O Melhor Amigo da Minha Garota
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ele encarou Remus chocado. Desviou os olhos para Sirius e percebeu que este também encarava Remus chocado.
Era o Seboso. Sua única solução era o ranhoso do Severus Snape. James estava perdido. Puxou os cabelos nervosamente. Snape nunca o ajudaria. Não quando James fosse James Potter e Severus fosse Severus Snape. Na sua cabeça, as milhares de brincadeiras e humilhação que fizera com o outro passou numa sequência torturante e rápida. Mas ele precisava de ajuda. Lily não o perdoaria daquela vez, ela foi bem clara.
— Eu não quero ver sua cara tão cedo, James Charlus Potter! Pra mim, você pode ir se danar. — Ela disse antes de fechar a porta, com seu rosto tão vermelho que poderia ser considerada uma Weasley pela característica única de todos os Weasley ou apenas quando Arthur Waesley está no memo recinto que Lucius Malfoy.
E pensar que aquela foi a única vez que ele conseguiu passar mais de algumas horas perto dela sem ser azarado. Foi realmente uma ótima idéia acompanha-lá até em casa, ele lembraria de agradecer a Sirius mas tarde. Foi até aquela capeta de menina aparecer.
Ele encarou seu melhor amigo em desespero, o outro devolveu o olhar com simpatia.
— Essa idéia é uma loucura, Moony. — James tentou trazer a razão à luz para Remus que não desviou o olhar do livro. Ele parecia até estar se divertindo.
— Loucura foi o que você fez com a irmã de Lily. Não que eu esteja reclamando, mas sério James, precisava ter enfeitiçado a Evans-júnior? — Sirius se jogou em sua cama, rindo alto.
— Eu não tenho culpa se ela me irritou.
— Eu gostaria de saber o que ela disse que te deixou tão irritado...
Na verdade, a menina não tinha dito nada demais. Ela apenas disse que iria levar uma fatia de bolo de chocolate para Snivellus e Lily brincou dizendo que a irmã gostava do Ranhoso. Realmente. Não havia o porque dele ter se sentindo incomodado, mas ele ficou. James nem viu a hora que levantou sua varinha e jogou uma maldição aleatória na menina, que fez com que sua cara ficasse com rugas nojentas e o bolo de chocolate caísse no chão. A garota subiu para o seu quarto correndo, enquanto chorava copiosamente. Lily o encarou chocada antes de subir irritada atrás da mais nova. Sorte sua que os pais de Lily não estava em casa. Seus amigos no entanto, ficaram à todo momento o olhando confuso e perguntando se James estava bem.
Sabendo que a visita já havia acabado antes mesmo de começar, os Marotos foram para casa, e enquanto esperavam o trem, James teve que aguentar o olhar de curiosidade de Remus, as perguntas idiotas de Sirius e as reclamações de Pedro sobre como ele estava faminto e desejando aquele bolo.
— Não tem como ela gostar do ranhoso. — deu de ombros, recebendo uma sombrancelha erguida de Sirius.
— Porque não James?
— Ora, Sirius, ele com certeza deve tê-lá enfeitiçado ou dado alguma porção de amor.
— Você acha que o Seboso realmente chegaria à esse ponto, Pontas?
— É claro, Almofadinhas. Quem gostaria de um ser tão desprezível, idiota, antissocial, mau humorado, manipulador, babaca, grosso, astucioso, amigo de Lúcios, Slytherin nojento, seboso — começou à enumerar nos dedos enquanto crispava os lábios. — que não lava os cabelos e tem um nariz tão grande que é um mistério que ainda não tenha perfurado os livros da biblioteca.
— Quem não gostaria de alguém inteligente, o melhor aluno em todas as matérias, ficando atrás apenas em Transfiguração, de profundos olhos negros, com um humor negro mas ainda sim, engraçado e criativo, capaz até de criar seus próprios feitiços? — Remus interviu, folheando à folha de seu livro.
