Sua língua travava uma luta com a minha, e suas mãos pareciam descontroladas, passeavam por cada região do meu corpo me fazendo arrepiar, ele me encostou na parede e subiu a mão pela minha perna até a minha coxa apertando e colocando ela na sua cintura, nesse momento o seu membro roçou na minha intimidade me fazendo gemer.

Ele tentava passar a mão por dentro do vestido mas estava meio impossível. Eu começei a pensar que o que eu estava fazendo não era certo, ficar com ele pra fazer ciúmes no J tudo bem, mas isso já estava passando dos limites. Ele continuava a me beijar e parecia querer cada vez mais um contato ínitmo comigo.

Eu não conseguia pensar em nada para evitar aquela situação. Quem sabe se eu conseguisse sair desse quarto conseguisse arranjar uma desculpa mais convincente pra não irmos em frente.

- Alguém pode chegar, devíamos ir... Pra algum lugar mais reservado. — Eu falei com um meio sorriso tentando parecer convicente.

Ele me olhou nos olhos e deu um sorriso malicioso.

- Então vem. — Ele falou me dando um selinho.

Me soltou e me puxou pela mão, e saímos daquela salinha. Logo estávamos de volta passando pela multidão, olhei pro lado e vi Justin sentado no bar, a Pamela não estava mais com ele, ele tinha a expressão vazia e aquilo me partiu o coração, torci pra que ele me visse e fizesse algo, porque era tarde demais pra voltar atrás. Abaixei o rosto e começei a rezar pra que algo ou alguém me impedissem.

Ele me deixou na mesa onde meus amigos estavam, e disse:

- Me espera aqui, eu já volto. — Ele falou e logo se apressou, talvez fosse procurar seus amigos pra avisar que ia me traçar.

Suspirei e tentei me conformar. Logo Justin se aproximou, ele me viu sozinha na mesa.

Na mesma hora o Pedro vinha do outro lado, os dois chegaram ao mesmo tempo.

- Vamos? — O Pedro falou sem notar o Justin quase que ao meu lado.

- Wow, wow, pra onde vocês vão? — O Justin falou segurando minha mão.

Aquilo me deu uma certa felicidade, ele ia impedir o Pedro de me levar, tinha quase certeza.

- Ela vai comigo pra onde ela quiser. — o Pedro respondeu sem dar muito a mínima, afinal ele nem conhecia o Justin.

- Ok, já chega. Ela não vai sair daqui. — Ele falou autoritário me puxando pra mais perto dele.

- Isso é ridículo, vamos! — Ele falou segurando minha outra mão e quase me puxando.

- Qual parte do ela não vai sair daqui você não entendeu? Ela não vai a lugar nenhum, você não vai tirá-la daqui. — Ele respondeu puxando minha mão que o Pedro tinha segurado.

Eu não estava me sentindo bem, tudo começou a rodar e meu estômago começou a embrulhar e aquela música de repente parecia alta demais para eu suportar.

- Quem é você? — o Pedro perguntou.

- Não te interessa. — O Justin repondeu.

- Assim como não te interessa pra onde eu vou levá-la. — O Pedro falou e me segurou contra o seu corpo. — Vamos. — Eu estava expremendo os olhos e estava ficando difícil ficar de pé.

- Você quer confusão? Solta ela agora, ela vai pra cabine dela comigo agora e você não vai mais chegar perto dela, ok? — Ele falou me tirando dos braços do Pedro.

- Parem, chega. — Eu gritei finalmente. — Pedro, me dê alguns minutos, eu já volto. Preciso resolver algumas coisas. — Eu falei e logo Justin me puxou pra fora da boate.

- Quem é esse cara? Pra onde vocês iam? — O Justin falou furioso enquanto me conduzia até o elevador.

Eu não falava nada, estava me sentindo cada vez pior, uma dor forte no estômago.

- Qual o propósito de tudo isso? Me fazer de otário? Você devia parar... Eu me sinto mal de ver você com outras pessoas. — Ele falou cabisbaixo enquanto entrávamos no elevador.

Começei a ficar ofegante e cada vez mais zonza.

Ele me olhou preocupado e começou a perceber que eu não estava bem.

- O que foi? Está sentindo algo? — Ele perguntou passando a mão no meu rosto e vendo que eu tinha dificuladade até mesmo pra respirar. -Fala alguma coisa? Me diz... Você tá bem? — Ele falou agora quase desesperado.

- Eu não estou... bem. — Eu falei me segurando pra não vomitar.

O elevador abriu e logo ele foi até a minha cabine e abriu a porta.

Eu fui até o banheiro, fechei a porta e vomitei, aquela bebida tinha me feito mal, lembro que da última vez não tinha vomitado, mas agora parecia que tinham me dado veneno estava me sentindo super mal.

O Justin bateu na porta e perguntou:

- Você tá bem? — Ele parecia nervoso.

- Acho que sim... — Eu respondi fraco.

Tirei meu salto e meu vestido, e joguei tudo num canto do banheiro, não tava mais com ânimo pra tirar as peças íntimas e fui pra debaixo do chuveiro com a água gelada, pra tirar aquele cheiro de vômito de mim, o banho foi rápido e logo peguei o roupão e fui em direção ao espelho do banheiro, escovei os dentes pois ainda sentia um gosto amargo na boca, ainda em sentia meio zonza então fiquei uns minutos no banheiro tentando ficar mais consciente.

