O Marido Da Minha Chefe

3 Capítulo III - Uma Noite Muito Louca Part 1


Notas iniciais
Desculpe a demora gente, tive muitos imprevistos nos últimos meses, sem falar em aquela falta de inspiração básica mais eu não desisto! Bom esqueci de falar que os capítulos desta história será narrado pelos protagonistas (Sasuke e Sakura), bjs e boa leitura!

Capítulo III – Uma Noite Muito Louca Part 1

Sasuke

Quando eu convidei à senhorita Haruno para ser umas de minhas modelos não achei que ela levaria isso tão a sério... Minha intenção era fodê-la de quatro em minha sala, e quando ela chegou aqui totalmente animada procurando por mim eu... Realmente estava achando que devia ser um joguinho dela e acabei entrando. Ora, eu sou um homem e logo pensei que seria uma boa visita.

Mas quebrei a cara ao perceber que ela realmente havia se interessado na minha ‘’proposta’’, ela me contara empolgada que era seu sonho trabalhar no ramo da moda e design parecia uma criança abobalhada quando falava, mas eu reconsiderei, porque quem sabe, mas tarde... Nós não avançaremos o sinal. Fiquei com pena de estragar seus sonhos e resolvi lhe dar uma chance – tive a ideia de criar um book de fotos dela e enviar ao meu irmão Itachi; eu sabia que ele a reprovaria como fez com várias outras, já que Sakira não tinha vestígio algum de uma top model. Ótimo, já tinha tanta pra fazer e essa garota me aparece do nada com essa história, eu mereço.

— Então Sakira, diga-me... Já tirou fotos antes? – questionei a ela que estava em pé.

— Hãn... – a rosada cerrou as sobrancelhas – é Sakura, da pra aprender logo meu nome... É a sexta vez que você erra – eu a olhei intensamente e ela sorriu desconcertada — Com um fotógrafo... Não — ela respondeu minha pergunta com a voz um pouco tímida e eu tive vontade de apertar suas bochechas.

— Eu não admito que as pessoas com quem eu trabalho falem nesse tom comigo – baixou a cabeça – Aqui o chefe sou eu, e você tem que fazer o que eu mandar você fazer, ouviu bem? — ela assentiu com a cabeça — Tudo bem – suspirei, eu não costumava trabalhar com novatas, minhas modelos era todas profissionais e ouvir falar que as principiantes davam muito trabalho – Não há muito segredo por detrás de uma fotografia de modelo. – eu caminhava em torno dela – A questão básica é: ser você mesma e fingir que eu não estou aqui. Tudo bem para você?

Ela ficou em silêncio e acenou positivamente com a cabeça. Aquilo me incomodou um pouco, mas, vamos lá!

— Pode ir se trocar no camarim... E, escolha uma roupa confortável com a sua cara, depois eu peço para que vista algo mas, ousado. – o tom de seu rosto se tornou vermelho e eu quase rir, porém me segurei ela estava nervosa e eu não quis contribuir mais para aquilo — Sakari – chamei e ela virou o corpo novamente para mim com uma cara relativamente irritada – fique tranquila.

Ela deu um lindo sorriso e entrou no camarim.

Sakura

Apesar de Sasuke não saber meu nome correto e ser pra lá de arrogante, me explicou direitinho como seria o procedimento da minha nova ‘’carreira’’ ele iria tirar as minhas fotos e depois iria enviar ao irmão dele, o grande Itachi Uchiha – uns dos agentes de modelos mais famoso e rico do mundo, eu já o conheceram uma vez, quando acompanhei a Karin em um evento da C&A aqui em Londres; troquei algumas palavras com ele e só, ele era muito falante e ria constantemente diferente do irmão.

— Saky, você pode se soltar! – ouvi a voz de Sasuke sair um pouco irritada.

Eu estava deitada no chão parecendo uma morta viva segurando algumas flores na tentativa frustrada de parecer sexy. As fotos iam muito bem – de acordo comigo mesma – até que o Uchiha me pediu para vestir um vestido verde-claro tomara-que-caia e ficar descalça

— Ahhh – eu supirei num berro – é Sakura! E, eu estou fazendo o meu melhor...

Ele largou a câmera das mãos ficando apenas segurada no pescoço – e que pescoço! – estendeu a mão esquerda pra mim e eu assentei. Rapidamente ele me puxou para perto dele e enlaçou suas mãos em minha cintura fazendo com que nós dos ficássemos cada vez mais próximos... Podia sentir o seu perfume amadeirado forte, sua respiração lenta e fria, seus olhos penetrantes e intimidadores, profundos como a noite.

— E eu já disse que aqui quem manda sou eu – ele acariciou meu rosto com uma das mãos — Você também não está fazendo o seu melhor... – ele se afastou bruscamente de mim, me deixando com cara de tonta – Não está sorrindo como naquele dia que eu te vi. Você é um tipo de pessoa mais natural... e, espontânea.

— Uau, — suspirei de novo – Nem eu sabia disso... Como assim?

— A câmera te intimida... Você não consegue ser você mesma. Isso é o segredo da câmera, seja você mesma. – Sasuke sentou em uma poltrona negra e se serviu com vinho – Você quer? – ofereceu-me

— Não – respondi-o – Eu não bebo bebidas alcóolicas – ele levantou levemente as sobrancelhas e seus olhos estavam esbugalhados.

