Notas iniciais
Demorei mais voltei. '-'

POV Clarck

Quando entramos no avião, eu sento em minha poltrona e cai no sono, pois uma noite de sono muito mal dormida, quando finalmente fechei os olhos, Tyler me chamou alegando que já tinham se passado quatro horas.

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-Clarck... Clarck, acorde! – Ouço uma voz gentil me chamando.

-Bã? Ahn? – É o que consigo dizer quando abro os olhos e vejo olhos azuis elétricos... Amber. – O que houve? – Pergunto.

-Vamos pousar. – Ela diz.

-Já? – Reclamo.

-Sim dorminhoco, você dormiu a viajem inteira, perdeu até o almoço. — Ela sorri lindamente. Suspiro.

-Bem, para onde vamos quando pousarmos? Para um hotel? Como vamos saber a localização do machado? – Pergunto.

-Hum, o machado está em uma geleira, Tyler sabe onde é. – Ela faz uma careta ao dizer o nome.

-Como pode ter certeza? – Questiono.

-Zeus me disse, eu tive um sonho. – Ela franze os lábios. Assinto.

-Tudo bem, então.

Quando finalmente pousamos pegamos um táxi e seguimos para um hotel barato qualquer, o taxista segue e calado e nós também, ninguém está realmente com humor para conversar ou para rir ou até mesmo para brigar, sabemos que um de nós vai morrer, então...

Três dias se passaram desde de que deixamos o acampamento, ou seja, amanhã é o prazo final. Todos nós concordamos em descansar por uma noite, ou pela a última noite de um de nós.

A verdade... É que eu estou angustiado, tento não pensar muito nisso. Eu posso morrer, ou pior, Amber pode morrer. Não que eu deseje a morte de Tyler, mas simplesmente eu não queria morrer, e muito menos viver sem a Amber...

-Chegamos.- Anuncia o taxista. Desperto de meus devaneios. Amber paga o homem e entramos no hotel, pelo menos é um hotel decente e temos três camas, finalmente.

Quando nos instalamos e todos tomamos banho, minha barriga começa a roncar e todos concordamos em sair para comer algo. Quando voltamos, eu já estou incrivelmente com sono novamente. Me deito em minha cama e Amber também. Tyler, liga a televisão, não protesto porque ele parece preocupado. Quando fecho os olhos, caio em um sono pesado e sem sonhos.

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Abro os olhos.

A luz da manhã invade o quarto, olho para os lados e Amber e Tyler ainda dormem. Faço minha higiene matinal e troco de roupa, quando volto para o quarto, os dois estão acordados.

-Bom-dia. – É tudo o que digo, os dois assentem. Tyler vai para o banheiro e ficamos eu e Amber. Até Tyler parou com as provocações.

-Preocupado? – Amber pergunta.

-Um pouco. – Admito. – E você?

-Muito.- Ela fecha os olhos. –Eu tenho medo de algo acontecer com você... Eu vou ser a responsável, eu te trouxe para essa missão suicida. – Quando olho lágrimas escorrem por seus olhos. É inevitável abraçá-la.

-Shh, está tudo bem, Amb. –Tento acalmá-la. – Nada vai acontecer, nem comigo, nem com você e nem com Tyler. –Minha voz vai sumindo quando me dou conta de mentira que estou contando. Claro que algo vai acontecer, um de nós vai morrer, é inevitável. Ela soluça baixinho. Minutos depois ela limpa os olhos e me abraça com força.

-Eu te prometo Clarck, prometo pela minha própria vida, nada vai acontecer com vocês. – Ela diz e entra no banheiro quando Tyler sai. Fico paralisado com suas palavras.

-Morreu Mason? – Pergunta Tyler.

-Quem dera... – Eu digo e ele me olha estranho.

Quando Amber sai do banheiro pagamos o hotel e pegamos um táxi, agora vamos para o porto, pois precisamos arrumar um jeito de chegar até a geleira. Quando chegamos, logicamente descemos.

-O que vamos fazer agora? – Pergunto.

-Arrumar um barco. – Responde Tyler.

-Como? – Pergunta Amber.

-Essa é a questão. – Ele responde e olha em volta. – Venham comigo. – Nós o seguimos.

-Ei! – Grita Amber, olhamos para ela. – O que é isso? – Ela pergunta pausadamente e aponta para o céu. É então que vejo, uma nuvem totalmente negra avança em nossa direção.

-O que é aquilo? – Tyler repete a pergunta. É então que me dou conta são...

-Corvos! – Exclamo. – São corvos, é isso.

-C-Corvos? – Gagueja Tyler.

-Sim. – Olho para ele. Ele tem medo de corvos?! Rio e ele fecha a cara.

-Ei. Será que vocês podem discutir depois? Tem uma nuvem de corvos vindo na nossa direção... Corvos, corvos com olhos vermelhos! – Amber exclama.

