O Mestre - EM HIATUS

17 Capítulo Dezesseis


Notas iniciais
Olá pessoinhas lindas *-* Desculpem a demora para atualizar, mas agora que as aulas voltaram está complicado arranjar tempo para escrever, entretanto, estou até me saindo bem ^^ Como prometido, aqui vai um P.O.V. do nosso Blake, espero que vocês gostem. Boa leitura.

“O confronto nem sempre traz uma solução para o problema, mas, enquanto você não enfrenta o problema não há solução.” – James Baldwin.

[Blake]

A primeira coisa que noto quando entro no auditório para ministrar a aula de Musicalidade e Interpretação, naquela manhã quente de segunda-feira, é que Alyssa ainda não está presente.

Wade está largado numa das cadeiras da ultima fileira, sozinho e com um ar emburrado e, Serena, está de pé numa das primeiras fileiras, conversando com um grupo de garotas sem parecer realmente prestar atenção ao que elas dizem. É fácil notar que o clima entre os dois está tenso, mas quando começo a me preocupar com a possibilidade de algo ruim ter acontecido, Alyssa surge na porta, atrás de mim, segurando um pequeno copo de capuccino e um guardanapo.

– Desculpe o atraso. – ela sussurra depois de quase esbarrar em mim em sua pressa de entrar no auditório – Eu tive que ir à lanchonete.

Assinto, brevemente, e então olho para ela de cima a baixo.

– Está tudo bem com você?

– Sim. – ela limpa a boca com o guardanapo e abre um pequeno sorriso para mim antes de colocá-lo dentro do copo vazio de capuccino e jogá-lo na lata de lixo mais próxima – Algum problema?

– Não. – penso um pouco – eu só estava me perguntando o que era tudo aquilo.

Desvio meus olhos dela e aceno com a cabeça em direção a Wade e Serena que estão tão absortos em seus próprios mundos que nem reparam em nossa presença ao lado da porta principal do auditório.

– Ah, isso? – Alyssa revira os olhos – Bem, eles meio que tiveram uma briga no sábado e acho que foi por nossa causa. Agora, Wade está bravo e Serena está brava, mas um dia eles se resolvem.

– Entendo. – faço uma leve careta e, depois, olho para Alyssa novamente – O Wade não quis tirar satisfação com você por causa de...

– Não. – Alyssa me interrompe sacudindo a cabeça – Ele nem falou comigo depois da festa. Acho que está me ignorando.

– Não sei se isso é bom ou ruim. – comento.

– Eu também não sei, mas espero que seja bom. – ela me lança um último sorriso e, então, se afasta, indo se juntar a Serena e a seu pequeno grupo de amigas.

Sigo para meu lugar e, como de costume, inicio a aula pedindo que os estudantes se sentem nas cadeiras mais próximas do palco, mas quando sou arduamente ignorado por Wade e seu mau humor, decido deixá-lo de lado e dar continuidade a matéria assim mesmo.

Falamos sobre os grandes ícones do mundo da música e do teatro, sobre suas características mais marcantes, seus maiores sucessos e suas melhores performances e, então, eu proponho que os alunos se dividam em trios e discutam, entre si, os motivos que levaram alguns músicos, cantores e atores a serem considerados os melhores de sua geração.

Mais uma vez Wade ignora meu pedido e me lança um olhar de completo tédio, enquanto permanece emburrado em sua cadeira e, já sem paciência para lidar com aquele tipo de atitude infantil por parte dele, desligo o projetor multimídia e acendo as luzes do auditório.

– Sr. Farris. – chamo, dirigindo-me aos limites do palco e cruzando os braços diante do peito – Por acaso minha aula o está incomodando de alguma maneira?

Wade levanta os olhos para mim e eu o encaro com seriedade, fingindo não notar a expressão alarmada no rosto de Alyssa e seu pedido silencioso para que eu não confronte Wade daquela forma na frente da turma.