— Tem vergonha de uma simples câmera fotográfica, não bebe... Onde você estava mulher?

Eu sorri.

— Ah, trabalhando – respondi hesitante e mordendo o lábio inferior.

— Com a megera da minha esposa. – ele completou – O que mais sobre você, eu ainda desconheço?

Corei, e tentei não colocar minhocas na minha cabeça.

— Muitas coisas – avisei-o e ele pareceu se interessar – Inclusive, meu nome... que você ainda não sabe pronunciar...

— Não tenho culpa se seus pais quiseram te dar um nome diferente dos nomes do resto da humanidade. – sorriu de canto e meu olhos faiscaram.

— Sasuke também não é um nome comum...

— Eu sei... Mas, é bem mais gostoso de pronunciar não acha? – que canalha uma ora parece que me quer, e outra parece que não, decida-se homem! Minha nossa, Sakura! Controle-se! Ele é casado!

— Pode ser – tentei ser firme nas palavras, aquele homem me deixava quente.

— Tamb-

— Senhor Uchiha... – tinha que ser a secretária pra atrapalhar – Desculpe incomodar, mas, seu irmão deseja vê-lo para uma reunião na sala do seu pai.

— O Itachi já voltou da França? – ele questionou e a secretária confirmou com um aceno de cabeça – Ele nem me disse nada... Será que – ele correu e pegou o, sobretudo da poltrona – Diga a ele que já estou indo – e se virou pra mim – Fique aqui. Ouviu, bem? Aqui! E não saia! – ele gritou antes de fechar a porta.

Joguei as flores no chão e tirei as sapatilhas antes de me deitar naquele tapete de veludo incrivelmente macio. Quando a Karin souber que estou tentando um novo emprego em uma agência concorrente, ela me mata, ainda mais sendo que o marido dela é meu fotografo. Inferno. Ergui o meu tronco e depois me levantei, e comecei a analisar o lugar, porque será que o dono da empresa, trabalha como um simples fotografo?

Caminhe rumo à mesa dele e comecei a observar as fotos das modelos espalhadas pela mesma; havia várias mulheres em fotografia, cada uma com cor e expressões diferentes, confesso que fiquei intimidada, elas eram tipo: mulheres-bonecas-de-comercial, incrivelmente lindas. Ao me aproximar mais da mesa, pude observar a última gaveta da esquerda aberta, tentei fechá-la mais algumas fotos me impediram de tal ato, quando eu as tirei me surpreendi ao ver fotos de crianças e de adultos. Sasuke era um homem difícil de desvendar, mas eu daria tudo pra entrar nesse mistério.

Sasuke

Sai da minha sala de fotografia e entrei rápido no elevador, o que diabos Itachi queria agora?

Minha paciência está no limite, à empresa está indo por água abaixo, o meu pai vai me matar, e mais essa garota no meu pé, não falta nada para piorar a situação... Maldita hora em que fui ao escritório da Karin pedi o divórcio, aquela víbora nunca vai me dar. Passarei o resto da minha vida ao lado dela, não você não tem noção do que é estar casado com alguém que não ame. Eu não a amo, e nunca vou amá-la, não sinto nada por ela, e isso é fato... Então porque ela insisti em ficar comigo? Isso, só ela pode me responder.

As portas do elevador se abriram e eu saio rumo à sala de reuniões era a última do corredor, abri-a e entrei encontrando a sala vazia com exceção do Itachi. Tranquei a porta e sentei-me na cadeira principal – a do meu pai – ele estava distraído brincando com uma bolinha de golfe e girando a cadeira que estava sentado, esperei ele notar minha ‘’presença’’ o que demorou alguns segundos para acontecer, ele era assim mesmo, lerdo.

— Ora irmãozinho, achei que não viria... – ele comentou gozando com a minha cara.

— Já estou aqui, não estou? – respondi em tom seco e despreocupado – Fala logo Itachi. Não me diga que...

— Não, o nosso pai está bem. Ele se recuperou bem do último infarto, mas, os médicos ainda estão preocupados.

Ficamos em silêncio por um tempo, eu queria evitar pensar em uma suposta morte do meu pai, mas era inevitável... Ele já havia passado por três cirurgias, uma nos pulmões e duas no coração; ele se fazia de forte e dizia a todos que iria ficar bem, mais ainda sim eu tinha medo de perdê-lo.

— Sasuke, você e eu já sabemos que a empresa está indo de mal a pior — eu assenti com a cabeça – O papai, apesar de estar doente, está preocupado... E meio querendo nos matar... Nós tivemos muitas conversas, eu, ele, o tio Obito até o Madara entrou na conversa. Bom, todos nós chegamos à conclusão que... Que nos dois vendêssemos a nossa parte da empresa – franzi o cenho vender os 50% que pertencia nos dois? Aquilo não fez sentido — para a Karin. – Itachi completou, o que?

— Não! – eu disse totalmente alterado – Que espécie de solução é essa?

— Sasuke...

— Sasuke, nada! – eu o cortei batendo o punho fechado na mesa de vidro – O papai ficou louco? Eu não vou vender nada... Muito menos para a Karin, Itachi!