Saí do banheiro e ele parecia muito nervoso.

- Tá tudo bem? — Ele perguntou tirando os cabelos molhados dos meus olhos.

- Agora tô bem melhor. — eu falei me tremendo de frio. — Acho que tomei alguma bebida muito forte, nem sei. — Eu falei me sentindo sentindo melhor, o chão já parecia seguro pra pisar e não girava com antes.

- Você tá gelada. — Ele falou me tocando.

- Pega algo pra mim vestir? Acho que não consigo achar nada. — Eu falei baixinho.

- Tá. — Ele falou e abriu o closet.

- Qual dessas são as suas roupas? — Ele perguntou confuso vendo duas pilhas de roupas.

- As minhas estão nessa gaveta, são as de dormir. — Eu apontei.

Ele remexeu, remexeu e parecia confuso.

- Pega uma blusa e um short qualquer. — Eu resmungei.

Ele me veio com uma blusa e uma calçinha que era um shortinho.

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Entrei no banheiro e me vesti. Assim que saí me joguei na cama e grunhi.

- Ainda se sentindo mal? — Ele falou se ajoelhando na cama ao meu lado.

- Não, eu tô bem. Acho que é so o sono. — Eu falei.

- Acha que eu devia chamar a monitora? — Ele perguntou passando a mão na minha cabeça.

- Não, ela vai perceber que eu bebi e vai perguntar pelos outros e não vai acreditar que você entrou no quarto de uma menina só pra ajudá-la. — Eu falei.

- É. — Ele resmungou. — Acho que você devia pelo menos beber um pouco de água, deve ter no frigobar.

Ele se levantou e foi até o frigobar. Pegou uma garrafa de água e me deu, eu tomei rapidamente e me sentei na cama.

- Obrigada por me ajudar, apesar de eu não merecer. — Eu falei.

- De nada e você não merece mesmo. — Ele falou sorrindo.

- Bobo. — Eu dei um tapinha nele.

- Só queria saber se você ficaria bem. Não poderia dormir se você não estivesse segura na sua cama e sem nenhum garoto por perto a não ser eu. — Ele falou.

- Ninguém vai ocupar o seu lugar. — Falei e estava sendo sincera.

Ele entendeu e logo se aproximou, se deitou ao meu lado e me puxou contra o seu corpo, eu o abraçei e me sentia confortável de novo.

- Senti falta do teu cheiro. — Eu falei inalando o máximo que podia da fragância que saia do corpo dele, não era como um perfume, era algo natural.

- Senti falta de poder estar ao seu lado todas as noites. — Ele falou beijando o topo da minha cabeça.

Eu suspirei e me aconcheguei no seus braços, apesar do frio do quarto me sentia quente ao lado dele.

Ele pegou minha mão e acariciou enquanto eu tentava dormir, mas infelizmente fui interrompida pelo toque do celular dele.

- Alô? Não Chaz. Chaz, por favor... Qual é cara? Ok... Ok, acho que posso me virar. Tchau seu inútil. — Ele desligou o celular.

- Deixa eu adivinhar? O Chaz te falou pra não ir pro quarto por que ele vai dormir lá com a Nick? — Eu falei fraco, quase num sussurro.

- Você já sabia? — Ele perguntou espantado.

- Eu não tinha levado a sério. Mas a Monique passou o dia inteiro falando sobre isso. — Eu respondi.

- Sei... O Chaz só ferra comigo, mas tudo bem. Vou passar a noite na festa, assim que você dormir é claro. — Ele falou se posicionando do mesmo modo que antes.

- O quê? — Eu falei espantada e logo me sentei na cama e o encarei.

- É que, eu não tenho onde dormir sabe! — Ele falou como se parecesse o óbvio.

- E vai voltar pra festa? Não vai não! Você me tirou da festa, e tinha um menino lá que eu deixei plantado graças aos seus escândalos! Quer voltar lá e ver se ainda consegue transar com a vadia da Pamela? — Eu falei muito irritada.

- Ela não é uma vadia, e porque você pode ficar com outros garotos e eu não posso ficar com ela? — Ele falou sorrindo.

- Por que eu só fico, você quer enfiar o seu pênis nela, o que torna tudo muito diferente. — Eu falei.

Ele riu e como viu que eu fiquei com a cara séria parou.

- Olha, acho que você tá melhor, vou arranjar algum lugar pra dormir, tá legal nervosinha? — Ele falou se levantado.

Eu me levantei e o segurei.

- Você não vai a lugar algum. Você não entendeu? Toma um banho e dorme aqui. Eu não quero saber de nada, não me venha com desculpas, se você me impediu de ficar até o fim da festa, eu também vou te impedir. — Eu falei autoritária.

Notas finais
Oii minhas divas.
Então queria pedir desculpa mesmo, mas como sempre algo me impediu de postar, tava sem NET em casa :/
E num conseguia postar por causa disso. Mas enfim, aí está mais um capítulo e digamos que a situação está prestes a mudar a favor do J.
Deixem reviews?
JBeijos :*
P.S: Desculpa mesmo!