O Legado das Raças: O Começo

1 Apresentações:Capítulo 1


Notas iniciais
Bom, é minha história aqui,Oink,espero que gostem.

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Neutron

A manhã estava fria, pra variar, trancei meus cabelos, me vesti e desci até os aposentos de minha princesa, na qual eu tinha o dever de cuidar, já que seu pai depositou toda sua confiança em mim, mas antes verifiquei se minha irmã mais nova Alexa, estava dormindo, ela estava como um anjo, bem a aparência dela me lembra dum, ela tem cabelos lisos e negros, pele branca e naturalmente rosada, bochechas redondas e rosto em formato de coração, e têm grandes olhos azuis, ela tem oito anos, mais age como se tivesse mais, Alexa sempre foi de gênio forte, sempre tenho de ficar de olho nela, mas meu dever me faz ficar longe dela o tempo todo, lembro quando nossos pais morreram num incêndio no castelo, e o rei prometeu cuidar de nós duas, e eu cresci junto com as princesas e o resto do pessoal do castelo, mas eu acabei sendo criado pelo sargento, ele é como um pai pra mim, ele e o rei foram bastante generosos comigo e Alexa, e o rei confiou tanto em mim, por isso, que pela minha criação de educação e habilidades, que o sargento me proporcionou, eu fui proclamada tenente de segurança do castelo aos catorze anos, e protetora particular da princesa Annabelle que nessa época tinha doze anos, me sinto honrada por isso, mas agora, meu desejo é fazer parte do conselho dos sete. Andei pelos corredores do castelo os observando como sempre fazia, os corredores tem por eles quadros de antigos reis que governaram Mistic desde a Revolução das Raças, um dos principais acontecimentos da historia de Mistic, além disso, os corredores são iluminados por candelabros pendurados e eles são brancos com muitas relíquias os decorando, parei em frente á dois quadros e os examinei eram novos, um retratava o rei com suas duas filhas Anna e Annabelle e o fiel Max que é um cachorro labrador extremamente esperto, as duas princesas estavam extremamente felizes, Annabelle tinha seus cabelos soltos com cachos caindo pelos ombros usando sua coroa dourada e trajava um vestido rosa chiclete com muitos detalhes e aplicações, já Anna usava um simples vestido amarelo que contrastava com seus olhos cor de mel, seus cabelos curtos estavam ondulados e com uma coroa também as duas ao lado do rei que trajava seu traje especial no qual na lateral esquerda de seu peito coberto por um casaco azul escuro extremamente formal estava enfeitado com medalhas de mérito das quais eu conhecia muito bem por ter um acervo dessas tais, os três estavam sorrindo na foto e Max, o labrador, estava sentado ao lado do trono do rei e as princesas estavam ao lado dele em seus tronos, a segunda imagem era uma foto, a foto retratava o rei as princesas e quase toda a criadagem e serventia do castelo, eu devia ter uns catorze anos na foto, era dia de Novo Ano estávamos festejando e o rei disse que queria tirar a foto, nela reconheci muitos rostos, Annabelle com seus doze anos, Anna da minha idade, mas bem alta como sempre foi, a rainha Bellatriz que desapareceu misteriosamente e que era extremamente bonita, eu achava na época que não havia nenhuma mulher mais bonita que ela, mas agora Anna chega aos pés de sua beleza, puxando a mãe, ela tem os mesmos doces olhos cor de mel à mesma boca rosada e o mesmo cabelo liso e castanho claro, exatamente igual à mãe, reconheceram o sargento com seus olhos. Cinzentos e Frios, mas que eu sabia que tinha um coração mole de vez em quando, também havia Will outro que havia perdido os pais num incêndio, ele tinha os olhos eletricamente azuis os cabelos escuros e o corpo musculoso, o que era estranho pelos seus quinze