Notas iniciais
Olá, quantos séculos hein?! Tá legal, não foram exatamente séculos, mas demorou um bocado, né? Eu passei algum tempo ausente do Nyah por problemas pessoais e, quando retornei e finalmente comecei a escrever o capítulo dez da fanfic, o show da Miley Cyrus surgiu no meu caminho e ocupou todo o espaço da minha mente. Resultado? Fiquei com o corpo aqui, mas com a cabeça lá no show e não consegui escrever mais nada que prestasse pro capítulo, por isso decidi terminar de escrever esse capítulo quando voltasse do show. Era para eu ter postado esse capítulo no máximo na terça-feira, já que ele estava parcialmente pronto, mas fiz a besteira de emprestar o meu pendrive para a minha prima salva um trabalho de escola dela e não sei onde diabos ela enfiou esse pendrive que ele pegou um vírus FDP que corrompeu todos os meus arquivos. Acabei tendo que reescrever o capítulo dez do início e, por isso, só consegui postar agora. Enfim, foi uma batalha para atualizar essa fic, mas finalmente pude fazer isso e estou me sentindo radiante kkkk Acho, sinceramente, que o capítulo dez que perdi por causa do vírus do meu pendrive estava um pouco melhor que esse (fazer o que?), mas ainda assim espero que gostem. Dedico esse capítulo (que é um P.O.V. do Blake *-*) à Kha-Chan e a Miss Herondale. Garotas, obrigada pelo carinho de vocês e pelo tamanho interesse nessa história! Boa leitura! p.s.: Relevem os erros que encontrarem nesse capítulo. Minha revisão geralmente já não é muita coisa e quando é feita depois de um exaustivo dia de trabalho e à meia noite ela fica ainda pior kkk Vou tentar revisar de novo depois.

“As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.” – Oscar Wilde.

[Blake]

Alyssa parece estar diante de um fantasma quando me vê parado na porta de seu quarto. Seus olhos verdes estão arregalados e sua boca bem feita está ligeiramente aberta, compondo uma expressão de total surpresa. Eu, certamente, sou a última pessoa que ela esperava ver ali naquela noite e, sinceramente, eu compreendo sua reação, pois seu quarto também é o último lugar onde imaginei que estaria agora.

Eu havia saído do West, duas noites atrás, decidido a dar à Alyssa a distância que ela tanto pedira mesmo que aquilo fosse ser difícil para mim. Aquela tinha sido uma noite de merda, é óbvio, e não vou negar que, assim que entrei em meu apartamento, eu quis voltar atrás em minha decisão e correr atrás de Alyssa novamente, mas me forcei a ficar onde estava. Ela já havia deixado claro que gostaria que eu a esquecesse e, por mais que eu a quisesse desesperadamente, precisava manter o pouco do orgulho que ainda me restava.

Não foi tão difícil não pensar em Alyssa na manhã seguinte, pois me mantive ocupado com as aulas e não a vi em lugar algum, mas na manhã daquela quarta-feira, quando eu sabia que a encontraria na aula, as coisas já não foram tão simples.

Precisei permanecer na sala dos professores por mais alguns minutos, preparando-me psicologicamente para enfrentar o fato de que eu teria que encará-la sabendo que nunca poderia tê-la em meus braços e, ainda assim, quase coloquei tudo a perder quando entrei no auditório e a vi abraçada com aquele barman – que agora eu sabia que se chamava Wade e que era um de meus alunos. Por sorte, o sorriso que desapareceu do rosto de Alyssa, assim que me viu, me trouxe de volta a sanidade antes que eu pudesse quebrar o nariz de Wade, mas, por via das dúvidas, decidi que era melhor manter os meus olhos longe dos dois durante a aula.

Achei que estava no caminho certo, jogando conforme as regras que a própria Alyssa havia imposto, mas com Alyssa nada é tão simples. Quando finalmente pensei ter entendido o que ela queria de mim, ela sobe no palco, faz aquela apresentação e coloca o meu mundo de cabeça para baixo de novo.

