Fui em direção ao closet e ele se sentou na cama ligando a TV.

- Será que tá passando algum filme? — Ele perguntou.

- Não sei, não sei quais canais tem. Nem sei que dia da semana é hoje. — Eu respondi.

Ele apenas riu.

- Parece que eu te deixo sem sentidos. — Ele respondeu com um sorriso torto.

Eu o encarei. Ele continuava com o sorriso. De repente eu nem sabia mais porque eu o estava encarando, eu apenas via aquele rosto perfeito com um sorriso que me deixava mais feliz. Ele era tão importante pra mim e nem sabia disso.

- O que? — Ele perguntou.

- Nada. — Eu respondi com um sorriso.

Logo achei algo pra vestir.

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Uma calçinha short e uma blusa bem básica, branca.

Fui até o banheiro e logo me vesti, escovei os meus dentes e voltei pro quarto.

Pulei em cima do J e ambos começamos a rir.

- Então o que tá passando? — Eu perguntei me recompondo e sentando ao lado dele.

- Nada demais... Então, eu nem falei nada, mas... Quem te ligou? — Ele perguntou.

- Minha mãe, ela só queria saber como eu tava, eu não liguei pra ela o dia inteiro. — Eu falei.

Ele sorriu em resposta e começou a mudar os canais.

-Hey, sabe eu nunca tinha reparado, nos seus pés. — Eu falei olhando.

- Oh, não olha pros meus pés. — Ele falou tentando os esconder.

- Você sempre tá de supra, e quando não tá, não é lá um momento no qual eu olhe pros seus pés. — Eu falei.

- É mesmo? — Ele falou malicioso.

- Sim. — Eu falei aproximando nossos rostos.

- Deixa eu te distrair, assim você não olha pros meus pés. — Ele falou.

Não demorou muito e ele selou nossos lábios. Seus lábios quentes pressionaram contra os meus e ele pediu passagem com a língua, eu cedi. Suas mãos passaram pela minha cintura e eu fui me deitando aos poucos, ele veio por cima de mim.

Parti o nosso beijo.

- Eu estava pensando... O que você e a Pamela conversavam lá na quadra? — Eu falei.

Ele se deitou ao meu lado e ficou me olhando.

- Nada demais... Ela nunca fala algo que faça sentido. — Ele respondeu.

- Ah, por que ela insiste com isso? Ela tá quase ficando tão ruim quanto o Freddie... — Eu falei.

- Ela é inofensiva, só tem uma obsessão por mim. Se nós dois não ligarmos, ela vai parar. Já o Fred, ele sim tem problemas. — Ele falou preocupado.

- Hoje, antes de você chegar... — Eu falei quase me arrependendo.

- O que? Ele te beijou? Ele tentou algo? — O Justin perguntou já exaltado.

- Não... Ele me perguntou o que eu tinha feito hoje a noite e ficou insistindo. — Eu falei.

- Você disse? — Ele perguntou surpreso.

- É... Eu disse que a gente tinha ido há um jantar e só. — Eu falei.

- Ele não sabe que eu durmo aqui. Ele não sabe que a gente... Fez amor. Você acha que ele faria algo se soubesse? — Ele disse e parecia temer.

- Eu não sei. Mas a gente não vai contar pra saber o que ele vai fazer. Fica tranquilo, ele não faria nada demais. — Eu falei tentando passar segurança pra ele, mas na verdade eu estava com medo do que poderia acontecer.

- Vem aqui. — Ele falou me puxando de encontro ao seu corpo.

Eu o abraçei e ele começou a brincar com o meu cabelo.

- Ei. — Ele falou de repente.

- O quê? — Eu falei assustada.

- Jogo da NBA, os Lakers. — Ele falou animado.

-Aaah, nossa, isso é totalmente... Sem sentido pra mim. — Eu falei.

Ele me olhou como se fosse me matar. De repente jogou um travesseiro em mim. — Cala a boca. — Ele falou rindo da minha cara.

