Notas iniciais
Espero que gostem, hoje temos um vilão (O.o), uma missão do Travis e Connor, e saberemos, em parte, porque Clarisse não está como líder do chalé de ares.

[Cena antes de Jaden e Cia chegarem ao acampamento, agora é umas três horas da manhã]

(Pov. Narrador)

O garoto olhava a casa interesse absoluto, sentado em cima de outro telhado, ele viu que a luz da cozinha se acendeu, a porta se abriu e um gato foi jogado para fora.

-Some daqui – o senhor de idade gritou e bateu a porta, o gato miou em reclamação e pulou no telhado da casa e depois ao lado do garoto.

O gato se ergueu nas patas traseiras e começou a crescer e mudar de forma, os pelos reentraram no corpo, as orelhas ficaram menos pontudas e seu rosto se alongou, logo, uma garota estava ajoelhada em frente ao garoto.

-Alicia, conseguiu mais alguma informação? – o garoto perguntou, a adolescente balançou a cabeça negativamente, jogando os cabelos loiros para todos os lados.

-Não, somente uma, o senhor Li contatou novamente com o acampamento.

-O que Li falou? – o garoto perguntou inclinando o corpo para frente, deixando a vista seu olho negro.

-Pouca coisa, somente algumas palavras, pois ele fala em um mandarim muito antigo e rápido, mas entendi uma palavra que ele repetia toda hora.

-Qual?

-Ataque, toda hora.

O garoto ficou pensativo, ataque, o que aquilo queria dizer?

-Mais alguma coisa?

-Nada demais, tudo o que nós já sabemos que o acampamento está em perigo, que ele sabe quem é a culpada, e que tentara adquirir mais informações.

-Ótimo, já que conseguimos quase todas as informações, você pode acabar com ele.

Alicia sorriu maldosamente.

-Até que enfim, não agüentava mais aquele velho caquético e aquela pirralha que insistia em puxar meus cabelos.

Alicia se levantou, tirou o pó da calça jeans e da bata branca, a garota se despediu do garoto com um aceno de cabeça e pulou em um mortal para trás se transformando em uma ave de rapina negra e voou se confundindo com a noite estrelada.

O garoto pensou: Filhas de Hades, não são muito confiáveis. O garoto se levantou e observou suas roupas amarrotadas, suas calças jeans escuras, sua camisa xadrez azul-escura. Lançou um ultimo olhar para a casa e assoviou, esperou alguns minutos e sentiu algo puxar a barra de sua calça com força, por instinto ele apontou sua espada para baixo e um pequeno roedor subiu pela sua perna e ficou em seu ombro.

-Oke, nunca mais faça isso, avise antes, ok? – o garoto avisou passando a mão pelos cabelos prateados.

Ué, você me chamou não? Agora diz o que foi? A voz irritante reverberou em sua cabeça.

-Vamos para o covil.

Mas, chefe, como irei fazer isso? Sou apenas um hamster comum.

-Cínico – murmurou o garoto – Vamos, agora.

O hamster pulou para a cabeça do garoto.

-Ei – ele reclamou – Meu cabelo.

O roedor o ignorou e duas asas douradas, da cor de sua pelagem saíram de suas costas e o hamster brilhou levemente.

O garoto fechou os olhos, odiava isso, mas era o único jeito rápido de chegar ao covil.

O garoto foi envolvido em uma luz dourada e sumiu brilhando, acordando vários vizinhos. Ele abriu os olhos e viu que não estava mais em cima de um telhado e sim em terra firme, uma área coberta de terra, o hamster fechou as asas e voltou para o ombro do rapaz.

Gostou da viagem?

O hamster perguntou e em resposta o garoto apertou o roedor.

O garoto se abaixou e tocou o chão, ao seu toque, a terra se abriu em uma cratera de dois metros de diâmetro, uma escada que levava diretamente para o centro da terra se mostrava.

O garoto começou a descer a escada, após ficar completamente embaixo da terra a cratera se fechou o lacrando lá dentro. Varias esferas de fogo grego se acenderam iluminando um longo túnel feito de terra.

Lugar legal né?

-Cala boca.

Ele andou pelo túnel e parou em frente a portas duplas de mármore branco com um símbolo do infinito gravado no meio com vários símbolos iguais em volta. O garoto colocou a espada na bainha e colocou as duas mãos na porta, fechou os olhos e suas mãos brilharam em prateado, ele empurrou-a com um pouco de força e saiu em uma sala circular com as paredes pintadas de roxo claro, uma mulher, sua patrona e dois homens estavam na sala, um dos homens parecia um pescador de cais e outro um roqueiro solitário.

-Hécate, Poseidon, Hades – o garoto fez uma reverência. Os três deuses assentiram levemente e voltaram a conversar como se o rapaz não estivesse ali.