Sei que ela está com medo de que Wade conte sobre nosso relacionamento para o reitor da universidade caso eu o irrite e, talvez, ele faça exatamente isso mesmo, mas eu ainda sou o professor ali e enquanto estiver em sala de aula exijo respeito por parte de todos os meus alunos e isso inclui Wade. Não me interessa se ele me odeia ou não.

– Não, senhor. Sua aula não está me incomodando. – Wade responde e por mais que ele pareça educado aos olhos do restante da turma, sua expressão dura e o tom ácido por trás de sua voz soam como uma afronta para mim.

É obvio que ele está tentando me desafiar, munindo-se da informação que obteve sobre meu relacionamento com Alyssa, mas se ele acha que sou o tipo de cara que se acovarda com esse tipo de comportamento, é porque ele realmente não me conhece.

– Ótimo. – desço do palco e atravesso auditório, seguindo até a última fileira de cadeiras e parando de frente para Wade – Pegue as suas coisas, Sr. Farris.

– Por quê? – sua expressão dura vacila um pouco diante de meu tom ríspido, mas a minha permanece inalterada e fria.

– Quero que o senhor se dirija as primeiras fileiras do auditório e se junte aos seus colegas para discutir sobre o assunto que pedi. – respondo com firmeza – Caso não queira se juntar a eles, sinta-se a vontade para se retirar da minha aula e me aguardar na direção do curso, pois não tolero esse tipo de conduta por parte dos meus alunos. Estamos entendidos, Sr. Farris?

Wade me encara, enraivecido, e eu o encaro de volta com a mesma intensidade. Posso sentir os olhares de todos os estudantes no auditório sobre nós e sei que estamos protagonizando uma verdadeira cena ali, mas não me importo. Eu não me rebaixo para esse tipo de merda.

– Como queira, professor. – ele pega sua mochila de cima da cadeira e a joga sobre o ombro e, por um instante, acho que ele vai se retirar do auditório, mas ao invés disso Wade desce as escadas e se joga numa das cadeiras da segunda fileira, encaixando-se em um grupo de discussão.

– Voltem ao trabalho. – digo ao restante da turma que, mesmo depois de Wade ter se sentado, ainda permanece com os olhos grudados em mim.

O restante da aula é mais calmo. Os alunos passam algum tempo discutindo sobre o tema que lhes dei e quando sinto que todos já estão bem afiados com o assunto, peço que se sentem no palco e que formem um círculo para debatermos sobre a identidade artística dos grandes ídolos da música e do teatro sobre o quais falamos durante a aula e sobre a contribuição de cada um deles para a cultura da massa mundial.

Não preciso dar nenhuma bronca em Wade para que ele se junte aos colegas dessa vez e, embora ele não fale muito durante o debate, pelo menos participa dele sem que eu precise ficar insistindo ou encarando-o por tempo demais.

– Muito bem. – digo colocando-me de pé assim que as discussões daquela aula se encerram – Antes de dispensá-los hoje o Sr. Farnell me pediu que lhes passasse alguns avisos sobre o projeto de teatro desse semestre. – olho para os alunos para me certificar de que eles estão prestando atenção e quando vejo que todos estão concentrados em mim, continuo: – Como já é do conhecimento da maioria de vocês, todo semestre a universidade realiza um projeto de teatro onde são encenadas duas grandes peças de escritores diversos para a comunidade acadêmica e seus convidados. Esse semestre, as peças escolhidas para a apresentação foram: O Leque de Lady Windemere, de Oscar Wilde e Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, ambas clássicas e muito populares.

Há uma comoção entre o grupo de alunos que eu sabia que cursavam teatro, como Sophie e Serena e espero que eles se acalmem um pouco antes de prosseguir.

– Apesar de este ser um projeto de teatro, o Sr. Fanell me pediu para avisá-los que haverá vagas não apenas para atores, mas também para músicos, figurinistas e artistas plásticos dispostos a ajudar na confecção dos cenários, portanto, aos interessados, a direção do curso disponibilizará um link de inscrição, no site da universidade, que ficará disponível por 48 horas.

