O Meio-Youkai, Hakuryuu!

1 A Volta do Melhor Amigo!


Notas iniciais
Bem, vamos lá. A fic surgiu da ideia "Se eu fosse um personagem de InuYasha, quem eu seria?". Como eu sempre gostei dos youkais, achei justo escrever sobre um. Espero que vocês gostem!

Para melhor compreensão dos leitores, estes fatos ocorreriam logo após a Jóia de Quatro Almas ter se partido pela flecha de Kagome, e InuYasha conquistar a espada Tessaiga.

É uma manhã calma na aldeia da Sacerdotisa Kaede. Kagome e InuYasha estão na beira do rio, pensando em como encontrar os Fragmentos da Jóia.

– Ei, InuYasha – diz Kagome – Onde será que devemos procurar primeiro?

– Procurar o quê? – pergunta InuYasha.

– Você sabe, os Fragmentos da Jóia.

– Huh. Eu já disse que não preciso de você pra isso. – ele retruca, mal-humorado.

– Mas a vovó Kaede disse que... – ela começa.

– Eu não ligo para o que aquela velhota disse, Kagome. – o youkai cachorro a corta. – Eu vou juntar os Fragmentos sozinho e me tornar um youkai completo!

É o bastante para que a garota perca a paciência.

– InuYasha.... SENTA!!

*BRAAAAAACK*

– AAAAAAHH!! – InuYasha grita de dor, com a cara no chão.

Enquanto isso, a Sacerdotisa Kaede está colhendo algumas ervas. Na estrada, alguém se aproxima. Um jovem de cabelos louros e compridos, amarrados em um rabo de cavalo. Ele tem orelhas de tigre, aparecendo por cima dos cabelos, um rabo, e duas listras abaixo dos olhos. Ele veste uma camisa com um colete longo por cima, calças que alargam nos joelhos, com armadura nas canelas e nos pés e braçadeiras em ambos os braços.

– Oi, vovó Kaede. – ele a cumprimenta. – Estou de volta.

– Hmm? Ora, vejam só. – a velha sacerdotisa diz – Como foi a sua viagem?

– Foi tudo bem, mas não consegui nada que pudesse tirar ele de lá, outra vez. – ele responde, dando de ombros – Bem, com licença.

– Aonde você vai? – Kaede pergunta.

– Como assim? – o rapaz pergunta. – Eu vou ver como ele está.

– Mas ele não está mais no bosque. O selo foi retirado já faz algum tempo. – Kaede diz simplesmente.

– O que? – o rapaz pergunta, confuso.

Voltamos para Kagome e InuYasha:

– InuYasha, pare de ser teimoso! – Kagome exclama.

– Ora, cale a boca! Eu já disse que vou encontrar esses Fragmentos sozinho, Kagome! – o youkai retruca, irritado.

– Grrr.... VOCÊ É IMPOSSÍVEL! – ela berra.

De repente, antes que Kagome tome qualquer ação, InuYasha percebe alguma coisa.

– O quê? Esse cheiro... não pode ser! – ele exclama.

– Eu não acredito... você realmente se livrou do selo, InuYasha? – o jovem que estava com Kaede há pouco, surge, animado.

– Hakuryuu!! – InuYasha exclama ainda mais animado.

– Heh! Como você está, meu amigo? – Hakuryuu sorri.

Os dois se abraçam com força.

– Hakuryuu! Não acredito! É você mesmo? – pergunta InuYasha.

– Claro que sou eu, seu cachorro besta! – Hakuryuu diz. – Depois de tanto tempo, como é bom te ver se movendo, outra vez!

– Hahahaha!! Achou mesmo que aquele selo ia me prender pra sempre? – o youkai cachorro responde.

– Você ficou lá por cinquenta anos! – o amigo retruca.

Kagome se aproxima, meio perdida.

– Uuuhh.... desculpa, mas... quem é você? – ela pergunta.

Hakuryuu olha para Kagome, só percebendo agora que ela estava lá. Ele olha de InuYasha para Kagome repetidas vezes. De repente, ele corre arrastando InuYasha para um lado.