Confesso que, por mais profissional que eu seja, a vontade de agarrá-la naquele instante e arrastá-la até o meu apartamento quase me fez enlouquecer, mas o medo de ter entendido tudo errado e acabar dando com a cara na porta me fez recuar. Alyssa era complicada e impulsiva e, com ela, eu nunca sabia quando estava tomando a atitude certa ou errada.

Era bem provável que eu estivesse tomando a atitude errada de novo ao aparecer em sua casa daquela forma, mas eu precisava saber se todo o sentimento que vi em seus olhos durante a aula era real ou apenas fruto de minha imaginação. Eu precisava saber se ela me queria, pois eu a queria tão malditamente que chegava a doer.

– Oi. – digo da maneira mais casual que consigo, mas logo me arrependo de não ter iniciado aquela conversa com uma frase de efeito, pois a expressão de surpresa no rosto de Alyssa rapidamente se transforma em raiva e ela atira seu caderno para o lado, levantando-se da cama com um salto.

– Oi?! – ela indaga enquanto caminha em minha direção com os punhos cerrados – Você me ignora completamente durante a aula e, agora, aparece no meu quarto, como quem brota do inferno e diz “oi'?! Eu devia socar você e te colocar para fora daqui a base de chutes!

– Hey, calma! – estendo as mãos à minha frente para me proteger de um possível soco ou chute que ela queria me dar e dou um passo para trás – Me desculpe por te ignorar durante a aula e me desculpe por aparecer aqui assim, mas você não me deu outra escolha.

– Eu não te dei outra escolha?! – Alyssa avança novamente em minha direção e dou outro passo para trás, sentindo minhas costas se chocarem levemente contra a lateral da porta. Meu pai costumava dizer que uma mulher irritada é pior que um animal selvagem e eu tinha vivido o suficiente para saber que ele tinha toda razão. Em se tratando de mulheres furiosas, todo cuidado era pouco.

– Calma. – repito e me forço a conter o sorriso que brota em meus lábios quando percebo tentar dialogar com Alyssa, naquele momento, é como tentar convencer um cão muito bravo a não me morder – Fique calma, está bem? Eu vim conversar e não poderei fazer isso se você estiver gritando comigo ou tentando me dar um soco.

– Você tem sorte por eu querer apenas te dar um soco. Se eu tivesse uma arma aqui, Blake, você estaria perdido. – ela retruca e eu não posso deixar de notar que ela fica ainda mais bonita quando está brava – Agora, me diz – Alyssa interrompe o meu devaneio –, como é que eu não dei outra escolha?

– É simples. – respondo de imediato – Você me confunde.

– Eu te confundo?!

– Sim. Você me confunde. Primeiro você me beija, depois foge, depois me beija de novo e aí foge outra vez... – conto nos dedos – Eu não sei o que você quer, Alyssa.

– E você acha que eu sei o que você quer? – ela bate o dedo indicador em meu peito, visivelmente indignada – Primeiro você diz que quer ficar comigo, depois você me larga no meio de uma boate sem nem me dizer “tchau” e quando eu, praticamente, me declaro para você na frente de toda a turma você age como se nem ligasse e, agora, aparece no meu quarto assim, no meio da noite, e diz que eu te confundo? Que merda é essa, Blake?!

– Em primeiro lugar – me defendo –, eu só te deixei no West porque você mesma disse que nós não podíamos ficar juntos. Eu tentei, tá legal? Eu te disse, mil vezes, que queria ficar com você, que eu não me importava se eu era ou não a droga do seu professor, mas você sempre me mandou embora, então eu fui. Eu só fiz o que você queria que eu fizesse. Em segundo lugar, você é a garota mais complicada que eu já conheci na vida. Às vezes eu acho que você quer ficar comigo, outras vezes eu acho que você me quer longe e, quando eu penso que te entendi, você vem e fode com a minha cabeça de novo. Você vai acabar me enlouquecendo, Alyssa. E, em terceiro lugar – paro e respiro um pouco –, você acaba de dizer que se declarou para mim?

Alyssa não responde imediatamente. Seus grandes olhos verdes passeiam por meu rosto, detendo-se primeiro em meus olhos e, depois, em minha boca e quando eu começo a pensar que nunca terei a minha resposta, ela joga os braços ao redor de meu pescoço e sela os meus lábios com os seus.

