O Manequim.

2 Manequim. A Borboleta, a Aranha e a Luxúria.


Notas iniciais
Mais um capítulo quentinho *-*
Sério, como eu amo escrever essa fic. Eu agradeço o review da Mari Uchiha Haruno, muito obrigada fofa ♥
Este capítulo abordará Ada x Leon. Cada capítulo abordará uma manequim de cada vez q
Apreciem ♥

É a minha vez de te seduzir...

Leon POV.

Passou-se uma semana desde que eu e os rapazes tivemos aquela conversa acerca dos manequins, sei que cada um passava pela loja e não via mais as bonecas ali, paradas e em poses diferentes. Uma em especial me chamava à atenção, era a última que possuía cabelos e olhos negros como a noite. Alguma coisa naquela manequim despertava um forte sentimento no meu coração e eu sabia que se ela voltasse à vida todas as estruturas inabaláveis de meu ser se quebrariam como vidro.

Difícil de admitir, mas eu acho que realmente me apaixonei por um objeto inanimado... Mas nem tudo está perdido, eu estou somente confuso, ainda amo a Helena, demais, mas nada supera aquele manequim. Era dia 23 de Novembro quando conheci Helena Harper, uma moça corajosa e trabalhadora, era supervisora de uma empresa famosa de seu pai, como eu havia dito antes, ela e as meninas têm um poder político nessa cidade que ninguém mais tem.

Papo vai e papo vem começamos a namorar e ai fui descobrindo quem Helena era realmente, era metida, mesquinha e patricinha... Mas ela era reservada, muito mais quieta que suas amigas, as escolhas dela eram o shopping e eu, sempre ficava em segundo plano e quando se fica assim o coração rapidamente se apaixona por qualquer coisa, por qualquer um para suprimir esse abandono... E a manequim apareceu justamente nessa hora.

Fui a loja das manequins conversar com a dona, ela tinha cabelos da cor vinho e olhos verdes cintilantes que chegavam a assustar um pouco, era de se estranhar porque ela parecia exatamente a manequim de cabelos roxos que desapareceu misteriosamente:

— Então Haruka... Nunca ouviu falar das manequins que estavam ali na frente da sua loja? Esse era o nome da proprietária.

— Não Leon-kun... Nunca vi essas tais manequins. Eu também uso muitas aqui na loja de roupas, nunca saberia te dizer. Eu estava atento ao seu tom de voz, era indeciso e levemente mentiroso.

— Haruka, há quanto tempo você tem essa loja? Continuaria com o interrogatório, preciso descobrir o mistério.

— Eu a tenho desde 2001, muitos anos revendendo roupas, até que minha loja ficou famosa! Ela sorriu e sua voz voltou ao timbre normal de segurança.

— E você fabrica suas próprias manequins?

Assim que eu perguntei isso Haruka me olhou sapeca e se virou, pensou e pensou e logo em seguida me respondeu direta e sem rodeios me deixando surpreso:

— Há muito tempo, é mais econômico!

Depois disto agradeci a atenção e sai da loja, não consigo explicar o misto de emoções que estava vivendo naquele momento. Fui para uma praça tentar apreciar a neve que caia devagar, quem sabe o vento frio aliviasse o calor da minha frustração:

— Será que eu posso me sentar aqui? Uma voz feminina se fez presente e quando percebi a mão da mesma estava sobre a minha apertando forte.

— Pode... Claro... Não falei mais nada e nem sequer olhei para seu rosto, talvez tentando digerir tudo que vivenciei. Ou eu apenas torcia para ser Helena.

— O que um rapaz tão fofo faz num frio desse em pleno banco de praça? Sua voz tinha um tom sexy e excitante.

— Apenas tentando pensar em tudo o que aconteceu...

— Quer relatar tudo isso? Estou disposta a ouvi-lo. Ela aproximou os lábios de minha orelha cochichando isso. Em minha distração ela acabou mordendo o lóbulo.

Apenas me levantei assustado e levemente excitado, quem essa moça pensa que é? Quando realmente percebi fiquei sem o chão, eu não acreditava nos meus olhos... Era mesmo ela? Antes que eu pudesse processar algo mais concreto ela me abraçou e lambeu meu pescoço levemente, ela sabia bem como me levar do céu ao inferno rapidamente, fez isso e depois se separou indo em direção à saída da praça.

