise sair do navio. — Eu falei.

- Tamy, para. — A Nick falou.

- Estou esperando ela confirmar o que ela vai fazer essa tarde. — Eu falei.

- Para, você não confia em mim? — O J falou.

- Confio, mas não confio nela. — Eu falei.

- Tá, me solta. Você tá me machucando. — Ela suplicou. — Fala. — Eu disse.

- Eu não vou chegar perto dele, ok? — Ela falou desesperada.

Imediatamente eu a soltei. — Divirta-se então. — Eu falei com um sorriso.

- Essa é a minha amiga. — A Nick falou. — Por que você fala com essa biscate Juliana? — A Nick perguntou.

- Ela não é má pessoa. Ela não tem culpa de ser apaixonada pelo Justin. — Ela falou.

- Tanto faz. Vocês tem que ir... — Eu falei.

- Ok, tchau. — A Nick falou e me abraçou.

- Divirta-se. — Eu falei.

As meninas foram com o Ryan e o Chaz, mas o J ficou.

- Não sabia que você era assim... — Ele falou admirado.

- Eu não sou, ela me provocou. — Eu falei.

Ele sorriu e me abraçou, me deu um beijo no rosto. Sussurrou baixinho:

- Você ficou muito sexy, com ciúmes.

Ele falou sorriu e me olhou nos olhos. Eu fiquei sem reação e apenas sorri em troca.

- Hey, Justin, temos que ir. — O Chaz gritou.

- Tchau. — Ele falou.

Eu segurei sua mão e o puxei, selei nosso lábios e ele pediu passagem pra língua e eu cedi. Minha língua brincava com a dele, e eu sentia um arrepio na espinha só com aquele beijo. Ele partiu o beijo.

- Eu não preciso ir. — Ele falou.

- Qual é, não é como se a gente nunca mais fosse se ver, são apenas algumas horas. Vai. — Eu falei.

- Tchau shawty. — Ele falou.

Eu acenei com a mão e ele se foi.

***

Já eram duas da tarde, eu já tinha almoçado e agora parecia que eu num tinha nada pra fazer. Já tinha ido pegar o cartão pra que eu pudesse comprar, mas fazer compras sozinhas não parecia legal.

Fazia poucas horas que a gente tinha chegado em Salvador, mas o calor já era de matar. Resolvi tomar um banho pra depois decidir o que ia fazer.

Entrei na cabine e começei a ouvir o toque do celular do J, começei a procurar o local de onde vinha o som e vinha de debaixo da penteadeira. Como o celular dele foi parar ali?

Olhei e tinha escrito, Pattie no visor, ela estava ligando, não pensei duas vezes e atendi.

- Ligação mode ON —

- Hey Pattie. — Eu falei.

- Tamara? O que aconteçeu com o Justin, falei pra ele me ligar as duas da tarde e nada. — Ela falou.

- Ow, acho que ele esqueçeu o celular aqui. Ele não falou que ele ia sair pra conhecer a cidade? — Eu perguntei.

- Avisou, justamente por isso pedi pra ele me ligar, queria saber se tava indo tudo bem... — Ela falou preocupada.

- Não se preocupe, se algo tivesse acontecido o Chaaz ou o Ryan teriam ligado, ele esqueçeu o celular, mas os outros tem. Com certeza está tudo bem! — Eu afirmei.

- É, verdade. Onde ele esqueceu o celular? No seu quarto? — Ela perguntou.

- ÃÃN... É. — Eu respondi.

- Então vocês voltaram mesmo? — Ela perguntou.

- Sim. — Eu respondi.

- AAAA. — Ela gritou do outro lado. — Quando vocês voltaram? — Ela perguntou.

- No primeiro dia de viagem. — Eu falei.

Ela riu e depois comentou. — Sabia que não iam aguentar ficar longe um do outro.

- É. Tínhamos que tomar conta um do outro. — Eu falei.

- Ah, bem lembrado. Ele está comendo bem? — Ela perguntou.

- Sim, ele faz todas as refeições. — Eu respondi.

