O Mestre - EM HIATUS
23 Capítulo Vinte e Dois
Notas iniciais
“Somente as mães entendem a língua dos filhos, decifram seus pensamentos e clareiam o caminho deles em busca de seus sonhos.” – Autor Desconhecido.
[Alyssa]
Estacionar em frente à casa dos meus pais, a casa onde cresci e onde busquei conforto após romper o meu noivado, é como abrir a primeira página de um livro de recordações. Sei que nem faz tanto tempo assim que deixei essa casa para estudar música em uma universidade do outro lado do país, mas tanta coisa aconteceu em minha vida desde então que sinto como se tivessem passado séculos.
Desço do carro que o pai de Blake nos emprestou e nem chego a apertar a campainha antes que minha mãe abra a porta, com aquele sorriso estonteante que já é sua marca registrada.
— Ally! – ela me cumprimenta com um abraço apertado e, contra seu corpo, eu faço uma pequena careta por causa do antigo apelido, mas não digo nada. Apenas a abraço de volta, matando a saudade daquela mulher que tanto me apoiou e declarou seu amor incondicional por mim durante toda a minha vida.
Minha mãe é a única pessoa do meu círculo de convívio a quem eu não consegui convencer a me chamar de “Liss” em vez de “Ally”, um apelido que tentei abolir da minha vida depois que rompi meu noivado com Dylan.
Em todos os nossos anos de namoro e de noivado, Dylan nunca me chamou de Alyssa. Era sempre “Ally” para cá, “Ally” para lá, até mesmo quando descobri todas as suas traições e ele tentou me convencer de que aquilo não era algo tão grave assim e que eu não estava sendo razoável ao decidir acabar com nosso noivado. Por favor! Você se entrega de corpo e alma para um cara e ele, por sua vez, entrega o corpo dele para outra dezena de mulheres e quer que você seja “razoável”? Fala sério!
Depois disso eu decidi abolir aquele apelido e todas as lembranças ruins que vinham junto com ele de minha vida e todos a minha volta passaram a me chamar de Liss, exceto minha mãe.
— Querida, eu senti tanta saudade. – Ela continua me apertando entre seus braços. – Com tem sido em San Diego? Está gostando da nova universidade?
— San Diego tem sido maravilhoso, mamãe. As garotas e eu estamos nos divertindo muito morando juntas e eu realmente estou gostando do curso de música. Acho que nasci para trabalhar com isso.
— Bom, eu sempre te disse que aquela coisa de estudar Medicina não era para você. Desde menina você sempre gostou mais das aulas de Artes que das aulas de Ciências. Já estava na cara que seguir carreira como neurocirurgiã não a faria feliz. Não sei porque escolheu esse curso.
— Deus sabe que, naquela época, nenhuma das escolhas que fiz me fizeram feliz, mãe. – Lanço a ela um olhar significativo e ela faz um biquinho e aperta uma de minhas bochechas, mostrando que compreende as minhas decepções.
— De qualquer forma, estou feliz por você estar cursando algo de que realmente goste agora. – Ela me dá mais um abraço e, então, seu olhar se desvia para Blake, que está parado, em silêncio, atrás de mim. – Imagino que esse deve ser o belo rapaz de quem você nos falou. – Ela abre um sorriso para ele. – Como vai, Blake? Eu sou Layla, a mãe da Alyssa.
— É um prazer conhecê-la, senhora Cooper. – Blake aperta a mão que minha mãe o estende e abre o seu melhor sorriso, o que deixa minha mãe encantada. Suas bochechas coram.
— Ora, Ally, se eu soubesse que você traria um galã como esse para a nossa casa eu teria me arrumado melhor. – Ela passa as mãos pelo cabelo loiro que já está perfeitamente arrumado. Minha mãe sempre foi muito vaidosa. – Não é todo dia que temos a honra de receber em nossa casa um rapaz tão elegante.
