Tu, que vês as minhas açcões

Guardas na Terra em molduras inquebráveis

Isolada de tudo o que seja tentações

Talvez um dia sejam, estas penetráveis

Toda uma vida presencias-te

Com príncipio, meio e fim

Na altura da minha morte lamentas-te

E congratulas-te quando ao mundo vim

Admiras os meus sonhos

Como se fossem teus pertences

Sejam eles alegres ou medonhos

Só vez e nada sentes

Para que quero folhas de papel

E uma enorme perda de tempo

Quando sei que o mundo me é fiel

Aguardando pelo meu desenvolvimento

A minha vida está escrita no Mundo

Um Mundo onde as suas raizes têm a sua história

Onde os segredos são profundos e oriundos

E a confidência é a sua maior glória.

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