O Metamorfo

2 Capítulo 2 - De volta pra casa?


Notas iniciais
Oi gente o escrevi esse texto com um intuito totalmente diferente do que tenho agora. Realmente gostei do que desenvolvi no primeiro capítulo, então resolvi continuar Espero que estejam comigo nesse viagem maluca ao mundo sobrenatural *--* Beeijos ;**

Deitado na enorme cama de casal, Brad acordou com um par de olhos observadores bem perto de si. Inicialmente ele se encolheu na cama de maneira defensiva, mas quando aprofundou seu olhar no da linda garota parada a sua frente ele pôde sentir que estava seguro de alguma forma. Seus lindos olhos azuis combinavam perfeitamente com as leves ondas que seu cabelo negro delineavam pelo seu rosto. A maçã do rosto da garota era bem rosada e angelical transformando sua expressão num tipo de “canto de paz”.

A pequena e delicada garota retirou a coberta que abrigava O Metamorfo e ele estava completamente nu, assim como ela o havia encontrado adormecido na floresta. Brad hesitou ao seu toque, mas sempre que ele pensava em ir contra algum ato de Melanie, seu corpo e coração pediam para que ele não o fizesse.

_Onde estamos? – perguntou Brad ansiando por algo que o cobrisse novamente para que ele não se sentisse vulnerável à garota cujo nome misteriosamente lhe vinha a cabeça mesmo quando ela não havia pronunciado uma palavra sequer desde que ele acordara -.

_Perto de casa – ela se limitou a dizer e abriu um sorriso bastante acolhedor -.

O Metamorfo, desejando encontrar um animal qualquer no qual ele pudesse se tranvestir, cruzou as pernas e abraçou-as enrolando seus braços em volta dos joelhos. Melanie apenas deixou o quarto ainda sorrindo.

_Por acaso você não tem roupa nenhuma pra mim não? – peguntou Brad aos berros, mas a garota já estava longe demais para escutá-lo -.

No desespero de ficar só, sem saber onde estava e ainda com uma garota desconhecida cujos olhos eram os mais belos que ela já havia avistado, Brad se levantou e foi em direção à janela para abrí-la na tentativa de fuga. Para seu desagrado, todas as janelas eram extremamente altas e revestidas com bastente ferro, o que impossibilitava qualquer movimento do homem. Ele tentou sair pela porta da frente, e mesmo que tivesse que passar por cômodos da casa que desconhecia, ele o faria.

Quando as ondas sonoras do virar da maçaneta da porta chegaram aos seus ouvidos, Melanie já estava de pé, postada na frente da porta de seu quarto, ainda sorrindo e mantendo seu olhar no dele. Ela apenas pegou sua mão direita e levou-o a um armário enorme, rústico e um pouco mofado, onde roupas bastante antigas se encontravam. As vestimentas se assemelhavam às de uso no século XVI da Inglaterra: blusas brancas e finas com pequenos cordões nas golas, seguidas por uma envergadura enorme e pesada de ferro que incomodava bastante e calças justas no quadril, mas largas do joelho para baixo. Para as mulheres, os excruciantes e glamurosos espartilhos acompanhados com enormes saias rodadas e bem armadas.

Brad apenas vestiu aquelas roupas sem reclamar, afinal, ele preferia estar coberto por algo – mesmo que houvesse bastante desse algo – do que completamente nu em frente a uma menina que não aparentava nem 18 anos.

Os olhos da menina passearam por todo o corpo e roupas de Brad e ela apenas fez um cumprimento gentil, à moda antiga, segurando a ponta da saia e dobrando os joelhos de leve para o cavalheiro. Brad a olhou assustado, mas apenas retribuiu o gesto.

_Bom dia, querido Homewood. Você veio de volta para casa – seus olhos se encheram de um brilho extremamente verdadeiro e Brad ficava cada vez mais tenso, sem saber como agir ou o que dizer.

_Como você sabe meu sobrenome? Aliás você tem um nome por acaso? – perguntou Brad para ter certeza de que o nome da garota era o mesmo que habitava sua mente. As perguntas soaram um pouco mais indelicadas do que ele desejava e a pequena garota fechou o semblante e tornou a mexer no armário de roupas.

_Ora, Homewood, que pergunta tola. Nós dois sabemos que herdei seu nome pelo nosso casamento e Melanie Seymour Homewood é um nome absolutamente adorável.

Brad fitou a expressão da garota e se perguntou se não estava sonhando. Assim que ele estava prestes a indagar a mulher sobre o porque das roupas, do local, do abrigo e do suposto envolvimento entre eles, um cachorro adentrou a porta da frente da casa e Brad não conseguiu se conter. As armaduras e braceletes pesados foram deixados para trás, e o homem misturou sua essência ao do animal que estava a sua frente.

Naquele instante, transformado em um animal irracional, O Metamorfo Brad não conseguia ordenar seus pensamentos claramente devido a mistura das inteligências do ser racional com o irracional. Ele apenas correu para dentro da floresta mais uma vez, e quando acordou estava deitado na mesma cama em que havia acordado pela última vez: a enorme cama de casal. E ele estava despido mais uma vez.

Notas finais
eai?' U.U