O Meu Vizinho, Justin. - Second Season
39 Capítulo 39
Fui em direção ao closet e ele se sentou na cama ligando a TV.
- Será que tá passando algum filme? — Ele perguntou.- Não sei, não sei quais canais tem. Nem sei que dia da semana é hoje. — Eu respondi.Ele apenas riu.- Parece que eu te deixo sem sentidos. — Ele respondeu com um sorriso torto.Eu o encarei. Ele continuava com o sorriso. De repente eu nem sabia mais porque eu o estava encarando, eu apenas via aquele rosto perfeito com um sorriso que me deixava mais feliz. Ele era tão importante pra mim e nem sabia disso.- O que? — Ele perguntou.- Nada. — Eu respondi com um sorriso.Logo achei algo pra vestir. http://www.polyvore.com/cgi/set?id=32261236&.locale=pt-brUma calçinha short e uma blusa bem básica, branca. Fui até o banheiro e logo me vesti, escovei os meus dentes e voltei pro quarto.Pulei em cima do J e ambos começamos a rir. - Então o que tá passando? — Eu perguntei me recompondo e sentando ao lado dele.- Nada demais... Então, eu nem falei nada, mas... Quem te ligou? — Ele perguntou.- Minha mãe, ela só queria saber como eu tava, eu não liguei pra ela o dia inteiro. — Eu falei.Ele sorriu em resposta e começou a mudar os canais. -Hey, sabe eu nunca tinha reparado, nos seus pés. — Eu falei olhando.- Oh, não olha pros meus pés. — Ele falou tentando os esconder.- Você sempre tá de supra, e quando não tá, não é lá um momento no qual eu olhe pros seus pés. — Eu falei.- É mesmo? — Ele falou malicioso.- Sim. — Eu falei aproximando nossos rostos. - Deixa eu te distrair, assim você não olha pros meus pés. — Ele falou.Não demorou muito e ele selou nossos lábios. Seus lábios quentes pressionaram contra os meus e ele pediu passagem com a língua, eu cedi. Suas mãos passaram pela minha cintura e eu fui me deitando aos poucos, ele veio por cima de mim. Parti o nosso beijo. - Eu estava pensando... O que você e a Pamela conversavam lá na quadra? — Eu falei.Ele se deitou ao meu lado e ficou me olhando.- Nada demais... Ela nunca fala algo que faça sentido. — Ele respondeu.- Ah, por que ela insiste com isso? Ela tá quase ficando tão ruim quanto o Freddie... — Eu falei.- Ela é inofensiva, só tem uma obsessão por mim. Se nós dois não ligarmos, ela vai parar. Já o Fred, ele sim tem problemas. — Ele falou preocupado.- Hoje, antes de você chegar... — Eu falei quase me arrependendo.- O que? Ele te beijou? Ele tentou algo? — O Justin perguntou já exaltado.- Não... Ele me perguntou o que eu tinha feito hoje a noite e ficou insistindo. — Eu falei.- Você disse? — Ele perguntou surpreso.- É... Eu disse que a gente tinha ido há um jantar e só. — Eu falei.- Ele não sabe que eu durmo aqui. Ele não sabe que a gente... Fez amor. Você acha que ele faria algo se soubesse? — Ele disse e parecia temer.- Eu não sei. Mas a gente não vai contar pra saber o que ele vai fazer. Fica tranquilo, ele não faria nada demais. — Eu falei tentando passar segurança pra ele, mas na verdade eu estava com medo do que poderia acontecer.- Vem aqui. — Ele falou me puxando de encontro ao seu corpo. Eu o abraçei e ele começou a brincar com o meu cabelo.- Ei. — Ele falou de repente.- O quê? — Eu falei assustada.- Jogo da NBA, os Lakers. — Ele falou animado.-Aaah, nossa, isso é totalmente... Sem sentido pra mim. — Eu falei.Ele me olhou como se fosse me matar. De repente jogou um travesseiro em mim. — Cala a boca. — Ele falou rindo da minha cara.