Era uma vez

A dormir numa árvore

Um macaquinho

De pelagem marrom

E penugem no focinho.

Em um certo belo dia

A assoprar a ventania

O adorável macaquinho

Com a fome que lhe atazanava

Desceu da árvore

Para a floresta escura que lhe arrepiava.

Não foi uma boa ideia

Logo após o descimento

Num decidido isolamento

Uma sombra começou a se formar.

Taciturna, em volta do macaquinho estava a rondar.

“Ora, ora, pequeno sagüi”, disse-lhe o tigre, “o que fazes aqui?”

“Sou um macaco, seu tigre, não chamai-me assim. Até me denigre.”

“Perdoai-me, pequeno macaquinho”, pediu o tigre, aproximando-se de mansinho.

“Estou a procurar comida, aperitivos e bebida.”

“Estás procurando algo a comer? Vens comigo, macaquinho. Levar-te-ei a comida. Sozinho.”

“Seu tigre, como queiras”, disse o macaquinho, com profundas olheiras.

Mas o pequeno macaquinho

Em toda a ingenuidade que a Mãe-natureza lhe dera

Nem desconfiava

Da fome, da terrível fera.

Enfim.

O macaquinho nunca mais foi visto.

E fim.

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