O Meu Guarda-chuva
4 Imensidão dourada.
Notas iniciais
Espero que gostem de mais um capítulo saindo do forno.
Houve algumas modificações no final do capítulo anterior, se puderem deem uma olhadinha. Beijos e comentários.
Capítulo 4 – Imensidão dourada
Ela foi despertada por um calor imenso mais não conseguia abrir seus olhos mesmo com o próprio esforço. Era como se ela estivesse em um imenso torpor, seu corpo não se mexia aos seus comandos. Ela sentia – apesar do calor — um enorme vento soprando em seus ouvidos e puxando seu cabelo para traz, mais não era só isso, era possível ouvir vozes que diziam:
– É uma menina?
– Será um alienígena?
– Talvez seja uma nômade.
– Porque ela está com um guarda-chuva? Que engraçado aqui há anos não chove.
Ao escutar isso, ela não resiste ao calor e desmaia novamente.
Ela acordou com muita dor de cabeça e se sentindo um cheiro forte de menta.
– Acordou! Acordou! – Sussurros rondaram a menina.
Luiza abriu os olhos e aos poucos sua visão foi sendo retomada. Ela percebeu que estava em cima de uma pequena cama de madeira coberta com palhas. As paredes do local pareciam com varas de bambu que sustentavam o teto composto de palhas e varas. Em sua volta havia pessoas que a olhavam de maneira curiosa que no ponto de vista de Luiza, estavam usando cobertores em vês de roupas.
Quando ela tentou falar alguma coisa, sentiu um ardor em sua garganta.
– Quer um pouco de água, minha jovem? – Falou uma senhora oferecendo um copo de barro com água para ela.
Luiza olhou em volta, e admirou o copo por alguns minutos, perguntando se deveria tomar ou não a água. Resolveu aceitar, e pegou o copo bebendo a água por inteiro e saciando sua sede e molhando sua garganta.
– Quem são vocês? – Sua voz saiu rouca
– Ei! Como assim ‘’ quem são vocês? ‘’ Você é que aparece aqui! Você e o que? Algum tipo de espiã? – Um garoto respondeu áspero para Luiza.
–Não! Eu só sai de uma Lan House e chovia...
– Cale-se! – Gritou o mesmo garoto – O que é Lan House? Sua bruxa! É uma arma?
– Nã...
– Quieta! E porque você usa um guarda-chuva? Quer me fazer de idiota? – Gritou o mesmo garoto.
– Calma Ivo! A menina está assustada, e a pessoa pode utilizar o guarda-chuva para se esconder do sol. Que, aliás, aqui tem muito! – Falou rindo um rapaz.
Daí, Luiza escuta um arrastar de uma cadeira e rapidamente a cadeira aparece em sua frente. Um outro jovem senta na cadeira e fala:
– Este desenho é uma divina arte dos deuses! – Diz ele admirado com o desenho do interior do guarda-chuva.
– Não fale com ela! – Berrou Ivo – Talvez ela fale outra língua! Seu idiota. — Ivo falou sem perceber que ele mesmo havia falado com Luiza e que ela entendia tudo o que ele havia lhe falado. Ele estava muito agitado.
– Não! Eu entendo tudo. – Falou Luiza apavorada – Meu nome é Luiza e não me lembro de como vim parar aqui. Eu achei que estivesse sonhando, mas ao escutar o berro deste menino eu percebi que é tudo real.
– Meu nome é Túlio. – Falou o menino que estava sentado na cadeira – E este ao meu lado – Ele aponta para um garoto que estava em pé ao seu lado – É meu irmão Felipe.
– E este pequeno aí? – Ela perguntou.
– Meu nome é Ivo! O maior guerreiro de todos os tempos. – Ele diz dando um sorriso.
Neste exato momento, alguém abre a cortina e uma voz grave pergunta:
– Ela já acordou?
Luiza olha e vê que ele estava vestido com uma grande manta, que lembrava um velho cobertor, não muito diferente de quais os garotos usavam.
– Você está bem? – Pergunta um homem que aparentava ter uns 30 anos e de pele muito queimada pelo sol.
– Sim, estou melhor. Alguém colocou menta no meu nariz e me fez acordar. – Ela disse
– Então se levante e venha aqui no pátio! Todos querem lhe ver. – Ele diz
– Como assim... Todos querem me ver? – Ela diz com os olhos confusos.
E sem esperar ele lhe puxa pelas mãos e a arrasta para o lado de fora da tenda. Ao sair, todos se silenciam e focam no rosto dela. Luiza ficou perplexa quando observou o local. Parecia uma pequena ilha, com vários coqueiros e árvores de todos os tipos mais em pequena quantidade, no centro havia uma fonte onde as pessoas se aglomeravam com baldes e todas as pessoas também usavam aqueles mesmos cobertores que agora ela percebe que é de couro. Mas, a ilha em vês de ser cercada de água era cercada por uma grande quantidade de areia como um deserto que refletia um tom dourado.
– Essa garota foi a que caiu aqui? E ela que vai nos ajudar? Ela não tem músculos, é uma menina, e o que tem em mãos e um guarda-chuva, aqui ninguém usa botas ela tá tirando onda da nossa cara? Ela veio para um deserto, concertesa não viverá um dia fora dele, eu preciso de água para meus gados e não de choro de crianças!
Quando o homem terminou de falar isso, um grande burburinho foi ouvido, e em meio ao barulho alguém pede silêncio, e a multidão se abre como as águas do mar vermelho e de lá aparece um senhor de idade avançada que mais parecia com o personagem de um famoso desenho ‘’ A caverna do dragão ‘’ ele se parecia com ‘’ O mestre dos magos ‘’.
– Silêncio. – Disse de forma autoritária – Há muitos anos esperamos a resposta, criamos os nossos conceitos, pensávamos que era um guerreiro forte, mas sabemos que a verdadeira força está no interior.
– Luiza, este é o rei de nossa ilha. – Falou o homem que a arrastou para o lado de fora da tenda. – Aliás, meu nome é José. E estes que a acharam são meus filhos.
Luiza nunca foi tão importante em seu dia-a-dia, na escola nunca chegou a ser líder de grupos e sempre achava que ninguém precisava dela, que ela era uma inútil, pois ela não tinha nenhum talento que seja tão importante para todos. A única coisa que ela poderia ser considerada boa era em sua criatividade. Mas agora ela pensou que tudo estava mudando ela estava sendo muito importante par aquele povo, quem quer que sejam eles, não conhecia a história de ninguém dos que estavam ali, mais tinha um pressentimento dentro de si que era para ajudar aquele lugar. Seria um país? Será que ela foi sequestrada? Essas eram as perguntas que rondavam sua cabeça.
Notas finais
Criem suas próprias histórias.
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