O Meu Príncipe Misterioso
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Espero que gostem.
Desci os campos verdes, num dia nublado. Só posso estar doida. Ir assistir as audições para a equipa Gryffindor com o cachecol dos Slytherin colocado. Fui até às bancadas e subi para a última fila. Alguns dos Gryffindor olharam para mim de lado. A Hermione Granger estava um pouco ao lado, acenou ao Weasley que parecia bastante nervoso. O idiota do Cormac foi falar com ele e eu prestei atenção ao livro que tinha trazido. As audições começaram e eu fechei o livro, marcando a página onde tinha ficado. Havia bons jogadores e vai ser uma decisão difícil para o Potter. A Ginny estava a ir muito bem, gritei por ela para dar força, mas calei-me quando todos olharam para mim. Reparei que a Granger não desviava o olhar do Weasley, sei que há ali coisa, mas não sabia que ela estava tão disposta a revelar a sua paixoneta. O Cormac era bastante bom, mas espero que o Weasley se saía melhor, só para que o idiota perca um pouco o seu ego.
-Isso Weasley. – Sussurrei para mim, quando este conseguia defender e cada vez mais a cara do Cormac ficava preocupada com a competição.
Algo me chamou atenção, a loira do Gryffindor. Como se chama? Cassendra? Não importa, estava bastante empolgada com a performance do Weasley. Anda concorrido. Ri-me baixo. O Ron quase caía da vassoura, mas conseguiu sentar-se, novamente. Olhei para o lado, deparando-me com uma Granger bastante nervosa, colocou a mão na boca. Cormac falha a defesa. O quê? Como? A Sabe-tudo sorriu para ela. Abri a boca, não acredito que ela usou o encantamento Confundus. O sentimento está mais forte do que eu pensei. Agora se o Ron falhar é um burro, ele defendeu a blugger da Ginny. A loirinha, que agora me lembro que se chama Lavender, festejou feito criança na manhã de Natal ao receber o presente que pediu ao Pai Natal. Todos abandonaram as bancadas, quando os jogadores se dirigiram para os balneários. Caminhei até ao castelo, passei pela Granger que caminhava lentamente.
-Belo feitiço. – Disse-lhe rindo-me.
Continuei a andar. Olhei para trás e ela parecia bastante assustada por eu ter visto ela a fazer batota. Fui para a Sala Comum, mas deparei-me com o Draco deitado nas pernas da Pansy e dei meia volta, encaminhando-me para a biblioteca. Pelo caminho lembrei-me dos trabalhos de poções, mas não vou voltar para ver certas coisas e talvez seja melhor não ir jantar. Procurei um livro sobre o que estamos a dar em Defesa Contra As Artes das Trevas e sentei-me. Alguém pigarreou.
-Irvine, certo? – Perguntou Granger. Acenei com a cabeça.
-Sophie.
-Desculpa. Posso? – Perguntou acenando para a cadeira à minha frente.
-Claro. – Respondi.
Sentou-se. Abriu a boca e fechou várias vezes, mas não disse nada.
-Hermione, diz. – Acabei por rebentar com tanta ansiedade.
-Muito bem, tu estás aqui muito não é? Quer dizer, não te estou a chamar totó ou algo assim, mas vens aqui muito, não que te esteja a perseguir, mas quando venho que é muito, estás aqui quase sempre.
-Granger. – Falei alto e a Madame Pince pediu silêncio. – Respira e diz o que queres, de uma vez.
-Desculpa. – As suas bochechas já estavam rosadas. – Nunca leste nada sobre qum Príncipe meio sangue.
Comecei a pensar, para ver se li esse nome, mas não me ocorreu nada.
-Não. Acho que não.
-Ah. – A sua cara demonstrou deceção imediata.
-Mas está relacionado com quê? Pseudónimo, alcunha, livro?
-Era isso que queria saber. Obrigada na mesma, Soph. – Disse e levantou-se. Quando ia sair, virou-se. – Sobre esta tarde, aquilo do feitiço…
Sorri-lhe.
-Qual feitiço? Fizeste algum? – Perguntei e pisquei-lhe o olho.
-Obrigada.
Saiu e começou a pegar em livros fazendo uma pilha numa mesa. Continuei a ler o meu livro. As horas foram passando, levantei-me e coloquei o livro de novo na estante. Passei à beira da Hermione, esta acenou-me e eu sorri-lhe.
