O Machado De Hefesto
14 O Presente de Gaia
Notas iniciais
POV Tyler
Ok, pode me chamar de garotinha sentimental, mimado ou o idiota que levanta e sai correndo. Mas eu achei que Amber e eu tínhamos nos acertado, achei que tudo estava bem, achei que ela era minha.
Eu quis ser tão nobre falando que eu iria me afastar dela, no fim, nem isso eu fiz. Idiota, idiota, idiota. Claro, eu sou logicamente um idiota, eu acabei de dar motivos pro Clarck rir de mim, e pra Amber achar que eu sou um bobo.
Mas Amber não precisa achar isso, uma ideia se forma em minha cabeça, entro no banheiro.
POV Clarck
De novo não! Velho, que tipo de homem se tranca no banheiro depois de ser “corneado”? (N/A: Dei uma mudada na linguagem do Clarck. Pro meu Clarck, ele estava muito sério.) Esse Tyler é definitivamente um idiota, bobão, problemático. Agora mesmo Amber levantou atrás dele, provavelmente vou ter que ir junto. Me levanto.
-Amber? – Chamo.
-Shhh. – Diz ela. Ótimo, ela me mandou calar a boca.
De repente, a porta do banheiro se abre, fecho a cara, Tyler saí e nos olha de um jeito confuso, ótimo, só falta ele chorar.
-O que foi? Aconteceu alguma coisa? Tem monstros no avião? Deuses! — A voz dele sobe uma oitava no final. Ele leva a mão ao bolço e de lá tira um chaveiro com um tridente no meio, só então eu e Amber percebemos o que ele vai fazer.
-Meu Zeus! Não, não tem! Guarde isso, já.-Amber quase grita.
-Tá. – Diz ele e enfia o chaveiro no bolço. – Posso saber o que os dois estão fazendo aqui? O que é? Agora eu vou ter que chamar o Clarck pra ir no banheiro comigo? Ou... A gente vai ter que ficar na porta quando você for, Amber?- Diz ele irônico, idiota.
-Não idiota, você saiu correndo que nem uma gazela, vou saber. – Digo entredentes.
-Vai se foder Clarck. – Diz ele e leva a mão ao bolço, encaro-o e coloca a mão em minha espada.
-Eu só não grito com vocês, porque aqui não é lugar. Mas quando eu me juntar com Gaia, e desejar que vocês sejam desmembrados, vocês não vão poder nem gritar. – Diz Amber entredentes. Isso me dá um calafrio, não pela boba ameaça, mas sim por Gaia... Um trovão retumba no céu e eu reviro os olhos.
-Vou sentar, — digo e viro as costas.
-Sério Amber, o que vocês vieram fazer aqui? – Pergunta Tyler.
-Sério Tyl... – Começa Amber, mas eu não escuto mais.
Sento-me na poltrona, e de repente um cansaço desumano me atinge, um cansaço que não estava aqui antes. Acabo adormecendo.
“Olá querido semideus.” Diz a conhecida voz sonolenta e grossa.
“O que você quer, Gaia?” Pergunto valentemente
“Haha, que valente, semideus, por mim eu matava você agora, mas eu tenho planos futuros. Então, hm, Clarck. Já se decidiu?” Pergunta.
“Eu nunca tive dúvidas Gaia. Eu jamais vou me juntar a você.” Digo.
“Ótimo.” Cantarola ela.” Já posso matar Amber.”
“Não! Me mate, mas Amber não. Você não vai matar ela!” Grito.
“Veremos. Só se lembre de uma coisa Clarck, quando Amber morrer, a culpa será, sua, apenas sua. Adeus semideus, te vejo na batalha final.” Ameaça.
“NÃO. Gaia, Gaia.” Grito, mas já é tarde demais, ela se foi, eu acordo.
-Clarck! – Ouço a voz de Amber.
-Ele morreu? Ele morreu?! Ele morreu!- Tyler exclama alegremente. Silêncio. –Ai! Eu só estava brincando Amber. – Grita ele. Sorrio de satisfação. Abro os olhos.
-Graças aos deuses Clarck! Achávamos que você estava morto! – A voz de Amber beira a histeria. – Seu idiota! Quase me matou de susto. — Ela me dá um soco no braço.
-Fique tranquila meu amor, eu vou e proteger, não vou te deixar, não nas mãos desse idiota. –Digo com sarcasmo, mas tem um fundo de verdade. Sorrio inocentemente, tentando aviliar a minha tensão.
-Seu... – Começa Tyler, mas Amber interrompe.
- Clarck, — ela dá as costas para Tyler e senta ao me lado. Clarck 1 x Tyler 0. –Sério, o que aconteceu? – Pergunta ela preocupada.
-Nada Amber, sério. – Minto, estou tenso. Ela olha em meus olhos, eu desvio o olhar para a janela do avião. Ela segura meu braço.
-Clarck, você está tenso, diga-me, o que houve? – Pergunta ela. Trocamos um olhar significativo, ela entende que não quero fala agora.
-Morreram aí? – Pergunta Tyler pondo seu fones de ouvido. Esse idiota deve ouvir Rebecca Black, em vez de um rock descente.