— Sasuke, não seja teimoso e me escute! – ele se alterou também, no fundo Itachi estava tão transtornado quanto eu – Nós não vamos sair perdendo... Ela é usa esposa então se a metade da empresa for dela, será sua também! A família dela tem recursos Sasuke, e pode e muito mais além do que a nossa! A nossa família sempre viveu desta única empresa Sasuke... Acredite o papai também não queria isso, mas... É a única solução que temos.

Itachi me olhava abismado, e eu o fitei intensamente. A que ponto chegamos? A empresa estava indo tão bem... E de repente, de alguns meses pra cá, o seu rendimento vem caindo... O que diabos estava acontecendo? Porque estava acontecendo isso? Não podia acabar assim. Não podia.

— Sasuke — Itachi me chamou com a voz calma – eu sei que você é muito orgulhoso para aceitar uma proposta dessas, mas, é a única solução. Entenda...

Droga. Será mesmo que iria ter outra solução? Tinha que haver, tinha...

— Sasuke... – escutei uma voz feminina, tanto eu quanto Itachi ficamos chocados e eu instantaneamente olhei para a porta, Sakura estava ali, e parecia um pouco preocupada.

— O que essa garota faz aqui? – Itachi olhava feio para Saky e ela fazia o mesmo.

— Sakura, eu não disse para você me esperar? – me levantei bruscamente e caminhei até ela, que estava encostada na no batente da porta, puxei seu braço a tirando dali – O que raios você quer? Estou no meio de uma reunião. – ela franziu o cenho provavelmente não acreditara que seu estava mesmo em uma reunião.

— Olha só você disse meu nome sem errar! – ela lembrou-me em tom irônico e eu ergui as sobrancelhas chocado.

— Olha aqui – eu mordi levemente a língua para não falar o que não devia – O que, quer?

— Eu preciso ir para casa, não moro aqui.

— Você não pode ir – eu disse – Ainda não acabei com você.

— Sasuke, leva suas amantes pra um motel, — Itachi apareceu fazendo cara de nojo – e não aqui na agência...

— A-Acho que houve um engano aqui – Sakura se intrometeu na conversa um pouco nervosa – Não somos amantes!

— É Itachi, nós não somos nada um do outro, estive na empresa da Karin a alguns dias atrás e... Eu meio que convidei a Sakura para uma seção de fotos. – eu deixei as palavras escaparem da minha boca.

— O que? Você convidou essa desengonçada para uma seção de fotos? – Sabia que ele não iria acreditar, Itachi me conhecia bem. – Você devia estar bêbado quando fez isso não é? Ou... Bateu a cabeça em algum lugar — Olha só garota... O Sasuke só está brincando com sua cara, tá na cara que ele tá doido pra te foder, mas, é só... Ele nunca largaria a querida esposa dele, Sasuke ama o dinheiro. – Itachi e essa mania de falar loucuras. Coitada da garota, imbecil, também não precisava exagerar.

— Itachi! – eu o repreendi e a rosada estava com o rosto vermelho, coitada.

— Olha aqui... Senhor Uchiha – a voz dela era trêmula e ela apontava para o rosto de Itachi – Você não tem direito de me ofender assim, tá? – ela deixou algumas lágrimas caírem.

— Olha aqui você garota – o meu irmão a interrompeu – O Sasuke é um homem de negócios, nem eu, e nem ele trabalhamos com inexperientes... Se o meu irmão te iludiu com o sonho de uma carreira, pode tirar o cavalinho da chuva, porque ninguém dessa agência permitirá que alguém como você nos represente em algum evento – Eu sei que sou o senhor arrogância, mas o Itachi já estava passando dos limites. Ele estava a humilhando sem necessidade nenhuma.

— Quer saber? – Sakura deixou muitas lágrimas escaparem dos seus olhos – Eu não preciso ficar ouvindo esse tipo de coisa! Boa noite! – e ela saiu correndo.

Olhei para Itachi. E o fitei intensamente.

— Vamos continuar nossa reunião – ele disse fazendo caminho para sala.

— Você humilha a Sakura — acho que consegui pronunciar o nome dela corretamente – E acha que tudo vai voltar a ser como antes? O que você tem na droga da sua cabeça Itachi? Porque fez isso com ela.

— Ora Sasuke! – Itachi abriu os braços como se estivesse ofendido – Você mais do que ninguém vive fazendo esse tipo de coisa, quê que é em? Ficou com pena dela? – seu tom era irônico, e por pouco não quebrei suas fuças – Ah, já sei, vai... Vai atrás de uma garota sem virtude alguma pra ser modelo. Pelo amor de Deus, Sasuke! Se você contrata essa garota vai ser mais dinheiro gasto, e em vão... Eu sei que ela não iria retornar dinheiro algum... Então por favor, entra logo! – ele abriu a porta da sala.

Eu podia simplesmente ignorar tudo que aconteceu ali, e continuar a reunião, afinal, eu sou Sasuke Uchiha... Mas ainda sim eu tinha um coração. E por algum motivo que eu desconheço em mim mesmo fui atrás dela.

— Sakura! – eu gritei quando a vi saindo pela enorme porta de entrada, sai do elevador e continuei gritando – Sakura!

Ela se virou com o rosto cheio de lágrimas e pareceu surpresa. Aproximei-me dela e disse:

— Não devi-

Ela me interrompeu.