A mão de Sophie se ergue e eu me volto para ela rapidamente.

– Srta. Kautzmann. – digo, acenando brevemente em sua direção, dando-lhe permissão para falar.

– Os estudantes que participarem do projeto receberão alguma nota extra? – ela pergunta e a agitação que se apodera dos rostos do restante da classe indicam que Sophie não era a única interessada nessa informação. Alunos...

– Este é um trabalho extracurricular não obrigatório, Srta. Kautzmann. Logo, seria completamente injusto, de minha parte, presentear os participantes com algum tipo de nota extra quando nem todos os estudantes da classe poderão participar. – explico – Entretanto, acho que vale a pena ressaltar que haverá olheiros de grandes companhias de teatro presentes nas apresentações e que os alunos selecionados para fazer parte deste projeto receberão um certificado de participação que poderá ser utilizado para saldar as horas extracurriculares exigidas pelo curso. Mais alguma dúvida?

Outra mão se ergue, dessa vez de um garoto loiro, alto e magro chamado Larry que, assim como Alyssa, está cursando música.

– Os alunos interessados nas vagas de musicista passarão por audições assim como os alunos de teatro? – ele questiona.

– Certamente, Sr. Reichert. – confirmo, correndo o olhar por todos os alunos no círculo – Todos os alunos que se inscreverem para disputar papéis ou vagas de musicista na peça receberão um e-mail de confirmação, informando a data, o local e o horário para as audições. Os atores receberão em anexo um trecho da peça que devem interpretar na audição e os músicos receberão uma lista com as canções que deverão apresentar.

– As duas audições ocorrerão no mesmo dia? – Larry continua.

– Ainda não sei. O Sr. Farnell não nos informou todos os detalhes da seleção, mas acredito que sim, Sr. Reichert.

– O senhor será um dos avaliadores? – Sophie volta a perguntar e, como eu estou no centro do círculo formado pelos estudantes, sou obrigado a dar as costas para Larry para poder olhar para ela.

– Sim. – respondo rapidamente – Eu, a professora Twigger, o professor Heigel e o professor Hillebrand seremos seus avaliadores esse semestre.

Sophie sorri e parece formular mais uma pergunta, mas antes que ela a faça o sinal toca e os estudantes começam a se levantar e recolher seus materiais.

– Obrigado pela presença e não se esqueçam de fazer o exercício sobre identidade artística que disponibilizei na plataforma esta amanhã. – dito, antes que eles deixem o palco – Nos vemos novamente na quarta-feira.

Enquanto os alunos se retiram do auditório e se dirigem para suas próximas aulas, sigo para a pequena mesa de madeira que há no palco e começo a recolher os papéis e folhas de frequência que deixei sobre ela. Estou tão distraído com a tarefa que só noto que Wade está parado atrás de mim quando ele chama meu nome.

Me viro rapidamente e dou de cara com ele, de braços cruzados, me encarando.

– Podemos conversar? – ele pergunta no mesmo tom seco que utilizou para falar comigo durante toda a aula daquela manhã.

Corro os olhos pelo auditório rapidamente, certificando-me de que todos os outros alunos já saíram e, então, assinto. A última coisa que quero fazer naquele momento é perder o meu tempo conversando com Wade, mas já que temos assuntos para resolver é melhor que o resolvamos logo.

– O que há entre você e a Alyssa? – ele pergunta sem rodeios.

– Certamente algo que não há entre você e ela. – respondo de mau humor.

Não tenho intenção de sair cantando alguma vantagem sobre o relacionamento que eu Alyssa temos, mas não consigo impedir aquela minha parte ciumenta de querer mostrar a Wade que não há qualquer espaço para ele entre nós dois. Alyssa é minha e eu o quero bem longe dela.

– Tudo bem. Então, vocês estão namorando ou algo assim? Ou isso é só sexo casual mesmo?

– Minha vida pessoal e os relacionamentos que tenho fora do ambiente acadêmico não dizem respeito a nenhum dos meus alunos, Sr. Farris.

