Notas iniciais
Não esqueçam dos comentários, meus amores! Boa leitura ♥

Fato: Danny Jones sem camisa, um pouco suado e jogando vôlei era uma cena completamente injusta para a humanidade. Não era possível um homem ser perfeito daquele jeito. Na verdade, todos os meus queridos amigos era pedacinhos do paraíso. Meu irmão também não era ruim de se olhar, pelo menos é o que praticamente todas as garotas que o conhecem pensam. Naquele momento, todos eles, Kali e mais uma garota desconhecida jogavam vôlei na areia enquanto eu tomava sol. Fato número dois: eu sou uma merda em esportes. Todos que envolvem coordenação, mira e bola eu sou péssima. Únicos esportes que eu não pareço uma ameba praticando são os acrobáticos, por isso que dos outros eu ficava bem longe.

Então eu estava deitada de barriga para baixo na minha cadeira, com os olhos fechados porque já estava cansada de me torturar vendo tanta gente atlética por metro quadrado, com meu boné bloqueando o sol do meu rosto, quase dormindo, quando senti a maldita bola bater com tudo na minha bunda. Minhas costas arquearam instantaneamente e eu me virei um pouco desconfortável para a origem do meu problema. Um Jones completamente embasbacado passava a mão na nuca e mordia o lábio. Foi ele.

Juntei a bola do chão, balançando a cabeça de forma negativa, como se estivesse decepcionada e passei a maldita para Harry, que estava no time contrário de Jones.

— Foi mal, Lou. — Danny disse sem jeito e Dougie riu alto. Ninguém além de Tom e Harry entendeu de que porra Poynter estava rindo, muito menos a desconhecida que agora olhando com mais atenção parecia muito uma das peguetes de Daniel. Não quis acreditar que fosse isso, obviamente. Até porque ele não marcaria de encontrar uma qualquer num dia que era pra passar só o nosso grupo, certo? Provavelmente errado, mas segue o baile.

— O Jones deve ter se distraído com algo grande pra errar um saque. — O loiro explicou o motivo de sua risada e eu e Daniel coramos violentamente quando entendemos. Era inacreditável, se Dougie tivesse feito essa piada com qualquer outra pessoa que não fosse Daniel, Harry teria ficado puto e completamente protetor, xingaria o cara em questão, qualquer coisa assim. Mas era Danny, e Harry sabia que Danny me via apenas como uma menininha, por isso ele apenas sorriu e sacou a bola. Pelo menos era isso que eu achava, era a única explicação possível.

Ignorei a situação toda e voltei a me deitar na minha cadeira rosa neon, voltando ao meu estado de paz e sono. O dia estava bem agradável: quente o suficiente para ir pra praia, mas não tanto a ponto de ser insuportável. Tinha também uma leve brisa com cheiro salgado vindo do mar. Tudo em perfeitas condições para que eu tirasse uma sonequinha rápida até que o jogo acabasse. Porém, antes que eu conseguisse adormecer senti mais uma vez a bola batendo contra a minha bunda, dessa vez mais forte.

— Gente, isso tá ficando ridículo. Não pode ser sem querer. — Eu falei levantando para pegar a bosta da bola e passar para eles mais uma vez. Olhei para trás e vi que agora minha bunda estava vermelha, como, provavelmente, meu rosto.

— É um alvo grande, amiga, não é muito difícil de errar. — Kalena brincou sacando a bola e eu revirei meus olhos. Coloquei meu boné e óculos dentro da minha bolsa e fui em direção ao mar, deixando aquilo de lado.

A água estava gelada, mas meu corpo fervia em um misto de calor, sol e raiva, então não me pareceu uma má ideia entrar ali. A água estava nos meus tornozelos apenas, então fiquei tranquila enquanto prendia meu cabelo antes de entrar de fato. A minha paz estava voltando. Dessa vez não foi a merda da bola que me atrapalhou, foi Jones. Senti sua mão enorme no meu ombro e olhei pra trás, encontrando-o, sem dizer nada.

— Foi sem querer, morena, você sabe que eu não te machucaria de propósito. ­— Ele falou com tom calmo e eu respirei fundo. Daniel realente era um pouco lerdo pra... bom, ele era um pouco lerdo pra vida em geral, talvez ele simplesmente tenha perdido o foco olhando os peitos da pegue-te balançarem enquanto ela joga.

— Eu sei. Só tô meio chata porque eu realmente queria minha soneca praiana, você sabe como eu sou quando fico com sono. — Respondi alongando minhas costas, com os braços pro alto. Daniel riu e me seguiu para dentro da água.

— Você é toda cheia das manias. — Jones constatou mordendo o lábio enquanto a água nos cobria. Eu estava com água até os ombros; ele, até a metade da barriga. Talvez ele fosse um pouquinho mais alto que eu, como se percebe.

— É o meu charme, e você adora. — Me gabei de brincadeira e ele riu mais uma vez. Ele acenou que sim com a cabeça antes de continuar.

— Não posso negar. — Ele admitiu me olhando no fundo dos olhos. Como sempre, Jones estava perfeito. Com seus músculos marcados, tatuagens aparentes, olhos estupidamente azuis, sorriso com um dente leve e charmosamente tortinho e cabelos bagunçados. Não consegui me segurar, precisava tocá-lo. Coloquei meus braços em volta do pescoço dele e alonguei meu corpo, largando meu peso sobre ele. Isso era algo realmente comum, então Danny colocou as mãos em minha cintura e me sustentou para que eu não caísse.

— Você vai no meu showzinho? — Perguntei. O showzinho em questão era minha primeira apresentação paga de tecidos acrobáticos. Era num barzinho com atrações diferentes, como arte circense ou burlesca, e eu e minha identidade falsa conseguiríamos 150 dólares por isso. Era mais do que o suficiente para mim, que não era professional, por mais que substituísse minha professora em algumas aulas, e ainda era estudante.

— Vai ser sexta-feira, certo? — Jones confirmou e eu fiz que sim com a cabeça. Disse “estala”, me puxando para cima e ele apertou meu corpo contra o seu, estalando minhas costas como de costume. — Claro que vou.

— Eu tô um pouco nervosa. — Revelei me soltando dele, mas suas mãos continuaram na minha cintura. — Tenho medo cair ou sei lá

— Eu vejo você se pendurar nas coisas desde os 10 anos, em lugares bem menos seguros do que os tecidos, não vai ser agora que você vai cair, pequena. — Ele disse com aquele ar de certeza que ele tinha. Aquela coisa que só pessoas muito bem resolvidas têm, sabe? Sorri e dei um beijinho no seu ombro, aproveitando que ele ainda não tinha quebrado nossa proximidade.

— Você é o melhor, Daniel Jones. — Falei em agradecimento e ele sorriu convencido. — Agora vamos voltar que estou começando a congelar. — Danny riu alto em resposta e me guiou de volta para a areia. Harry sorriu ao nos ver juntos voltando para perto do grupo, que já não jogava vôlei. Por que ele sorria? Não faço a menor ideia, talvez estivesse feliz por Danny não ter me deixado sozinha claramente exposta aos ataques masculinos, talvez ele só estivesse sorrindo, não sei. Meu irmão não era uma pessoa inteiramente normal, mas, bem, quem era?

Notas finais
Espero que tenham gostado! Até o próximo ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.