— Olha... – sua voz estava embargada de choro – você aprendeu a dizer meu nome – e irônica também.

— Pois é. – eu disse sem graça – Você não devia ter ligado para aquelas coisas que o meu irmão falou, ele é um estúpido e...

— Assim como você! – ela acusou-me.

— O que? Sakura eu não disse nada para te ofender...

— Mas também não bronqueou o seu irmão, já ouviu falar que, ‘’Quem cala consente’’? E sim, é verdade – ela enxugou mais lágrimas que caiam dos seus olhos –

— Não consenti em nada, acredite em mim. – suspirei – Quando eu encontrei você no escritório naquele dia, minha intenção era... Bom, conhecer você melhor e não fazer seu book de verdade.

Os olhos verdes se arregalaram e eu senti minha cabeça ir para a esquerda na velocidade da luz, depois senti um arder na face. Sakura havia me dado um tapa, ela era a primeira mulher que me batia.

— Você é um cachorro! – ela gritou – Como teve coragem de mentir pra mim? De me enganar... Me encher de expectativas... E, depois hã? Ia me levar a força para um motel, como seu irmão disse?

— Eu nuca faria nada sem o seu consentimento! E eu achei que você tivesse entendido minha real proposta.

— Se você é acostumado a fazer isso com suas mulheres não significa que comigo seria igual. Sabe quantas vezes eu fui reprovada em testes? Quantas noites eu já sonhei em ser uma modelo? Não sabe! – ela chorava – Então por favor senhor Uchiha, não devia ter feito isso... O senhor acaba de magoar meu coração. Eu sei que — ela soluçava – não sou tão bonita assim, mas ainda sim sou um ser humano. Um ser humano de verdade... Com sonhos e desejos, metas e ambições. Posso ser uma simples garota – seus olhos brilhavam – E ainda assim surpreender — ela me deu as costas e saiu do prédio, corri até ela, estava escuro e havia poucas pessoas na rua.

— Eu sinto muito Sakura. – puxei seu braço mais uma vez – No começo eu só queria me divertir com você e nada mais... Mas quando eu ouvi sua história eu decidi te dar uma chance de verdade, por que, eu... Bem... Admiro pessoas sonhadoras como você – estendi minha mão pra ela – eu posso provar que estou falando a verdade!

Entrei na sala de reunião e encontrei Itachi sentado e uma das cadeiras.

— Aqui está os documentos – Itachi pôs os mesmos sobre a mesa e eu os peguei assim que sentei – Nesse documento você e eu estamos passando a metade da Uchiha Design Way para o nome de Karin Uzumaki, ou seja, os 50% que foram do papai que ele passou para o nosso nome agora serão seu e dela, digo isso porque ela te ama e faz de tudo por você – eu apenas ouvia – Já assinei – ele entregou a caneta a mim e eu a peguei – Só falta você – O olhei mais uma vez – O que fez com a garota?

— Ela está em minha sala, esperando por mim. – disse convicto.

— Hm, e quem lhe garante isso meu gentil irmão?

— Confio nela.

— Não irei discutir... – ele olhou para os papéis em minhas mãos – É a única forma de salvar a empresa, Sasuke. Assine...

‘’ Eu sei que... Não sou tão bonita assim, mas ainda sim sou um ser humano. Um ser humano de verdade... Com sonhos e desejos, metas e ambições. Posso ser uma simples garota... E ainda assim surpreender... ’’

Me lembrei de repente do que a Sakura me disse, e algo maravilhoso se formou em minha mente. Olhei para Itachi e rasguei o documento em minhas mãos, ele me olhou nervoso levantou da cadeira e bateu um do punhos na mesa de vidro dizendo:

— Ficou louco, Sasuke? Quer nos ver na miséria, é isso?

— Claro que não Itachi, não seja idiota! – briguei – Mas, eu tenho uma ideia que vai recuperar o nome da empresa de volta!

— Sasuke, não temos tempo para bobagens! Eu vou imprimir outro documento... – ele tirou o pendrive do bolso e caminhou rumo a impressora –

Eu o segui.

— Quer escutar logo? Vai ser genial!

— Estou ouvindo. – ele disse desinteressado enquanto ligava a impressora.

— Que tal um concurso, Itachi? — eu disse empolgado – Um concurso feminino...

— Um concurso? – ele repetiu com a voz irônica e voltando sua atenção pra mim — Feminino? Tudo bem, que é você, e o que fez com meu irmão...

— É sério, seu idiota! – eu estava quase sorrindo.

— Não parece ruim – Itachi murmurou – Mas como funcionaria esse concurso? – seu tom de voz agora era de desinteresse.

— Bem nós abriríamos no site da empresa as inscrições para o concurso...

— E?

— Limitado. As vagas são limitadas as inscrições não. Assim: quando terminarem as inscrições, nós, juntamente com os outros patrocinadores selecionaremos as vinte garotas, com as melhores histórias, personalidades, características e etc... Cada uma das candidatas terá um auxílio de um profissional, que será daqui mesmo da empresa – fotógrafos, agente, empresário, profissional trainer e outros funcionários daqui.

— E quem, poderá se escrever? – Itachi perguntou curioso

— Qualquer mulher normal, a partir de dezoito anos, claro.