Eu devia segui-la? E é claro que eu fui! O jeito sexy de andar com um rebolado chamativo me fazia delirar, ela andava devagar e em pouco tempo já havia me deixado doido. Lá vem os meus “problemas com o sexo oposto”. “Mulheres”...

A segui sem dizer nada enquanto seus quadris mexiam de forma bela, ela também não dizia nada e quando dei por mim novamente estava à frente da minha casa:

— Eu gostaria de conhecê-la se não for um incomodo para você. Ela havia conseguido juntar o sexy com o fofo com aquela voz e expressão.

— Claro. Já não havia volta, eu estava preso em sua teia, ela era como uma viúva-negra esperando pela vítima ou por um novo parceiro que a fizesse sua para mata-lo e comê-lo logo depois.

Abri a porta e dei passagem para ela entrar, eu peguei o meu celular e lá havia uma mensagem da Helena, “Eu o amo tanto Leon, lhe farei uma surpresa, somente espere!”

Esperar? Como esperar a essa altura do campeonato? Eu sentia que estava com uma borboleta na rede e que eu não podia deixar escapar, porque se ela fosse embora jamais a veria:

— Prazer, meu nome é Ada Wong. Ela disse simples se sentando no sofá.

— Você por acaso sabe o meu nome? Arrisquei.

— Hum... Leon Scott Kennedy? É um nome deverás interessante. Senhor Kennedy, que tal me fazer companhia aqui? Vi seus olhos brilharem, ela parecia sedenta.

Apenas ignorei o meu bom senso e me sentei, sua calça negra de couro colada ao corpo revelava coxas divinas, sua blusa vermelha de manga curta tinha seus encantos, mas nada chamava mais atenção do que o decote feito pelos botões desabotoados, o crucifixo prateado do pescoço presenciaria coisas que talvez as divindades jamais perdoassem.

Ela retirava suas longas luvas negras devagar e eu acompanhava com o olhar, ela era incrível por me fazer arder em chamas só com esse simples ato. Um homem como eu jamais aguentaria uma tortura dessas e simplesmente fui para cima dela colando meus lábios aos lábios cobertos com gloss de morango. Ela retribuía meu beijo como ninguém o havia feito antes, nem mesmo Helena.

Minha mão esquerda sem nenhuma permissão ou bloqueio foi invadindo o decote e tocando a pele macia e o tecido do sutiã, ela gemia entre o beijo, mas não perdia tempo, já retirava rapidamente a minha jaqueta preta de couro com detalhes em prata. Meu celular tocou nesta bendita hora e eu precisei cessar tudo, era Helena me ligando... Jurava que a mensagem de texto seria o suficiente.

Antes que eu pudesse atender Ada pegou o aparelho de minha mão e o jogou longe, para ser exato no outro sofá e me deitou, desta vez, no chão. Seus olhos brilhavam tanto e me passavam uma enorme segurança. Seu sorriso travesso e sexy mexia diretamente com as minhas emoções:

— Faça-me sua, hoje, agora! Não importa Leon, eu o quero!

Cá entre nós... Quem resistiria a isso? Quem? QUEM? Aposto que ninguém. Meus instintos me controlaram totalmente e sem esforços retirei a blusa vermelha e o cinto negro. Sua barriga era maravilhosa e lisinha, perfeita. Seus seios redondinhos cabiam perfeitamente em minha mão, massageei-os levemente arrancando gemidos gostosos de minha convidada.

Não atender aquele telefone foi meu pior crime, crime cometido pela Ada, Helena se desesperou tanto que saiu da casa de Shion às pressas e pegou o primeiro táxi que viu, Shion morava a 20 quadras de onde era minha casa, demoraria um pouco, mas com o desespero esse tempo fora baixado a quase nada.

No momento que Helena chegou e abriu à porta de supetão eu já estava sem a camiseta preta, Ada sem o sutiã negro e a calça de couro, eu estava naquele exato momento retirando sua calcinha da mesma cor que a peça lá de cima, era um conjunto negro:

— MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? Helena gritou desesperada.

Leon POV. Fim.

Ada apenas levantou-se devagar e pegou a jaqueta de Leon, ela sorria vitoriosa ao ver que a suposta “rival” estava vendo tudo. Leon não sabia onde colocar a cara estava arrependido e raivoso ao mesmo tempo, novamente estava ele perdido no misto de sentimentos:

— Helena... Eu não posso explicar o porquê disso.

— Claro que não... VOCÊ ESTAVA ME TRAINDO COM UMA QUALQUER! Helena não controlava seu choro.