- Tá bem. Vou dormir. Assista e se divirta. — Eu falei.- Ok, vou fazer isso por nós dois. — Ele respondeu.Eu apenas assenti, estava realmente cansadinha, peguei o edredom e me cubri, agarrei o travesseiro e fiquei observando o J feito um louco olhando pra TV. Parecia uma criança quando quer doce. Ele ficava falando consigo mesmo e reclamava com os jogadores. Ouvia ele resmungar e começava a rir sozinha.- Do que tá rindo? — Ele perguntou.- Você. — Eu respondi.Ele ia falar algo mas alguma coisa importante aconteceu no jogo. E ele voltou a vibrar sozinho.Aos poucos fui adormecendo e logo não ouvia mais nada do que ele falava. Acordei com alguém me cutucando, não abri os olhos mas pude sentir a erspiração bem próxima do meu rosto. - Ei. — Ele sussurrou.Continuei de olhos fechados, mas respondi.- Oi? — Falei sonolenta.- Te amo. — Ele sussurrou.Eu não resisti, abri meus olhos e vi o seu rosto bem próximo do meu, ele tinha um sorriso gratificante no rosto e seus olhos me deixavam em uma espécie de transe.- Eu também te amo. — Respondi e logo me aproxiemi mais dele e coloquei minha cabeça no seu peito.Passei minha mão pela cintura dele e o puxei mais ainda contra mim, como se fosse possível.Logo fechei os olhos e respirei fundo sentindo o cheiro do seu corpo, que me embrigava, me deixava anestesiada. Dormimos logo.Acordei pela manhã com um zumbido e logo depois um toque. Parou por uns segundos mas voltou a tocar. Percebi que era o celular do J.
- Jay, acorda. J. -Eu começei a cutucá-lo.Ele suspirou e levou a mão aos olhos. — O que? — Ele perguntou.- Seu celular, ele tá tocando. — Eu falei.- Já? Tá tão cedo. — Ele resmungou e logo se sentou na cama. Eu continuei deitada e me encolhi mais ainda.Ele levantou foi até a cabeçeira e pegou o celular. Depois voltou e se jogou em cima da cama.- Vamos levantar? — Ele propôs.- Não mesmo. — Eu falei.- Mas já são oito e meia da manhã, vamos nos atrasar. — Ele insistiu.- Não me importo de perder o café da manhã. — Eu respondi e me enfiei mais ainda debaixo do edredom.- Não é só o café que você vai perder. Tem a excursão. Vem, levanta. — Ele falou e tirou o edredom de mim.- Não, num faz isso. — Eu respondi.- Bom, temos duas opções. Você se levanta ou eu fico aqui admirando seu corpo. E a sua cara de sono. — Ele respondeu e começou a rir.- Sério, eu num quero café, num quero excurssão. Eu quero dormir. — Eu respondi.- Tá, eu vou ter que ligar pra sua mãe e dizer que você num tá comendo, que tá bebendo. — Ele me chantageou.- E eu ligo pra sua e... Digo que você foi pra balada na qual não podia entrar. — Eu falei.- Qual é? Vamos tomar café da manhã comigo. — Ele falou manhoso e agora se deitando do meu lado.- Não. — Eu respondi e coloquei o travesseiro no meu rosto.- Ahh, esqueçe. — Ele bufou e se levantou.- Obrigada. — Eu falei e puxei o edredom de volta.- Não. — Ele falou frustrado. — Essa era a parte que você tinha que ceder e falar: " Tá bem, eu vou com você." — Ele falou revoltado.- Bom, acho que essa é a parte que eu volto a dormir porque não aconteceu a parte que você queria. — Eu respondi.- Tá. — Ele respondeu.Cochilei de novo, mas fui atrapalhada pelos barulhos que o J fazia pelo quarto, ele esbarrava de propósito, estava começando a pensar.- Hey. — Ele falou perto do meu ouvido.