O Legado da Fênix

6 Pânico na sede - a floresta das sombras.


Notas iniciais
Boa leitura.

Passaram-se vários meses desde a minha chegada à sede, eu passara quase esse tempo todo junto de Levy na biblioteca estudando sobre inúmeros assuntos, e acabei por descobrir que tenho talento para estratégias, minhas notas eram sempre as melhores, empatadas apenas com as de Levy e incrivelmente com as de Rick. Se eu e ele brigamos durante esse tempo todo? Sim, e muito, algumas eram civilizadas, outras não, outras a gente apenas se alfinetava, mas as piores eram quando cutucávamos feridas de nossos passados, e por causa disso acabei por descobrir que o pai dele fora assassinado na sua frente, e para variar foi por membros da minha família, por isso ele guarda tanto rancor de mim, eu o compreendia, mais do que eu pudesse admitir, e por isso eu evitava brigar com ele e envolver nossas famílias.

Durante esse tempo eu também passei a treinar nossos poderes, porem, sempre que eu treinava ou o rio congelava, ou a floresta congelava, ou algum animal. Longe da vista de todos, eu treinava a flor de lótus, mas sem sucesso algum.

Por causa de meus inúmeros fracassos eu resolvi treinar apenas arco e flecha.

Durante um bom tempo eu não vi mais Violetta, a mesma desaparecera por três meses e não deu mais noticias, procurei de tempos em tempos Mestre Chang à procura de noticias, mas o mesmo apenas respondeu que ela estava em missão.

Outra coisa que me preocupava eram os inúmeros pesadelos que eu andava tendo, geralmente envolviam monstros e uma floresta escura e sombria e terminava com gritos de dor e agonia, por causa disso acabei ganhando de brinde olheiras profunda, e isso de certa forma preocupava Levy.

A loira que me ameaçara que há tempos descobri que se chamava Morgana Linch e era uma elemental de terra, por varias vezes discutimos, e muitas das vezes é por causa de Rick, a garota era apaixonada por ele e descontava a sua raiva em mim pelo fato dele dar mais atenção a mim do para ela.

Era tudo tão mais difícil agora, queria poder sair da sede e ir atrás de Fin e Loriel, precisava de noticias sobre eles, e a única lembrança que eu tinha deles era o colar. O mesmo que Rick fez questão de se livrar, mesmo que sem querer, foi em uma briga que tivemos perto da cachoeira, ele viu o colar e daí começamos a discutir, depois ele arrancou o colar de mim e começamos a puxa-lo, a corrente escorregou de minha mão e com o impacto o colar voou de sua mão e foi levado pela correnteza do rio, lembro-me que fiquei tão furiosa que quase o feri gravemente com uma estaca de gelo.

Outra vez ele colocara um sonífero na minha bebida e picotou o meu cabelo enquanto eu dormia, quando eu acordei e vi o meu reflexo dei um soco no espelho e o mesmo se partiu em vários cacos, mas a raiva era tanta que eu nem senti dor no meu punho por causa de alguns cacos que cravavam nele, fui em direção ao seu dormitório e arrombei a porta, ele e seus colegas de quarto acordaram na hora, pisando duro no chão fui até ele, sem notar os pingos de sangue no chão, desferi um soco na cara de Rick e só aí que eu senti dor, tanto eu quanto Rick gememos de dor, ele segurava sua bochecha esquerda que estava ensopada de sangue e tinha alguns cacos de espelhos presos em seu rosto, olhei para minha mão e a mesma se encontrava banhada em sangue, e não parava de sangrar um segundo, a dor era latejante, senti minha cabeça doer e tudo desfocou, caí no chão imóvel e deixei a inconsciência me levar.

E também teve a vez em que ele me jogou do topo da cachoeira e eu bati a cabeça numa pedra e quase morri afogada, fiquei desacordada por três dias, soube que depois dessa Levy meteu-lhe a porrada e ambos levaram advertência e descobri que foi Rick que me impediu de me afogar, de certa forma ele ainda tinha um coração.