-Tudo bem, tudo bem. – Amber o ignora completamente Clarck 2 x Tyler 0. – Vou fingir que acredito.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Quando finalmente pousamos em Vancouver já está anoitecendo. Minhas costas doem, minhas pernas doem, meus pés doem, em fim, tudo em mim dói por ficar sentado por horas e horas.
-Temos um hotel? — Pergunta Amber lendo meus pensamentos. – Estou morta de cansaço.
-Hmm, não exatamente, mas acho que sim. – Diz Tyler.
-Muito esclarecedor. – Resmungo.
-Cala a boca idiota. – Rebate ele. Amber nos fuzila e revira os olhos. – Em fim, temos o endereço, só não temos o nome.
-Tudo bem, pegamos um táxi. – Diz Amber e nós assentimos.
Quando finalmente pegamos as mochilas, e em fim, o táxi, Tyler passa o endereço ao homem, que nos olha da cabeça aos pés e diz:
-Tem certeza? Esse lugar? Vocês são americanos?
-Hmm, temos certeza, esse lugar, e sim, somos americanos. Por que? – Diz Tyler.
-Nada... Vocês conhecem esse lugar? –Pergunta o homem.
-Não. – Responde Amber. Pela primeira vez reparo no homem, ele é loiro, baixo, e muito jovem para a sua profissão, aparenta ter uns 20 anos, ele é feio, também, eu não acho homem bonito. Ele da um sorriso malicioso para Amber, o que de fato não me agrada. Amber retribuí com educação.
-Vamos logo?!- Digo entredentes. O cara me fuzila e finalmente liga a porcaria do carro.
-Vai demorar, — alerta ele.
-Não perguntei. – Retruco.
-Crianças americanas são assim mesmo? – Rebate ele com um sorriso irônico.
-Criança é... – Começo, mas Amber interrompe.
-Ei moço, podemos ir, por favor? – Ela pergunta educadamente e ele sorri pra ela.
Resmungo um pouco mas acabo encostando a cabeça na porta do carro e adormeço.
POV Amber
Nada me tira da cabeça que Tyler viu meu beijo e de Clarck. Mas sei lá, o Tyler anda muito infantil, ou talvez seja só o jeito “sentimental” dele. Clarck anda excessivamente ciumento. Ele ficou com ciúmes até do nosso taxista, tudo bem, o rapaz é muito lindo, loiro, olhos caros que e não consigo definir se são verdes ou azuis, sua camiseta colada mostra seu abdome definido, mas sinceramente, eu tenho 16 anos, esse cara deve ter uns 20 e poucos, não dá.
-Ei Tyl. – Cutuco Tyler, que estava olhando pela janela, como diria Julie: “brisando.”
- O que foi, Amber? – Pergunta ele de um modo grosso. – Ah, e não me chame de Tyl, Clare me chama assim, e a não ser que você queria ser tradada como ela, não fale isso.
Ai, essa doeu. Me aproximo de Clarck e me afasto de Tyler, lágrimas queimam em meus olhos. Mas a raiva é o pior de tudo.
-O que é, Amb? – Pergunta ele em uma voz um pouco mas suave. Ignoro-o. — Desculpa, Amber. É que eu estou com sono, é só isso.
-Está bem, Tyler. – Respondo secamente. Mas para falar a verdade, eu não sou do tipo que perdoa, nem as coisas pequenas, sou rancorosa demais.
-Então Amber, pode falar... – Diz ele. Mas ainda estou magoada.
-Não era nada. – Respondo seca.
-Amber...
-Então moço, como é seu nome? – Corto-o e me dirijo ao taxista. Ele sorri.
-Alexander. E o seu? – Responde ele.
-Amber. – Sorrio.
-Vocês são de que lugar dos Estados Unidos? – Pergunta.
-Nova York. E você? É da capital mesmo? – Pergunto.
- Que nada, sou americano. – Responde.
-Sério? De onde?- Pergunto.
-Paradise, Ohio. – Responde ele.
Continuamos uma animada conversa, eu sinceramente não queria conversar com ele no começo, mas ele até que é bem legal. Quando Clarck desperta e me vê conversando com Alex logo fecha a cara, mas eu o ignoro.
-Chegamos. – Diz Alex visivelmente decepcionado.
-Aaah. – Digo com decepção, só para provocar.
-Olha, aqui tem meu cartão, se precisar de qualquer coisa aqui em Vancouver, é só ligar. – Diz ele meio malicioso demais pro meu gosto. Quantos anos ele acha que eu tenho?
-Ah, claro muito obrigada, qualquer coisa eu ligo. – Estendo a mão para pegar ser cartão mas Clarck arranca-o de sua mão.
-Vamos logo!- Diz ele irritado e desce do carro. Tyler faz a mesma coisa. Reviro os olhos e olho para Alex com um ar de desculpa.
-Tchau Alex. – Digo. E me saio do carro. Ele abaixa o vidro e diz:
-Tchau, Amber, bom conhecer você.- Sorrio e ele saí buzinando.
-Amber...- Diz Tyler, ele está de costas para mim, encarando alguma coisa. – Não. Faça. Movimentos. Bruscos. – Alerta. Mas eu me viro rápido demais. Tyler e Clarck já estão com as mãos prontas para pegarem suas espadas. Finalmente vejo o que eles estão vendo, e só posso definir esse pássaro gigante como uma fênix, e ela olhando diretamente para mim.
Fale com o autor