anos, e também sua altura, nós dois nessa época éramos mais que amigos, mais aí ele foi transformado, e tudo mudou, olhei a pessoa ao lado de Will e reconheci uma Sereena baixinha e magrela mas com os olhos extremamente duros como sempre mas a expressão sonhadora que tirava a dureza do olhar, os cabelos longos soltos e balançados pelo vento, ao meu lado Max o cachorro mais que estava ainda filhote lambia meu tornozelo, lembro de que me segurei para não rir das cócegas que aquilo causava, do outro lado, ao lado do rei, uma moça muito bela que eu me lembro que era irmã do rei que misteriosamente desapareceu, ela tinha longos cabelos castanhos olhos castanhos e pele um tanto bronzeada deveria ter na época trinta e poucos anos e ao seu lado duas garotas, que eu me lembro serem suas filhas, a mais alta tinha olhos escuros como a mãe e os cabelos igualmente longos, mas os dela eram ondulados, ela tinha curvas leves que haviam começado a aparecer e carregava um sorriso no rosto como se alguém tivesse contado uma piada que merecia muitas risadas, a mais baixa tinha os olhos azuis e doces corpo miúdo e cabelos negros as duas irmãs eram parecidas mas não iguais, todos se vestiam de branco simbolizando paz, eu sorri me lembrando daquele momento e daquela época de tanta felicidade no castelo mas aquilo durou pouco, ouvi alguns passos no corredor e me virei pra ver quem era, o sargento estava de pé ao meu lado observando a imagem e me deu um sorriso, o sargento tem sessenta anos e está em ótimo estado, ele tem cabelos brancos e físico forte mas não musculoso, um físico não comum na idade, cabelos brancos e olhos cinzentos e frios, que eu havia descoberto que escondiam um grande carinho por crianças órfãs (descobri isso, quando pequena) ele então falou com sua voz mais feliz que conseguia, e ele se esforçava com essa história de demonstrar felicidade:
-Bons tempos.
-Pena que não voltam mais.-Respondi eu.
-Gostaria de ser fraca e magricela como naquela época? — brincou ele.
-Ei, eu não era fraca! — disse eu.
-Era uma menina de fibra, mas prefiro essa Sereena de dezessete anos. -Disse ele.
-Sargento, foi boa a conversa, mas preciso acordar Annabelle. — Disse eu.
-Lembre-se de chamá-la de princesa na presença de estranhos, você sabe muito bem por que. — disse ele e seguiu seu caminho e eu saí pelo corredor andando em direção ao quarto de Annabelle, essa história de chamá-la de princesa é porque podem fazer criados que são amigos de alguém na realeza como refém e a pessoa em questão ceder e ir com o tal meliante, então todos os criados são informados disso. Cheguei à porta do quarto dela e entrei o quarto dela era um turbilhão cor de rosa, havia quase tudo rosa e isso é muita coisa rosa pra uma cabeça como a minha.
A princesa Annabelle ainda dormia então eu deveria acordá-la e então abri as cortinas — cor de rosa — do quarto dela e disse:
-Acorde, hoje é o dia da decisão não fique aí na cama, hoje iremos saber quem foi o escolhido! –disse eu com um tédio imenso na voz, eu sabia que eu tinha grandes chances de fazer parte do conselho, mas o rei também estava treinando Anna então eu tinha sérias dúvidas, o rei sempre falou que eu era dura comigo mesma, que devia me dar uma trégua, não ser tão teimosa e tão rígida comigo mesma, o respeitava, mas eu acho que minha rigidez, pode ser considerada, uma qualidade. Annabelle acordou e ligou aquela matraca que ela tem no lugar da boca e começou a falar, enquanto se despia por trás de uma cortina, esclarecendo, depois da revolução, nós voltamos aos costumes e outras coisas de décadas passadas, mas não tudo:
— Ah é mesmo, você se inscreveu? –perguntou ela ainda de trás da cortina.
