Notas iniciais
Olá :) Desculpem a demora Espero que gostem Beijinhos

As bancadas estavam totalmente cheias, estavam também divididas pelas cores verdes e vermelhas, com cachecóis, bandeiras e uma cabeça de leão na bancada dos Gryffindor pertence de Luna que rugia audivelmente. Ninguém parecia importar-se com o frio. Estavam todos eufóricos gritando e vaiando quem não queriam que ganhasse. As equipas entraram em campo e a multidão gritou o mais que podia, ainda fazia confusão o Draco não estar presente e não saber a razão. Os capitães juntaram-se e apertaram as mãos, parecia haver realmente um teste de força entre o Potter o Urquart. O apito soou e todos subiram para os seus lugares, Weasley parecia que confiante e isso só podia ser bom. Zacharias Smith o capitão dos Hufflepuff estava a comentar e quando declarou que o Ron só tinha entrando por ser o melhor amigo do Potter, o campo encheu-se de vaias do lado vermelho e aplausos do meu lado. Harper estava a procura da snitch assim como o Potter acima dele. Urquart fez a sua primeira tentativa de marcação, mas Weasley defendeu perfeitamente. Esta performance do ruivo vislumbrou-se na seguinte meia hora dando uma vantagem de sessenta pontos à sua equipa. Ginny tinha marcado quatro dos seis pontos, gritei a todos eles, levando com olhares furiosos da minha casa na minha direção. Coote atacou Harper com um bludger levando a minha casa explodir de raiva contra Coote. Os Gryffindor estavam a ter um jogo perfeito, com um keeper que defendia tudo, por vezes com as pontas das luvas. A bancada pintada a vermelho e ouro começou a cantar a velha canção favorita “Weasley é o nosso Rei”. Harper atacou Potter, mas Madame Hooch não tinha reparado. O seeker que estava a substituir Malfoy avistou a snitch e o dos Gryffindor seguiu-o, Harper já estava com a mão estendida para a snitch invisível para nós, Potter disse-lhe algo e segundos depois Harry estava com a mão fechada e gritava de felicidade. A multidão gritou e este desceu até ao solo, quase não se ouviu o apito que clamava o final do jogo. Vi Ginny a voar numa direção que não era para aterrar, bateu com uma imensa força sobre Smith, o resto da equipa dos Gryffindor assim como os seus apoiantes riram-se e aplaudiam. Madame Hooch caminhou irritada na direção da minha amiga ruiva, mas esta com ar inocente desculpava-se dizendo que estava descontrolada. Abraçavam-se enquanto abandonavam o campo. Saí junto com a bancada dos Slytherin e dirigi-me ao dormitório, onde ninguém festejava ou sorria. Draco não se encontrava lá e decidi procura-lo. Ouvi alguém soluçar e segui o choro.

–Hermione. – Chamei vendo o cabelo castanho ondulado.

Ela fungou e limpou a cara com a palma da mão.

–Olá Sophie.

–Estás bem?

–Sim foi só… — E desmanchou-se em lágrimas. Não sabia o que fazer, mas sentei-me junto a ela no degrau e abracei-a de lado.

–É por causa do Weasley? – Ela olhou para mim aterrorizada. – Tenho as minhas desconfianças.

–Vi-o a beijar a Lavender e nem sei porque me importo ou porque me dói ver isso.

–Porque talvez tu…

–Não digas isso. – Interrompeu-me. Voltou a limpar as lágrimas e afastou-se. – Devias estar a ir para algum lado, não precisas de ficar aqui.

–Só estou preocupada.

–Não estejas. – Sorriu. – Vai ter com o Malfoy.

–O quê? – Perguntei assustada.

–Não és a única a ver as coisas.

–Pois. – Levantei-me. – Fica bem Hermione.

Ela acenou e eu caminhei para a Torre de Astronomia. Acelerei o passo, sabia que ele estava lá. Estava demasiado frio, mas Draco tinha as mãos sobre o parapeito como se isso não o incomodasse.

–Estás bem?

Ele assustou-se e virou-se para mim. Estendeu a mão, agarrei-a e ele puxou-me, pondo-me à sua frente, abraçou-me por trás e ficamos a observar a noite, a neve a cair sem dizermos nada.

*

A escola já emanava a Natal, no Salão Nobre tinha as habituais doze árvores entregues pelo Hagrid, os corrimões das escadas tinham entrelaçadas grinaldas de azevinho e fios dourados, as armaduras tinham velas eternas no seu interior e ao longo dos corredores tinha ramos de visco pendurados em intervalos regulares. Grupos de raparigas insistiam a ficar por baixo dos ramos de visco à espera da sorte no amor, revirei os olhos ao passar por um. Já era costume ver Ron e Lavender aos beijos nos corredores, via-se cicatrizes de arranhões no pescoço e braços do Ron, coisa que era fácil de perceber de quem os tenha feito, só não sabia como Hermione o tinha feito, algum encantamento talvez. Virei num corredor indo contra alguém.

–Sophie. – Suspirei reconhecendo a voz de Goyle. Tentei sorrir.

–Olá Goyle. Crabbe. – Mas porquê que estes dois têm de estar sempre juntos?

–Estava a questionar-me se tu pertences ao grupo do Slughorn. Não vais convidar ninguém para a festa de Natal?

–Não pertenço. – Respondi seca e sai a passo acelerado.