— Parece interessante – ele disse com um tom animado – eu vou falar com papai, taí gostei da ideia... Com esse concurso com certeza aparecerá diversos patrocinadores para o tal... Tentarei dobrar o pai para o consenti no seu concurso... Anh... Qual o nome mesmo?

— ‘’A Garota Uchiha!’’ – eu disse orgulhoso.

— A garota Uchiha? – Sakura me questionou e eu afirmei com a cabeça.

— Sim. Não é uma ótima maneira de te lançar no mundo da moda?

— É, mas...

— Mas, o que?

— E se eu não consegui ganhar? E se eu for a primeira a ser eliminada? E se...

— E se nada, Sakura! Pense positivo! Você sempre sonhou em ser modelo não é?

— Sim...

— Sonhe e torne possível todos os seus sonhos!

Ela sorriu.

— Vamos comemorar! – eu disse – Venha – peguei o champae na mini geladeira e estourei a rolha divamente – isso ficou meio estranho de dizer – peguei as taças no barzinho que tinha ali, logo lembrei que Sakura não bebe álcool.

— Tem refrigerante na geladeira – disse e ela foi lá pegar uma latinha.

Eu despejei uma quantidade generosa de champae na taça e Sakura apareceu em minha frente abrindo timidamente a latinha de refri.

— O que estamos comemorando? – a rosada questionou.

— O inicio de uma nova era! – eu ergui a taça e ela me acompanhou sorrindo e erguendo a latinha – A sua nova carreira e a minha também! – e brindamos. Sai de perto dela e peguei meu celular discando o número da pizzaria – Você gosta de pizza?

— Claro que sim, — ela sorriu – Quem não gosta?

— Talvez pessoas que não tomam, álcool. – provoquei.

— Ah é? – ela disse – Pois saiba que pessoas que não tomam álcool adoram beber refrir, e comer pizza...

Eu sorri e só agora percebi que a atendente da pizzaria falava comigo através do celular.

A pizza já havia chegado, eu e Sakura estávamos olhando algumas fotos de algumas modelos que eu já havia fotografado, eu dizia a ela cada lugar que eu já tinha ido para fotografá-las, e ela ficou maravilhada. Estávamos comendo pizza e sujando o carpete inteiro, até que ela era legal, e pela primeira vez eu senti uma coisa diferente por uma mulher, não desejo – não que eu não tivesse – mas era que era sei lá...

— Olha a Hinata! – ela pegou uma foto – Ela tá linda...

— Quem? – eu perguntei sem entender;

— Hinata Hyunga – Sakura murmurou e eu deixei um ‘’ah’’ escapar de meus lábios.

— Ela foi minha modelo até abril do ano passado. – disse – Mas a Karin a ofereceu uma quantidade muito maior de dinheiro e é claro que ela aceitou.

— Nossa. – ouvi Sakura suspirar – Ela não ficou com remoço de tirar uma de suas modelos?

— Que nada. – murmurei – Karin achou que eu e Hinata tivéssemos algo. Por isso ela fez aquilo.

— Mas... Vocês... Tiveram algo? – Sakura perguntou visivelmente incomodada e eu rir.

— Não, Hina e eu somos incrivelmente amigos, além do mais... Ela é extremamente tímida, não faz meu tipo, faz mas o tipo do Dobe. Um amigo meu.

— Hum...

— De onde você a conhece? – eu perguntei curioso.

— Estudamos juntas no ensino médio, e eu trabalho com ela.

— Ah – eu murmurei sorrindo feito um besta senti a visão lenta e olhei para Sakura – Porque você não me disse que tinha uma irmã gêmea?

— Hã? – Sakura me olhou confusa e riu um pouco.

Sakura

Eu já estava percebendo que o Sasuke tava começando a sair do eixo, assim que eu vi ele ir pagar o cara da pizza. O Uchiha bebeu umas trintas taças de champae, sem falar no vinho que ele não parava de beber... Minha nossa é melhor eu ir embora antes que aconteça alguma merda.

— Sasuke então – eu pus a latinha de refri vazia, no cesto de lixo – eu já vou indo... Preciso chegar cedo no trabalho amanhã... Tchau! – eu estava nervosa e ele me olhava estranho.

Meio grogue ele se levantou e me encarou com um olhar estranho, estranho demais...

— Deixa eu te dizer uma coisa garota – ele riu um pouco – Toma cuidado, a Karin é perigosa... – e riu como um idiota.

Eu peguei minha bolsa de cima da cadeira de coro e olhei pra ele e ele olhou pra mim. Fiquei com pena de deixar ele sozinho naquele estado, mas, o que eu poderia fazer?

— Boa noite. – eu disse antes de me virar.

Senti um aperto no coração de deixa-lo sozinho e bêbado, mas seria melhor assim, mordi o lábio inferior ao ouvi um gemido dele e virei-me e o vi correndo rápido para o banheiro ali dentro. Droga mil vezes, droga! Porque eu tinha que ter a coração tão mole? Pois é não aguentei, tive que ajuda-lo, joguei minha bolsa no chão e corri para socorrê-lo. Ora essa, eu não iria deixa-lo sozinho num momento como aqueles.