- Tá bem. Vou dormir. Assista e se divirta. — Eu falei.

- Ok, vou fazer isso por nós dois. — Ele respondeu.

Eu apenas assenti, estava realmente cansadinha, peguei o edredom e me cubri, agarrei o travesseiro e fiquei observando o J feito um louco olhando pra TV. Parecia uma criança quando quer doce.

Ele ficava falando consigo mesmo e reclamava com os jogadores. Ouvia ele resmungar e começava a rir sozinha.

- Do que tá rindo? — Ele perguntou.

- Você. — Eu respondi.

Ele ia falar algo mas alguma coisa importante aconteceu no jogo. E ele voltou a vibrar sozinho.

Aos poucos fui adormecendo e logo não ouvia mais nada do que ele falava. Acordei com alguém me cutucando, não abri os olhos mas pude sentir a erspiração bem próxima do meu rosto.

- Ei. — Ele sussurrou.

Continuei de olhos fechados, mas respondi.

- Oi? — Falei sonolenta.

- Te amo. — Ele sussurrou.

Eu não resisti, abri meus olhos e vi o seu rosto bem próximo do meu, ele tinha um sorriso gratificante no rosto e seus olhos me deixavam em uma espécie de transe.

- Eu também te amo. — Respondi e logo me aproxiemi mais dele e coloquei minha cabeça no seu peito.

Passei minha mão pela cintura dele e o puxei mais ainda contra mim, como se fosse possível.

Logo fechei os olhos e respirei fundo sentindo o cheiro do seu corpo, que me embrigava, me deixava anestesiada. Dormimos logo.

Acordei pela manhã com um zumbido e logo depois um toque. Parou por uns segundos mas voltou a tocar. Percebi que era o celular do J.

- Jay, acorda. J. -Eu começei a cutucá-lo.

Ele suspirou e levou a mão aos olhos. — O que? — Ele perguntou.

- Seu celular, ele tá tocando. — Eu falei.

- Já? Tá tão cedo. — Ele resmungou e logo se sentou na cama.

Eu continuei deitada e me encolhi mais ainda.

Ele levantou foi até a cabeçeira e pegou o celular. Depois voltou e se jogou em cima da cama.

- Vamos levantar? — Ele propôs.

- Não mesmo. — Eu falei.

- Mas já são oito e meia da manhã, vamos nos atrasar. — Ele insistiu.

- Não me importo de perder o café da manhã. — Eu respondi e me enfiei mais ainda debaixo do edredom.

- Não é só o café que você vai perder. Tem a excursão. Vem, levanta. — Ele falou e tirou o edredom de mim.

- Não, num faz isso. — Eu respondi.

- Bom, temos duas opções. Você se levanta ou eu fico aqui admirando seu corpo. E a sua cara de sono. — Ele respondeu e começou a rir.

- Sério, eu num quero café, num quero excurssão. Eu quero dormir. — Eu respondi.

- Tá, eu vou ter que ligar pra sua mãe e dizer que você num tá comendo, que tá bebendo. — Ele me chantageou.

- E eu ligo pra sua e... Digo que você foi pra balada na qual não podia entrar. — Eu falei.

- Qual é? Vamos tomar café da manhã comigo. — Ele falou manhoso e agora se deitando do meu lado.

- Não. — Eu respondi e coloquei o travesseiro no meu rosto.

- Ahh, esqueçe. — Ele bufou e se levantou.

- Obrigada. — Eu falei e puxei o edredom de volta.

- Não. — Ele falou frustrado. — Essa era a parte que você tinha que ceder e falar: " Tá bem, eu vou com você." — Ele falou revoltado.

- Bom, acho que essa é a parte que eu volto a dormir porque não aconteceu a parte que você queria. — Eu respondi.

- Tá. — Ele respondeu.

Cochilei de novo, mas fui atrapalhada pelos barulhos que o J fazia pelo quarto, ele esbarrava de propósito, estava começando a pensar.

