- Porque você tá secando o cabelo? A gente vai pra praia, tomar banho no mar. Ele vai molhar. — Ele disse e puxou o fio da tomada.

- Justin! — eu gritei indignada. — Liga isso de volta. — Baixei o tom, mas já tinha uma certa ira no olhar.

- Não amor. — Ele disse fazendo biquinho, todo carinhoso. — A gente vai perder um tempo precioso, a gente podia namorar um pouco. — Ele falou e se aproximou.

- Não J. A gente tme o dia inteiro. Por favor, eu fico estérica com cabelo molhado, não vou fazer escovinha nem nada, é só secar. Por favor. — Eu falei.

Levantei e peguei o fio e coloquei de volta.

- Tá. Posso te esperar ou você vai me mandar ir logo? — Ele falou se dando por vencido e sentando na cama.

- Você me espera, a Nick não tá aqui, preciso da sua opinião pro meu biquíni. — eu disse e voltei a secar o meu cabelo.

- Ok. — Ele respondeu.

Sequei meu cabelo, mais rápido do que havia imaginado, o J faz muito drama por pouca coisa.

- Ufa. — Ele disse e se jogou na cama.

- Para. — Eu disse e peguei o biquíni.

- Hum... Você vai desfilar só de biquíni pra mim? — Ele disse e deu um sorriso torto.

- Não é bem assim. — Eu me direcionei até o banheiro e fechei a porta.

Joguei o roupão no chão e rapidamente vesti o biquíni. Fiz um coque no cabelo e saí.

- E então? Ficou bom? — Eu perguntei envergonhada.

Ele apertou os olhos, olhou de cima a baixo e finalmente disse algo.

- Eu não sei... — Disse indeciso e esfregou o dedo no queixo.

- O que há de errado? — Eu perguntei.

- Eu preciso ter uma visão completa... Dá uma volta. — Ele disse abrindo um sorriso.

- Não é preciso. — Eu disse e corei.

- O quê? Vai que tem algo de errado na costura atrás? — Ele falou sério. Mas ainda sim estava lindo e principalmente, tarado.

- Não amor. — Eu neguei.

- Ah, ainda com vergonha de mim? Achei que tínhamos passado essa fase, por exemplo, eu me sinto totalmente confortável em ficar pelado na sua frente. — Ele falou se gabando.

- É fácil quando se tem esse corpo lindo. — Eu falei.

- Bom, você tem. Às vezes me pergunto como consigo me controlar com você do meu lado. Pra mim você é a garota mais perfeita do mundo, você é linda por dentro e por fora é esse pedaço de mal caminho. — Ele disse e passou a língua nos lábios.

Ele sabia como me deixar sem jeito, mas também confiante.

- Ok. Eu vou dar uma voltinha. Mas se prepara porque vai ser bem rápida. — Fechei os olhos e contei mentalmente até três.

Dei uma viradinha e ainda continuava de olhos fechados. Abri finalmente os olhos e ele tinha a boca aberta. Respirou forte e se recompôs finalmente.

- E? — Eu falei ansiosa.

- Vem aqui. — Ele disse com a voz rouca, me fazendo arrepiar.

Eu parecia hipnotizada com o som da sua voz, apenas segui o seu comando, sem questionar nem por um milésimo de segundo. Me aproximei e já sentia minha pele arder, era como se ela soubesse que o suas mãos estavam bem perto, ela ardia implorando pelo seu toque.

Parei na sua frente e ele se lavantou. Sentia o cheiro que exalava da sua pele, era só o que eu precisava, sentir o seu cheiro. Era o suficiente, pra todo o meu corpo estremecer.

Ele estava na minha frente, seus lábios a poucos centímetros do meu, ele mantinha um olhar firme e penetrante, não poderia me sentir mais perdidamente apaixonada por alguém como eu me sinto agora.

Sinto sua mão envolver minha cintura e lentamente aproximar nossos corpos, não sentia como se ele me desejasse apenas fisicamente, seu olhar me dizia o quanto ele me amava. Eu precisava manter o pensamento constante de respirar ou acabaria desmaiando, porque sinceramente perto dele, as coisas mais simples de se fazer se tornavam extremamente difíceis.

Ele fitou meus lábios por alguns segundos, e quando pude notar não havia mas nenhum espaço entre nós, não existiam mais dois, apenas um. Meu coração acelerava, e a cada batida descompassada, sentia seu hálito fresco se aproximar da minha boca.

Me perguntava o porque daquela tortura, o porque dele simplesmente ainda não ter me beijado e acabado logo com tudo isso. Ele sabia que ele podia me ter nos braços dele há qualquer momento, então o porque desse joguinho que está quase me matando?

Seus lábios se aproximaram dos meus, e finalmente ele me beijou, lentamente pressionou meus lábios, entre abriu meus lábios e mordeu de leve meu lábio inferior. Partiu o beijo, e por alguns segundos nos olhamos nos olhos.

- Você está maravilhosa. Você está simplesmente fantástica... — Ele falou e rapidamente selou nossos lábios rapidamente, puxou meu lábio inferior e invadiu minha boca, sua língua se movimentava rapidamente e ele parecia desesperado por aquele beijo. Me puxava mais e mais contra o seu corpo, e eu simplesmente estava adorando.

