O Livro Do Destino
28 Acampando no pior lugar do mundo
Após um certo tempo meus pés começaram a reclamar, as pedras eram estranhamente afiadas e cada vez que pisava sentia meu pé tocando em agulha, doia muito, bendito habíto de andar descalço! se não fosse minha timidez e teimosia pediria ao Felipe para me carregar, mas acredito que isso seria muito difícil de sair da minha boca, por isso eu só demonstrava o quanto doia meu pé toda vez que tocava no chão.
–Hey, Julie. falou Felipe que amava colocar "hey" antes do meu nome por quê parecia com "hey, jude".
–Sim? perguntei.
–está muito ruim andar?
Sim, está muito! mas eu segurei minha dor e respondi como se eu estivesse pisando nas nuvens.
–não, está tudo bem. respondi dando um sorriso enorme que não sei de onde saiu.
–já estamos procurando algum lugar para acampar. confortou Lavínia que provavelmente sabia que meu pé estava doendo e que eu era timida demais para aceitar isso.
–Já encontramos. falou Laura que já estava se aachando a lider do grupo.
–isso é impossível. falou Mary em um tom maravilhado.
–Que foi? perguntei ansiosa pela resposta.
–Aqui parece em um campo, não parece que estamos em um labirinto. respondeu Felipe.
–Olhem tem um riacho alí. falou Lavínia
esperei para ouvir algum comentário do Mike, mas este não fez nenhuma observação.
–que legal. falei tentando imaginar o local.
–Mas aqui seria um lugar seguro para descançarmos? perguntou Mike finalmente.
Não houve resposta por um tempo.
–Podemos faze-lo ser seguro. propôs Felipe.
queria ver a cara do Mike, por quê sempre que o Felipe responde alguma pergunta dele ele faz uma cara engraçada.
–O que você sugere? perguntou Laura no tom mais amável que podia.
–sugiro usarmos seu lápis mágico para criar algo que possa nos garantir segurança Felipe falou com firmesa.
–ótima ideia.-falou Mike ironicamente, mas parou um pouco para pensar- como sabia qque Laura possuia um lápis mágico?
–A vi usando o lápis para... enfim, a vi usando o lápis.
tudo ficou em um silêncio assustador. Por quê as pessoas enrolam tanto para chegar a uma conclusão? para fazer-me morrer de vontade de saber o que aconteçeu seria a resposta mais coerente.
–Já que não temos outra opção vamos aceitar sua ideia. falou Laura em um tom um pouco estranho.
Ouvi alguém, provavelmente o Felipe, rabiscando algo.
–O que vai desenhar? perguntei ainda apoiando-me nele.
–vou desenhar alguns soldados. ele falou.
–cuidado para não gastar muifo grafite, Felipe, ele já está quase acabando.
–Pode deixar. respondeu Felipe ainda concentrado no desenho.
Mike não pode deixar de escapar um tom surpreso quando viu os soldados.
–Ficou bom. Mike falou.
não acreditei que ele falou aquilo, para Mike ceder ele tinha que estar totalmente surpreso.
estava morrendo de vontade de ver os soldados, para falar a verdade estava morrendo de vontade de ver tudo ou qualquer coisa que me tirasse daquele escuro com vozes conhecidas e de vez em quando desconhecidas, mas eu não entendia o que as desconhecidas falavam, eu não me preocupava por quê, como eu não as via não podiam me causar medo.
–Acabei e obrigado. falou Felipe pouco tempo depois.
–Vamos desenhar sacos de dormir! falou Laura que sempre estava disposta a acampar.
–Eu vou buscar madeira para fazermos uma fogueira. falou Mary que provavelmente também gostava de acampar.
–eu posso ajudar? perguntou Felipe que também devia gostar de acampar.
–Vai ser muito legal acampar aqui.Falou lavínia provavelmente saltitando. então eu já havia formulado a ideia de que só eu e o Mike não gostavmos de acampar em labirintos sombios.
–Podemos assar marshmellows? Mike perguntou animado me deixando como a única que não gostava de acampamentos mortais.
–Já vou desnhar marshmellows! falou Laura muito contente. Tentei não escutar meus amigos totalmente malucos e me concentrar em alguma outra coisa, fechei os olhos com força para provar a mim mesma de que estava sozinha e que não havia nada ao meu redor.
Me imaginei dentro de um grande salão cheio de luzes e pessoas com vestidos lindos dançando, olhei ao meu redor, o salão era muito bonito, andei em direção a uma parede cheia de espelhos, vi meu reflexo, eu estava muito bonita, meus cabelos castanhos estavam soltos com uma tiara discreta dividindo-os, eu estava em um elegante vestido lilás de baile. não entendi por quê estava pensando naquilo, tentei procurar algo que fizesse sentido, fui até o meio do salão e três pessoas me chamaram a atenção, uma menina de cabelo dourado e mais dois meninos, aparentemente da mesma idade que eu, os três fitavam-me e eu resolvi aproximar-me dos mesmos, mas antes que eu chegasse ouvi um grito, olhei para trás o lugar pegava fogo, tentei fugir, mas alguem esbarrou em mim, fazendo-me cair, permaneci alí, no chão e tudo ficou preto. Depois de um tempo abri os olhos novamente e tentei saber onde eu estava. Após um tempo reconheci, era o mesmo salão só que havia perdido todo o charme, cortinas rasgadas, o chão que antes era todo brilhante estava cheio de pó e estva tudo escruro, tossi um pouco por culpa do ar pesado do ambiente, ainda estava com meu vestido, mas ele estava todo empoeirado e um pouco rasgado. tentei adptarme com a escuridão, quando,de repente, um fixe de luz ilumina a pequena area que estou e eu começo a ouvir aquelas vozes que ficam em minha cabeça, mas agora eu as entendia melhor, ela ficavam falndo meu nome e me fazendo encolher mais e mais.
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