O Líder Da Máfia
35 Especial Alecssander - Siga o plano
Notas iniciais

Eu realmente deveria mandar arrumar o elevador. Essa porcaria é tão devagar que se eu fosse pelas escadarias teria chegado antes. Isso sem falar que, para um condomínio de luxo, as engrenagens parecem bem enferrujadas pelo barulho horrendo que soa acima de nós.
Depois de um longo dia resolvendo o caso de Madison, que finalmente quitou a dívida do pai, nós voltamos para casa, exaustos. Darella ainda mais que eu, já que nunca havia passado por uma situação dessas antes. Carregava uma expressão fechada desde que saímos do escritório, e o caminho de lá até aqui foi em total silêncio.
— Está tudo bem ? — perguntei. Ela suspirou antes de olhar em minha direção com um sorriso fraco.
— Só estou cansada. Esse dia foi meio... Pesado. Vou levar algum tempo até me acostumar com essa vida. — suspirou novamente, desviando o olhar. — Porém vou ficar bem.
— Você precisa relaxar. — afirmei. Ela apenas balançou a cabeça, concordando.
[...]
Era tarde quando ouvi um barulho vindo de fora, o que me fez levantar prontamente, já pegando o revólver na cômoda ao lado. Desci as escadas devagar, analisando cada centímetro do apartamento escuro. O barulho vinha da sacada perto da sala, e não dava para ver muita coisa de onde eu estava.
Abri as portas duplas de vidro com cautela e a encontrei de costas para mim dentro da piscina, com seus braços apoiados na beira de vidro, dando a impressão de que ela cairia se fosse um pouco mais a frente. Seus cabelos molhados caindo por suas costas como uma cascata loira. Estava nua, pude perceber.
Conforme me aproximava, notava o quanto ela estava perdida em pensamentos, admirando os prédios iluminados abaixo de nós.
Deixei o revólver sobre a mesa de madeira e fui até ela, me esforçando o máximo possível para continuar em silêncio quando minha pele tocou a água. Eu havia dormido apenas com um calção, então não precisei retirar nenhuma peça de roupa.
Felizmente ela não notou a minha presença, então quando estava a centímetros de distância, a abracei por trás e dei um beijo em seu ombro, o que a assustou e fez Darella se virar imediatamente em minha direção.
— Alecssan- ela começou dizendo, mas não teve oportunidade de terminar pois nossas bocas já estavam coladas, iniciando um beijo lento. A empurrei ainda mais contra a parede da piscina, fazendo ela arfar.
Meus beijos foram descendo por seu pescoço, e somente quando eu colei nossos peitos desnudos que ela se deu conta do que estava acontecendo.
— O que está fazendo aqui ? — perguntou, cobrindo os seios com ambas as mãos e se afundando na água até a altura dos ombros.
— Eu que pergunto. — respondi, afundando na água até nossos rostos ficarem da mesma altura. Ela deu de ombros.
— Estava sem sono e com calor, então decidi dar um mergulho.
— Nua ? — arqueei as sobrancelhas. Ela se encolheu ainda mais e revirou os olhos.
— São quase duas da manhã, Alecssander. Achei que estivesse dormindo.
— E eu estava, acordei pensando que intrusos haviam entrado no apartamento.
Ela desviou o olhar, parecia estar pensando. Depois de algum tempo, balançou a cabeça positivamente.
— Faz sentido. — disse apenas.
— E eu quero nadar. — falei, imergindo brevemente.
Ficamos em silêncio. Ela fez menção de sair da piscina, e quando eu dei espaço, fui surpreendido por um jato d'água diretamente em minha cara. Quando tirei a água do rosto e olhei em sua direção, ela estava gargalhando. Revirei os olhos e joguei água nela, que mergulhou a tempo de desviar do meu ataque. Ela veio nadando em minha direção, e quando vi que ia submergir a alguns centímetros de mim, dei um passo à frente, assim fazendo ela submergir praticamente colada ao meu corpo. Ela arqueou uma sobrancelha, e eu apenas sorri de canto.
— Caramba — murmurei.
— O que foi ? — ela perguntou. Me aproximo de seu corpo e ela recua dando um passo para trás, colando as costas na parede, e eu seguro a borda da piscina nos dois lado de sua cabeça.
— Você é muito linda. — sussurro à centímetros de sua boca.
Ela morde o lábio com força para não sorrir. Deslizo minha mão até seu maxilar, e meu polegar encosta em seu lábio e o afasta de seus dentes.
— Não devia esconder o sorriso. Fica ainda mais linda quando sorri.