- Por favor não deixe que ele beba. — Ela falou.

- Sem problemas, eu não deixarei.

- Quando ele chegar peça pra que ele me ligue? Por favor não se esqueça. Não há nada pior do que uma mãe preocupada. — Ela falou.

- Ok, assim que ele chegarmando ele te ligar, não esqueçerei. Se cuida e não se preocupe, ele tá bem. — Eu falei.

- Tchau, cuide dele por mim. Beijos. — Ela respondeu.

- Beijos.

- Ligação mode OFF -

Guardei o celular dele numa bolsa junto com o meu, tirei a roupa, joguei em cima da cama e fui tomar um banho.

Foi um banho bem rápido e logo me enrolei no roupão e fui até o closet procurar algo pra vestir.

Peguei uma t-shirt bem leve e um short jeans bem curto, talvez assim sentisse menos calor.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=32341257&.locale=pt-br

Assim que me vesti coloquei umas havaianas, amarrei meu cabelo num rabo de cavalo e peguei um óculos.

Peguei o meu celular e o do Justine coloquei nos meus bolsos, peguei o cartão das compras e coloquei no mesmo bolso que o meu celular. O cartão da porta do quarto, coloquei no pescoço e coloquei por dentro da blusa.

Estava com pena de sair daquele quarto, já que ali o ar condicionado deixava o clima bem mais agradável.

Assim que saí parei e pensei pra onde iria, sai andando e decidi subir pelas escadas assim me sobrava mais tempo pra saber o que fazer.

Subi até o 9° andar e saí andando sem saber o que fazer, como sempre fui na direção das piscinas, talvez tivesse alguém conhecido que não tivesse ido. Fui até o bar do Lido Azzurro Blu e pedi um suco de hortelã. Logo o garçom veio o suco, e eu começei a beber enquanto olhava pelos lados procurando algo ou alguém.

Acho que quase todo mundo tinha saído do navio, haviam poucas pessoas, mas tinha um grupinho farreando na piscina e algumas pessoas sentadas numas cadeiras perto das vidraçarias. Percebi um menino sentado no canto olhando pro horizonte, ele estava com uma all star, uma bermuda preta e uma blusa preta de alguma banda. Ele estava bem longe, e me parecia familiar, forçei os olhos e percebi que ele tinha um piercing. Só podia ser o Math.

Bebi um suco e fiquei pensando, será que eu deveria ir lá? Vai saber o que ele tinha pra estar sozinho, e ele parecia tão sério. Mas ele era a única pessoa que me restava de "conhecido" ou era tentar falar com ele ou tentar se juntar aquele bando de turistas farreando na piscina, o que eu acho que num ia cair muito bem.

- Quer mais alguma coisa? — O garçom perguntou.

- Não, pode passar o cartão. — Eu falei e tirei o cartão do bolso e o entreguei.

Talvez se eu sentasse numa mesa próxima a dele, ele me visse e falasse, lembro que ele era bem simpático.

- Aqui. — Ele falou e me entregou o cartão.

- Obriagada. — Eu falei.

Guardei o cartão e saí andando, assim que começei a me aproximar eu pensei o quanto aquilo parecia estúpido, eu estava sendo toda infantil só porque estava com vergonha de falar com ele. Ele que falou comigo em primeiro lugar, certo?

Ah, droga, eu nem sei mais, acho melhor fingir que tô mechendo no celular. Peguei o celular e tirei do bolso, me aproximei da mesa ao seu lado sem olhá-lo e sentei, continuei a mecher no celular sem o olhar.

Depois de uns dois minutos mechendo no celular, eu decidi guardá-lo. Assim que guardei, levantei a cabeça e fingi que tinha o encontrado distraidamente. Dei um sorriso e ele retribui.

Olhei pro horizonte que nem ele e respirei fundo.

- Por que está aqui sozinho? — Eu perguntei.

Notas finais
ooooooooi *.*
Só avisando que tenho algumas leitoras videntes, às vezes me espanto. Ou vamos encarar a realidade, eu sou extremamente previsível (:
Jbeijos :*