– É Wade. – ele me corrige – Não estamos mais em aula, Blake.

– Engraçado você dizer isso quando, há pouco mais de 36 horas, estando em aula ou não, você sempre me chamava de Sr. Carson. – retruco.

Wade cerra os punhos, irritado com minha resposta, mas não estou no clima para continuar com essas discussõezinhas de universitário. Tenho muito trabalho para fazer para ainda ficar perdendo meu tempo com os ataques de fúria dele.

– Se você tem algo importante para me dizer, por favor, diga logo. – peço colocando as folhas que recolhi de volta em minha pasta – Tenho que estar em outra aula em dez minutos e você está me atrapalhando, Wade.

– Eu só quero saber se você gosta mesmo dela. – ele diz impaciente – Você a ama, Blake?

– Eu certamente não te darei essa resposta. – me volto novamente para ele – Essa é uma questão que importa apenas a Alyssa e a mim e que, com certeza, não lhe diz respeito.

– Uma ova que não!

– Então você tem algum interesse especial nessa informação? – questiono.

Wade olha para mim e posso ver os músculos de sua mandíbula se contraírem quando ele cerra os dentes para não deixar escapar seja lá qual resposta estava pensando em me dar antes.

– Você quer saber se eu sinto alguma atração pela Liss? – ele pergunta sério – Pois a resposta é sim, Blake. Eu sinto. Ela é uma garota bonita, inteligente e divertida. Qualquer cara se sentiria atraído por ela e eu seria um perfeito mentiroso se dissesse que nunca tive nenhum interesse.

Assim que Wade conclui o pensamento, sinto que são os meus punhos que se cerram. Ele acabou de dizer tudo o que eu não queria ouvir e, para o bem dele e para o meu próprio, eu espero que retire o que disse rapidamente.

– É por isso que eu quero saber qual é a sua relação com ela. – ele continua, frustrando minhas expectativas – A Alyssa é uma garota legal e eu não vou deixar que você se envolva com ela se sua intenção for apenas satisfazer a fantasia louca de ir para cama com uma aluna.

Não me lembro muito de ter movido, mas quando dou por mim já estou segurando Wade pelo pescoço e o imprensando contra a parede nos fundos do palco, sentindo uma imensa vontade de cobri-lo de socos.

– Ouça bem. – digo, mantendo minha voz baixa, porém, ainda ameaçadora – Você não sabe absolutamente nada sobre mim ou sobre o que eu sinto pela Alyssa, então, meça a suas palavras quando for falar comigo novamente, pois se eu te ouvir dizer algo assim, mais uma vez, eu vou esquecer que sou seu professor e que você é meu aluno e, juro por Deus, Wade, eu vou fazer você sair daqui numa maca.

Empurro-o uma vez mais contra a parede antes de soltá-lo e, então, pego minha pasta e meu casaco e saio do palco, deixando o auditório sem olhar para trás. Acho que não cheguei a resolver nada com Wade, mas se eu permanecesse mais uma segundo perto dele era capaz de fazer uma grande besteira.

Eu sempre fui muito responsável e maduro na hora de resolver qualquer desavença, mas desde que conheci Alyssa eu acabei me tornando mais passional do que nunca. Sempre que o assunto remete a ela eu fico com os nervos a flor da pele e ouvir Wade confessando seus sentimentos por elas e, logo depois, denegrindo os meus, era algo muito além do que eu podia lidar.

Antes que eu chegue à sala onde ministrarei minha próxima aula, sinto meu celular vibrar no bolso de minha calça e, quando o verifico, sou surpreendido por um telefonema de Shelby, minha agente.

– Como está o meu professor favorito? – ela pergunta assim que atendo e sua voz aguda faz com que o meu rosto se contraia em uma careta.

Eu adoro Shelby. Ela é uma ótima agente e, realmente, é uma boa pessoa, mas sua voz é totalmente irritante, ainda mais quando ela está me telefonando do outro lado do mundo, provavelmente no meio da rua, quase gritando.

