POV Tamara

Me agarrei o máximo que pude a aquele momento único, talvez fosse o nosso último contato do tipo. Me magoava saber que ele não acreditava em mim, mas eu simplesmente não podia fazer nada em relação a isso.

Senti lágrimas se formarem no canto dos meus olhos e percorrer todo o meu rosto. Não ia limpá-las, ia deixá-las seguirem seu próprio caminho, quem sabe assim levariam um pouco da dor que eu sentia agora e era insuportável.

Sentia seu corpo colado ao meu e aquilo me reconfortava um pouco, não queria dormir, porque sei que as horas passariam rápido e eu perderia todo o pouco tempo precioso que me restava com ele.

Aos poucos mesmo sem querer acabei dormindo.

Acordei com um raio de sol batendo no meu rosto, olhei melhor e pude sentir ele ainda ao meu lado, me abraçando. Eu estava feliz por tê-lo ali ao meu lado. Mas por outro eu estava muito triste, sentia que ele não me perdoaria.

Podia lembrar vagamente de ontem a noite e de como ele tinha me defendido, apesar de tudo. Tentei me esforçar um pouco mais, mas minha cabeça doeu e eu dei um leve gemido.

- Está acordada? — Ouvi sua voz rouca.

- Sim. — Respondi fraco. Droga, ele ia me afastar agora. Porque a droga da minha cabeça tinha que doer logo agora.

- Está sentindo alguma coisa? — Ele perguntou passando sua mão de leve na minha cabeça.

- Uma dor de cabeça. — Eu disse me aconchegando ainda mais em seu colo.

- Acho que você exagerou ontem. -Ele dissem sem humor nenhum.

- Me desculpe, por ter atrapalhado a sua diversão. — Eu falei saindo com muita dificuldade do aconchego do seu corpo.

Me sentei na cama e notei que ele já devia ter acordado antes, porque estava vestido com uma roupa usual e seu cabelo parecia um pouco molhado. Me deixava feliz saber que ele tinha voltado a se deitar ao meu lado, por vontade própria.

Tentei me levantar com dificuldade e quando percebi corei ao perceber que estava apenas de calçinha e uma blusa dele.

- Me desculpa. — Falei tentando abaixar a blusa enquanto ele me olhava envergonhado.

- Tudo bem, já me acostumei. — Ele falou se levantando.

- Como assim? — Eu falei passando a mão na minha cabeça. — Eu fiquei nua ontem a noite ou algo do tipo? — Eu perguntei assustada, porque eu não lembrava de ter feito nada do tipo.

- Quase. Mas esqueça. — Ele falou se aproximando. — São duas da tarde, minha mãe saiu pra fazer compras, então você pode sair do quarto sem medo nenhum. Suas roupas estão no quarto de hóspedes. — Ele falou frio.

- Ok. — Eu falei indo em direção a porta e ainda segurando a blusa. — Eu trouxe celular? — Eu perguntei.

- Não, precisa ligar pra alguém? — Ele falou indo em direção ao seu celular.

- Sim, as minhas chaves estão na casa da Nick. E eu não vou poder entrar sem elas. — Falei me virando em sua direção.

- Você pode tomar banho se vestir, eu cuido das suas chaves. — Ele respondeu discando um número no celular.

Fui em direção ao quarto de hóspedes, já conhecia bem aquele caminho. Esse quarto meio que tem história já que foi aqui que a Nick transou a primeira vez.

Percebi que o meu vestido e sutiã estavam jogados em cima da cama. Entrei no banheiro, lavei meu rosto, fiz um coque bem alto, bochechei um pouco de enxaguante bucal, saí e vesti meu vestido e coloquei o sutiã. Joguei sua blusa em cima da cama. Peguei meu salto que estava jogado ali. Sai rapidamente do quarto e ele estava parado na sala, olhando pro celular.

- E então, falou com a Nick? — Eu perguntei receosa.

- Sim, ela está subindo com as chaves. — Ele falou se virando na minha direção.

- Obrigada. Por tudo. Vou pra casa, preciso de um banho e descansar mais um pouco, quem sabe. — Eu falei indo em direção a porta. Antes de fechar o olhei mais uma vez e disse:

- Obrigada. — Fechei a porta e fui em direção a minha, em menos de dez segundos alguém saiu do elevador, era a Nick.

- Meu Deus garota, você tá destruída. — Ela falou rindo, vindo em minha direção.

- Obrigada, adoro ouvir esse tipo de coisa. — Eu a respondi. — Me dê as chaves, preciso de um banho urgente. — Falei estendendo as mãos.

Ela me entregou as chaves e rapidamente destranquei a porta.

- Ninguém foi pra aula hoje, né? — Eu perguntei desanimada.

- Acho que só o Fred, mas nem sei. — Ela falou entrando. — Depois de amanhã é a viagem. — Ela falou toda animada, quase gritando.

- Ei, ei. Não grita, por favor. — Levei a mão até meus ouvidos. — Tá doendo demais. — Eu falei.

