Notas iniciais
Obrigada a quem comentou.
Espero que gostem.

-Vai, senão vais perder o comboio. – Disse a minha mãe.

Abracei de novo os meus pais e a minha avó e entrei. Fui até ao lado das carruagens onde os Slytherin ficavam. Nós eramos um grupo muito unido, talvez menosprezávamos alguns das outras casas, mas isso é porque somos ambiciosos. Vi rostos conhecidos e fui sorrindo enquanto passava pelos assentos. Alguém pegou na minha mala.

-Sophie – disse numa voz cínica. – Deixa-me ajudar-te.

Puxei a mala para trás.

-Não preciso da tua ajuda Parkinson.

Virei as costas, tinha um lugar vazio atrás. Fui contra alguém. O perfume…é ele, é o

-Draco. – Disse Parkinson, agarrando-lhe no braço. Deu-lhe um beijo no canto da boca. Fechei bem os olhos. Virei completamente a mala, passando por cima do pé da cara de buldogue. Foi sem querer, mas soube bem. – Au. Tem cuidado.

-Foi sem querer. – Não lhe vou pedir desculpa. Nem pensem nisso. Queria passar, dei um passo para um lado, Crabbe, para o outro, Goyle, meio, D---Draco. Não, eu não gaguejei nos meus pensamentos. Vergonhoso. – Posso passar?

-Tens um lugar atrás de ti. – Disse Goyle.

-Não quero ficar aqui e não tens nada de escolher onde me vou sentar.

-Só estava a ajudar.

Virei-me para passar no meio do Crabbe e do Malfoy e fui contra eles. Bati de força demais, de propósito. Crabbe veio até mim, mas Draco impediu-o, colocando um braço à frente do peito dele. Virei-me de costas para eles e caminhei até à porta.

-Deixa a Irvine. – Disse Draco. Parei.

-Vais andar ou não. – Perguntou um rapaz do terceiro ano.

Abri a porta e sai batendo a porta em seguida fazendo com que o miúdo batesse com o nariz na porta. Procurei um compartimento, não havia vazios, por isso sentei-me num com duas miúdas assustadas. Primeiro ano. Sentei-me e fiquei a ver a paisagem. Neste momento Draco e a Parkinson devem estar a beijar-se todos contentes. Como é possível eu ter-me apaixonado por um rapaz como aquele. Ele não só namorou com a Parkinson, acho que ele é que quem teve mais namoradas na escola. As miúdas riram de algo. Olhei para elas e sorri.

-Em que casa estás? – Perguntou a menina loira.

-Slytherin.

Uma ficou chocada e engoliu em seco. A que perguntou sorriu.

-Então és sangue puro. – Abanei a cabeça.- Vês só sangues puro podem entrar. – Disse para a outra.

Ela choramingou. Sentei-me ao lado dela do outro lado.

-Não tenhas medo. Não és sangue puro?

Ela abanou a cabeça, deixando lágrimas cair.

-Não faz mal. Podes entrar na mesma para os Slytherin se tiveres as aptidões, nem todos são sangue puro. E as outras casas são na mesma boas.

-Estás a brincar? – Disse a loira. – Só Slytherin é que é bom. Vou comer.

Levantou-se pavoneando-se.

-É tua amiga? – Perguntei.

-Prima.

-Rica prima. – disse mais baixo.

Ela riu-se.

-Ela é um pouco má. Mas é prima.

-Trata-te bem?

Ela olhou para a porta, como se a loira tivesse ali a ouvir. Abanou a cabeça.

-Porquê?

-Porque ela descobriu que era feiticeira primeiro e eu sou filha de um feiticeiro e uma Muggle.

-Isso não tem mal nenhum. O que importa é o teu coração e saberes fazer feitiços. Se sabes tudo bem. – ela sorriu. – Mas se vais para os Slytherin tens que te habituar a isto.

-Obrigada. – Abracei-a. – Não és nada como os outros.

Sorri-lhe. A porta abriu de rompante e o Draco entrou. Levantei-me rápido.

-Põe-te andar. – Disse para a miúda.

-Não lhe fales assim. Como te chamas?

-Lily. – Disse baixinho e saiu.

Ele fechou as cortinas. Andei para trás perto do vidro.

-Que queres?

-Há bocado protegi-te, mas que nunca volte a acontecer o mesmo. Nós somos mais velhos, tem cuidado.

-Não tenho medo.

-Devias.

-Não me podes ameaçar como fazes aos filhos de Muggles. Não tenho medo de ti, ou dos teus estúpidos guarda-costas nem do teu cão de guarda Parkinson. – Gritei. – Vocês não valem nada. São uns medrosos, são fracos e acham-se os maiores e o que vocês são é uns

Ele caminhou na minha direção rápido, colocou as mãos na minha cara e beijou-me. Nem sei o que lhe estava a dizer, só sei que correspondi-lhe. As suas mãos passaram para a minha cintura e quando dei por mim, já as minhas pernas rodeavam a sua cintura. Ele encostou-me ao vidro e beijou-me o pescoço. Puxei o seu rosto e beijei-o de novo. Ele deitou-me no sofá, o comboio solavancou e nós quase caímos. Ele riu-se. Olhou para mim, os seus olhos cinzentos inundaram-me, beijou-me. A sua capa desapareceu.

-Desculpem.

Ele saiu de cima de mim. Sentei-me rápido. Ele olhou para mim uma última vez e saiu. A Lily entrou e sentou-se corada.

-Desculpa, não sabia que estavas com ele.

-Não faz mal. – Sorri com o momento passado. – Não comentes com ninguém.

-Está bem. – sorriu.

-Que é isto? – Perguntou a loira. Estava com a capa dele na mão.

-É meu. – Disse-lhe e tirei-lhe da mão.

-Com perfume de homem? – Perguntou. Encolhi os ombros. – Parece que tiveste companhia.

Não respondi, ela sentou-se e olhou de lado para a Lily. Esta ficou a ver a paisagem. Coloquei a capa à volta do meu corpo e inspirei o cheiro do perfume dele. Isto tinha mesmo acontecido.

Notas finais
Beijinhos,

Madame Tupert Cullen