O Legado das Raças: O Começo

7 Capítulo 7: Will-Recebendo boas vindas ou não


Notas iniciais
Olha eu de novo o/

8
Will: Recebendo boas vindas (ou não)

Bom, eu sou o Will, não fui apresentado por que na cidade Lunar tudo ocorre ás cego, então eu só entrei aqui mais vou contar um pouco da minha história. Eu fui criado nos primeiros quinze anos de minha vida no castelo Neutro, junto com Sereena e as outras princesas (Tenho dezoito anos), eu e ela tivemos um rápido namoro, mas não demos certo, nós dois sempre fomos muito teimosos, e sempre brigávamos muito, éramos muito maduros e ao mesmo tempo muitos crianças sempre brigando muito até que eu perdi a cabeça com as brigas e fugi do castelo, nessa mesma época ela foi proclamada Tenente do castelo, e antes disso ela já era dura consigo mesma, eu já era o contrário, inconsequente, independente e um pouco mal até, e nessa noite enquanto fugi, eu fui transformado em lobo, e o rei me encaminhou pra viver na cidade Lunar, e eu naturalmente aceitei por que Sereena já estava muito conturbada com tudo aquilo na época, mas fingia não se preocupar com isso, então eu fui para a cidade Lunar e fui criado lá, pelo menos lá eu criei um pouco de juízo que me faltava e também me tornei mais rígido.