Suas mãos estavam inquietas e rapidamente percebi que ele tentou descer a mão até a minha bunda. Obviamente, estava impossível pra ele se controlar. Mas aquele não era o momento, eu precisava cortar esse clima antes que eu não tivesse como voltar atrás.

Com muita dificuldade parti o beijo, mas ele não tirou as mãos da minha cintura e continuou de olhos fechados, bufou e eu podia pressentir uma reclamaçãozinha vindo.

- Por que você parou? — ele reclamou e finalmente abriu os olhos, a frustração estava nítida em seu olhar.

- Porque a gente tem que se arrumar, ainda vamos tomar café, temos que nos reunir ver como vamos ficar durante a parada lá... — Eu falei e me afastei dele. Ele pareceu compreender.

Fui andando até o closet pra passar um hidratante, mas ele logo começou com outra implicância.

- Temos um problema... — Ele resmungou.

- Qual agora? — Eu me virei na sua direção.

- Quero que troque esse biquíni, você não tem um maiô? — Ele falou.

Eu apenas o olhei confusa, ele se aproximou do closet e começou a revirar minhas roupas.

- Justin, eu não tenho maiô, eu odeio maiô. — Eu disse.

- Então troca por algum biquíni maior, esse tá mostrando mais do que devia. — Ele veio na minha direção.

- Ah não, né J? Para com isso, é só um biquíni. — Eu falei já quase me irritando.

- Não sei, continuo achando ele muito pequeno. — Ele falou passando a mão no cabelo.

- Vem aqui. — Eu disse e o puxei pelo braço.

O apertei seu corpo contra o meu e passei meus braços pelo seu ombro.

- Não importa quem vai ou não olhar, eu sou sua. Só sua. Eles vão apenas... Olhar. — Eu tentei convencê-lo.

Ele bufou ainda não muito contente com a ideia de eu usar aquele biquíni, não entendi o porque da cisma.

- Hoje vai ser tão legal, só nós dois. Não me importa mais ninguém, — eu falei na esperança de que ele tirasse aquela cara emburrada. ele nunca foi tão mimado e tão mandão. E tudo porque eu interrompi o beijo. Garotos. — vamos fazer um acordo: você melhora essa sua cara de chatinho e eu prometo fazer tudo que você quiser hoje. A gente vai onde você quiser, come o que você quiser... — Ele me interrompeu já com um sorriso no rosto.

- E vai fazer o que eu mandar. Prometo que não vai se arrepender. — ele disse e me deu um selinho de supetão.

Me soltou e rapidamente eu vesti a minha roupa, outra hora arrumaria a bolsa que levaria. Passei um perfume leve e um pouco de hidratante no corpo.

Peguei o celular e o cartão e coloquei no bolso.

- Vamos. — Eu disse apressada.

Abri a porta e saímos rapidamente em direção ao elevador. Mas infelizmente acabamos de frente com a pessoa que jamais, em hipótese alguma, poderia desconfiar que ambos dormimos juntos. Veronica.

- Ora, ora... O que os dois fazem saindo da cabine da moçinha... — Ela indagava.

- Tamara. — Eu disse.

- Tamara.... Anda, o que os dois faziam juntos? — Ela parecia bem frustrada e com raiva, por digamos que pegar no flagra, uma possível infração as suas(malditas) regras.

- Ãn... — Eu tentei encontrar um modo de explicar.

Olhei pro Justin e seu olhar era de aflição. — É... Eu esqueci meu celular na bolsa dela. E minha mãe me ligaria hoje pela manhã, então vim pegar. — Ele falou, me impressionei com sua capacidade de ivnentar histórias tão mirabolantes.

- Seu celular? Hum... E aonde os dois vão agora? Juntos? — Ela falou.

- Ele ficou com o meu óculos desde o passeio em Salvador e... Hoje com o passeio, eu pretendia usá-lo. — Eu falei confiante, estava torcendo pra que ela acreditasse.

- Meninos, meninos... Vocês dois sozinhos no quarto, eu não quero, mas acho... — Eu a interrompi antes que ela disesse que nós íamos ser suspensos do passeio ou algo do tipo.

- Sinceramente, me ofende sua falta de confiança. Quer dizer, nós somos praticmente crianças, ele é meu vizinho e fomos criados como irmãos, eu sei que pode parecer coincidência, mas qual é? Estamos em plena manhã, temos um passeio, eu quero mais é ir buscar meu óculos e tomar café pra chegar a tempo no passeio... — Eu disse.

Ela bufou e finalmente respondeu. — Quero os dois na entrada até as dez e quinze ou nada feito, é melhor se apressarem. — Ela disse e sorriu forçado.

- Ok. — Eu disse.

Notas finais
Oooooooi babies *.*
Então, desculpa não ter postado ontem a noite :/
O meu querido e amado pen drive sumiu e eu ainda não tinha passado a história pro PC :(
Mas, agora já encontrei, então vim postar!
JBeijos :*