Notas iniciais
Passei o meu domingo digitando esse capitulo e.e
Foi divertido ouvir a minha tia ronca no meu ouvido enquanto eu digitava ¬¬'
Na verdade dei uma enrolada pra terminar ele fiquei lendo VK pra dar u pouco de inspiração u.u
E o bom é q deu certo XD
Bom aproveitem ele ^^

Engoli seco quando entrei na casa, aparentemente era apenas uma mansão, mas interiormente era totalmente diferente do que eu pensava, logo de cara a casa virava uma mansão subterrânea, pois em vez de haver escadas para os antares de cima, a casa logo enviava os degraus para baixo.

Aki foi à minha frente, me puxando enquanto descia os degraus.

─ Diferente não?

Eu não tinha palavras para responder.

─ Os Kuran planejaram essa casa de modo que pudessem esconder a filha mais nova deles, a princesa Kuran, Yuuki. Eles conseguiram proteger ela durante um tempo, mas depois o irmão mais novo dos dois atacou a casa em busca do sangue dela, os pais, Juuri e Hakura, morreram no processo, a única pessoa que sobrou foi ela e o irmão mais velho dela Kaname. A mãe dela fez um ritual de transformação nela, Yuuki virou humana e o irmão continuou vampiro, além de ela também não ter mais memórias do passado, nada desde os 5 anos de idade. Juuri apagou a memória dela também.

Ela parou de repente de falar.

─ Bem acho que isso não te interessa muito. E eu não sei muita coisa. De qualquer forma eles estão nos hospedando aqui, a família real Kuran e a família real Yue, são as ultimas existentes com puro-sangue, dois puro-sangue da família Kuran, embora os dois sejam filhos do Presidente da Associação, de alguma forma ambos nasceram puro-sangue, apenas a mãe deles Yuuki era vampira, quando ela estava grávida, foi transformada em humana pelo irmão, mas em vez de as crianças nascerem humanas, elas nasceram vampiras puro-sangue. Acho que já devo parar de falar um pouco, você não deve estar entendendo muita coisa.

Depois disso nós duas ficamos em silêncio, eu fiquei pois não havia muito o que falar entre nós, eu não fazia a mínima ideia sobre o que falar com ela.

─ Bem em uma coisa você não mudou ─ ela falou de repente.

─ He?

Ela cobriu o sorriso com a mão.

─ Nós duas sempre fomos assim, quando estávamos juntas, nisso você não mudou, bem reencarnações não mudam a nossa personalidade apenas o nosso passado, era o que a vovó dizia.

─ Nós tínhamos uma avó?

─ Foi por um breve tempo, apenas até os meus 7 anos, não tenho muitas lembranças dela, ela resolveu dormir.

─ Dormir?

─ É você não se lembra de muita coisa mesmo. – ela comentou – Bem quando alguns puro-sangue vivem demais as vezes eles cansam de continuar vivos, e vão dormir. É o modo que o nosso pai escolheu para morrer, depois que todas nós sumimos, ele entrou em colapso depois da morte da mamãe, nós acabamos nos afastando dele, você e Oto escolheram fugir de tudo e reencarnar, depois que eu descobri isso, tentei de alguma forma ir atrás de vocês, eu tenho vagas lembranças da minha vida anterior a essa, eu tive 2 vidas até que consegui encontrar você. Na minha vida anterior eu era uma coisa parecida com uma vampira, um espécie diferente. Isso é estranho. Bem de qualquer forma voltando a vovó, ela foi morta em seu tumulo por Sara Shirabuki, essa puro-sangue queria ser a Rainha dos vampiros, mas ela foi morta por Kaname Kuran, a nossa família nunca chamou muita a atenção, em geral vivíamos isolados, enquanto a maioria dos vampiros de mantém aqui nós vivíamos na Europa totalmente afastados. Por isso ninguém ligou muito quando os membros da nossa família desapareceram, nós não tínhamos uma presença forte. Papai foi acordado sem querer, alguns arqueólogos estavam investigando o castelo da nossa família e encontraram a nossa tumba ancestral, de alguma forma acordaram ele, acabou em um massacre, papai foi em busca de Vlad ...

─ Vlad? Quem é esse? ─ interrompi.