-Abra o escudo. – Grito e é o que ela faz.

-E vocês? – Ela pergunta e eu tenho uma ideia maluca. Corro até os lixos e tiro as suas tampas, jogo uma para Tyler e pego uma para mim.

-Resolvido! – Digo no momento em que os corvos nos alcançam.

Ouço Amber e Tyler gritarem, e eu mesmo grito, os corvos bicam minha jaqueta e tentam chegar ao me rosto, mas eu os impeço com meu escudo (ou minha tampa de lixo, tanto faz) e corto-os com minha espada. Amber luta como um furação, vejo seu rosto sangrando mas ela não se deixa abalar, a cada ataque ela destrói mais ou menos cinco corvos.

Quando sinto meu rosto e minhas mãos sangrando os corvos já estão quase todos mortos. Me dou conta de que eles não vieram para nos destruir, mas sim para nos atrasar. Quando finalmente matamos o último, estamos todos suados e cortados.

-Meus deuses, — diz Tyler. – Estou morto de cansaço.

-Cuidado! – Eu grito quando me viro e dou de cara com um corvo monstruoso, maior do que todos os que matamos. Porém, ele bate no peito de Tyler, e o mesmo caí da água. Amber grita desesperada.

POV Tyler

O frio da água me atinge, sinto minhas roupas se molharem, tento nadar para cima, porém, a água me joga para baixo, como se uma mão gigante tentasse me afundar. Eu nunca me afoguei, e quando digo nunca, é nunca mesmo, pois sou um filho de Poseidon. Mas agora, sinto os primeiros sinais do afogamento, não consigo nadar e meus pulmões clamam ar.

Quando estou completamente desesperado, sou atirado contra o fundo do mar, bato a cabeça e meus olhos se fecham, pois não estou mais na terra dos deuses.

‘Estou novamente no Acampamento Meio-Sangue, na praia. O dia está lindo, o mar está calmo e o Sol brilha radiante no céu, me vejo em uma toalha de piquenique e olho para o lado e vejo... Amber.

Ela sorri docemente para mim, como se eu fosse a única pessoa que ela gostaria de ver no mundo. Eu sorrio de volta.

Estou no paraíso, é isso. Sinto como se estivesse esquecendo alguma coisa, mas logo afasto esse pensamento de minha cabeça, pois Amber já começou a comer, e eu mesmo pego um cacho de uvas.

A terra se meche estranhamente, Amber não parece perceber nada. De repente, o rosto de uma mulher se forma na terra, seus olhos estão fechados, porém, as pálpebras esticadas, como se ela estivesse quase acordando de um sono profundo ou até mesmo um rápido cochilo.

“Você gosta de estar aqui, semideus?“ A mulher de terra me pergunta com uma voz rouca e velha, porém, seus lábios não se mechem, é como se ela estivesse em minha cabeça. É como se ela fosse importante, mas não consigo me lembrar o porque, sinto que devo conhecê-la. Porém, só respondo:

“É claro senhora, é o meu paraíso.” Ela sorri como se estivesse em um sonho prazeroso.

“E você quer ficar aqui, certo?” Ela pergunta.

“Claro.” Me apresso em responder.

“Então só precisa se juntar a mim, caro semideus. É só deixar de lado essa missão boba, você sabe que alguém pode morrer. Amber pode morrer...”

“Não, isso não.” Digo alterado.

“Pois bem semideus, junte-se a mim e eu me livro de Clarck para você, e então, você poderá viver com sua Amber até o final de suas vidas, ou depois disso...”

De repente sou tentando a juntar-me a ela. Eu poderia viver com Amber, sem o Clarck para atrapalhar, iria se maravilhoso. Mas mesmo assim tenho a sensação de que devo lembrar-me de algo. Como se Clarck não posso o único obstáculo para eu ficar com Amber...

Espere! Eu não moro mais no Acampamento, eu estou em missão para resgatar o Machado de Hefesto, e a mulher do chão é... Gaia!

“Cuidado semideus.” De repente Gaia não está mais sorrindo, seu rosto relata um sonho desprazeroso, como se ela estivesse discutindo com alguém. “Se não se juntar a mim, eu juro que mato Amber, eu juro.”

“Não vou deixar isso acontecer Gaia. Não são suas ameaças ou seus corvos ridículos que vão nos impedir.” De repente estou falando no plural.

“Só um aviso filho de Poseidon: Cuidado, eu sei os seus maiores medos, os corvos só foram os primeiros.” Um arrepio atravessa minha espinha no momento em que sou jogado para fora da água com um grito.’

Notas finais
Agora sim começa a missão de verdade, akjshfldjskfdsgs.
Eu quis mostrar que o Tyler não é um traidor. ^-^
Próximo capítulo promete, ou quase isso, kaka
Comentem, please!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.