O Livro Dos Deuses (Hiatus)
18 Capítulo 18: A História de Samantha
Notas iniciais
(Pov. Pietro)
-Começou assim – Samantha começou – Eu estava com meu irmão menor em meu quarto, ele sentado no chão com brinquedos e eu no sofá, lendo.
-Gosta de ler? – dei um sorriso.
-Não tanto quanto um filho de Atena, mas gosto, então continuando, eu estava lendo quietinha, era de noite, foi quando meu pai chegou, ele estava com um sobretudo encharcado, eu não tinha visto que estava chovendo, ele abriu a porta e entrou correndo gritando...
(Pov. Samantha)
Enquanto contava pude imaginar a cena perfeitamente:
“Meu pai entrou correndo e pegou meu irmão no colo, ele começou a gritar:
-Sam, pegue suas coisas, roupas, qualquer coisa e me encontre no carro, AGORA – mesmo sem entender nada sai correndo escada acima e peguei uma pequena mochila preta, coloquei algumas roupas, peguei meu celular e o livro que estava lendo, coloquei a mochila nas costas e desci as escadas correndo.
Meu pai prendia meu irmão na cadeirinha de segurança, ela fechou a porta e sentou no banco do motorista, me sentei no do carona e coloquei o cinto.
-O que aconteceu? – perguntei enquanto meu pai pisava no acelerador, ele apenas balançou a cabeça e continuou dirigindo rapidamente, olhei para trás e vi algo nos seguindo.
-O que é aquilo? – perguntei assustada.
-Não sei, acho que um deles, sua mãe jurou que ia te proteger.
-Como assim minha mãe? – perguntei, acho que não tinha entendido direito.
-Sam, você é uma semideusa – ele falou sombriamente [N/A: Momento Avenida Brasil, tela congelada] [N/Sam: Sai daqui ¬¬].
-Como assim uma semideusa? – perguntei incrédula.
-Semideusa, meio sangue, chame como queira, mas me escute, você e seu irmão estão em perigo.
-Como assim?
-Quando você chegar lá, Quiron vai te explicar. Agora... – algo caiu no teto amassando-o, meu pai olhou para o alto assustado e acelerou mais ainda, o teto estava com a forma de um machado, engoli em seco, olhei par trás, não sei como, mas meu irmão havia dormido.
Meu pai deu uma guinada para direita e o carro derrapou em um barranco, fechei os olhos, ele capotou e caiu na ribanceira.
Abri os olhos e vi que ainda estava viva, olhei em volta, percebi que estava de ponta cabeça, olhei para o lado e vi meu pai... Mas ele estava com os olhos fechados, um ferimento cheio de sangue estava em sua cabeça, instintivamente coloquei a mão em seu peito, me contorci para fazer isso, mas quando coloquei a mão em seu coração, empalideci, não havia batimento algum.
-Pai – gritei desesperada, isso não podia ser verdade – Pai volta, acorda, pai – sussurrei uma ultima vez antes de cair no choro, varias lagrimas escorriam pelo meu rosto, imediatamente olhei para trás, meu irmão havia sumido – Erick – sussurrei o nome de meu irmão, o que tinha acontecido? Forcei a porta, ela não abriu, dei uma cotovelada e cai rolando no chão, levantei os olhos, vi que o carro estava parado em uma pequena parte de terra que mantinha o carro parado, porém já estava rachando, por instinto me agarrei a um galho antes da terra desmoronar levando o carro junto para o fim da ribanceira.
-Pai – sussurrei, mas ele não podia mais me ouvir, engoli em seco e pensei: Calma Samantha, calma. Consegui respirar algumas vezes e comecei a escalar, colocando minhas mãos e pés em cavidades que estavam em posições estrategicamente posicionadas, olhei para cima, tentando ver se faltava muito quando meu pé escorregou, fiquei pendurada com uma mão, forcei-me a levantar a outra mão quando as duas se soltaram e eu caí no vazio, a única coisa que eu pensava era: Que jeito mais idiota de morrer. Então eu não atingi o fundo, algo havia agarrado minha camiseta (que por acaso estava em frangalhos) e me içado para cima, olhei para o alto e vi uma espécie de ave totalmente negra me puxando.
Seu bico era cinza, curvado para baixo, suas penas eram arrepiadas, me dando a impressão de susto, seus olhos eram vermelhos como sangue, então a palavra veio em minha mente: Corvo. Esses pássaros sempre ficavam nas árvores perto de casa.
Mas o mais esquisito era como um pássaro menor que meu braço me puxava para cima?
Ele subiu mais um pouco e me jogou no chão, me tirando de meus devaneios, olhei em volta e vi um animal esquisito farejando a estrada, era do tamanho de um lobo, mas tinha a coloração vermelha, o focinho era muito longo e tinha seis caudas
A criatura se virou para mim rosnando e pulou em minha direção, rolei para o lado e ele mordeu terra, cuspindo areia ele me atacou com a pata dianteira, eu tentei me esquivar, mas as garras de cinco centímetros me atingiram na coxa, gritei e chutei-a a jogando um metro para trás.
O corvo, ao ver que me feri piou e avançou contra a criatura, atacando com o bico e com as garras, o bico era curvo, mas fazia talhos enormes na pele da criatura. Ela gritou e agarrou o corvo o jogando para trás e colocou uma das patas no peito do pássaro, e pareceu falar:
-Érebo, deixe-me em paz – era uma voz feminina, sem dúvida – Não se meta em meus planos.
Então com duas caudas, a criatura pegou o corvo e o jogou para a ribanceira, mas ao invés dele voltar a voar, ele pareceu se dissolver em sombras, então a criatura se virou para mim e começou a se transformar...”
Quando eu chegava à melhor parte da história, um campista veio correndo até nós colocando a mão em nossos ombros, imediatamente me virei de susto, ia jogar a lança quando vi quem era.
-Alice – suspirei aliviada e fiz a lança se transformar novamente em uma moeda e a enfiei no bolso – O que foi?
Ela parecia desesperada, seu cabelo ruivo estava embaraçado e seu rosto cheio de fuligem, mesmo depois da guerra, ela não estava tão acabada assim.
-Marissa, algo está acontecendo, ela parece estar sendo controlada, ela está destruindo a Casa Grande.
Eu e Pietro nos entreolhamos e nos levantamos, correndo de volta para Casa Grande.
Notas finais
Ah, outra coisa, eu preciso URGENTEMENTE de um beta, quem estiver interessado me mande um Mp.
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