-Hades, Poseidon, podem ir – Hécate os dispensou e os dois deuses sumiram deixando um cheiro de maresia e de defuntos.

-Hécate, tenho noticias – o garoto fez oura referencia.

-Diga – Hécate falou, sua imagem tremeluziu e deu lugar a uma mulher mais jovem, com cabelos prateados e olhos roxos.

O rapaz lhe transmitiu o que Alicia lhe contara.

-Ótimo meu rapaz, agora tenho outra missão para você?

-Qual?

Hécate deu um sorriso.

-É uma missão mais perigosa do que as ultimas, espero que esteja preparado.

.

.

.

Connor e Travis Stoll andavam lentamente, a rua estava escura, nenhuma lâmpada estava acesa o que era estranho, Travis lançava olhares para trás, ele parecia assustado.

-O que foi? – perguntou Connor virando o rosto para trás também.

-Não sei, parece que estamos sendo seguidos... – ouviram um latido, logo pegaram suas armas, Travis uma pequena adaga do bolso e Connor uma espada pequena, de cinqüenta centímetros de comprimento e feita de bronze celestial. Um cão infernal apareceu na frente deles, seus dentes a mostra, seus olhos vermelhos brilhando raivosamente, tinha um metro e oitenta de altura.

O cão pulou em cima de Travis que desferiu um golpe com a adaga, mas o monstro não virou pó, nem sombras, somente uma pequena fumaça negra. Connor segurou sua espada com as mãos trêmulas e girou o corpo acertando o cão, que deu uma cabeçada em Travis que foi jogado longe.

-Travis – Connor gritou – Ninguém. Machuca. Meu. Irmão.

Com um grito de fúria ele deu um salto e pousou no pescoço do cão, ergueu sua espada e desceu com força total na cabeça do monstro, que finalmente virou sombras. Connor correu até seu irmão, jogou a espada no chão e se ajoelhou ao lado de Travis, colocou a mão em um ferimento na têmpora direita.

-Travis, Travis – sussurrou Connor, seu irmão gemeu e abriu os olhos.

-Connor? É você? – ele assentiu – Ótimo, eu quero uma banana split com cobertura de chocolate, morangos e leite condensado.

-Travis! – Connor gritou e o abraçou – Você voltou.

Travis se sentou e esfregou a cabeça.

-Ai, o que aconteceu?

Connor explicou e acrescentou:

-Agora vem, temos que sair daqui e rápido.

Os dois se levantaram e voltaram andar, praticamente correndo. Uma luz em um dos postes piscava freneticamente, eles tropeçaram em alguma coisa e caíram no chão, olharam para trás e viram que era um poste caído, trocaram olhares e se levantaram correndo, todos os prédios estavam com as luzes apagadas.

-Ok, isso é estranho – falou Connor.

Uma das janelas de um dos prédios explodiu e um monstro com três metros de altura, cinza, com presas de marfim, um homem elefante parou em frente a eles e gritou.

-É o que a profecia dizia: Enfrentarás guerreiros ao anoitecer, seus poderes irá perder. – disse Travis.

-Verdade, eu só espero não ter que perder meus poderes – falou Connor e atacou o homem elefante.

.

.

.

Clarisse odiava ser seqüestrada, desde que tinha fugido do acampamento, estava sendo seguida por monstros, ela tecnicamente não tinha fugido, uma voz havia falado para ela que tinha que sair do acampamento e ela obediente tinha obedecido, saíra escondido do acampamento e fora capturada, fora iludida, ela uma filha de Ares, iludida por uma deusa menor.

Ela estava acorrentada em uma parede, longe de sua lança, Clarisse estava se odiando.

A porta em frente a ela se abriu e uma garota entrou, colocou uma bandeja com um purê em sua frente e soltou Clarisse, aproveitando esse momento, Clarisse jogou seu corpo agarrando a garota, ela tentou gritar, mas Clarisse deu um tapa em sua têmpora, deixando-a desmaiada, ela foi de fininho até a porta, viu que o corredor estava vazio, saiu correndo, seu objetivo era uma porta no fim do corredor, mas um garoto apareceu em sua frente, ele havia caído do teto, tinha cabelos prateados, um de seus olhos era negro e o outro era prateado, como seu cabelo, como o luar.

O garoto apontou a espada para ela, mas Clarisse só deu um sorriso de deboche:

-Você acha que vou recuar diante de uma coisa medíocre feito você? Há!

-Clarisse, volte para seu quarto, agora.

-Me obrigue – o garoto deu os ombros e avançou contra Clarisse, a espada em posição para cortar seu pescoço.

Notas finais
O que acharam? Rewiews?