Me aproximo e seguro seu lábio inferior com os dentes, mordendo-o delicadamente e depois soltando. Passo a língua da sua boca até o maxilar e mordo seu lóbulo da orelha. Ela suspira fortemente contra minha pele e deixa a cabeça cair para trás, recostando-se na borda da piscina enquanto faço trilhas de beijo em seu pescoço.
A temperatura da água parecia ter aumentado para uns quarenta graus.
— Não quero mais nadar. — digo, deslizando os lábios da base de sua garganta até a boca.
— O que você quer então ? — ela pergunta com a voz fraca, quase num sussurro.
— Você — provoco, sem hesitar. — Na minha cama. Agora.
— Que específico. — ela suspira quando mordo delicadamente a curva de seu pescoço.
— Por cima — continuo — Ainda molhada da água da piscina.
Ela inspira fortemente, e ambos notamos sua respiração trêmula quando exala.
— Tudo bem. — ela tenta dizer, mas minha boca cobre a sua antes que terminasse a frase.
O caminho até o meu quarto foi todo atrapalhado. Nos recusamos a parar com a pegação, isso resultou em vários tropeços, uma escorregada e um quase-tombo na beira da escada, devido à ainda estarmos molhados da piscina.
Darella arfou quando suas costas colidiram brutalmente com o colchão da minha cama, e eu garanto que a minha visão estava maravilhosa. Quando fiz menção de me aproximar, ela colocou o pé em meu peito e foi descendo até o cós do meu calção.
— Se eu continuar sendo a única nua aqui, teremos um problema, bonitão. — disse dando um sorriso de canto.
Eu sorri maliciosamente e comecei a baixar o zíper do calção lentamente. Ela acompanhava cada movimento com o desejo estampado em seu rosto, e assim que ambos ficamos nus, fiquei por cima dela e chupei um de seus mamilos com vontade, e ela imediatamente suspirou alto.
— Desculpe, Darella — falei, me afastando, e pude ver um grande ponto de interrogação estampado em seu rosto — Não consigo.
A decepção em seu rosto foi tão visível quanto o desejo em seus olhos, poucos minutos atrás.
Me levantei e fui até a gaveta na cômoda abaixo da televisão e de lá retirei uma camisinha, que vesti imediatamente.
— Eu queria que fosse bom pra você, queria que fosse no mínino memorável — disse, agora me virando de frente para ela — Mas a verdade é que se eu não estiver dentro de você agora, não vou aguentar mais tempo.
Ela soltou um suspiro de alívio e deu um sorriso.
— Ótimo — disse — Porque quero isso tanto quanto você.
Sem pensar duas vezes, me aproximei novamente e a penetrei com força, começando um movimento de vai e vem. Ela tentou soltar um grito, mas foi abafado pela minha boca sobre a sua. Eu não me importava se estava doendo, se estava rápido demais ou se estávamos numa posição desconfortável, e pela forma como ela reagiu, não parece se importar também.
Ela está gemendo dentro da minha boca e eu não estou diferente, passeando meus lábios por todos os cantos, assim como as mãos. É selvagem, é pesado, é quente, e nem um pouco silencioso. Ela passa as mãos pelas minhas costas e finca as unhas quando as estocadas vão ficando ainda mais rápidas.
— Alec — sussurra — Puta merda, Alec.
Ela suspirou fortemente e começou a tremer.
— Porra — gemeu.
Seus lábios pressionaram-se nos meus com força, e ela se manteve parada, apesar dos tremores que percorriam seu corpo. Afasto meus lábios dos seus e exalo fortemente, descendo a testa para o lado da sua cabeça.
— Meu Deus, Darella — exclamo, ainda tenso.
Me jogo no espaço vazio da cama ao seu lado, e por um momento, ninguém fala nada.
De repente, ela passa a perna por cima do meu quadril e senta por cima, voltando a encaixar sua intimidade na minha.
— Minha vez. — ela sorri maliciosamente e começa a quicar em cima de mim. No início devagar, mas conforme seus gemidos foram aumentando, a velocidade foi ficando mais intensa. Arfei fortemente e segurei sua cintura com ambas as mãos, ajudando-a com os movimentos.
Num determinado momento, me sentei na cama e fiquei na altura de seus peitos, aproveitando a oportunidade para apertá-los com força. Darella começou a rebolar, o que tornou quase impossível não gemer.
E nesse momentos nos entregamos um ao outro.