Quando me dirigi até a casa de Alyssa, naquela noite, eu estava decidido a ter uma conversa longa e chata com ela sobre o que nós dois poderíamos ter e sobre o que ela realmente queria de mim, mas com os lábios dela tocando os meus daquela forma era difícil até me lembrar do meu próprio nome, quanto mais das minhas intenções para aquele encontro. Então, sem pensar duas vezes, escorrego minhas mãos até os quadris de Alyssa e a ergo do chão enquanto ela enrosca as pernas ao redor de minha cintura. Meus dedos estão separados de sua pele apenas pelo tecido branco e fino de seu baby doll e, assim como na noite em que a levei ao meu apartamento, eu mal posso esperar para me livrar das poucas peças de roupa que separam nossos corpos.

Encosto a porta do quarto, empurrando-a com o calcanhar e nem me preocupo em trancá-la antes de conduzir Alyssa de volta para a cama e atirá-la sobre ela. Rapidamente Alyssa empurra seus livros, canetas e caderno para fora do colchão, deixando-os cair sobre o piso de qualquer maneira e eu me forço a ignorar o meu “lado professor” que quer dizer a ela para ser mais cuidadosa com seus materiais escolares enquanto ela se inclina para retirar a minha camiseta.

Quando ela me puxa para junto de si, unindo nossos lábios novamente e fazendo-me cair sobre ela na cama, sinto como se o meu corpo pudesse entrar em combustão espontânea a qualquer instante. É como se eu fosse pólvora e Alyssa fosse a minha faísca, quando ela me toca todo o meu corpo se acende.

Em geral, os beijos de Alyssa são sempre famintos – como se ela precisasse deles para fazer seu coração continuar a bater –, mas naquela noite eu percebo que tudo está mais intenso. Pela primeira vez, desde o fatídico dia em que descobriu que eu seria seu professor, Alyssa parece estar se entregando totalmente ao sentimento arrebatador que tomou conta de nossos corpos no momento em que nos conhecemos e, embora eu não saiba o que esperar do amanhã, hoje tudo o que quero é me perder em Alyssa e aproveitar cada segundo ao seu lado.

Eu a conheço há pouco mais de três dias, mas sinto como se a conhecesse há anos. No momento em que os meus olhos encontraram os olhos de Alyssa naquela festa foi como se todas as peças do quebra cabeça que eu chamo de vida finalmente se encaixasse. Eu não faço a menor ideia de como explicar a atração que senti por ela naquela noite e, aos olhos de muita gente, tudo isso pareceria loucura, mas eu não me importo. Cheguei a conclusão de que o amor é feito para ser sentido e, não, compreendido e, enquanto sinto os lábios de Alyssa contra os meus, só posso desejar que ela partilhe do mesmo pensamento que eu, pois eu não aguentaria passar uma noite maravilhosa ao seu lado para, na manhã seguinte, ser tratado como um grande erro novamente.

Afastando esses pensamentos da cabeça, corro minha mão pela lateral do corpo de Alyssa, fazendo o tecido fino de seu baby doll se erguer por causa do movimento e a ouço ofegar quando a ponta de meus dedos esbarra na curva de seu seio. Ela me quer. Ela me quer tanto quanto eu a quero e essa mera descoberta me deixa em chamas.

Então, distanciando-me dela apenas por alguns centímetros, agarro a bainha da blusa de seu baby doll e a puxo por sobre sua cabeça, jogando-a no chão. Ela está com um sutiã branco simples, cujo bojo é coberto por cetim e rendas e o contraste daquela peça com seus lábios carnudos e avermelhados é tão delicado que perco um instante contemplando-a.

– Eu preciso que você me toque. – Alyssa sussurra segurando minha mão e guiando-a até seu seio – Preciso que me toque agora, Blake.

Ela soa tão sexy e tão inocente ao mesmo tempo que, mesmo se eu quisesse, eu não poderia lhe dizer não. Por isso, sem hesitação, me inclino novamente sobre ela na cama e uno minha boca a sua. Alyssa recoloca suas pernas ao redor de minha cintura e envolve o meu pescoço com os braços enquanto suas mãos se enterram em meu cabelo, puxando-me para mais perto.