-Boa Sorte com a pesquisa.
Ela sorriu com resposta e saí da biblioteca.
-Sophie. – Olhei para trás, para ver quem me chamava. A menina com os cabelos chocolate corria na minha direção.
-Olá, Lily.
-Porque não foste comer?
-Ah, não estava com muita fome. – Respondi. – Então, estás a gostar das aulas?
-Sim, estou adorar. Fiquei muito contente por entrar nos Slytherin, os meus pais ficaram muito orgulhosos, foi pena que a Caroline não conseguisse.
-Devias ficar aliviada, não tens que ouvi-la o dia inteiro.
Ela riu. Tinha um riso como um sininho, o que tornava-a mais infantil e fofa. Seguimos até à Sala Comum juntas. O casal nojento ainda lá estava, quando ia-me caminhando para o dormitório, a Lily pediu-me para que jogasse xadrez feiticeiro com ela. Eu não posso esconder-me, se ele brinca comigo ao menos que ele saiba que o vi. E que o odeio por isso. Sentei-me na mesa e tinha vista privilegiada para a sessão de troca de saliva entre o Malfoy e a Parkinson. Ótimo. Começamos a jogar.
-Então como a Caroline é sangue puro e tu não? – Perguntei.
-As nossas mães são irmãs, a dela é feiticeira, a minha não. A minha mãe ficou muito triste por não ser, tentou e até falou com o Dumbledore, mas nada. Quando a Caroline fez o primeiro feitiço, já sabíamos que ia acontecer, todos festejaram, mas a minha mãe queria que eu também o fosse. Quando um dia eu, sem querer atirei a minha prima a alguns metros sem a empurrar, a minha mãe ficou radiante com a ideia de eu ser feiticeira e nem ligou se ela estava aleijada. – Riu-se e eu acompanhei-a. Imaginava a mãe a dela a socorrer a filha e não a sobrinha, mesmo esta ser a única a ser ferida. – A partir daí, a minha mãe ajudou-me com os feitiços e estava tão contente como eu por eu vir. Eu estou a viver o sonho dela e quando lhe escrevi que estava no Slytherin, foi a melhor notícia. Ela não conhece muito as outras, só o Slytherin por causa da minha tia e o marido dela que conheceu aqui.
-Então tens que tirar boas notas. Sente-te pressionada?
-Um pouco, mas gosto.
Sorri-lhe e jogamos. Ela questionou-me sobre algumas matérias e ajudei-a. Já era tarde e ela foi para a cama. Recolhi uns livros meus que tinha sobre a secretária e subi as escadas. Não tinha muito sono e o vento lá fora não ajudava. A neve devia estar a cair, estremeci a imaginar o frio. Senti algo em cima de mim e sobressaltei-me. Deparei-me com um gato. Tinha um papel amarrado à perna traseira, como se fosse uma coruja.
“Estou à tua espera aqui em baixo”
Era o que dizia o bilhete, escrito numa letra arredondada e simétrica. Quem seria? Vesti um roupão quente, que tinha ganho da minha avó no Natal passado, junto com uns livros escritos por Muggles, uns romances impecáveis. Calcei-me e abri as portas devagar para não acordar ninguém. Desci as escadas e vi a figura sentada na poltrona a olhar para a lareira.
-Que queres? – Perguntei firme.
-Estar contigo. – Respondeu com um sorriso nos lábios.
-Não estiveste com a Parkinson? Draco não me chateies. – Disse e voltei a subir as escadas, quando uma mão me alcançou.
-Desculpa. Não sabia que ias aparecer e não ia larga-la assim.
-Então o problema é eu ver? – Perguntei.
-Vais te calar? Ciumenta. – Riu-se.
-Cala-te.
Saí da beira dele e sentei-me no sofá. Ele veio e sentou-se, puxou-me para que me deitasse no colo dele.
-Preciso de ti. – Sussurrou. – És a única pessoa que posso desabafar ou falar e que me faz sorrir.
Sorri e ele aproximou-se dando-me um beijo nos meus cabelos.
-Não sou psicóloga. – Disse. Ele riu-se e fez-me cócegas. – Está bem, podes falar. – Disse entre risos.
Ele sorriu e suspirou antes de começar a falar.
Notas finais
Madame Tupert Cullen
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