– Aaah!! O que acha que está fazendo, maldito?! – InuYasha exclama.

– Eu não acredito! Depois desse tempo todo, você se liberta do selo e ainda arranjou uma namorada?! – Hakuryuu diz, incrédulo – Como você fez isso?!

InuYasha responde ainda mais chocado.

– Como é? Namorada? A Kagome? Você ficou louco! Até parece que eu iria querer uma garota esquisita como ela!

– SENTA!! – Kagome exclama.

*BRAAAACK*

– AAAAAH!! – InuYasha dá com a cara no chão, outra vez.

– Oi, meu nome é Kagome Higurashi! – a garota se aproxima.

Hakuryuu a encara, perplexo, como se não soubesse dizer se a situação era engraçada ou assustadora.

Alguns minutos depois...

– Entendi... então foi a Kagome que liberou o seu selo, InuYasha? – pergunta Hakuryuu, deitado na grama.

– É. Depois, apareceu o Sesshoumaru, procurando o túmulo do nosso pai, e lá, eu recebi a Tessaiga. – diz InuYasha, dando tapinhas na bainha da espada.

– E por fim, a Kagome acertou uma flecha que arrebentou a Jóia de Quatro Almas? – Hakuryuu conclui. – Isso explica aquela chuva de luzes no outro dia. Mas achei que a Jóia tinha sido queimada com a Kikyo.

– Eu também não sei explicar, Hakuryuu. Eu estava na minha casa, quando a Mulher-Centopéia surgiu de dentro do Poço Come-Ossos e me puxou pra cá. – diz Kagome – Parece que a Jóia estava, de alguma forma, dentro do meu corpo.

– E, por isso, disseram que você é a reencarnação da Kikyo. Ahhh! Não acredito que perdi tudo isso!! – Hakuryuu exclama irritado, se sentando.

Com um suspiro, Hakuryuu deita de costas na grama, novamente.

– Mas e você, Haku? – pergunta InuYasha. – O que ficou fazendo esse tempo todo?

– Que pergunta besta. – o amigo responde calmamente, sem se levantar. – Fiquei procurando um jeito de tirar aquele selo de você.

– O quê? – Kagome pergunta, confusa.

– É isso mesmo. É que eu e o InuYasha somos melhores amigos desde que éramos crianças. Eu também sou meio-youkai. – Hakuryuu continua, ainda deitado – Meu pai era humano e minha mãe era uma youkai tigresa. Moramos no mesmo vilarejo por muito tempo. – ele olha para a garota. – Você já deve saber, Kagome, mas ninguém gosta de meio-youkais. Nem os youkais, nem os humanos. Então éramos sempre eu e o InuYasha, brincando juntos ou fugindo dos humanos juntos.

Hakuryuu volta a olhar para o céu, se lembrando de quando era uma criança.

– Quando InuYasha resolveu ir embora, eu decidi que iria com ele.

– FLASHBACK (INÍCIO) –

– Hakuryuu! Você deve ficar com a sua família! – diz um jovem InuYasha. – Fique aqui e cuide do seu pai.

– Meu pai já está bem grandinho pra cuidar de si mesmo. – Hakuryuu responde. – Não há nada mais para mim aqui! Você só está certo em uma coisa, InuYasha.

– ?

– Devemos cuidar das nossas famílias. – o tigre diz, erguendo o braço. – E você é parte da minha.

Os dois meio-youkais sorriem e cruzam os punhos.

– FLASHBACK (FIM) –

– E desde então, fomos eu e o InuYasha juntos, lutando com youkais e humanos pra nos mantermos vivos. Nem sempre era fácil, mas a gente sempre se divertia e ria de tudo no fim do dia. Lembra, InuYasha?

– Heh. A gente aprontava muita confusão por aí.

– Foi mais ou menos nessa época que ouvimos sobre a Jóia de Quatro Almas. – Hakuryuu continua – O InuYasha queria a Jóia pra nos tornarmos youkais completos, mas eu não estava interessado nela.

– HÁ! Você sempre foi um frouxo nessas horas, Haku! – InuYasha exclama.

