O Legado da Fênix
9 Fraquezas.
Notas iniciais
Oi, desculpem qualquer erro, é q estou postando pelo celular, e postar pelo celular é horrivel. Estou em epoca de prova, então talvez eu demlre para postar denovo.
Senti uma enorme dificuldade em abrir os olhos, a luz parecia queimar as minhas retinas, o frio arrepiou até as minhas entranhas, o cheiro de remédios e álcool puros penetravam as minhas narinas, eu não senti mais o enjoativo cheiro de sangue de gárgula, o odor azedo e forte que ele emanava estava gravado na minha mente e impregnado nas minhas narinas, por mais que eu já não estivesse mais com as minhas roupas e nem sequer uma gota de sangue estivesse me sujando.
Eu estava limpa e deitada numa maca de hospital, a única coisa suja de sangue em mim eram os curativos em meus ombros, eu estava com veates de hospital e tinha uma finíssima agulha perfurando a minha mão e transportava soro diretamente para o meu corpo.A porta se abriu e a figura de Rick se materializou ao pé da minha cama.– O que aconteceu? — perguntei com a voz rouca carregada de sono.– Você desmaiou no final da batalha, perdeu muito sangue mas já fizeram uma transfusão, agora você só está no soro, mas quando ele acabar você já estará liberada.- Respondeu. — Não tinham o seu tipo de sangue então tiveram que doar.– Quem doou sangue para mim? — indaguei. Rick ficou levente corado e virou o rosto para disfarçar, fechou a cara e respondeu-me meio encabulado:– Fui eu. Sem comentários sobre isso! — sorri em resposta mas o carrancudo só ficou ainda mais irritado.– Obrigada babuzela! – Você já está me devendo várias, inclusive ao Levy.– Ao Levy? Como ele está? – O branquelo só faltou ter um colapso nervoso Quando te ouviu gritar, ele fez a técnica do redemoinho infernal só para te salvar, e desmoronou pouco depois que tirou o escudo de cima de você. Ele está bem, só está dormindo. – Teve muitos feridos? – Sim, e por isso tiveram poucas enfermeiras para te ajudar, Seth está ocupado explicando a confusão para o ministro, então eu tive que ficar aqui com você. — Nesse momento eu comecei a corar, se ele teve que cuidar de mim junto de uma enfermeira, quem e como me deu banho? – Quem foi que m-me deu b- banho?- Rick imediatamente corou, estava vermelho igual pimenta e olhava para baixo em sinal de puro constrangimento.– SEU TARADO!!! COMO VOCÊ OUSA? PERVERTIDO! — Berrei inconformada, como assim ele me deu banho? ELE ME VIU NUA? pera...ele me despiu? TARADOOO!!!– E-eu n-não te dei banho se é o que você pensa, e-eu apenas ajudei a tirar o seu moletom e botei suas r-roupas na lavanderia. — explicou. Porém eu fiquei ainda mais tensa, ele viu as minhas roupas íntimas? Mas se ele as levou, ele deve as ter tocado mesmo que sem querer e...Ahhhhh!!!– Ah, só para constar, eu não sabia quevocê curtia a Hello Kitty. — Corei dos pés a cabeça, ele se referia à minha lingerie. "Droga de lingerie que a Violetta me deu!!!" — pensei.Rick saiu e fechou a porta, o silêncio se instalou pelo local, olhei entediada para a bolsa de soro e fiquei olhando as gotas passarem pelo fio e chegarem em minha mão. Encostei a minha cabeça na cabeceira da cama e e comecei a adormecer aos poucos.Quando Acordei senti um peso em cima da minha barriga, minha visão estava meio embaçada mas eu consegui identificar um borrão branco. Levei a minha mão até os cabelos de Levy e os acariciei de leve, sentindo cada fio macio como algodão entre os meus dedos, ele estava debruçado em cima de mim e mantinha o seu rosto sereno e calmo, seu rosto tinha alguns pequenos curativos, mas ele estava bem. Abriu os olhos devagar e fez careta quando sentiu a claridade lhe invadir os olhos, suas orbes verdes brilharam quendo uma fina luz de sol o alcançou e deu um sorriso leve assim que finalmente acordou, devolvi o sorriso e tentei me ajeitar na cama mas o albino me impediu.–Não faça esforço, seus ombros podem voltar a sangrar e...– Eu estou bem-cortei-o.–Eu fiquei preocupado, você estava chorando, eu nunca a vi nem ouvi chorar, eu não sei o que aconteceu comigo, só sei que o que eu fiz foi para salvar você.- Levy olhava para baixo e explicava tudo meio embaraçado e mexia os dedos nervosamente.–Não se preocupe, eu chamei por você por que sabia que viria me ajudar.- falei calmamente. Levy iria falar mais alguma coisa mas a porta do quarto de hospital que eu me encontrava se abriu abruptamente e lá apareceu a figura de Seth que entrou na sala em passos longos e rápidos, mantinha o rosto sério e sua postura impecávelmente majestosa.–Espero que esteja bem menina, não podemos ficar muito tempo parados, ainda temos muita coisa para fazer.-A aspereza em seu tom de voz era perceptivel, seus Olhos apresentavam impaciência, ele estava tenso, por isso estava tão sério e áspero, mas o que aconteceu? –Mestre Shigeru estava aqui não estava? É por isso que você está tão tenso?-perguntei, mas o que eu recebi em resposta foi um belo olhar assassino do moreno. –Não é da sua conta pirralha.-vociferou irritado.-O ministro soube de nossa missão e nos concedeu um portal restrito para o Palácio Espectral, isso vai encurtar a nossa viagem.