- Hum? — Eu resmunguei.- Quer que eu te traga algo? — Ele perguntou.- Um capuccino seria uma boa. — Eu resmunguei.- Ok. — Ele falou e me deu um beijo no rosto. — Sua dorminhoca.Voltei a dormir. De repente me via na escola, andando nos corredores. Ia até o pátio e entrava no velho jardim. Pude perceber alguém sentado no canto. Cabeça abaixada, parecia estar escutando música, podia ver os fones de ouvido. Eu me aproximei e sentei ao seu lado.- Oi. — Eu falei.Rapidamente o menino levantou a cabeça, podia ver seus olhos azuis da cor do mar, seus cabelos negros, o piercing no canto da boca. Era o Math, ele deu um sorriso de lado ao perceber o quanto eu estava abismada com a sua beleza. - O que faz aqui? — Ele falou.- Eu não sei... Eu estava andando. — Eu falei confusa.Uma brisa leve veio e o cheiro embrigante que saia do seu corpo invadiu as minhas narinas, o mesmo cheiro do primeiro dia que eu o conheci, um cheiro doce, que me fazia sentir feliz, me dava uma sensação de nostalgia de algum tempo bom, que eu simplesmnete não lembrava. A brisa fez com que uma das mechas do meu cabelo caíssem sobre o meu rosto. Ele se aproximou rapidamente do meu rosto. Sua mão delicadamente pegou a mecha e a pôs no seu devido lugar, sua mão desceu levemente pelo meu rosto, seus dedos desenhavam o formato da minha bochecha.E eu não conseguia fazer mais que duas coisas ao mesmo tempo, eu tinha que lembrar de respirar e de piscar, mas a única coisa que conseguia era olhar nos seus olhos freneticamente, não tinha mais controle.Lutei mentalmente contra essa paralisia esquisita e finalmente parecia que ia conseguir falar algo.- Seus olhos... São lindos. — Eu falei. Ele sorriu e desviou os olhos pra minha boca. Fitou meus lábios por alguns segundos.- Você acha meus olhos lindos e continua a olhá-los. Eu acho seus lábios convidativos, será que eu posso beijá-los? — Ele falou e se aproximou mais ainda. Sua respiração já entrava em harmonia com a minha e eu não conseguia raciocinar direito. Não sentia culpa, não era como se o Justin existisse mais. Era como se existisse apenas nós dois, ninguém mais. Ele aproximou e já podia sentir o calor dos seus lábios. Como último ato eu falei:- Não posso. E acordei com o Justin ao meu lado.- Você tá bem? — Ele perguntou me olhando.- É, eu tô bem. Por que? — Eu perguntei me sentando na cama.- Eu não sei, você estava inquieta, parecia estar tendo um pesadelo. — Ele falou.- Não, eu tô bem, só sonhos... Agitados. Sabe? — Eu falei.- É... Acho que sim. — Ele respondeu. — Eu te trouxe o capuccino. Eu me sentei e olhei o capuccino, dei um sorriso e falei:- Não precisava, eu fui tão egoísta. Você foi tomar café sozinho e mesmo assim... — Eu falei o olhando e ele tinha o sorriso mais lindo do mundo.- Sem problemas, a Pamela me fez companhia no café da manhã. — Ele falou e tirou o sorriso do rosto.Eu o olhei com uma cara feia. — O que? — Eu falei incrédula. — Você tomou café com ela? — Eu falei começando a ficar irritada.- Não existe coisa mais linda nesse mundo do que você com ciúme e de bônus irritada. — Ele falou rindo de novo.- Você não presta. — Eu falei e joguei o travesseiro nele.
Notas finais
ooooooooooi *.*
Obrigada pelos reviews, vocês são umas safadas, quando é cena hot todas ficam assanhadas, kkkkkkkkk.
JBeijos :*
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