Eu anseio por esse tipo de conexão com ela há dias. Inferno! Eu quase enlouqueci pensando naquela garota e, agora, eu a tinha. Não poderia haver nada melhor no mundo. Eu quero olhá-la nos olhos na primeira vez em que eu a penetrar. Quero ouvi-la sussurrar o meu nome quando eu a fizer vir. Eu quero tudo.

Mergulho meus dedos por baixo das alças rendadas de seu sutiã e as puxo para baixo, magicamente retirando-o dela em segundos. Assim como da primeira vez em que a vi, fico completamente encantado com os contornos perfeitos de seu corpo. Acho que eu nunca vou me cansar de olhar para Alyssa, mas naquele momento eu ignoro a vontade de apreciá-la como uma bela obra de Da Vinci e abocanho um de seus seios enquanto minha mão explora a curva de sua cintura.

O contato de minha língua com seu mamilo rijo faz Alyssa agarrar meu cabelo com mais força e arquear as costas, buscando ainda mais proximidade. A respiração dela está pesada e o simples fato de ouvi-la ofegar faz com que eu fique duro, então abocanho seu outro seio e guio minha mão até o cós de seu short, retirando-o lentamente e levando sua calcinha junto. Eu preciso senti-la.

Deslizo meus dedos por sua panturrilha, subindo para a parte interna de sua coxa e, quando toco em seu sexo molhado, um gemido alto escapa pelos lábios de Alyssa.

– Eu te quero tanto. – sussurro contra seus seios enquanto ainda os adoro com a boca e a sinto se contorcer sob mim.

Meu corpo está em outro nível e estou tão excitado que mal consigo raciocinar direito. Tudo em que consigo pensar é em estar dentro de Alyssa, preenchendo cada centímetro do seu corpo com o meu e é pensando nisso que me lembro que não trouxe nenhuma camisinha comigo.

– Puta que o pariu! – exclamo antes que consiga me conter.

– O que foi? – Alyssa ergue os olhos para mim, assustada.

– Eu não tenho nenhum preservativo. – explico – Quando vim para cá hoje eu não pensei que as coisas terminariam assim. Puta merda!

Ao invés da expressão decepcionada que imaginei que Alyssa exibiria após minha revelação, ela começa a rir. Eu a encaro, confuso com sua reação e, sem dizer uma palavra, ela se afasta de mim e estica sua mão até a gaveta do criado mudo que há ao lado da cama.

– Acho que você tem sorte de eu ser uma garota muito prevenida. – ela diz pouco antes de abrir a gaveta e retirar de lá um pacote de camisinhas ainda intocado – Problema resolvido?

Abro um pequeno sorriso, assentindo e no instante seguinte as mãos de Alyssa estão em minha calça jeans, abrindo o botão da mesma e deslizando seu zíper para baixo. Não retruco. Apenas deixo que ela termine seu trabalho e arraste minha calça para baixo, deixando-a cair em um monte em torno de meus tornozelos.

Desvencilho-me da calça e a chuto para longe, retirando os sapatos e as meias antes de agarrar Alyssa pela cintura e beijá-la novamente. Em questão de segundos nós estamos rolando pelo colchão, buscando o corpo um do outro, como um casal de crianças numa luta divertida.

Rapidamente livro-me de minha cueca e coloco a camisinha, enquanto Alyssa me estuda com aqueles grandes olhos verdes. Eu estou pronto e eu sei que ela está pronta, mas acho que o momento ainda pede algumas palavras, por isso digo:

– Não há caminho de volta. Uma vez que eu estiver dentro de você, você será minha.

– Eu quero ser sua. – ela diz acenando levemente com a cabeça e aquilo é o que basta para mim.

Eu a beijo e, ao mesmo tempo, deslizo o meu corpo para dentro do seu, centímetro a centímetro. Em momento algum os olhos de Alyssa deixam os meus e a medida que eu a penetro mais e mais fundo, gemidos escapam por seus lábios.