— Não foi possível, o rei disse que aqui, na cidade neutra, nós não teríamos que nos inscrever, ele escolheria. — disse eu entediada.
-Ah sim. –disse ela saindo da cortina, já vestida, com seu vestido formal cor de rosa, e me observou de cima á baixo e disse- Sereena, por que está assim, tão, simplória?- me observei de cima abaixo e não vi nada de estranho, usava minhas botas de sempre, calças pretas e um casaco de couro de gola alta, e em minhas costas se encontravam um arco e uma aljava cheia de flechas. Mas Annabelle, sempre foi muito perfeccionista, reparando em tudo, hoje ela tem quinze anos, dois anos á menos que eu, mas eu fiz um voto de obedecê-la então tenho de cumpri-lo.
-Não vejo nada de errado, princesa. –disse á ela.
— Está sim, hoje é um dia importante. –disse ela.
— Não sou sua dama de companhia para usar vestidos glamourosos, sou apenas sua protetora. –disse eu observando a ponta de minha trança.
-Mas precisa usar algo melhor num dia como esse. –disse ela abrindo o próprio armário e retirando de lá, um vestido. –Que tal isso? Combina com você.
-Ok. De qualquer jeito tenho de lhe obedecer. –disse revirando os olhos e pegando o vestido e levando até atrás da cortina, e me vestindo nele, rapidamente, esclarecendo, mesmo Annabelle sendo mais nova temos o mesmo corpo e ela é só um pouco mais baixa que eu o que é humilhante, Annabelle me pediu que eu saísse, para que ela me visse, quando saí ela sorriu e disse:
-Se olhe no espelho!- disse ela e me vi no espelho e foi estranho me ver de vestido, o vestido mostrava até um pouco acima de meus joelhos, mesmo com as botas, e meus braços estavam nus, mas depois me olhei novamente, o vestido era magenta (me impressionei por não ser rosa) e pra compensar coloquei meu casaco de gola alta aberto por cima e dobrei as mangas até o cotovelo, e a saia também era de um tecido leve e rodado, eu olhei-me no espelho novamente, eu estava bonita, meus cabelos estavam grandes parando na cintura pela trança, minha boca que era rosada e um tanto carnuda, por isso a odeio estava mais rosada com o vestido meus olhos brilhavam mais ainda com o jeito duro que eles carregavam sempre, puxei isso de meu pai, dizia o rei, me virei á Annabelle e disse:
-Vamos Princesa?- perguntei e dei um leve sorriso.
-Ok, mas me chame de Annabelle, Tenente Sereena. — disse ela.
Seguimos corredor á dentro, eu havia colocado minha aljava e o arco, á postos e paramos na sala principal, onde estavam várias outras pessoas de muitas outras coortes da cidade, Annabelle se sentou ao lado de seu pai, eu fiquei em pé ao lado dela montando guarda. E o rei começou a falar sobre o assunto que nos trazia ali:
— Todos aqui sabem o porquê de estar aqui, eu os convoquei, para saberem quem foi o escolhido desta cidade, a capital de Mistic, para ser membro do conselho dos sete, eu depois de muita conversa com meus sacerdotes, minha família, e pessoas em quem confio. — ele pausou e respirou- Dou meu voto final, afirmando que o representante de nossa cidade no conselho dos sete, será a tenente de segurança do castelo e protetora da princesa, Sereena Raven Wile. –disse ele e eu na hora fiquei branca, quase tive um desmaio, não esperava por aquilo, e todos me aplaudiram eu fiz uma reverência e o rei prosseguiu:
— Amanhã teremos os outros cinco participantes do conselho aqui, e pra comemorar um baile será feito. Espero a presença de todos. — disse ele acabando o discurso e todos depois disso aos poucos foram embora.
Ah e me apresentando, meu nome é Sereena Raven Wile, sou uma neutra, ou seja, metade humana, metade outra raça, no meu caso, eu sou metade Luz, metade algum tipo de ser da Luz, e tenho dezessete anos, e eu fui escolhida para fazer parte do conselho dos sete.

Notas finais
Capitulo dois em breve.