— A senhora está perfeita do jeito que está. – Blake a elogia e minha mãe abre mais um de seus sorrisos afetados.
— Ainda por cima é galante. – Ela olha para mim com uma expressão que diz, com todas as letras, que Blake lhe parece um ótimo partido e eu sou obrigada a revirar os olhos.
Minha mãe é aquele tipo de senhora que só pensa em casamento. Quando eu era mais nova, perdi a conta de quantos casais ela juntou e a quantos casamentos fomos, quando os casais alegavam que não estariam dando aquele grande passo sem a ajuda dela. Meu pai costumava brincar e dizer que minha mãe era como a Sra. Bennet, do livro Orgulho e Preconceito, que só pensava em casar as filhas, mas como eu sou filha única ela tinha que se contentar em casar as filhas das amigas até que eu tivesse idade suficiente.
Acho que foi por influência dela que aceitei me casar tão cedo quando Dylan me pediu em noivado. Não que eu a culpe, é claro. Aquela foi a primeira vez que vi minha mãe perguntar se eu não gostaria de pensar melhor no assunto e esperar um ou dois anos, mas eu tinha visto tantos casamentos na infância e adolescência que não podia esperar para ter o meu, com um homem que julguei ser o meu príncipe encantado. Hoje em dia, eu aprendi a dar ouvidos aos seus conselhos de mãe, porque é como diz aquele velho ditado: coração de mãe não se engana.
— Oh, porque vocês dois não entram? – Minha mãe volta a falar, parecendo perceber só naquele instante que ainda estávamos parados na soleira da porta. – Seu pai está lá nos fundos. Porque não apresenta o Blake para ele e, quem sabe, vocês não o ajudam a acender a churrasqueira, porque Deus sabe que eu não posso esperar mais uma hora por isso. Temos que colocar os hambúrgueres para assar.
Um sorriso se abre em meu rosto. Oh, sim. O famoso churrasco dos Cooper. Blake conheceria todas as tradições da minha família naquele feriado.
Seguindo as instruções de minha mãe, sigo com Blake até o quintal de nossa casa, onde encontro meu pai de frente para a nova churrasqueira, parecendo muito concentrado em tentar fazer o carvão acender.
Meu pai é um típico pai americano. Um tanto acima do peso, assim com minha mãe – apesar de ela estar bem mais magra que ele –, cabelos curtos e grisalhos e olhos verdes como os meus. Sua roupa é a mesma bermuda surrada, combinada com a camiseta xadrez vermelha que minha mãe está sempre insistindo para que ele jogue fora e há ainda o avental de cozinha branco com os dizeres “Mr. Cooper” em vermelho, que ele fez questão de mandar bordar quando eu estava no colegial. Não sei como esse avental ainda está utilizável depois de todos esses anos e de todos os acidentes de churrasco que já enfrentou.
— Sebastian – minha mãe o chama da porta da cozinha fazendo o se virar para nós –, olha só quem está aqui. Não vai dar um abraço na sua filha?
— Alyssa. – Meu pai sorri e corro para abraçá-lo. – Meu amor, quando foi que chegou de viagem? Achei que aparecia ontem para o jantar.
— Não seja bobo, homem. Eu já havia lhe dito que a Ally passaria a ação de graças na casa do namorado. Ela ligou para avisar na quarta-feira.
— Ah, sim. – Meu pai sorri. – O misterioso Sr. Blake.
— Ele não é misterioso. – Solto-me do pescoço de meu pai e estendo minha mão para Blake, convidando-o a se aproximar. – Pai, quero que conheça o meu namorado. Blake este é o meu pai, Sebastian Cooper. E, pai, este é o meu namorado, Blake.
Meu pai dá uma breve olhada em Blake e, então, lhe estende a mão.
— Como vai, meu rapaz?
— Muito bem, Sr. Cooper. Agradeço o convite para almoçar, aliás.