– Estou ótimo, Shelby. E você?

– Estou ótima também. – ela responde agitada – Só não estou melhor porque o meu garoto prodígio está do outro lado do mundo, gastando todo o talento dele dentro de uma sala de aula.

Eu tenho que rir.

– Foi você quem permitiu que eu viesse.

– Eu sei, eu sei. – ela faz uma pausa e eu praticamente posso vê-la revirando os olhos – Eu não sabia que seis meses poderia ser um período tão longo.

– Não faz nem dois meses que saí da Inglaterra, Shelby.

– Mas parece-me um ano, Blake. Quando é mesmo que você volta?

– Em meados de março. – dou de ombros sem muita convicção.

Shelby sussurra uma resposta qualquer para alguém e me pergunto com quantas pessoas ela está falando além de mim. Ela vive rodeada de celulares e agendas eletrônicas, então eu nem me surpreenderia se ela estivesse com três celulares nas mãos, alternando as conversas.

– Você disse março? – ela pergunta e tenho a certeza de que está falando com mais pessoas do que dá conta.

– Disse.

– Eu vou mandar alguns papéis para o seu e-mail hoje à noite. Preciso que você analise e me diga quais te agradam. Sugeri o Vincent para alguns deles, mas os diretores disseram que queriam você, então eu...

– Shelby. – interrompo seu monólogo, pois sei que ela não vai parar de tagarelar se eu não fizer isso – Achei que nós tínhamos um acordo.

– Nós temos. – ela confirma – Falei para todos que você estava na América e que estaria indisponível para qualquer trabalho por seis meses, mas eles insistiram, Blake. Assim como a companhia, eles disseram que estão dispostos a esperar o seu retorno, por isso preciso que analise os arquivos que vou te mandar.

– Mas shelby...

– Sem mas! – ela me corta – É muito legal você sacrificar seis meses da sua carreira para ajudar um amigo, mas o mundo não para e o trabalho também não. Vou enviar os arquivos assim que chegar ao escritório e espero sua resposta até quarta à noite. Beijinhos, Blake.

Ela desliga sem me dar qualquer chance de retrucar e eu perco alguns instantes olhando para a tela do celular sem acreditar que os meus seis meses longe do trabalho, acabam de se tornar seis meses recebendo e-mails de Shelby sobre o trabalho.

Guardo o celular de volta no bolso da calça, mas nem chego a dar um passo antes que o sinta vibrar novamente. Praguejo em voz baixa e, mais uma vez, o retiro do bolso, já pensando na melhor forma de mandar Shelby ir a merda por me incomodar tanto àquela hora da manhã, quando vejo que não se trata de uma ligação, mas sim de uma mensagem de Alyssa perguntando se pode ir ao meu apartamento naquela noite.

Respondo que sim, imediatamente, e ela me responde de volta com um único emoticon que pula enquanto solta beijos e corações. Sorrio com aquilo e guardo o celular de volta no bolso, dessa vez tomando o cuidado de desligá-lo para evitar que mais alguém me ligue enquanto estou na aula.

É só quando entro na sala e me acomodo em minha mesa que percebo a grande loucura em que me meti. Eu vim para universidade com a certeza de ficar aqui por apenas seis meses e depois voltar para a Inglaterra para seguir com minha carreira no teatro, mas agora que estou completamente apaixonado por Alyssa, não sei o que fazer.

Tenho que voltar para o meu trabalho e para as loucuras de Shelby, mas não quero abrir mão da relação que Alyssa e eu construímos aqui. Como, diabos, eu vou lidar com isso?!

Notas finais
É, eu acho que o Blake tá meio enrolado agora. E vocês? Espero que tenham gostado do capítulo e que estejam ansiosos pelo próximo, embora eu não saiba quando vou conseguir concluir e postar. Muito obrigada por todos os comentários do capítulo anterior e eu acho que respondi todos, mas se tiver algum que eu não tenha respondido, por favor, me cobrem. Odeio deixar vocês sem resposta. Beijos e até breve.