O Melhor é ir Dormir
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Ele andava de cabeça baixa, sorrindo daquele jeito estranho e psicótico.
Sua presa ia andando devagar, vindo direto para ele.
Era só uma questão de tempo. Suas mãos suavam enquanto agarravam a tal "arma". Mais dois segundos.
A presa parecia tão segura, era um homem estranho de sobretudo e cartola, estatura um pouco mais baixa que um metro e oitenta. Seus cabelos eram longos e iam até as costas.
O garoto sentiu que era hora. A faca estava pronta.
Tres, dois...
– Go to Sleep!
Jeff pulou um segundo antes con a faca em punho, um erro crucial. O homem conseguiu girar o corpo e Jeff foi ao chão.
Na mesma hora o caçador chutou para longe a sua faca, mas Jeff sabia matar com as mãos.
Ele puloue deu lhe um forte soco no queixo.
O homem caiu e Jeff pulou para cima dele, agarrando o seu pescoço e apertando de maneira que se continuasse, o homem morreria. Mas ele era experiente. Usou o maximo de coragem que tinha e rolou com Jeff, de modo que ficasse sobre o assassino, mas esse ainda o enforcava, e fazia isso sorrindo.
O homem então retirou com dificuldade a faca do cinto e apontou para o pescoço de Jeff, mas ele não largou.
Van Helsing deveria matá lo ali mesmo, mas precisava dele.
Então, passou a faca no ombro dele e caiu por cima dele quando Jeff o largou.
Jeff dequela risada de psicopata qqe fazia todos tremerem quando queriam rir. A sombra da pura loucura.
– Veja só, ele sabe brigar! É melhor ir dormir senhor.
– Sim, não sou tão fraco quanto o cara que você esquartejou na outra esquina!
Jeff não parou de sorrir, mas sua voz soava ligeiramente confusa.
– Eu disse que você seria o proximo, não matei ninguém.
Van Helsing o soltou. Ele falava a verdade e, mesmo sendo um serial killer, se ele não tivesse feito nada não deveria ser preso.
– Quer dizer que só matou crianças até agora?
Jeff soltou uma risada e jogou a cabeça para tras, não necessariamente nessa ordem.
–Não me ofenda. Assim fico parecendo o Spencerman!
– Slender man. — o detetive corrigiu.
– Isso aí, a questão é que eu não gosto desse kra, ele não sangra, não sente dor. ELE NÃO DORME!
O caçador recuou com o grito.
– Então me ajudaria a encontra lo?
Jeff riu ainda mais alto.
–Você esteve dormindo todos esses anos?
–Tipo isso.
– Sr, ele fica na floresta. Para vê lo você deve ter menos de quinze anos. Saberá se ele estiver perto quando seu treco de falar der defeito.
O homem segurou o queixo.
– O que seria esse "treco de falar?"
– Esquece isso! Vai atrás do Spencer, tenho que fazer pessoas dormirem!
Jeff saiu andando, mas o caçador o segurou.
– Sabe quem fez aquilo com o homem?
– Minha amiguinha psicopata.
Jeff empurrou a mão dele e pegou sua faca. — Se me tocar assim de novo, vai dormir mais cedo essa noite.
– Cuidado com o que diz rapaz. Eu tenho aliados que sabem tudo sobre você e estão loucos para ter sua cabeça.
Jeffy olhou nos olhos deles. O homem nem se abalou com aqueles olhos mortos e queimados olhando para ele.
–Diga para Jane que mandei um beijo de boa noite.
E sumiu na noite, gargalhando como um maníaco.
Sua risada deixou uma trilha inexplicável de dor, raiva e principalmente medo em Van Helsing, mas ele era especialista e ja enfrentara coisa pior.
Ele consultou seu relógio de bolso. Ainda dava tempo de encontrar a criança na escola, a lutacom Jeff lhe custara preciosos dez minutos da sua vida.
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PoV Mary Kate.
Minha vida é uma droga! Estou de castigo por gritar palavrões na presença de minha mãe e porque ela queria saber quem era o tal garoto
Era para eu encontrar o professor Harry hoje a tarde, mas parece que foi adiado para agora, oito horas da noite.
Jeff poderia estar lá fora.
Ele me causava arrepios, o cheiro de sua carne podre chegava a me dar agonia. Mas mesmo assim eu tinha que ir, não queria ter mais problemas com minha mãe.
– Mãe, já estou indo! — Gritei. E saí correndo pela escada.
Ao chegar a porta dos fundos, que era de vidro e eu podia ver o meu reflexo nela, parei.
Fiquei me olhando. Essa cor vermelha de meu cabelo ficava estranha. Eu sempre gostei dele assim, mas agora me lembrava sangue, dor, Jeff.
Minha cara estava horrivel. Semblante cansado, olheiras enormes disfarçadas com maquiagem e com aspecto assustado.
Jeff me mudou totalmente. Me fez virar uma gótica ruiva assustada.
Deixei os pensamentos de lado e me pus a andar pela calçada, pensando em mil maneiras de torturar Jeff.
Foi uma caminhada lenta e tranquila até a escola.
Eu estava atrasada, mas não me importava.
Se passaram dez minutos até eu chegar na escola.
– Srtª. Mary Kate, — Chamou o professor que também chegou atrasado. — Me acompanhe mocinha.
Ele olhava para atrás assustado como se estivesse sendo seguido.
Meu Deus! E se ele fosse um estuprador que estava fugindo da polícia? Não, ele não me lembrava nenhum pedófilo.
– Por que está assim tão nervoso?
–Te explico lá dentro. Vamos.
Fomos caminhando em silêncio até a pequena sala de história, que não parecia nada pequena quando estava vazia. Eu entrei na sala. Me assustei quando ele trancou a porta.