- Você bebeu mais do que devia. — Ela falou me zoando.

- E então, ansiosa pra viagem? — Eu perguntei mudando de assunto.

- Demais. Vou realizar várias fantasias sexuais com o Chaz. — Ela falou.

- Ai que pervertida. — Eu falei indo em direção ao meu quarto.

Ela me seguiu e assim que entrou falou uma indireta.

- Vai me dizer que se você e o seu J, estivessem lá, não ia fazer sexo em todos os lugares possíveis. — Ela falou entusiasmada.

Eu tentei responder, abri minha boca pra falar um não, mas na verdade... Eu não sabia o que aconteceria. Então resolvi não falar nada.

- Vou tomar um banho. — Eu falei mudando de assunto.

- E eu vou pra casa, tenho que terminar algumas tarefas pra amanhã. — Ela falou saindo do quarto, ouvi ela gritar um tchau, mas nem respondi.

Joguei minhas roupas no canto do banheiro e liguei o chuveiro com a água bem gelada, ultimamente eu estava preferindo tomar um banho gelado, a água gelada me entorpecia em deixava mais sonolenta, e dormir parecia a única solução pra sair de todos aqueles pesadelos.

Saí do banho e me sequei, coloquei um shortinho de tecido fino e uma blusa leve, pretendia dormir e dormir e dormir. Até não poder mais. Quando deitei na cama e me agarrei ao travesseiro me senti bem melhor.

Mais para a minha decepção a campainha tocou. Eu estava com os cabelos molhados, nem tinha penteado, e estava totalmente destruída que nem a Nick falou. Num queria abrir a porta.

Mas a pessoa continuava a insistir. Bufei mais me levantei e fui atender.

- Oi. — Me surpreendi com o Justin na minha porta. — Só vim saber se você tá bem. — Ele falou passando pela porta e praticamente invadindo a minha casa.

- É eu tô, tomei um banho e acho que fiquei bem melhor. Só o que continua é a dor de cabeça. — Eu falei, me lembrando da dor que persistia. — Acho que essa festa não foi das melhores, num lembro de quase nada. — Eu falei indo em direção a cozinha. Ele apenas me seguiu.

- Sabe, talvez seja a hora de você tomar um chá. — Ele falou analisando uns pacotes que continham chá.

- Ah não. Meu estômago tá embrulhado. — Eu falei bebendo um copo de água.

- Você me forçou da última vez. — Ele retrucou.

- Mas era pro seu bem. — Eu falei.

- Isso é pro seu bem. — Ele ressaltou.

- Acho que apenas dormir vai me fazer bem. — Eu falei largando o copo.

- Você pode ir se deitar, eu te faço o chá e te levo. Encare isso como uma ajuda. — ele falou.

- Você não precisa... — Eu falei, mais ele me interrompeu.

- Tem razão, eu não preciso, eu quero. Você me ajudou quando eu precisava. — Ele falou.

- Tá. — Eu respondi.

Ele pegou um dos pacotes do chá e foi preparar, na mesma hora ouvi o barulho do meu celular.

- Ah meu Deus, vou atender, esse barulho irritante vai fazer minha cabeça estourar. — Eu falei, enquanto tapava os ouvidos com as mãos.

Ele apenas riu, e eu saí irritada com o barulho. Fui em direção ao meu quarto e o barulho só aumentava, eu sentia uma dor horrível, mas era suportável. Olhei no visor do celular e era minha mãe. Respirei fundo e tentei parecer calma.

- Ligação mode ON —

- Oi mãe. — Eu falei.

- Oi filha, como foi a festa? — Ela perguntou.

- Foi boa, eu dançei bastante e me diverti. — Falei lembrando das pequenas partes que ainda existiam na minha cabeça, o resto era apenas um borrão.

- Chegou bem em casa, já comeu algo? — Ela perguntou.

- É... Sim. — Eu menti, não queria deixá-la preocupada. — Agora estava pensando em ir dormir um pouco.

- Tudo bem filha. Mais você foi a escola? — Ela perguntou e eu hesitei em responder. — Não foi né? Eu sabia qeu festa no meio da semana ia dar em falta. — Ela resmungou.

- Me desculpa mãe, isso não vai se repetir. — Eu falei tentando me desculpar.

- Eu sei que não. Agora descanse porque amanhã você não falta. — Ela falou.

- Tchau mãe, obrigada por compreender. — Eu falaei.

- Se cuida moçinha. — ela se despediu.

- Ligação mode OFF —

Joguei meu celular em cima da cama, e em seguida me joguei. Minha cabeça doía e meus olhos imploravam pra serem fechados. Então eu não resisti, fechei os olhos. Me aconcheguei melhor na cama e me agarrei ao travesseiro, ultimamente ele tinha ocupado o lugar que era do J, e me agarrar a ele de certo modo me confortava.

Notas finais
O J cuidando dela, e a fofura não para.
Mandem reviews com a opnião de vocês (:
JBeijos, divas :*