- Hey. — Ele falou perto do meu ouvido.

- Hum? — Eu resmunguei.

- Quer que eu te traga algo? — Ele perguntou.

- Um capuccino seria uma boa. — Eu resmunguei.

- Ok. — Ele falou e me deu um beijo no rosto. — Sua dorminhoca.

Voltei a dormir.

De repente me via na escola, andando nos corredores. Ia até o pátio e entrava no velho jardim. Pude perceber alguém sentado no canto. Cabeça abaixada, parecia estar escutando música, podia ver os fones de ouvido. Eu me aproximei e sentei ao seu lado.

- Oi. — Eu falei.

Rapidamente o menino levantou a cabeça, podia ver seus olhos azuis da cor do mar, seus cabelos negros, o piercing no canto da boca. Era o Math, ele deu um sorriso de lado ao perceber o quanto eu estava abismada com a sua beleza.

- O que faz aqui? — Ele falou.

- Eu não sei... Eu estava andando. — Eu falei confusa.

Uma brisa leve veio e o cheiro embrigante que saia do seu corpo invadiu as minhas narinas, o mesmo cheiro do primeiro dia que eu o conheci, um cheiro doce, que me fazia sentir feliz, me dava uma sensação de nostalgia de algum tempo bom, que eu simplesmnete não lembrava.

A brisa fez com que uma das mechas do meu cabelo caíssem sobre o meu rosto. Ele se aproximou rapidamente do meu rosto. Sua mão delicadamente pegou a mecha e a pôs no seu devido lugar, sua mão desceu levemente pelo meu rosto, seus dedos desenhavam o formato da minha bochecha.

E eu não conseguia fazer mais que duas coisas ao mesmo tempo, eu tinha que lembrar de respirar e de piscar, mas a única coisa que conseguia era olhar nos seus olhos freneticamente, não tinha mais controle.

Lutei mentalmente contra essa paralisia esquisita e finalmente parecia que ia conseguir falar algo.

- Seus olhos... São lindos. — Eu falei.

Ele sorriu e desviou os olhos pra minha boca. Fitou meus lábios por alguns segundos.

- Você acha meus olhos lindos e continua a olhá-los. Eu acho seus lábios convidativos, será que eu posso beijá-los? — Ele falou e se aproximou mais ainda. Sua respiração já entrava em harmonia com a minha e eu não conseguia raciocinar direito. Não sentia culpa, não era como se o Justin existisse mais. Era como se existisse apenas nós dois, ninguém mais. Ele aproximou e já podia sentir o calor dos seus lábios. Como último ato eu falei:

- Não posso.

E acordei com o Justin ao meu lado.

- Você tá bem? — Ele perguntou me olhando.

- É, eu tô bem. Por que? — Eu perguntei me sentando na cama.

- Eu não sei, você estava inquieta, parecia estar tendo um pesadelo. — Ele falou.

- Não, eu tô bem, só sonhos... Agitados. Sabe? — Eu falei.

- É... Acho que sim. — Ele respondeu. — Eu te trouxe o capuccino.

Eu me sentei e olhei o capuccino, dei um sorriso e falei:

- Não precisava, eu fui tão egoísta. Você foi tomar café sozinho e mesmo assim... — Eu falei o olhando e ele tinha o sorriso mais lindo do mundo.

- Sem problemas, a Pamela me fez companhia no café da manhã. — Ele falou e tirou o sorriso do rosto.

Eu o olhei com uma cara feia. — O que? — Eu falei incrédula. — Você tomou café com ela? — Eu falei começando a ficar irritada.

- Não existe coisa mais linda nesse mundo do que você com ciúme e de bônus irritada. — Ele falou rindo de novo.

- Você não presta. — Eu falei e joguei o travesseiro nele.

Notas finais
ooooooooooi *.*
Obrigada pelos reviews, vocês são umas safadas, quando é cena hot todas ficam assanhadas, kkkkkkkkk.
JBeijos :*