— Na verdade Remus, ele só criou esses feitiços para nós azarar, sabe. — Sirius lembrou com o cenho franzido, provavelmente revivendo o dia que Snape os pegou desprevenido e jogou azarações que só Dumbledore poderia retira-las, fazendo assim que eles ficasse o dia inteiro com cabelos pintados e um cheiro realmente fedorento em suas roupas e corpo. James tremeu levemente. Não importava o quanto de banhos que tomassem, o cheiro não saía de jeito nenhum, parecia estar empregado em suas peles. Ainda bem que eles tinham Remus, que por nunca participar e não estar na hora, estava limpo e rindo muito, para ir até Dumbledore e pedir gentilmente que Severus retirasse os feitiços porque eles já tinham aprendido a lição
O mais humilhante foi quando Dumbledore chegou á Grifinória com um tampa-nariz e acompanhado de um Snape que tinha os lábios tremendo furiosamente e as orbes ônix brilhando em divertimento claro. Desde desse dia, eles tomaram muito cuidado em desarmar primeiro o Sonserino para efetuar suas brincadeiras. É claro que nem toda vez funciona, uma vez que Lucius Malfoy estudava em Hogwarts e era, por mais que chocante que possa ser, amigo do ranhoso.
— Se foi por nossa causa ou não, sem à ajuda de Snape, Lily jamais vai perdoar James. — Remus tentou olhá-lo pensaroso, o que não funcionou.
— Mas como eu vou fazer para Snivellus me ajudar?
— Comece não o chamando desse apelido horrível — Remus com repreensão para Sirius
— Parecia legal na primeira vez. — Sirius encolheu os ombros.
— Vou tentar não chamar o ranhoso tanto de ranhoso... — os amigos o encarou com dúvida — Okay, vou tentar não chamar o ranho- digo, o Snape assim.
— Depois que você decorar seu nome, o verdadeiro, você deve se aproximar dele e...
— Você tem que ser amigo dele. — disse Sirius, como se soubesse do que estava falando. E talvez ele soubesse mesmo, afinal, uma vez que o sangue Black corre solta em suas veias, Sirius também era tão manipulador quanto os seus pais. Não era de admirar que eles escapassem das detenções com tanta facilidade.
— Brilhante, Almofadinhas. — Remus virou-se para James. — Você deve conquistar sua amizade, Pontas, e fazer com que ele confie em você.
— E como eu faço isso? — James fechou a cara em desagrado. — Toda à maldita vez que o vejo, não consigo não brigar com ele e falar o quão nojento seu cabelo estar hoje...
— Você não é o único, Companheiro. — Sirius riu.
— Talvez vocês devessem tentar conversar, sabe, superar as diferenças..
— Claro, como se o ranho- Snape me deixasse falar uma palavra antes de me apontar a varinha e me azarar. — James afundou sua cabeça em seu travesseiro.
— Ele certamente tem motivos fortes. — debochou.
— Você não esta ajudando, Sirius. — Remus endureceu a voz.
James suspirou. Desde o verão passado, Sirius e Remus andavam se estranhando com freqüência. Raramente concordavam com algo e nunca dava o braço a torcer, procurando sempre uma desculpa para brigar.
— Mas vou estar ajudando quando James estiver na enfermaria com rugas e sei lá mais o que passa pela mente daquele bastado. — os olhos de Sirius escureu. — Ele deve está morrendo de ansiedade para colocar a Marca em seu braço e servi Voldemort, junto com o desprezível do Malfoy.
— Agora você está indo longe demais, Sirius. — Remus levantou-se bruscamente de sua cama.
— Você não acha que está defendendo demais os oprimidos hoje, Moony? — Sirius também levantou.
— É você quem os julga sem conhecer. — Remus gritou.
Tanto Sirius e James o encaram chocados. Remus nunca havia gritado. Nem perdido à calma. Mas naquele momento, com a respiração ofegante, os olhos brilhando furiosamente e sua mandíbula trancada enquanto veias aparecia em sua testa, ele não parecia realmente o Remus Lupin timido e de roupas desgastadas que eles conheceram no trem.
— Moony, porque você não diz logo para Jam...— Sirius começou irritado.
— Eu vou para a biblioteca. Pelo menos Pedro não julga as pessoas apenas por sua maldita casa. — Remus o cortou, atravessando o quarto e fechando a porta com força.
— Claro que ele não julga, ele está muito ocupado lendo livros com você e seu amiguinho estúpido da Revenclaw, aquele tal de Grigorio Wesil. — Sirius gritou e virou-se para o amigo, sua cara tão vermelha quanto à própria Grifinória. — Não se preocupe, Pontas — Sirius tentou cortar o clima tenso que se instalou pelo quarto — eu vou estar lá do seu lado, rindo horrores, mas vou está.
James sorriu fracamente.
Que o Bom Merlin o ajudasse.
Porque sinceramente, ele não via como Snape poderia aceitar sua amizade e lhe ajudar com Lily. Pelo menos não de espontânea vontade...
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