Entrei no banheiro feito uma louca e o vi agachado em frente ao vazo sanitário e pondo toda a pizza, vinho, champae e outras coisas que ele devia ter comido antes, tadinho... Eu me aproximei dele e tirei seu, sobretudo e coloquei sobre meu ombro. Ele parou de vomitar e me olhou com os olhos lacrimejantes.

— O que você ainda faz aqui? – ele parecia mais sóbrio – Não disse que tinha que ir embora? – seu tom de voz era de grosseria e eu me irritei com aquilo, ora eu estava querendo ajuda-lo e é isso que recebo? Patada?

— Eu devia estar mesmo em casa – respondi com o mesmo tom de grosseria – Mas eu tenho coração e vou ajuda-lo.

— Ah é, você tem coração? Nossa... olha só que coincidência, eu também tenho... – e riu histérico, que idiota.

— Ah! – eu suspirei – Anda, levanta... – tentei puxá-lo pelo braço já que ele havia sentado chão, e se escorou mais ainda na parede – Sasuke! Anda! Levanta daí! – eu tentava puxá-lo, sem sucesso.

— Me deixa em paz...! – ele esbravejou num grito – Vai pra sua casa! Me deixa em paz! Eu não preciso de ninguém. – a ultima frase saiu em um sussurro, mais eu não me intimidei.

— Não seja teimoso! – gritei irritada – Você mal consegue ficar em pé... Vamos, eu te deixo em sua casa...

— Você vai me deixar em casa? – ele riu – Minha babá não tinha cabelo rosa, ela era loira e não rosada... argh – ah, ótimo ele tá soluçando agora – Rosada – repetiu rindo como um idiota – Porque seu cabelo é rosa? – e riu

Eu o puxei pelo braço e pus seu braço esquerdo ao redor do meu pescoço, eu não sei de onde eu tirei tanta força... e nossa, ele é muito pesado e ria feito uma hiena. Caminhei com ele até a sala, coloquei-o em uma cadeira e estendi seu sobretudo de couro preto. Estava ficando frio e ele podia pegar um resfriado principalmente estando naquele estado.

— Você tem que se vestir! – eu idagnei – está ficando frio...

Ele me olhou e parecia estar ficando grogue de novo, minha nossa, onde eu fui me meter?

Sasuke me surpreendeu ao pegar o sobretudo de minhas mãos e vesti-lo sem protestar, eu fiquei meio besta porque ele tinha um gênio muito ruim.

— Tá, — comecei falar de novo – Eu te deixo em casa, só preciso que me dê a chave do seu carro.

— A c-chave do meu carro? – ele ergueu uma sobrancelha e me encarou com um olhar nada legal – É ruim, e-eu mesmo d-irigo, tá? Já estou melhor! – ele se levantou da cadeira cambaleante mais se manteve em pé, mesmo que ainda grogue, eu nunca que deixaria ele dirigir assim!

— Sasuke é sério – tentei fazer jogo duro com ele, mas minha voz estava soando como pedido – Me dá à chave! – ele pegou a tal chave e pôs dentro da calça, e riu logo dizendo:

— Vem pegar! – me ameaçou – Vem!

— Sasuke pelo amor de Deus, já são quase dez horas, eu preciso ir! Colabora por favor... – eu pedi.

— Não... – ele negou rindo bobamente e se afastou quando eu fiz menção de me aproximar – Eu disse que você tem que vim pegar.

— Eu não vou fazer isso, — eu disse chocada – você não está em condições de dirigir, eu não posso arriscar as nossas vidas desse jeito... Vamos, me dê à chave! – ordenei e ele negou com a cabeça. Que inferno!

— Me dê um beijo, ai, eu te dou o que você quer... – engoli o seco com aquelas palavras –

— Sasuke... Você não está legal... Está bêbado e não sabe o que diz. Me entregue logo a chave do carro e não amola!

— Eu sou lhe entrego a chave, se me der um beijo.

— Eu não estou disposta a negociar – comecei nervosa – E...

Eu vi Sasuke fechar os olhos fortemente e apoiar as mãos na barriga, merda! Ele caiu no chão pela dor que sentiu. E é óbvio que eu me aproximei dele e o ajudei a se sentar direito no chão, por Deus... o que eu faço com esse homem? Sasuke estava suando como nunca, e estava gelado! O que era aquilo? Tenho certeza que algo muito mais do que o efeito do álcool.

— Sasuke o que você está sentindo? – questionei preocupada e ele começou a tremer, eu senti isso, porque, estava segurando sua mão esquerda; vendo que ele não me responderia e perguntei: — Sasuke você está me ouvindo?

— S-Sim – ele respondeu ofegante e com os olhos semi-abertos, tadinho – A chave – ele apontou o seu indicador direito que tremia para a chave debaixo da cadeira

Eu soltei sua a mão e fui pegar a chave. Aproximei-me dele novamente e tentei levantá-lo, dessa vez ele não fez menção de se soltar de mim, o que foi ótimo já que o consegui ‘’carregá-lo’’ mesmo que com dificuldade. Com ele se apoiando em mim e seu braço direito ao redor de meu pescoço, fiquei com um pouco de dificuldade para andar, no entanto eu não me importei muito com isso porque o que me preocupou de verdade foi como tão gelado ele estava ficando, meu Deus o que esta acontecendo com esse homem? Estava caíndo de bêbado, agora está morrendo? Se acalme Sakura, não se desespere!