— Não foi nada. – Meu pai sacode a mão dispensando o agradecimento. – Qualquer um que faça a minha Alyssa feliz é bem vindo em minha casa. Aceita alguma coisa para beber? Talvez um pouco de licor. Ainda temos aquele licor de maçã na despensa, Layla? – Ele grita para minha mãe, que desapareceu na cozinha para preparar alguma coisa.
— Você acabou com ele na semana passada, querido. – Minha mãe grita de volta e depois aparece na janela. – Talvez queira um copo de suco, Blake? Acabei de preparar.
— Seria maravilhoso, Sra. Cooper. – Blake aceita e minha mãe acena para mim.
— Venha me ajudar com os copos, Ally. Enquanto isso, Blake, se importaria de ajudar meu marido a acender a churrasqueira?
— Não, senhora. – Blake e meu pai se voltam para a churrasqueira e eu corro para dentro de casa para ajudar minhas mãe com os copos.
— Seu namorado é muito gentil, querida. – Minha mãe comenta assim que ponho os pés na cozinha. – Muito mais maduro e educado do que eu esperaria de um rapaz universitário. Ele estuda com você?
Sinto minhas mãos suarem. É nessa parte que as palavras me faltam. Eu deveria dizer: “sabe, mãe, na verdade ele não estuda comigo, ele é meu professor.”, mas eu sou muito medrosa para dizer isso assim, de repente.
— Estuda. – Eu murmuro constrangida. – Duas vezes por semana.
— Hum. E quando pretende me contar a verdade? – Minha mãe questiona e eu ergo os meus olhos dos copos de suco de laranja a minha frente.
— Que verdade? – Sinto o meu coração palpitar alto em meu peito e o suor em minhas mãos só aumenta.
— Não sei qual é a verdade, mas sou sua mãe e sei quando você está mentindo. – Ela me encara. – Vocês não estudam juntos? Você o conheceu em uma boate? Por acaso ele é stripper?
— O que?! – O nervosismo em minha voz rapidamente se transforma em ris.o – Mãe, de onde tirou uma coisa dessas?
— Um rapaz bonito como aquele. – Ela olha pela janela, para Blake que está de costas para nós ajudando meu pai com a churrasqueira. – A bunda dele é incrível. Seria muito bem aproveitada em um desses clubes para mulheres. Eu certamente pagaria para vê-lo nu, mas não conte isso ao seu pai. – Ela sorri. – Ele ainda sente ciúmes da minha coleção de filmes do Richard Gere.
— Ai, meu Deus. – Eu levo uma das mãos ao rosto, corando pelos comentários de minha mãe. – Mãe, o Blake não é stripper. Pare de ficar imaginando-o nu. Pelo amor de Deus, ele é professor.
— Professor? – Ela olha para mim, cheia de curiosidade. – Seu professor ou um daqueles professores do colegial?
Acho que não tenho outra opção a não ser contar a verdade, então, respiro fundo e me sento em um dos bancos altos do balcão.
— Ele é meu professor. – Admito. – Dá aulas de Interpretação e Musicalidade na universidade.
— Sério? Quantos anos ele tem?
— Vinte e seis. Ele se formou cedo na universidade, depois fez pós graduação e mestrado em Artes, em Londres. Agora, leciona música na Universidade de San Diego.
— Me parece um prodígio. – Minha mãe volta a estudá-lo pela janela. – Não me admira que pareça tão maduro. E vocês se conheceram nas aulas? Foi como aquele filme da Drew Barrymore, em que ela é uma repórter que vai fazer uma matéria para uma revista e acaba se apaixonando pelo professor. Qual é mesmo o nome?
— Nunca Fui Beijada. – Eu a informo e solto um longo suspiro. – E não foi exatamente assim. Eu o conheci em uma festa que a Melody e a Serena fizeram para mim no dia em que cheguei à San Diego. Acabamos saindo juntos, mas eu não sabia que ele era meu professor. Só descobri depois quando nos encontramos na universidade.