Nesse momento eu estava encostada de costas numa arvore ouvindo os pássaros cantarem e voarem livremente pelo céu, a brisa fresca de verão beijava minha face e bagunçava graciosamente alguns fios de meus cabelos, também levava consigo algumas folhas das árvores e balançava de leve algumas flores, tudo estava calmo até eu ouvir um grito vindo da sede, levantei-me e corri em direção ao grito e cada vez mais que eu me aproximava eu conseguia ouvir burburinhos, quando cheguei em frente ao templo pude ver que uma multidão o cercava, descobri que quem gritara fora Morgana, deduzi pelo tom de voz frio e irritante, atravessei a multidão empurrando todos que estivessem na minha frente, foi quando a vi, era Violetta, ela estava muito ferida e parecia atordoada e sua expressão era de puro desespero, Mestre Chang tentava sem sucesso desvendar o que ela murmurava:

– Eles abriram... abriram...eles conseguiram...não é seguro...perigo...perigo!

– Abriram o quê Violetta? Quem abriu? O que é tão perigoso? – Interrogava Mestre Chang sacudindo levemente Violetta pelos ombros.

– A floresta das sombras, os bárbaros... eles desvendaram o enigma a abriram os portões da floresta das sombras, eles libertaram os monstros Chang, não estamos mais seguros!- Disparou Violetta, todos entraram em pânico e começaram a gritar, Mestre Chang gritou para todos se acalmarem e irem para o seus dormitórios, mas eu não, eu queria ficar com Violetta, tentar acalma-la, quando todos se dirigiam aos seus dormitórios eu me escondi na lateral do templo, quando tive certeza que não tinha mais ninguém eu adentrei o templo rapidamente para não ser vista, eu iria atrás de Violetta e Chang e alguns outros mestres e sacerdotes em busca de saber melhor o que aconteceu, tirei as minhas botas e subi as escadas com a maios cautela para não ser ouvida, me aproximei da porta e apoiei o meu ouvido nela para ouvir melhor o que eles diziam.

– Conte direito o que aconteceu. – Era Mestre Chang que falava.

– Eu estava com o ministro, ele andava investigando uns bárbaros das províncias de Órion e me mandou espioná-los, com o tempo eu descobri que eles estavam atrás de algo que estava escondido na floresta, para ser mais exata um pergaminho antigo que pertencia a Lawliet Flaming, eu não sei para que eles queriam, mas para encontra-lo eles teriam que entrar na floresta, eles levaram alguns meses para achar e desvendar o enigma, mas quando conseguiram, eles acabaram por liberta os monstros, e eles estavam furiosos, foi muita sorte eu ter saído de lá viva.- Espantei-me ao ouvir o nome de mau pai na conversa, pelo o que eu sei o único pergaminho que ele não deixaram nem aqui nessa dimensão nem em Ômega era o pergaminho da ressurreição, uma magia totalmente proibida e Ogon estava selado, aquele pergaminho em mãos erradas poderia ser o caos.

– Temos que mandar alguns cavaleiros em missão para lá para pegar o pergaminho para ser destruído por mim e pelos ministros. – Afirmou Mestre Chang.

– Mas quem em sã consciência iria aceitar ir nesta missão?- Desta vez quem falou era Jack.

– Eu vou! – Exclamou Seth convicto.

Eles continuaram a falar sobre quem iria na missão e daí eu invadi a sala, todos olharam surpresos para mi e ficaram ainda mais depois do que eu disse:

– Eu quero ir nessa missão!

Ooooooo

O silencio macabro do local foi quebrado por risada de puro escárnio, era tenebrosa e medonha e tão forte quanto um trovão.

– Isso pequena Flaming, venha até minha casa, lute contra os meus servos, seja valente o quanto pode, por que quando eu voltar, não sobrará nem você, nem Mitzushi para contar historia, aquele dragão estúpido pagará por ter me desafiado, pagará caro. – E assim as imagens da reunião desapareceram.

Notas finais
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