— Sasuke, você pode me ouvir? – eu idagnei preocupada com o silêncio repentino dele, tudo que eu ouvi ouvia era a respiração alta dele

— Posso – ele parecia ter feito um esforço enorme para não gaguejar.

Entrei no elevador que por sorte não ficava longe da sala dele, apenas alguns passos. Apertei no ‘’T’’ e Sasuke se soltou de mim para se segurar nas barras de apoio do elevador, minha nossa ele estava suado pra caramba, parecia ter corrido uma maratona inteira! Ele respirava de olhos fechados, eu me aproximei e disse:

— Você vai ficar bem, — tentei passar confiança pra ele – eu vou te levar num hospital...

— N-Não! – ele disse alto no momento em que as portas se abriram – E-Eu não quero... S-Sakura... eu-

— Sem argumentos! – minha voz explodiu em agonia, poxa vida, eu tinha vindo tratar sobre trabalho, e ele passa mal? – Vamos... – e eu praticamente o arrastei até os carros.

Apertei o botãozinho do alarme do carro dele e por sorte ou azar, estava li perto, uma Ferrari... é não me admira nada que ele tenha uma, abri a porta do carro negro e murmurei ‘’entre’’ para o Sasuke, que foi prontamente obedecido, ai dele se não fizesse... Dei meia volta até a porta do motorista, respirei fundo e abri a porta entrando logo em seguida, fechei a porta e pus o cinto de segurança olhei para o Uchiha que também já tinha colocado o cinto. Ótimo, respirei e inspirei fundo. Agora é só ligar o carro, mas, bem, não é um simples carro! É uma Ferrari! Deus do céu... será que tem alguma diferença entre o carros comum para os carros de corrida? Olhei para o moreno-lindo ao meu lado e o vi de olhos fechados.

— Sasuke! – eu gritei – Sasuke, fala comigo! – chamei-o mais ele não respondeu ou sequer acordou, minha nossa...

Aproximei-me dele para checar seu pulso, caramba ele estava gelado e respirava com dificuldade! Meu Deus, e agora?

Não posso entrar em pânico, ele precisa de mim. Vamos lá, pus a chave na enguinição e liguei-o, o carro, aquela coisa fez um barulho estranho –pra mim — e as luzes do painel também se acenderam, o som do carro também ligou e reconheci a música era Sweet Child ‘O Mine da banda Guns ‘N Roses tocou, é pela banda da pra sacar que ele é um rockeiro nato. Sacudi a cabeça, eu não gostava de rock mais isso não vem ao caso; preciso mover essa coisa, digo, o carro. Ok, vamos lá! Era só sair do neutro, e de primeira e segunda... ok, pelo menos é assim que as pessoas dirigem em carros populares, mas uma merda aconteceu assim que eu passei para a primeira marcha e acelerei, o carro foi de ré, e eu bati com tudo na parede ali perto, que merda! Sasuke não podia compra um carrinho normal? Tudo bem que ele era milionário e com certeza era daqueles que adorava ostentar por aí, mas custava comprar um carro mais comum? Observei pelo retrovisor do carro o estrago na parede do estacionamento, eu bem que podia descer e verificar se estava tudo bem, porém o Sasuke começou a gemer baixinho de dor, e eu me espanquei mentalmente por isso... Tinha um deus grego ao meu lado quase morrendo e eu me preocupando em como dirigir uma Ferrari. Relaxa Sakura, não é tão difícil assim, certo? Vamos, lá! Passei para a próxima marcha e acelerei devagar com medo de outro desastre acontecer, mas graças a Deus deu tudo certo e eu consegui andar naquele veículo demoníaco. Conseguir sair do estacionamento graças ao identificador de carros... Mas isso não importa, só tem a gente aqui mesmo. Assim que dei meia volta e sai do estacionamento acelerei o carro, e nossa, como é bom andar em uma Ferrari... parece que você está andando sobre nuvens. Sacudi a cabeça e olhei para o moreno ao meu lado que estava suado e ofegante, é incrível que nem com o ar condicionado ele tenha parado de suar.

— O hospital é aqui perto Sasuke, aguenta, por favor. – pedi a ele mesmo sabendo que ele não podia me ouvir.

Linkin Park não estava ajudando em nada, uma vez que From In The Inside uma das musicas da banda tocava, fala sério! Sasuke só gostava de ouvir rock? Eu detesto! Sons pesados, gritos, e demais barulhos estranhos minha nossa! E eu nem me atrevi a mexer no painel do som, vai que outra merda acontece... eu não. Só espero que o Sasuke aguente. Que horror agora o cara tá gritando... eu hein! O Sasuke deve sair desse carro no mínimo surdo, por que o volume daquele som já estorou um dos meus tímpanos. Sem perceber quase pisei um cara em cima da moto que se despedia da namorada... que romântico, mas o cara me xingou de tudo quanto é nome, mas eu não me importei à Karin já havia me xingado de tudo quanto era nome... meu pai eterno! A Karin! Olhei para o Sasuke e eu não podia deixá-lo sozinho, mas eu podia ligar para a ela e dizer que ele estava passando mal. Ah, claro, ai ela iria dizer que eu era amante dele, nem pensar!