— Uau. – Minha mãe leva as mãos ao peito. – Parece história de filme. Então, agora vocês estão juntos?
— Estamos. Mas isso é meio que um segredo. A reitoria da universidade não veria com bons olhos a relação entre uma aluna e um professor.
— Entendo. Lembro-me de quando eu me apaixonei pelo meu professor do terceiro ano. – Minha comenta. – Ele era o homem mais lindo que eu já vi, o Sr. Thompson. Nunca vou me esquecer daquele sorriso.
— Você tinha nove anos, mãe.
— Escrevi meu nome e o dele na última folha do meu caderno. – Ela diz sonhadora. – Achei que me casaria com ele, acredita?
— Acredito. Mas meu relacionamento com o Blake é bem diferente do seu amor platônico pelo Sr. Thompson.
— Pensa em se casar com ele?
— Com o Blake? – Eu a encaro boquiaberta. – Eu o conheço a pouco mais de dois meses, mãe.
— Ora, querida, essas coisas a gente nota no primeiro contato. É algo como um sexto sentido. Você se vê diante da pessoa que ama e o seu cérebro automaticamente diz: “é ele”. Amor não tem nada a ver com tempo, tem a ver com sentimentos.
— Você está tentando bancar a casamenteira para cima de mim? – Estreito os olhos.
— Eu só estou dizendo... – Mas ela não termina a frase, porque meu pai grita para que levemos o hambúrgueres para ele e, enquanto minha mãe carrega a vasilha de carne para a mesa lá fora, eu me apresso a fazer o mesmo com a bandeja de suco de laranja.
Ofereço um dos copos para Blake e outro para meu pai e pego o terceiro para mim, deixando um para minha mãe.
— Seu namorado é bom com trabalhos manuais. – Meu comenta, limpando a testa com uma flanela branca que mantém no bolso da bermuda. – Bem melhor que aquele mosca morta do seu ex noivo que não podia pegar em um graveto com medo de quebrar as unhas.
— Sebastian! – Minha mãe dá um tapa em seu braço e o encara com um olhar feio. – Quantas vezes já disse para não pronunciar o nome desse crápula dentro dessa casa?
— Eu não falei o nome dele. Eu disse “seu ex noivo”, não disse Dylan Parker, disse?
— Sebastian!
— Tudo bem, mamãe. – Eu rio. – Eu não me importo mais. Isso foi há muito tempo.
— Mas sempre serve de lição. – Meu pai crava seus olhos verdes em Blake. – Se algum cafajeste faz a minha princesinha sofrer, terá que se ver comigo depois. – Ele ameaça. – Tenho um taco de baseball no quarto.
— Pai! – Eu faço cara feia para ele e passo um dos braços ao redor do pescoço de Blake. – Ele não está falando sobre você.
— Ainda não. – Meu pai retruca e ouço minha mãe dar outro tapa em seu braço. Blake apenas sorri.
— Tudo bem. Eu não pretendo magoar a sua filha, Sr. Cooper. – Ele passa os braços ao redor de minha cintura e me lança um olhar gentil. – A Alyssa é muito importante para mim. Prometo cuidar muito bem dela, até o dia em que ela me quiser por perto.
Eu praticamente me derreto.
— Você sabe que eu sempre vou querer. – Pouso os lábios nos seus e ouço meu pai resmungar.
— Menos demonstração de afeto na minha casa. Você é maior de idade, mas eu ainda sou seu pai, mocinha.
— Oh, por Deus, Sebastian! – Minha mãe o agarra pela mão e o arrasta para dentro de casa. – Fiquem a vontade, meninos.
— Os hambúrgueres vão queimar. – Meu pai reclama.
— A Ally pode ficar de olho neles.
— Com aquele tipo gostosão lá fora? Eu duvido que ela fique de olho em alguma coisa.
As vozes dos dois somem a medida que eles entram em casa e eu olho para Blake, rindo das atitudes de minha família maluca.