─ Ahh esqueci de falar o nome do homem que a mamãe de apaixonou Vlad, Vlad Tapesh. Ele encontrou Vlad, que estava vivo mesmo depois de muito tempo, e bem eu estava junto.

─ Como?

─ Eu ... ─ ela hesitou ─ eu de alguma forma sou amiga do Vlad, na vida que eu reencarnei, eu acabei virando amiga dele, papai percebeu quem eu era, e no momento em que eu vi ele, comecei a lembrar. Depois daquilo, eu acordei e já estava de volta ao meu corpo original, Vlad sabia aonde nós três estávamos, foi ele que escondeu vocês duas e depois ele nos encontrou, mas ele não achou o papai. O que era irônico por que papai nunca saiu da nossa propriedade principal. Logo eu já sabia de tudo, vim para o Japão, falar com o Concelho assim eu descobri tudo. Os Kuran foram gentis e me ajudaram, depois eu comecei a fazer o contato com você. Pedi a Vlad pra enviar vocês duas. Não sabia qual delas você era, visualmente, vocês duas são impossíveis de se distinguir, mas depois daquele sonho eu soube que você era a Sayo. Chegamos! ─ ela exclamou.

Eu não havia percebido, estava tão focada na conversa que não percebi o quanto nós avançamos. Havíamos parado em frente a uma porta branca de detalhes em dourado, e envelhecida, de aparência pesada e as paredes de tijolos velhos, como as de um castelo subterrâneo.

─ Ehh Aki – a chamei.

─ Sim?

─ Como vou fazer isso? Bem quer dizer ... eu não sei o que fazer só tenho memórias vagas, apenas o suficiente, para que eu soubesse o que eu fui ...

─ Não tem problema eu vou cuidar de tudo para você, vou fazer a transferência hoje ─ ela disse sorrindo.

─ Mas e o meu corpo atual? Eu tenho uma família agora, por mais que eu tenha prometido que iria voltar não posso deixa-los e os meus amigos?

─ Deixe isso com a Aki-sama, não se preocupe vai acabar tudo bem. De qualquer forma vamos logo ─ ela disse enquanto me puxava em direção a porta.

O lugar era escuro e misturado com um cheiro que eu não sabia distinguir.

─ Você não consegue ver nada, não é?

─ Está muito escuro.

─ Não se preocupe. Você tem que sentir, aonde você acha que está? ─ ela me perguntou.

─ Eu não sei como eu ...

─ Apena sinta, feche os olhos talvez ajude.

Fechei os olhos e me concentrei na voz que aparecia para mim durante os meus sonhos, a voz que me contava sobre o meu passado, a voz que me dava lembranças, a voz que me ...

“Estou aqui” era a mesma voz dentro da minha cabeça “ continue com os olhos fechados, vou te mostrar o caminho”. Um vulto vermelho se formou, frente a escuridão dos meus olhos fechados. “Venha estou aqui”.

Avancei em meio a escuridão, confiando na voz que vinha da minha cabeça.

“Isso continue andando” dei apenas alguns passos ”pare” ela disse do nada ”estique a mão” estendi a mão a minha frente, acabei sentindo uma textura lisa, fria, logo senti o que parecia uma corrente elétrica passando por mim.

─ É aqui.

─ Sim, como esperado você encontrou. – ela estava com um candelabro na mão, assim vi que a superfície que eu tocara era branca, um caixão em mármore ─ Você vai se reencontrar a partir de agora, assim como eu estou passando por mudanças você também vai.

─ Mudanças?

─ O conflito entre você mesma e ela, apesar de serem parecidas, vocês são diferentes uma da outra, a sua história de vida é diferente, você vai passar pela mesma coisa que eu estou passando.

─ O que?

─ Consentimento. Quando chegar a hora você vai saber. Então aqui vamos nós.

Ela esticou a mão livre em direção ao caixão branco, e puxou a tampa, de modo que ela tombasse de lado. Revelando a outra eu.

Notas finais
É eu sei fui muito má no finalzinho
Mas adorei terminar ele assim *u*
Vou ver se começo a escrever essa fic com mais frequência, tinha umas horas que eu parava de escrever e começava a viajar na maionese pensando em histórias muito mais a frente da fic '-'