Cheguei no hospital, cujo o nome eu nem reparei só sair do carro as pressas, chamei um cara de cabelo castanho que devia ser um enfermeiro e falava ao telefone.

— Moço me ajuda! – eu pedi suplicante.

— Tudo bem – ele respondeu simpático – Acalme-se e me diga o que ouve.

— É... m-meu... meu amigo ele tá suando muito e-e... ele tá tremendo também, ele desmaiou agora pouco, você tem que me ajudar! – eu expliquei.

— Onde seu amigo está?

— Ali, no carro – apontei para a Ferrari negra.

— Ok, vou buscar uma maca, aguarde-nos, por favor!

Corri até o carro do Sasuke e abri a porta ele ainda estava desmaiado.

— Sasuke, aguenta firme! – eu disse.

— Saia da frente moça! – uma mulher de macacão pediu e junto com um homem alto tirarão Sasuke dali e o puseram em uma maca.

Levaram ele para dentro de uma sala e eu fiquei sentada em uma das cadeiras da recepção. Já era doze horas da noite, mas eu não me importei, só iria sair dali como Sasuke. Não estava aguentando aquilo, aquela agonia. Foi quando um senhor de cabelos cinzas e usava uma mascara – estranho – que cobria boa parte do seu rosto, deixando apenas os olhos de fora, falou comigo.

— Você é, Sakura Haruno, não?

— Sim.

— Me acompanhe por favor... – ele disse e eu o segui, provavelmente devia ter notícias do Sasuke.

Entrei em uma sala muito linda, sentei-me em uma cadeira e o médico na outra.

— Ah – ele sorriu sem graça – A proposito meu nome é Kakashi Hatake, médico da família Uchiha.

— Ah... – eu me desconfortei com aquilo – Então você conhece o Sasuke?

— Sim. E não se preocupe, ele está bem... Foi apenas uma crise comum, mas ele devia ter cuidado.

— Desculpe. Mas do que o senhor está falando?

— Ah, o Sasuke teve uma crise comum para o tipo 1 de diabetes. – e arregalei os olhos – Sasuke é diabético a mais de quatro anos.

— E-Eu não sabia doutor... Por isso eu me desesperei, eu não sabia o que ele tinha.

— Ele vai ficar bem – Kakashi sorriu por detrás da mascara — Aplicaram insulina nele agora pouco, está apenas descansando.

— Eu posso vê-lo? – pedi, eu realmente estava preocupada com ele.

— Claro, quarto trinta e sete segundo andar. – ele respondeu.

— Obrigado e... Bom, podia não dizer que eu estive aqui, sabe... Para evitar problemas com a esposa dele – minhas bochechas esquentaram e o doutor soltou uma risada – Não que nos dois tenhamos algo, n-nos não temos... – droga me confundi toda.

— Não se preocupe quanto a isso Sakura, eu compreendo. Foi um prazer, mas eu preciso voltar ao trabalho – ele se levantou e eu também.

Entrei no quarto onde o Sasuke dormia como se nada estivesse acontecido, porque ele pediu pizza sabendo que era diabético? E ainda por cima tomou vinho, champae e outras porcarias. Que cabeça dura. Ele se remexeu um pouco e murmurou:

— Onde eu estou? – ele ainda estava meio grogue, por causa da bebedeira — Sakura? – ele olhou pra mim.

— Você passou mal, sabia? Porque não me contou que era diabético? Tem ideia do susto que me deu? Podia ter pedido outra coisa e não pizza, e parar de tomar bebidas alcóolicas, já que você sabe que isso não faz bem para sua saúde.

— Olha, eu gosto de viver perigosamente – ele disse -

— Viver perigosamente? – eu o fitei – Viver loucamente você quer dizer! – eu falei com irritação na voz e ele fitava algo muito interessante no chão – Tem ideia do susto que me deu?

— O que ainda faz aqui? – ele me perguntou friamente – Não devia estar em casa?

Ai que ódio, depois de tudo que eu fiz é isso que recebo?

— Você estava passando mal, o que queria que eu fizesse? Eu não sou médica tá legal? Não sabia que você era diabético. Se soubesse teria procurado uma farmácia e comprado a insulina pra você.

— Pode ir embora – ele me disse grosseiramente – Eu vou ficar bem.

— Nem morta eu te deixo sozinha – disse me levantando da cadeira onde estava sentada – A enfermeira de plantão disse que assim que sua glicose baixar você pode ir embora.

— Hm-

Suspirei um pouco e me sentei na beirada da cama, e o Uchiha me acompanhou com o olhar.

— Sasuke você não devia fazer isso – disse – Você é diabético tem que zelar muito mais por sua saúde...

— Olha nem a minha mãe me da esse sermão, tá? – ele falava como um adolescente marrento – Não tente ser uma coisa que você não é! E, eu já tenho vinte e sete anos sei me cuidar muito bem obrigado.

— Mas parece que tem a cabeça de dezessete!

Ele bufou, é não seria nada fácil domar essa fera, ele tem o gênio ruim. Ah rebelião onde eu fui parar?

Continua...............

Notas finais
Deixem seus comentários isso incentiva pode acreditar, críticas, dúvidas, sugestões... eu adoraria ouvir suas opniões. Me perdoem se houver alguns erros. bjs e áte o próximo!