Notas iniciais
TAM TAM TAM TAAAAAM TAM TAM TARARARAAAAM TAM TARAAAM TARARARAAAM TAMTARAAAM TARARARAAAAM TARARARAAAM TARARARAAAM TUUUUM (8) segue mais um capítulo >

Estava um silêncio de dar medo. Há dias não vejo o James. Há dias não vejo alguma comida ou água. O que mais sentia falta era de chocolate quente. E falta do Sammy, meu companheirinho e fiel amigo. Se algo acontecer a ele, eu jamais me perdoaria.

O Sammy era um filhotinho de labrador que minha irmã me deu. Ele era uma pequena bola de pelo, frágil e inocente. Ah, muito brincalhão. Foi ele que me ajudou a esquecer um pouco a morte de meus pais.

Estava tão encolhida e tremendo de frio no canto do porão que nem escutei Ele chegar. Estava nervoso. Perguntei se iriamos voltar a conversar. Ele me socou. Disse que não erámos amigos e que não tínhamos essa intimidade. Disse que o Diabo, vulgo Deus, não gostou do modo como me referi a ele. Amarrou meus pulsos em uma corrente pendurada no teto. Puxou o fio e fiquei a 15cm do chão. Quase da altura dele.

Meus braços pareciam que iriam cair de tanto que doía esticá-los. Ele fez dois pequenos cortes em minha barriga. Era o sinal da cruz. Amarrou minha boca com a corda suja de sangue seco. Tentei gritar por ajuda. Mesmo não tendo ninguém para me socorrer. Deu um tapa no meu rosto e me mandou calar a boca. Eu estava assustada e com muito medo, quem não estaria? Ele injetou uma seringa no meu pescoço. Veio uma dor muito forte e extremamente insuportável. Era eletrizante e parecia que minhas veias iriam explodir a qualquer momento. Comecei a ter alucinações e, pude ter quase certeza de que vi meus pais e minha irmã olharem para mim com certa tristeza.

Vi uma cobra no chão. Estava rastejando até chegar perto de mim. Eu estava apavorada. Parecia ser de alguma espécie venenosa. Meu coração saltava muito rápido e podia ouvir ele pulsar tão alto que parecia um tambor. Senti a cobra subir em mim. Era gelada e escorregadia como escamas de peixes. Passou entre minhas pernas e minha barriga. Quando fui olhá-la... Não havia nenhuma cobra. Nada.

James se mostrava indiferente com minha dor. Ele só observava atentamente. Após horas que pareceram dias pude voltar ao que se pode dizer, normal. Meu corpo doía muito e de vez em quando sentia uns calafrios. Tinha quase certeza que estava com hemorragia interna. James se aproximou e calculou meus batimentos cardíacos, sempre anotando tudo em seu bloquinho. Contou que injetou uma quantidade de heroína em mim, pois queria testar e ver o que acontecia. Doentio.

Disse que vira um cara na rua se drogando e isso o fez pensar em testar esse novo método de tortura humana.

Fez algumas perguntas. Respondi todas com frieza. Perguntei por Sammy. Nisso ele estendeu o braço, mostrando-me um celular. Era um vídeo do Sammy.

Ele estava em um buraco fundo e chorando. Em sua volta havia alguns escorpiões vermelhos e várias aranhas. Comecei a chorar e me culpar por tudo isso. James disse que não irá fazer mal nenhum ao Sammy, por enquanto. Porém quer ver como é o psicológico dos cachorros, quando estão com medo. Louco desgraçado. Por que não testa o seu psicológico dentro de uma cova?!

Meu Sammy, estava sozinho e com frio. Com medo e precisando de mim. Meu coração estava tão apreensivo que nem percebi que ele injetou outra seringa. Era um sonífero, pois acordei em outro lugar totalmente diferente de onde eu estive por semanas. Estava no andar de cima. Era a by Browse to Save\">casa dele.

Senti meu corte na barriga arder e quando fui ver... Estava com outra roupa. Meu cabelo estava limpo e parecia que eu havia tomado banho. Aquele desgraçado deu banho em mim enquanto eu estava desmaiada. Perturbador. Meus pulsos não estavam mais amarrados e eu estava em um sofá de couro preto.

A casa era quase uma mansão de tão grande que era. Também muito assustadora. Em minha frente ao invés de ter uma televisão como toda casa normal tem, tinham fotos. Fotos de pessoas presas no mesmo porão que eu estive. Fotos de membros de crianças. Fotos de recém-nascidos ainda com cordão umbilical. Tudo isso me enojou e fez aumentar meu ódio por aquele cara. Ao canto da sala havia um mural. E nele tinha uma foto de um menino moreno com olhos claros e ao lado dele tinha um homem. Era o James. Pareciam felizes. Por um segundo pude pensar que ele tinha um filho. E puta merda. Ele tinha um filho! Como aquele psicopata tem um filho?! Como ele pode ser pai?! Louco. Louco. Louco.

Quando eu ia me levantar pra conhecer o restante da casa... James chegou.

– Vejo que acordou, hein? Trouxe um pouco d’água e bolachinhas para adoçar sua vida. – Estendeu tudo para mim como se eu fosse algum tipo de visita muito importante. Não recusei, pois realmente estava morrendo de fome.

Comi e bebi em silêncio. Estranhei a mudança de humor repentina dele. Tinha medo dele se enfurecer novamente e fazer algo pior comigo.

Ele mostrou a casa e me levou para um quarto de hóspedes. Disse que eu ficaria lá por um tempo, pois ele queria fazer umas mudanças no porão. Disse que não precisava me amarrar, pois sabia que eu não fugiria e que de lá eu jamais sairia. Então ele saiu fechando a porta atrás de si. Antes mesmo de raciocinar tudo isso, toda essa reviravolta e mudança muito estranha do humor dele... Acabei adormecendo.

Notas finais
Podem deixar comentários/críticas etc. Juro que não ficarei triste HEUHEUHEU é sempre bom saber se to agradando ou não...