–Levy, você pode deixar eu e Seth um pouco...a sós?-O albino assentiu e se retirou da sala.Seth me olhava aborrecido, mas aquilo não me deu nem um pouco de medo.–O que você quer?-perguntou um pouco mais calmo.–Por que você está tão tenso? Aconteceu alguma coisa?-Perguntei direta.–Por que quer saber?- preguntou de volta.–Só estou preocupada, você quase nunca fica tenso, e se está agora é porque é algo grave.-Respondi olhando-lhe nos olhos, o mesmo deu um suspiro cansado e se sentou na beira da minha maca, o cansaço era visível em suas pálpebras, por fim bufou e explicou:–Os monstros estão invadindo aos montes Elementary, estão massacrando os povos e as criaturas mágicas, mas têm preferência por magos elementais, eles estão se infiltrando nas cidades e se instalando lá esperando para poderem atacar, os que sobrevivem são escravizados, os soldados que foram tentar batalhar pelas terras não voltaram.–Quantas foram as cidades tomadas? -Perguntei, estremeci um pouco.–Cinco, e tendem a crescer mais.–o que acontece se fecharmos o Portão da Floresta? –Eles são selados novamente lá, e eles não pretendem facilitar o nosso trabalho.Ficamos alguns segundos em silêncio até a porta da sala ser novamente aberta, mas dessa vez quem adentrou a sala foi uma moça de cabelos e pele amarelados, segurava nos braços as minhas roupas, corei ao avistar a lingerie da Hello Kitty e Seth seguiu o meu olhar. O moreno arqueou uma sobrancelha, deu um sorrisinho irônico de lado, sorri sem graça.–Nem questiona.- Falei ainda ruborizada-Me dê...licença por favor! Ele saiu da sala rindo baixo. A enfermeira tirou a agulha da costa da minha mão e colocou lá um pequeno curativo. Peguei minhas roupas e as vesti rapidamente, estavam limpas e intactas, como se fossem novas, refiz a minha trança e saí da sala com a enfermeira ao meu encalço, andamos pelo corredor lotado de "pessoas" feridas, algumas ao me verem sorriram simpáticas e outras apenas se manteram neutras.Levy, Rick e Seth estavam apoiados no balcão da recepção entediados, Seth conversava com Rick sobre algo e Levy brincava com uma moedinha de ouro. Quando os garotos me avistaram vieram ao meu encalço, começamos a andar em direção à saída, Levy veio até mim e puxou assunto, senti que estava meio nervoso, por que o albino não parava de olhar para baixo e mexer os dedos.–V-você atira m-muito b-bem. –Obrigada, eu treino desde os seis anos, meus pais alternavam entre si para me ensinarem, depois que eles...-engoli seco-morreram eu fui treinada junto a Findris numa Pequeno campo com árvores, semelhante a uma floresta, Findris treinou a minha mira e o meu físico, queria que eu participasse de torneios de arco e flecha, mas eu era muito jovem.–Você pouco fala das suas famílias, só sabia até agora que você tinha um amigo chamado Findris e que você queria ir atrás dele. –É um assunto delicado, Findris não era meu amigo, era meu irmão, mesmo que de consideração, ele é alguém especial para mim, ele mudou a minha vida, foi ele que me impediu de me tornar amarga e me ajudou a controlar os meus poderes um pouco.–As vezes eu me pergunto, você...iria ter coragem de...me...q-quer dizer-Atrapalhou-se corado- nos abandonar para ir atrás dele? – pra ser sincera eu não sei, quero mais que tudo encontrar ele, saber como ele está, mas eu sentiria muita falta de vocês, no fundo eu preciso de vocês mais do que eu imagino, amo a sede mais que tudo, alí é o meu lar, o lugar para onde eu DEVO voltar, mesmo com as brigas e tudo mais, alí todos somos iguais independente de quem sejamos.-Falei, olhei para Levy e o mesmo sorria alegre. –Você é a minha primeira amiga-começou-antes de você chegar a minha única companhia eram os livros, meu pai me achava solitário mas eu nunca me importava, até o dia em que...me jogaram na cara que eu era sozinho, o único com quem eu conversava era o meu pai e raramente a minha mãe, ver os meninos em bando brincando e rindo juntos me chateava, e o meu probleminha com o controle do vento não me ajudou em nada, fez com que As pessoas quisessem cada vez mais se afastar de mim. Eu sei por que eu não conseguia me controlar.