– E você sempre foi nervosinho por qualquer coisa. – Hakuryuu responde, indiferente. – De qualquer forma, enquanto o InuYasha ficava tentando pôr as mãos na Jóia de Quatro Almas, eu andava pela floresta e pelo vilarejo.

A Sacerdotisa Kaede se aproxima e se junta aos três.

– Foi a primeira vez que vi um meio-youkai querendo ajudar pessoas. – ela diz, como se tivesse estado presente desde o começo da conversa.

– Vovó Kaede? – Kagome diz, ao notar a velha sacerdotisa.

– Hakuryuu sempre ajudou as pessoas do vilarejo, mesmo que ninguém o quisesse por perto. – Kaede continua.

– Eu nunca entendi porque você ficava ajudando aquela gente, Hakuryuu. – o youkai cachorro reclama.

– Sei lá. – seu amigo responde. – Se humanos e youkais podiam se dar bem a ponto de terem filhos, como nós, achei que valia a pena tentar. Mas está reclamando do que? Foi nesse tempo que você conheceu a Kikyo. Não tinha um dia em que ele não falasse nela.

– Cale a boca! – InuYasha grita, levemente corado.

– Porque? É verdade. – Hakuryuu continua, sem se levantar. – Eu fiquei bem feliz por você. Era a primeira vez que você estava tão interessado em alguma pessoa. Então eu começei a andar um pouco mais por aí. Queria saber como era ficar tão interessado assim em alguém.

– Interessado? – Kagome pergunta, curiosa.

– Cale a boca, Hakuryuu!! – InuYasha está cada vez mais nervoso – Seu desgraçado.

– Mas a minha irmã, Kikyo, selou o InuYasha naquela árvore. – Kaede fala, se recordando do ocorrido.

– E aí, eu passei boa parte desses últimos cinquenta anos procurando um jeito de livrar o InuYasha daquele selo. – Hakuryuu diz.

– Como é? Você passou cinquenta anos tentando liberar o selo do InuYasha? – Kagome fala, surpresa.

– É, mas eu nunca consegui. Eu ia e voltava pra cá, só pra ir embora e tentar de novo. – Hakuryuu diz, um pouco chateado. – Mas o que eu podia fazer? InuYasha é meu melhor amigo, e eu não podia deixar ele daquele jeito.

InuYasha vira a cara, constrangido. Vendo essa reação, Kagome pensa “Puxa... eu não sabia que o InuYasha tinha um amigo que se importava tanto com ele”.

Hakuryuu então se senta, novamente.

– Mas eu tenho que te agradecer muito, Kagome. – ele diz, se virando para Kagome.

– Me agradecer?

– Você fez em poucos minutos o que eu não consegui fazer em cinquenta anos. – o tigre sorri – Obrigado por salvar o meu melhor amigo.

– Aaah! Não, não precisa me agradecer não! – Kagome diz, envergonhada.

– Há! Você realmente não mudou nada nesses anos todos, Haku!! Você sempre foi muito bonzinho com os humanos. – InuYasha retruca, fazendo Hakuryuu rir, sem jeito.

– Mas, por outro lado, todas essas viagens me ajudaram muito. Aprendi várias coisas sobre barreiras, selos, e muito mais. Aprendi diversas formas de luta e fiquei muito mais forte, também!

– Puxa, Hakuryuu! – Kagome está impressionada – E você encontrou alguma pessoa?

Frente a essa pergunta, Hakuryuu mostra um sorriso triste.

– É... encontrei, mas ela... – ele começa, mas um grande tremor se faz ouvir e rugidos vêm do vilarejo. Um aldeão corre de encontro ao grupo.

– Sacerdotisa Kaede! Sacerdotisa Kaede! – ele grita – É terrível!! Um enorme grupo de youkais surgiu do nada e está se aproximando do vilarejo!!

– O quê?!

Notas finais
E é isso aí. Gostaram? Não gostaram? Querem mais? Não? Só avisar! Se tiver coisa pra melhorar, estou aberto a críticas e sugestões! Estava muito longo, então dei uma mudada.