–Isso era mesmo necessário? — recuei alguns passos. — Só vou avisando, meu pai é policial e vai sentir minha falta e quando sentir, saiba que eles tem varios jeitos para sumir com corpos de agressores e...
– Eu não vou te fazer mal Mary.
– Ah, claro! — Tentei dar um sorriso. — Se eu me comportar vai ficar tudo bem. Eu já disse! Você nem imagina o que meu pai faria com você se...
Ele me cortou de novo.
– Na verdade imagino sim. Ele faria o mesmo que fez com Jeff, nada.
Eu gelei. Como.ele poderia saber?
– Ele não fará nada porque você não tem um pai. Eu sei de sua morte quando você era apenas uma criancinha.
– Como você pode saber?
– Eu sei de várias coisas. Inclusives detalhes. Seu celular... — ele disse a palavra lentamente, como se fosse nova paraa ele. — ... Ficou com defeito. As câmeras descartaveis pararam de funcionar. A pequena Mary correu o mais rapido que pode. Teve certeza que seu pai estava vindo atrás, mas nunca mais o viu.
Lágrimas caiam do meu rosto. Ele não podia saber disso, a menos.. .
– Bastardo! Assassino! Você estava lá, você matou o meu pai!
Ele caminhou até mim, mas eu recuei.
– Não foi eu. Foi um monstro. Slender man.
Jeff disse alguma coisa sobre ele.
–Suponhamos que essa porra seja verdade, como pode saber?
Ele sentou na mesa a minha frente.
– Eu estou caçando o. Meu nome de verdade é Van Helsing. Eu salvei a sua vida.
– O... o cara que matou Drácula?
Eu já vira esse filme mil vezes, e ele não parecia com o Van Helsing do filme, exceto que os dois eram gatinhos.
– Sim, esse sou eu. Vou te ensinar a caçar também, assim você pode me ajudar a matar todos os monstros do reino do terror.
Fiz cara de confusa.
– Que?
– Creepypastas. Quase todos são reais e estão por trás dos acidentes.
– Eu acho que você está louco.
Ele fez sinal para que eu me aproximasse.
– Então como eu posso saber que ele te visitou ontem à noite? Te contou historinhas e te botou para dormir? Como posso saber que você estava quase sem a língua e toda coberta de sangue no seu quarto seguro? Foi difícil fazer a cirurgia em oito horas, sumir com todo o sangue...
Aquilo me deixou assustada. Como ele podia saber? Ele dizia mesmo a verdade?
– Então você... — eu não conseguia terminar de falar. Então ele me abraçou.
– Fique calma. Depois que o pegarmos, Jeff vai dormir no inferno, para sempre.
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Alice's PoV
Jane... A vadia que se acha a versão feminina de Jeff. Como eu posso convencê la?
Ela não estava deformada como Jeff depois do fogo. Ela estava linda como sempre. Para se disfarçar bastava apenas mudar o seu tom de pele, o que era incrivelmente fácil por causa da maquiagem moderna.
– Jane! Eu sei que está aqui. Aparece logo! -Gritei parao ar. Jane não matava inocentes, exceto os que tentavam impedi-las.
– O que você quer, vadia!
– Que fale comigo com educação! Desce aqui que eu quero conversar com você.
– Fala com minhas costas!
Jane não gosta de mim.
– É sobre Jeff sua puta!
Ela ficou calada por um tempo e depois se virou.
– Não quero saber do Jeff! Só quero matá lo!
Agora sim ficou legal.
– E se eu te entregar Jeff, o assassino?
Ela começou a rir.
– Como se uma pirralha como você pudesse conseguir Jeff!
– Jeffyinho está sob meu controle agora Jane. Eu consegui seduzi lo.
Jane continuava a rir.
– Não minta Alice! Volte para seu país das maravilhas e deixe Jeff comigo.
– Por que não assume que o ama logo?
Ela caminhou na minha direção.
– O que te faz pensar que eu o amo?
– Você salvou a vida dele várias vezes a alguns anos, e ele nem te conhecia. Você adotou o sobrenome que ele escolheu. Quer mais motivos?
– Eu era uma menina tola. Agora eu mudei, estou diferente e só quero matá lo pelo que fez!
Essa guria era tão lerda assim mesmo?
– Jane, ele te ama. De um jeito louco, mas ele te fez ficar como ele. Assim poderiam matar juntos e serem felizes. O que esperava de Jeff? Um simples obrigado?
Jane se virou e saiu andando.
– Jeff não ama ninguém.
– Jane! — Chamei.
Ela se virou, seu semblante estava triste.
– O que foi?
– Não importa que roupa a gente vista, nem como parecemos ou passamos. Nada pode mudar nosso coração, sempre seremos a mesma pessoa.
Ela ficou ali parada sustentando meu olhar por alguns segundos, até abaixar a cabeça e falar:
– Tchau Alice. Nos veremos de novo.
Então ela se virou e foi embora. Droga! Quem eu devo consultar agora?
Smile.dog? Bloody Mary? O Devorador?
Não. Eu tinha que ter o apoio do maior assassino em série do mundo, o proprio Jeff the Killer. Com ele do meu lado tudo fica mais facil. Quem sabe depois que tudo acabar eu até durma com ele?
Ele é novinho, mas mesmo assim tem algo nele que me faz delirar, que me dá vontade tanto de amá-lo e tanto de matá-lo. A parte boa de ser uma psicopata é que a gente não sente o peso da culpa. Não temos consciência. Só sentimos três coisas, prazer, ódio e amor.
Pensando nisso, comecei a rir e entrei na floresta. Um dia eu seria a rainha das creepypastas, mesmo não sendo uma e Jeff, se eu não matá-lo, estará ao meu lado, espalhando o terror por esse mundo podre, colocando todos para dormir.
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