Quando vi Sereena daquele jeito, ela estava tão linda, seus olhos eram os mesmos de um tom de marrom que parecia às vezes ser misturados com um tão transparente e multicolorido deixando seus olhos enigmáticos seus cílios longos e cheios contornavam aquele olhar duro que era compensado por sua expressão doce, sua boca realmente rosada me lembrava da época na qual nós estávamos juntos, mas Sereena ao olhar sempre parecera tão frágil tão doce, mas quando a conhecia você via uma garota forte decidida e às vezes atrevida lhe encher de felicidade, seus cabelos ondulados de tom terroso estavam presos, seu vestido delineava seu corpo curvilíneo e acendia sua pele com o vermelho tom de sangue, e a saia de seu vestido que mostrava um pouco acima do joelho pra baixo dançava em suas pernas e antes que eu chegasse ela tinha um sorriso tão doce e bonito que havia me deixado hipnotizado uma pena que tenha sumido nessa hora me lembrou de como nos conhecemos aos catorze anos, ela usava um vestido azul rodado que apesar da idade já lhe evidenciava curvas ela era baixinha e muito doce, e era doce não só de jeito e de aparência totalmente doce, era o tipo de garota que chorava á toa mas os anos a mudaram á deixaram forte, ela controla uma legião de tropas do castelo hoje em dia subestimá-la é algo que se faz sem conhecê-la. Então eu e Sereena (ou só eu) continuamos tentando conversar:
–Não precisa ser tão rígida comigo, tenente. — disse eu á ela passando a mão sob seu cabelo e o soltando, ela sempre foi mais bonita de cabelo solto. As ondas de seu cabelo na hora caíram sob seus ombros lindamente exalando um cheiro de limão e canela (o mesmo cheiro que ela tinha).
– Tire a mão de mim!- exclamou ela.
–Ok ok, mas pra que tanta braveza querida?- sorri apimentadamente retirando minha mão de seu cabelo.
–Querida, agh! Continua o mesmo — disse ela brava, ela fica tão fofa brava, que dá vontade de irritá-la sempre. — Mas isso é nervosismo, já que hoje ainda vão anunciar o líder do conselho. — disse ela, mais calma.
–Ah está. -disse eu observando-a, ela havia crescido uns 10 cent. (continua a mesma baixinha de sempre) Desde quando nos vimos da última vez, ela havia ganhado curvas e estava mais bonita, parece mais a garota forte que sempre foi e não a aparência extremamente doce dos quinze anos, mas continuava tendo aquela doçura natural dela.
–O que tanto me observa? — perguntou ela com as mãos na cintura.
–Anh, você está bonita. -sorri.
–Dispenso elogios. -disse ela fazendo uma careta e eu ri.
–Vou caçar outra então para fazer elogios. -sorri.
– Caçe, lhe desafio a dançar com aquela ali, duvido. — disse ela sorrindo e me lembrando a Sereena de catorze anos. Ela apontou pra uma garota em pé a garota ela muito linda realmente (ela estava de costas) e tinha asas, disse á Sereena.
–Desafio aceito. — sorri e fui até a garota que estava de costas pra mim segurei em sua cintura, mas ela apertou meus dedos com as unhas e eu disse:
–Ai! Pra uma gata suas unhas são bem afiadas! — disse eu com meu sorriso anh, mais bonito no rosto. Ela se virou e mostrou feições doces e angelicais que combinavam perfeitamente com seus cabelos dourados, mas angelicais demais para o corpo que carregava e depois me disse:
–Cuidado onde coloca os dedos, gafanhoto. — sorriu ela maliciosamente.
–Gafanhoto? E o que você é? Uma borboleta? — perguntei eu, rindo.
–Não, eu sou uma formiga com picada mortal. — riu ela.
–Mortal. Sério fumiga? — ri eu.
–Sim gafanhoto, mas então o que faz aqui? — perguntou ela.
–Eu apostei com uma pessoa que lhe poderia tirar pra dançar, mas vejo que perdi. — disse eu derrotado.
–Oh não se sinta assim, mas por curiosidade com quem apostou? — riu ela.
–Sereena Raven Wile, conhece? — disse eu coçando a nuca.
–Ah, a garota que riu da minha piada de Bulldog, sim, claro! — sorriu ela, um sorriso radiante.
– Mas então, dança comigo? — perguntei eu com cara de cachorro abandonado (ou tentei).
– Ah esses olhos. -disse ela colocando o dedo em meu rosto e apontando os olhos. — Sim, eu aceito. — nessa hora olhei Sereena ao longe com um sorriso vencedor e ela piscou e sorriu pra mim saindo de onde estava.
– Então vamos! — sorri e a segurei pela cintura á levando até o centro do salão de baile e ela se posicionou graciosamente ao dançar e eu a segui nos deixando levar pelo salão (ela tinha um cheiro bom de flores do campo e erva cidreira), e aos poucos o salão estava cheio, vi Sereena com um garoto de olhos verdes e um sorriso galante, e confesso que senti um pouco de ciúme ela sorria e ria enquanto eles dançavam, enquanto eu e a garota dançávamos esqueci-me de algo importante e disse:
–Qual é seu nome?
–Therony e o seu?- sorriu ela, eu havia gostado do nome era diferente, mas um diferente bom.
–Will, me conte sobre você, sua idade, cor favorita coisas do tipo!- sorri eu e ela riu como se fosse algo engraçado e disse:
–Ok né, tenho dezoito anos, minha cor favorita é dourado provavelmente, eu adoro margaridas, pois são delicadas, gosto de morangos, pois eles são como eu quero que as pessoas sejam ás vezes doce, mas também com um leve azedinho. -riu ela e eu sorri um sorriso real.
–Eu tenho anh, dezoito anos, minha cor favorita provavelmente é azul, eu gosto de sorrisos não de flores. -ela riu — E minha fruta favorita provavelmente é maçã, e eu não tenho explicação filosófica á isso. — (na verdade eu tenho uma explicação para a maçã, me lembra Sereena, nós quando pequenos subíamos num pé de maçã do castelo e ficávamos lá em cima) ela riu de novo. -Não ria! -disse á ela também rindo.
–Mas é engraçado!- disse ela rindo também.
–Não é! Conte-me mais, quero saber sua história de vida... -disse eu parando de rir e sorrindo.
– Não vou contar! -sorriu ela mais em seus olhos eu via algo sombrio, oculto, mas logo saí do assunto e disse:
– Quer parar de dançar? -disse á ela, bem nesse tempo todo enquanto dançava, eu havia esquecido esse detalhe, mas meus pés estavam cansados, tentei fazer parecer que eu estava realmente cansado dei um sorriso um tanto leve.
–Tudo bem, já estava cansada. -sorriu ela e nós saímos e nos sentamos numa das mesas brancas que se espalhavam pelo salão, eu via Sereena dançando com o garoto do sorriso galante e me segurava para não ir tirar satisfações com ele, e acho que estava tão perdido em meus pensamentos que não percebi que a) Therony havia deixado que dois convidados se juntassem á nós, b) Esses dois “Convidados” eram Sereena e seu “acompanhante, c) eles estavam numa conversa amistosa, e d) estavam tentando chamar minha atenção até que soltei um “Ah ta, ok, to ouvindo” muito inteligente e todos começamos a conversar:
–Então são todos do conselho? — perguntou Sereena. Todos assentiram em concordância.
–Qual são os nomes de vocês, não sei o de todos, e me falem as cidades e o que são. — disse Therony sorridente.
Eu comecei — Will, Lunnar, Lobo.
Sereena continuou — Sereena, Neutron, não sei bem minha habilidade.
O garoto acompanhante de Sereena — Mark, Solácia, guerreiro solar.
Therony completou — Therony, Iluminati, arcanja.
Aí a conversa foi fluindo falamos sobre tudo, mais acho que todos estavam desconfortáveis, Therony era a única que não parecia assim, e então depois, mais dois se juntaram á nós, Aqua e Dark, os dois do conselho, Aqua era bem bonita, seus cabelos eram brancos e longos e terminava em azul escuro, seu corpo era magro e esbelto e ela era baixinha dando um ar de fofura.
–Vocês tem algum tipo de ideia do que nós iremos fazer em Encantia? — perguntou Aqua, a voz dela era calma e melodiosa.
–Acho que nós iremos investigar algo para o reino. — disse Sereena provavelmente pensando naquela pergunta em seu cérebro. Ela mantinha os dedos finos e longos batucando na mesa um ritmo seguido vezes, como uma música ou algo do tipo.
–Então vocês, Sereena e Will, namoram á quanto tempo? — perguntou Aqua. E eu olhei pra ela confuso.
–Anh, oi? Nós bem... — disse eu encabulado.
–Nós não namoramos. — disse Sereena tão vermelha quanto seu vestido.
– Ah ta, entendi. — murmurou Aqua segurando o riso e fomos interrompidos por uma queda de energia.
–Merda! — murmurei.
–Deve ser algum problema com os geradores — disse Therony, mas nessa hora uma luz. Iluminou a sala, tomando a forma de uma menina, ela tinha cabelos extremamente negros que caiam em uma trança, os olhos dela todo o globo ocular eram negros e sua pele era tão branca quanto à neve mais limpa já caída, ela era pequena uns quatro anos, e usava algo como uma camisola, mas seus pés, bem, ela não tinha pés terminava em fumaça, e ela começou á falar, mas não com uma voz de uma garota de quatro anos, mais com uma voz grossa, algo não humano, ela recitava:

“A praga mais uma vez levanta,
os tempos de Guerra, onde só discórdia manda.
A primeira gota de sangue, será derramada,
logo a busca, iniciada.
O incapaz, será certeiro,
e quem carrega o fardo,
terá um novo legado.
A passagem do tempo é perigosa,
e uma mudança será estrondosa.”

Todos entraram em confusão e como mágica a luz voltou, e a garota desapareceu, mas aquelas palavras me gravaram na mente, como marcas gravadas em minha própia Pele.