Simplesmente nos entregamos, sem se importar se estávamos gemendo tão alto que poderíamos ter acordado o prédio inteiro. Sem se importar se eu a estava machucando, puxando seu cabelo com tanta força que poderia os arrancar, e empurrando ainda mais fundo para dentro dela, tentando acabar com o espaço inexistente entre nós.
E então os movimentos ficaram mais lentos. Corpos suados e trêmulos, grudados um no outro, ambos chegaram ao ápice de prazer. Respirações ofegantes e sorrisos de orelha à orelha escancarados em nossos rostos.
Darella saiu de cima de mim e ambos nos jogamos de costas na cama, exaustos.
Por um longo tempo, não dizemos nada. Não precisava dizer.
— Algum comentário ? Sugestões ? — brinquei.
Ela riu.
— Eu... Palavras... Não... Consigo...
— Sem palavras. Melhor ainda. — sorri.
Puxei o lençol para cobrir nossos corpos até a cintura e a abracei de lado. Darella deitou a cabeça no meu peito e não demorou muito tempo até ambos dormir.
[...]
Acordei tarde no outro dia, já passava das onze horas e Darella nem estava mais no quarto.
Levantei, fiz minha higiene matinal e tomei um banho, saí com o corpo ainda molhado e a toalha amarrada na cintura. Vesti uma roupa qualquer e desci as escadas à procura de Darella.
A encontrei sentada no sofá acompanhada de Rosalya, as duas conversavam animadamente.
— Bom dia. — murmurei, chegando por trás e dando um beijo em sua bochecha. Ela sorriu.
— Bom dia ? Já passam das onze. — disse com humor.
— Olá, Rosalya. — cumprimentei. Ela me olhou com uma expressão séria e não respondeu. Merda, ela já sabia.
— Vai almoçar conosco, Rosa ? — Darella perguntou.
— Se não for muito incômodo.
— Não é incomodo algum ! Vou fazer algo para nós. — Darella disse indo em direção à cozinha, um pouco distante de onde estávamos.
Rosalya não perdeu tempo, imediatamente levantou e veio em minha direção com uma expressão furiosa.
— Vocês realmente transaram ? — perguntou.
— Sim. — murmurei, desviando o olhar.
— Porra, Alecssander ! — ela deu um tapa no meu ombro. — Isso não estava no plano !
— Muitas coisas não estavam no plano ! — retruquei.
— Mas transar com ela era o limite ! O acordo era não se envolver, lembra ? — Rosalya disse novamente. Ela estava muito brava.
— Eu não consegui, tá legal ?! Mas isso não significa nada, o plano continua.
Ela suspirou.
— Combinamos de que vocês não transariam para não a machucar tanto quando você der um pé na bunda dela. E você simplesmente jogou isso pelos ares !
— Rosalya, fala mais baixo, porra ! — falei quase num sussurro. — Eu me envolvi demais, eu sei disso, mas não me arrependo.
— Não se arrepende ?! Então por que não vai lá e conta pra ela que tudo isso, os beijos, a transa, tudo que você fez não passa de um teatro bem ensaiado ? Ou melhor, por que não conta pra ela que você só está transando com ela para conseguir informações ?
— E por que você, a melhor amiga dela, a "inocente" dessa história, não vai lá e conta pra ela que você nunca foi da máfia francesa, sempre trabalhou pra mim e inclusive essa amizade não passou de outro teatro ?
— Você ouviu o que disse, Alecssander ?! Estou trabalhando para você ! A culpa é mais sua do que minha. — ela suspirou com força. — Você só faz merda. Vamos magoá-la ainda mais depois disso.
— Cale a boca, Rosalya. Eu ainda sou o seu líder, e se não quiser ser punida, me trate com o devido respeito.
Rosalya ajeitou a postura e suspirou.
— Tem razão. Me desculpe, senhor. — disse. — Mas a minha opinião não muda. Se quiser continuar se relacionando com ela, deve contar toda a verdade.
— Eu não posso, Rosalya...
— Prefere continuar num relacionamento de mentiras ? — ela questionou rapidamente. — Talvez um dia ela descubra, e vai se sentir ainda mais chateada por você mesmo não ter contado e esse peso vai te consumir pelo resto da sua vida.
— Tudo bem. Eu vou falar. Mas só depois de você. — falei — Você é a melhor amiga, você conta primeiro.
— Você é quem deve contar primeiro, Alecssander. Você me obrigou a fazer amizade com ela, tudo isso não teria acontecido se não fosse por você, agora arque com as consequências. — ela começou a se afastar, mas parou — E somente depois que você contar que é o verdadeiro assassino do pai dela que eu contarei o meu lado. Até lá, seguiremos o plano.
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