Deposito beijos rápidos por todo o seu rosto e, só então, ela fecha os olhos, perdendo-se naquele momento que é só nosso. Começamos a nos mover juntos, lentamente a princípio, ajustando o ritmo de nossos corpos até que estejam sincronizados. Quando aumento a intensidade de meus movimentos Alyssa crava as unhas na pele de minhas costas e grita o meu nome, fazendo-me perder a cabeça. Eu adoro a forma como o meu nome fica ao som da voz dela, principalmente quando ambos estamos tão estupidamente excitados como agora.

Empurro o meu corpo contra o de Alyssa com ainda mais intensidade e os gemidos ardentes dela preenchem o quarto. É bem provável que suas amigas, dentro da casa, possam nos ouvir, mas Alyssa parece não se importar. Seus olhos estão fechados e sua face está retorcida em uma expressão de completo prazer que me deixa orgulhoso. Posso notar que ela está prestes a atingir o orgasmo, mas eu não quero que termine assim. Eu quero que ela se lembre dessa noite e de como eu a fiz se sentir. Quero que isso fique gravado em sua mente de uma maneira que nunca aconteceu antes. Então, sem pensar duas vezes, eu a arrasto para uma posição sentada, com as costas contra a cabeceira da cama e as pernas enroscadas ao redor de minha cintura.

– Eu estava perdendo você. – sussurro em seu ouvido – Você é minha, Alyssa e eu não quero que se esqueça de como você sentiu comigo. Não quero que se esqueça dessa noite.

Continuo me movimentando contra ela e a cada estocada, ouço Alyssa ficar mais ofegante. Beijo sua face e seu pescoço e mordisco o lóbulo de sua orelha, segurando seus quadris enquanto me enterro cada vez mais fundo em seu corpo e então Alyssa se desfaz, todo o seu corpo tremendo enquanto ela grita o meu nome.

Eu vou logo depois dela, sentindo o meu corpo convulsionar enquanto a onda de prazer se espalha através de cada célula que possuo e, juntos, nós desabamos no colchão e permanecemos agarrados um ao outro por longos minutos. Nossos corpos ainda trêmulos e nossas respirações aceleradas e descompassadas no calor da noite.

Mantenho meus braços ao redor da cintura de Alyssa, mantendo-a junto de mim, ainda com medo de deixá-la ir. Sei que estou sendo ridículo, mas eu não posso me ajudar. Alyssa me mudou para sempre e eu não consigo mais me imaginar longe dela agora. Eu a conheci há pouco mais de três dias, mas quero ficar com ela para sempre. Ela é a minha perdição e também o meu paraíso.

Aquelas três palavrinhas dançam em minha língua, mas tenho medo de verbalizá-las, pois da última vez em que falei demais acabei assustando Alyssa e quase a perdi. Ela havia mencionado que tinha saído de um relacionamento ruim recentemente e eu sabia que, por causa disso, eu tinha que ir devagar com ela. Eu havia dito que nós formávamos um belo par e ela saíra correndo, eu não queria nem imaginar o que ela faria se eu dissesse que a amava naquele momento, por isso, guardei aquelas três palavrinhas para mim e disse apenas:

– Você é incrível.

Alyssa sorriu e depositou um selinho em meus lábios, aconchegando-se um pouco mais em meus braços e, enquanto eu a observava, só pude me perguntar que tipo de cara seria capaz de quebrar o coração de uma garota como ela. Certamente esse cara era um grande babaca que nem se dava conta do que havia perdido, mas mentalmente agradeci a ele por isso. Se ele não tivesse sido um completo idiota provavelmente eu jamais teria conhecido Alyssa.

O cara que a perdera havia feito, mesmo sem saber, o grande favor de nos unir e eu o agradeceria consertando o grande estrago que ele havia feito no coração de Alyssa. Ela merecia estar com alguém que a amasse de verdade e, embora ela ainda não soubesse disso, esse alguém era eu.

Notas finais
Pois é, minha gente, a Alyssa finalmente se rendeu aos sentimentos que nutria pelo Blake, agora... resta saber o que o futuro reserva para esse casal, né? Sei que o capítulo ficou meio curtinho, mas prometo que compenso no próximo. E vocês gostaram do capítulo? Eu espero que sim e estou cruzando os dedos para isso rsrs Vejo vocês no próximo capítulo, então? Vou tentar não demorar tanto para atualizar. Juro. Beijos e até o próximo!