–Porque então?-perguntei curiosa. –Por que eu estava triste.-respondeu cabisbaixo. –Ainda bem que eu cheguei na parada então, se não, quem iria iluminar o seu dia?-Brinquei. O albino riu de leve e olhou para o imenso céu, suspirou e continuou sua caminhada.–Eu queria ter tido a mesma sorte que você e ter encontrado vários amigos perante o seu caminho, não é difícil te amar, pois você é adorável, mas na medida certa, aposto que no fundo até o Rick adora você. -Falou.–Eu entendo o rancor dele por mim, o ódio devastou o coração dele de modo que ele não consegue diferenciar quem é realmente culpado, para ele todos os Flaming's são iguais, todos são culpados inclusive eu.-Olhei para frente e procurei Rick com os olhos, o mesmo se encontrava junto de Seth a alguns passos à nossa frente, ambos conversavam de seu próprio jeito sério de ser, mas dava para ver um pouco de animação entre eles. –Como você sabe? -perguntou-me Levy curioso.–Porque se fosse comigo eu faria a mesma coisa. No final das contas eu e ele somos muito parecidos, embora tenhamos também muitas diferenças.-Respondi indiferente. –Isso me preocupa!-Falou Levy com um olhar vago.–Por quê? -indaguei confusa.–Se já é difícil aturar UM Rick, imagine DOIS! Eu me suicidava.-Respondeu com uma cara de falso espanto, eu caí na gargalhada e assenti com a cabeça indicando que eu concordava com o que ele tinha dito.–Eu Me jogava de um prédio e ainda gritava:"Me leva Senhor!!!"- Gargalhamos ainda mais.–Tipo isso.-Concordou Levy.–Já imaginou como seria os filhos dele?-Perguntei e o albino fez careta.–Cruz credo, imagine se eles forem iguais ao pai.-Rimos-Quantos você acha que seriam? –Sei lá, uns trinta.-Respondi divertida.–Trinta?-Levy fez uma careta tão espantada que deu dó, mas eu comecei a rir.–Sim, ele é um desocupado, não vai ter nada de melhor para fazer, e não vai ser nem da mesma mulher pelo jeito que ele fica rodando a bolsinha por aí!-Levy riu tanto que teve que se segurar em mim para não cair.–Ah mas já não é segredo nenhum que o Rick é um prostituto.-Comentei risonha.Os risos de Levy chamaram a atenção dos dois morenos à nossa frente. –Posso saber do que vocês tanto riem?- perguntou Rick curioso. Levy já estava vermelho de tanto rir e quando avistou Rick começou a gargalhar mais ainda ao ponto de chorar de tanto rir.Rick estava com a cara de poucos amigos de sempre, já Seth nem sequer se atrevia a se intrometer ba conversa.–Ora, branquelo desenbucha!-A irritação era nítida em seu timbre de voz, mas Levy nem sequer parou de rir ou se deixou intimidar.–Vamos continuar o caminho, já estamos quase chegando.-Proferiu Seth para acabar com o clima tenso que se instalou no local. Continuamos a caminhada em silêncio, daí lembrei da minha mochila, daí eu percebi que todos estavam sem bagagem alguma.–onde estão as nossas coisas?-Perguntei para Seth. O moreno de kimono negro Continuou sua caminhada, nem se virou para responder-me a pergunta.–As selei em um pergaminho para aliviar o peso já que ninguém além de mim está em ótimas condições, principalmente você, já que está com três furos em cada ombro, emfez uma transfusão e ainda ficou um tempo no soro.- Me senti tão fraca e inútil com a resposta de Seth que me calei pelo resto do caminho. Eu sou muito fraca, mal me dei conta de uma batalha, imagine das que estão por vir, mas agora não é hora de se arrepender.Paramos súbitamente ao chegarmos em um beco sem saída, Seth retirou do interior de seu kimono um pedaço de papel, o leu e tornou a guardá-lo dentro da vestimenta, olhou para trás e andou apressado em direção a parede.Seth estava louco? Ele queria quebrar a cara na parede?Mas para a minha surpresa ele a atravessou, Rick arqueou as sobrancelhas e repetiu o ato do mais velho. Sobramos somente eu e Levy, nos entreolhamos nervosos, até que eu segurei sua mão. –Juntos?-Perguntei.–Juntos!-E assim atravessamos a parede. Nunca desejei tanto não ter feito isso.
Notas finais
Comentem sábagaça, ñ vai cair o dedo de vcs, quanto mais comentarios, mais rapido eu posto.
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