Queres ver que o Draco tinha razão em relação a Goyle. Que horror, ele é um chato e parvo. Dirigi-me ao salão e Ginny acenava-me. Dei um passo na sua direção quando alguém se meteu na minha frente. Sorriu-me e os seus olhos azuis mar brilharam.

–Olá Soph.

–Olá Cory. – Respondi.

–Gostava que fosses comigo à festa de Natal do Slughorn. Como amigos. – Acrescentou com um olhar mais triste.

–Eu não sei.

–Por favor, eu percebi porque acabamos. – Olhou para cima do ombro para a mesa dos Slytherin, segui-o e encontrei o par de olhos cinzas na nossa direção, mas voltou-se para o pequeno-almoço. – Mas é mesmo como amigos, não sei quem mais convidar, não quero ser o único do grupo a ir sozinho.

–Tudo bem. Eu vou contigo.

–Obrigado. – Deu-me um beijo na bochecha e seguiu para a mesa dos Ravenclaw que era a sua casa.

Caminhei até a Ginny, sentei-me de frente a ela e de Dean que conversava entusiasmantemente com Seamus.

–Então tu e o Cory estão novamente juntos?

–Não. – Respondi e servi-me. – Ele convidou-me para a festa.

–Boa. Sempre gostei de vos ver juntos. – Sorri-lhe. – Soube há pouco que a Luna vai com o Harry.

Queria questiona-la como se sentia, mas Dean já tinha tomado a atenção na nossa conversa. Ela sorriu-lhe e deu-lhe um beijo audível na bochecha. Pode enganar todos, menos a mim, ela gosta demasiado do Potter.

*

Encontrei-me com Cory à entrada do gabinete do Slughorn.

–Estás linda.

–Obrigada.

Ele estendeu a mão como perfeito cavalheiro que era e ao caminhar entrelaçou os nossos dedos, não me afastei como queria, era a noite dele e via-se isso nos seus olhos. E admitindo apreciava como ele me fazia sentir confortável e feliz, sem dúvidas e medo como acontecia com Draco. O professor Slughorn celebrou a nossa chegada com um cumprimento caloroso de aperto de mãos. Vi Hermione chegar com o McLaggen e a fugir dele passado pouco tempo. Abanei a cabeça sabendo que tinha convidado o rapaz que iria irritar Ron.

–Queres dançar? – Perguntou-me Cory.

–Claro.

Encaminhou-me para o meio da sala, aproximou-se os nossos corpos, as suas mãos percorreram o meu corpo ficando na minha cintura, coloquei os meus à volta do seu pescoço e embalamo-nos pela música. O cheiro familiar de Cory fazia-me sorrir pelo que me inclinei pousando a minha cabeça no seu ombro.

–Tenho saudades tuas. – Sussurrou no meu ouvido. Apertou-me mais contra ele.

–Eu também.

Senti-o a abanar a cabeça e tocou com o seu nariz no meu pescoço.

–Estás com ele? – Perguntou contra o meu pescoço fazendo-me arrepiar.

–Mais ou menos acho.

–Ele faz-te feliz? Quando te toca o que sentes?

A sua boca percorreu o meu pescoço e roçou nos meus lábios.

–Eu amo-o.

–Não respondeste à minha pergunta. És feliz com ele?

–Sou.

Encostou os nossos lábios, afastando-se de seguida olhando-me nos olhos.

–Não acredito, aposto que estás sempre preocupada com o que pode acontecer a seguir, se ele te quer ou não. Se te quer porque não vos vi juntos?

Não lhe respondi.

–Bem me parecia. – Disse e voltou a encostar a sua face á minha. – Eu posso-te fazer feliz, a mulher mais feliz do mundo.

–Eu sei. – Respondi com sinceridade.

Cory afastou-se um pouco, entrelaçou as nossas mãos e colocou-se à minha frente. Filch entrou arrastando Draco por uma orelha.

–Professor Slughorn descobri este rapaz escondido no corredor cá de cima. Ele afirma que foi convidado para a sua festa e se atrasou. Mandou-lhe convite?

Draco libertou-se de Filch e os seus olhos refletiam raiva.

–Está bem, não fui convidado! – Confessou. – Estava tentar a entrar de assalto, satisfeito?

O Filch explodiu com ele, mas este já dirigia-me o olhar e baixou até à minha mão junta com a do Cory, este encostou-se mais a mim de forma protetora.

–É Natal e não é crime querer ir a uma festa. Só por esta vez, vamos esquecer o castigo; podes ficar Draco. – Disse o professor Slughorn.

Filch estava irritado, assim como Snape e Draco. Filch desapareceu entre a multidão que começava a aproveitar novamente a festa. Draco agradeceu ao professor Slughorn e começou com a habitual bajulice.

–Quero falar contigo, Draco. – Disse Snape.

–Ora, ora, Severus. É Natal, não sejas demasiado duro…

–O Chefe de equipa dele sou eu, e eu é que decido se sou duro ou não. – Interrompeu o professor Slughorn. – Anda comigo, Draco.

Antes de saírem Draco deu um último olhar irritado para mim. Potter seguiu-os, fazendo-me dar um passo também. Cory agarrou-me no braço.

–Deixa-os, que vais fazer?

–Nada. Só…

–Fica comigo. – Interrompeu-me. – Preciso tanto de ti, Soph.

Encostou novamente os nosso lábios, levando-nos para um beijo calmo e cheio de emoções passadas. Para minha surpresa eu também precisava dele e o beijo aprofundou-se até que nos afastamos e dançamos abraçados. E por uma noite não pensei mais no Draco.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.