O Menino que Chora Sangue
1 O MENINO QUE CHORA SANGUE - PARTE 1
Eu vim até aqui para contar a história de um homem que ganhava a vida fazendo bonecos de madeira, muitos bonecos, e cada boneco possuía uma característica diferente, ou o cabelo era comprido, ou os olhos eram diferentes, esse homem, ou melhor dizendo, Augusto, passava a semana inteira fazendo bonecos diferentes, e quando chegava o domingo, ele se animava, pegava seus melhores bonecos, e ia lá pra feirinha da rua principal vender seus lindos bonecos, muitos vinham, perguntavam o preço, outros elogiavam, outros apenas passavam e olhavam com os olhos curiosos.
Mas na verdade mesmo, poucos eram os que compravam...
Então assim, Augusto que já estava envelhecendo, mal podia se sustentar, a venda era muito pequena. Até que lá estava ele fazendo mais um boneco, e de repente toca a campainha. Augusto estranhou ninguém nunca vinha lhe visitar! A campainha tocou novamente.
- Já estou indo!Gritou Augusto.
Quando ele abre a porta, se desespera, fica perplexo com o que vê! Uma linda criança em uma cesta, jogada a sua porta, vai até o meio da rua, e não tem ninguém, não acha estranho, aquela rua sempre foi totalmente sem movimento algum...
Ai sim, é que Augusto conclui, essa criança foi certamente abandonada por alguma mãe desnaturada, bem que ele queria pegar a criança e cuidar como se fosse seu filho, mas se lembra que mal consegue sustenta-lo, de toda forma o coração fala mais alto que a consciência e Augusto sem pensar duas vezes, leva a pobre criança pra dentro de casa.
(10 ANOS DEPOIS... AUGUSTO CONSEGUE CRIAR ESSE MENINO COM MUITO CARINHO, ARRUMA UM LUGAR FIXO PARA VENDER SEUS BONECOS, E AUMENTA UM POUCO SUA RENDA, SUSTENTA ESSA CRIANÇA, E A REGISTRA COMO SUA FILHA. O MENINO LEVA O NOME DE JOÃO, QUE ERA O NOME DO PAI DE AUGUSTO. CRESCE MUITO FELIZ, POREM SEM SABER QUE NÃO É MESMO FILHO DE AUGUSTO.)
Certo dia, enquanto João tinha ido à escola, a campainha toca. Augusto vai até a porta e atende. Uma mulher muito estranha e com trajes caros.
Augusto: — Oi moça! Tudo bem? A senhora quer comprar bonecos?
Moça: — Meu nome é Ângela! Vim até aqui para buscar meu filho!
Augusto: — Como?
Moça: Há dez anos atrás, deixei um menino aqui na sua porta, para que você cuidasse! Eu era muito pobre, não tinha condições de criar, fui para São Paulo, arranjei um bom emprego, consegui tudo que eu queria, e hoje volto aqui, para buscar meu filho! Também acho que/
Augusto: Não quero saber o que você acha! O João é meu filho! E nada nesse mundo vai tirá-lo de mim!
Moça: Então foi esse o nome que você deu pro meu filho? Que horror! E só para lembrar, não perguntei se você vai devolvê-lo, eu exigi, se você não devolver, eu vou a policia, digo que você me roubou ele há dez anos atrás e que eu não tive coragem de dar queixa, porque fiquei com medo que algo de mal acontecesse a ele, ai hoje tomei coragem, ou seja, de um jeito ou de outro ele é meu filho e pronto, posso provar isso a policia com exame de DNA, e você, pode provar o que? NADA!
Augusto: — Os pais de uma criança, não é quem pari, é quem dispõe de carinho e amor, é quem cria!
Moça: AH! Então você não vai devolver? Vou tirar ele a força de você!
CONTINUA... NÃO PERCA O PRÓXIMO EPISÓDIO DESSA EMOCIONANTE HISTÓRIA!
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