— Uma qualquer que conseguiu levar seu namorado a loucura só com um simples olhar e simples gestos. Você é tão incompetente que eu aposto que o Leon nunca conseguiu ter um orgasmo com você. Ada havia injetado o seu veneno como nenhuma outra poderia ter feito.

Helena estava na teia de Ada, não conseguia pensar em algo bom o suficiente para rebater aquilo, agora que parara para pensar, Leon estava abandonado, ela sempre o trocava pelo Shopping e pelas compras, talvez fosse tarde demais para salvar seu namoro. Ela foi ao chão e ajoelhou tampando seu rosto com as mãos:

— Leon... Me perdoa... Se não fosse por mim você jamais teria caído na teia dessa qualquer. Helena desabafou mal ela sabia que suas palavras tiveram um enorme impacto em Leon.

Ada cerrou os punhos e mordeu o lábio inferior irritadíssima... Helena era mais forte do que imaginava. Como último recurso a morena apenas se aproximou do loiro e o beijou ardentemente, mas foi um beijo de tirar o fôlego de qualquer um, para finalizar ela novamente lambeu seu pescoço:

— Leon, eu sinto que ainda ama a sua namorada, por isso eu nunca mais vou interferir no seu relacionamento. Eu quero que você seja feliz e se ela o fizer, eu estarei feliz, porque desde que eu te vi eu me apaixonei, não importa o que aconteça, estarei olhando por você. E tudo isso fora dito pela morena cochichando na orelha esquerda do agente.

Novamente o corpo de Leon estremeceu, Ada se vestiu rapidamente e a passos lentos e quadris “rebolativos” ela saiu da casa sendo seguida pelo olhar intenso e surpreso de Leon e pelas lágrimas de Helena. Já longe dali, num beco escuro e mal iluminado ela parou:

— A namorada dele me atrapalhou. Eu quase consegui.

— Não se preocupe Ada, você terá outra chance, nós teremos outra chance! A garota de olhos verdes falou.

— Isso mesmo Ada-chan, não desista agora! Fora a vez da detentora dos olhos pérola falar.

— É questão de tempo Ada, mas você terá de caprichar no seu charme, a namorada dele agora o dará muito mais atenção... A de olhos azuis safira alertou.

— Isso eu sei... O problema é que eu falei que não correria atrás dele mais, vamos ver se os toques quentes de hoje surtirão o efeito desejado.

— Ada, está quase amanhecendo, você precisa voltar para a loja! Exclamou a de olhos azuis opacos.

— Nós ficaremos aqui, boa sorte para você Ada! Disse a de olhos castanhos chocolate.

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O dia seguinte chegou e Leon naquela mesma noite havia se “ajeitado” com Helena, eles acabariam se reconciliando numa noite de sexo não muito boa para o loiro, ele ainda pensava em Ada. Deu 11:30 quando ele levantou indo ao banheiro se banhar com água fria. Ele pensava onde estaria Ada naquele momento, será que estaria pensando nele também? Ou estaria com outro cara? Tudo isso o fez esmurrar a parede e terminar o banho.

Helena ainda dormia tranquilamente, era como se suas lágrimas fossem emprestadas de um crocodilo. Vestiu-se e saiu as pressas para a loja, qual não foi a sua surpresa ao ver que o manequim da Ada estava lá? Algo havia explodido em seu interior com o choque forte da descoberta... Ou será que ele estava ficando louco? Só havia ela lá:

— Olá senhor Kennedy, como está? Perguntou Haruka inocente.

— Quando foi que essa manequim apareceu na sua loja, Haruka? Ele perguntou agitado.

— Eu fui ao depósito ontem e a vi, então deixei com essa roupa bonita para fazer sucesso. Algum problema?

— É exatamente essa roupa que uma garota me viu ontem.

— Mera coincidência senhor Kennedy. Haruka falou nervosa.

Vencido Leon voltou a sua casa enquanto Haruka sorria misteriosa, se ele soubesse os mistérios daquela loja...

“De dia de um jeito, de noite... De outra. É assim que tudo funciona.”

A borboleta... Parece que voltou ao seu casulo e a aranha aquietou-se em sua teia, mas ambas novamente atacariam, quando menos se esperar.

Notas finais
Gostaram? Eu particularmente amei escrever esse capítulo porque sempre quis fazer algo envolvendo o Leon e a Ada q
Sim, eu os "shippo" eternamente mesmo que a Capcom não faça algum romance com eles mais.
Até a próxima ^^