— Acho que o seu pai gostou de mim. – Ele comenta com uma nota de humor na voz. – Ele apenas disse que tinha um taco de baseball, não disse nada sobre usá-lo.
— Ele não tem um taco de baseball. – Eu o desminto. – Quer dizer, ele até tem, mas é um taco assinado pelo Jackie Robinson¹, que ele mantém guardado à sete chaves e eu duvido que ele queira sujá-lo com o seu sangue ou correr o risco de quebrá-lo, enquanto tenta bater em você.
— Bom saber. – Blake sorri e eu deposito um selinho em seus lábios, antes de me afastar para dar uma olhada nos hambúrgueres.
— Eu contei a minha mãe sobre nós. – Comunico. – Ela não surtou.
— Ótima notícia.
— Ela pensou que você fosse um stripper. – Anuncio e Blake quase se engasga com o suco que está bebendo.
— Ela pensou o quê?!
— Não se assuste. Ao que parece, homens com bundas como a sua são ótimas atrações em clubes noturnos.
— Sua mãe estava olhando para a minha bunda? E ela frequenta muitos clubes noturnos?
Eu tenho que rir.
— Acho que ela deve ter frequentado alguns durante a juventude. Minha mãe sempre soube viver. Inclusive, ela levou Melody, Serena e eu em um clube de stripper masculino quando fizermos dezoito anos. Foi a noite mais divertida das nossas vidas.
— Seu pai sabe disso?
— Ah, é claro que não. – Eu rio. – Ele teria um infarto se soubesse. Esse é um segredinho entre mãe e filha.
— Que agora eu sei.
— É. Mas eu sei que você consegue manter segredo.
Sinto Blake me abraçar pelas costas.
— Espero que seu tempo de frequentadora de clubes de stripper tenha acabado. Eu não gostaria muito de saber que a minha namorada está babando pelo corpo nu de outros caras.
— Atualmente, o único corpo nu que me faz babar é o seu. Aliás, a minha mãe também gostou muito dele.
— Podemos não falar sobre os desejos que sua mãe tem pelo meu corpo. – Blake faz uma careta. – Isso está me deixando assustado e eu realmente não quero apanhar do seu pai hoje.
— Vamos falar sobre hambúrgueres. – Eu concordo. – É a primeira vez que participa de um churrasco assim, Sr. Carson?
— Acredite ou não, meus pais gostam muito de fazer churrasco. Sunny e eu temos grande experiência com isso.
— Ah, ótimo. – Eu passo para ele a espátula de carne e sorrio. – Pode cuidar dos hambúrgueres. Não entendo absolutamente nada sobre isso.
— Você é muito espertinha, Srta. Cooper.
— Por isso sou sua aluna favorita, Sr. Carson. – Sento-me em uma das cadeiras do quintal e observo enquanto Blake vira os hambúrgueres na churrasqueira.
Não demora muito para que Serena e seu pai se juntem a nós no quintal, após receberem o convite de meus pais para almoçar e eu gasto o meu tempo contando a ela sobre o jantar na casa de Blake, enquanto a ouço falar sobre o seu próprio jantar de Ação de Graças.
Temos um almoço maravilhoso em família, com meu pai discutindo sobre futebol, baseball e pescaria com o Sr. Humphrey e, às vezes, dando algumas alfinetadas em Blake, para executar seu papel de pai. Aquele é de longe um dos melhores churrascos que já tivemos e percebo que sentirei falta disso quando voltarmos para San Diego, dessa liberdade de poder falar abertamente sobre o nosso relacionamento e poder abraçar e beijar Blake em público sem me preocupar com quem possa nos ver.
Mal posso esperar para que seu período como professor termine, mas ao mesmo tempo, sinto um friozinho na barriga com relação àquilo. Eu não sei o que o futuro nos reserva. Só espero que Blake continue na Califórnia quando o semestre, enfim, terminar.
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