O Livro Mágico

1 Capítulo 1 - A LADRA E O PLANO


Notas iniciais
Bem, eu não tenho muito que dizer sobre esta história eu só quero mesmo compartilhar este conto, pois ele é muito misterioso e tem tudo para ser um bom passa tempo pra quem gosta de ler, não leiam achando que está tipo os livros de Harry Potter, eu não escrevo bem, já aviso. (ah e é narrado em primeira pessoa meus anjos). Boa leitura. ^^

Oi. Eu estou aqui para contar um pouco da minha história para você. Calma, não vai ser aquelas historinhas que seus avós contam sobre os tempos antigos deles e como era difícil aquela época, não que não tenha sido, mas estamos muito mais no passado do que você imagina, entre mais ou menos 1770 a 1800, ou seja, bem antes de seus avós sonharem em nascer.

Naquela época, a primeira coisa de que me lembro, é aquela garotinha chorando num canto de um beco, raquítica, totalmente suja com os braços envolvendo seu pequeno corpo com a única peça de roupa que possuía, sendo uma calça masculina marrom já rasgada com uma camiseta branca, mas imunda no mesmo estado, que combinava com suas botinas velhas e um suspensório na cintura para terminar seu traje tirado do lixo. Seus cabelos castanhos lisos eram cheios de poeira, todos bagunçados em um corte mal feito por uma navalha e chagavam até os ombros.

Muitos passavam por ali e nem ligavam para ela, sequer a notavam. Aquele era um dia de sol envolto em poucas nuvens, um típico clima de outono e olhava para o céu de forma sublime, quase angelical. Então ela via novamente aquela estrada de terra por onde passavam muitos comerciantes e ricos daquela pequena cidade. As mulheres muito bem vestidas, cheia de joias exibiam um sorriso forçado na cara, os homens então, andando com elas pareciam carregar troféus para exibir o poder que conseguiam com aqueles casamentos arranjados. Quanto mais dinheiro, melhor era. A ganância era demais para tão pequeno lugar.

Sentada no chão as lágrimas já iam secando enquanto deixava um desenho delas feita pela alta poeira que cobria sua pele. Seu estomago doía e não aguentaria ficar esperando até que alguém a notasse. Foi quando viu uma mulher andando com três crianças pequenas. Ela não parecia ser rica, usava um vestido humilde, como uma aldeã simples. Mas sua atenção voltou-se para a cesta que trazia nos braços cheia de maçãs, bem vermelhas, pareciam deliciosas. Quando ela passou ali não pensou em agarrar o vestido dela e lhe estender a mão.

- Pobre criança... Tome. – Disse a moça entregando uma das frutas. – Só não a levo para casa porque não posso, meu marido me mataria e já tenho muitos filhos. Sinto muito.

- Não se preocupe. – Respondeu ela. – Obrigada.

Assim que a mulher se afastou, a menina deu um sorriso malicioso e falou para completar:

- Eu sei me virar sozinha moça. – Logo virou para o outro lado da rua ficando de pé, observando um senhor que vinha com uma bolsa de lado sendo levada com todo o cuidado do mundo, ela parecia estar completamente cheia de dinheiro. Afinal era o mesmo senhor que passava por ali todos os dias indo ao banco para fazer seu depósito diário.

A verdade mesmo era que estava tudo combinado com seus amigos ela não tinha dúvidas de que aquele era um plano infalível de conseguir sair daquela cidade horrorosa. A mais ou menos 2 da tarde o velho senhor vinha para fazer o depósito do banco e ela estaria ali de prontidão para roubar-lhe, afinal ninguém nunca conseguiu a pegar em seus pequenos roubos e os responsáveis pela policial local nem sabiam quem era essa tal ladra de que tanto se ouvia falar.

Esperta, rápida e traiçoeira. Essa era a definição perfeita para ela. Claro sem falar no resto de sua turma. Mas isso fica para depois, voltando à pequena menina, ela não aparentava ter mais de 12 ou 14 anos o que ajudava e seus disfarces até mesmo se passando por um garoto. Apesar de não gostar muito.

O pequeno sonho daquela garota ainda é um mistério para mim, não posso dizer talvez ela só quisesse uma família, já que tinha uma vaga lembrança de seus pais antes de morrem com alguma doença. Mas a imagem ainda em suas memórias mostravam a mulher com um longo cabelo cacheado e seu vestido rosa salmão ao lado de seu marido vestido formalmente com o traje da época.

Ahhh... As lembranças ainda me doem no fundo da alma. O coração é um fardo pesado de se carregar às vezes... Ela que o diga. Apesar de não serem ricos e ela não ser a garota mais linda da cidade, é claro que possuía um grande amor: ***** depois eu falo de quem se trata.

Bom, mas voltando aquele dia... A gritaria foi muito grande, as moças viraram-se de costas para esconderem suas preciosas joias e penduricalhos enquanto ela corria puxando-as e levando-as junto com a grande mochila que estava pesada, mas não a impedia de correr como sempre correu: ligeira como o vento que passava na cidade a toda tona. Não nego que foi divertido observar o rosto espantado das pessoas na rua, ao verem o rosto da ladra que não usou nenhum de seus disfarces desta vez, sendo imediatamente identificada como: Eu. Angélica. A pobre garota órfã que perdeu os pais aos quatro anos de idade e desde então mora em um beco, tendo apenas mais quatro pessoas que a apoiaram na ideia do roubo, fazendo a quadrilha mais perigosa daquela década.

Notas finais
Angelica é uma garota adorável, me inspirei em minha pessoa ao fazê-la. Tem muitas coisas que irão acontecer ainda. Irei publicar o próximo capítulo assim que possível.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.