O Legado da Fênix
7 A missão
Notas iniciais
Desculpa a demora, mas tem um cap novo agr então: boa leitura.
–O que? Esta maluca Hazel? Nunca que você vai pra lá, é perigoso demais, eu que sou uma adulta e sacerdotisa quase não volto viva, imagina uma criança de 12 anos!-Exaltou-se Violetta.
–Eu jamais daria permissão para tal coisa, além disso, o assunto não lhe diz respeito. –Comentou Mestre Chang.–Desculpe senhor, mas eu ouvi Violetta falar o nome de meu pai no meio da conversa, e que os bárbaros estavam à procura de um pergaminho que pertencia a ele, e tudo o que diz respeito a minha família diz respeito a mim. -Falei claramente.–Escuta aqui garota, isso não é uma daquelas aventuras que você lê naqueles livrinhos da biblioteca, há mais chances de você sair morta nessa missão do que viva, isso vai muito mais ale do que essa sua cabeça oca pode imaginar, por que isso pode não parecer, mas é real. -Vociferou Seth irritado.–Por mais que não pareça eu sei onde estou me metendo, tenho total consciência de que posso morrer, você deixou isso bem claro no dia em que eu cheguei. –Seth me fitava visivelmente irritado por minha tamanha petulância. –Além do mas, eu sei o que tem dentro daquele pergaminho e o porquê dele ter sido escondido.A informação deixou todos interessados, porem Mestre Chang foi o primeiro a falar:–Como você sabe, conte-nos tudo o que sabe.–Só conto se vocês me deixarem ir à missão. –Propus.–Sem chance, não vou mandar uma criança para aquele lugar, ainda não fiquei louco o suficiente para isso. -Exaltou-se Mestre Chang.–Se você ao menos quisesse me ouvir... –Iria continuar, porém Violetta me agarrou pelos ombros e vociferou furiosa para mim:–Você não vai para aquele lugar NUNCA! Está me ouvindo? Vá para o seu dormitório e só saia de lá com uma ordem minha! Me desvencilhei dos braços de Violetta e cambaleei um pouco para trás por causa do susto que o tom de voz dela me deu. Naquele momento eu senti uma raiva enorme crescer dentro de mim.–Não... –Murmurei baixinho.–O que?-Indagou Violetta.–Não!–Falei num tom mais alto e mais convicto, ergui minha cabeça e encarei Violetta. – Eu sei o que esta acontecendo desta vez Violetta, enguanto você estava em missão eu treinava e estudava como uma condenada, eu descobri o que tinha no pergaminho por quer vi o meu pai escrever e o usar quando tinha três anos, eu não sabia que o que ele estava fazendo era magia e nem sabia o que era, ele disse para mim um dia que iria me marcar com o símbolo do pergaminho, e que quando eu crescesse era para mim ir atrás dele e tomar sua posse. É por isso que eu quero ir nesta missão, por que o pergaminho pertence a mim, e só eu posso destruí-lo.A tensão dentro da sala era gigantesca, Mestre Chang parecia confuso quando eu lhe contei a historia, era verdade, eu me lembro daquele dia, meu pai e eu passeávamos pela floresta, daí eu encontrei no chão um passarinho morto. Como qualquer outra criança eu comecei a chorar, papai tentou me acalmar mas em vão, , até que ele tirou do casaco um pergaminho e uma caneta, começou a desenhar uns símbolos estranhos neles e depois o jogou em cima do passarinho, proferiu algumas palavras que eu claramente não entendi, em seguida ele retirou o pergaminho e a ave, antes morta agora estava de pé, mais viva do que nunca, papai estendeu o dedo e o passarinho pulou em cima dele e com um impulso bateu as assas e voou, seguindo o seu rumo. Foi nesse dia que o meu pai desafiou a morte. Ele trouxe de volta a vida que pertencia à morte, ele criou algo que desfiou as leis da realidade e da surrealidade, tecnicamente brincou de Deus.–Vá!-Proferiu Mestre Chang. –Vá para o seu quarto...–Mas o que... –Murmurei porém fui cortada.–Pegue suas coisas e volte para cá, faça o mesmo Seth, e Black, quero que chame para mim mais duas pessoas.Sorri vitoriosa e sai da sala, fui em direção ao meu dormitório e peguei uma mochila, coloquei nela o necessário e voltei para o templo, quando voltei para a sala me surpreendi, as duas outras pessoas eram Levy... e Rick. Passei um tempinho tentando assimilar a logica do Mestre Chang, ele chamara Levy logicamente pela inteligência a Rick porque ele era um elemental de ferro, logicamente ele era um bom espadachim e um bom ferreiro nas horas que precisássemos de armas novas, seria de grande ajuda, e pra completar tinha Seth, o garoto prodígio, ele era um mestre ótimo e especializado em magia, seria o nosso guardião protetor caso houvesse muitos inimigos.–Bem, creio que vocês já saibam por que estão aqui, portanto vou poupa-los de explicações. –Falou Mestre Chang, Violetta se remexeu em sua cadeira e fez uma breve careta de indignação.–Chang, pense bem, são apenas crianças!–Exasperou-se Violetta. –Jack, vai mesmo deixar seu filho caminhar para a morte? Sem nem mesmo pestanejar?Jack, que até então se mantinha quieto se manifestou:–Eu o deixo ir por que, ao contrario de você Violetta, eu acredito no potencial de minha família e acredito que ele irá voltar. Pude ver de soslaio Levy dar um leve sorriso, já Rick apenas revirou os olhos entediado, Violetta fechou a cara e cruzou os braços derrotada.–Xeque-mate. –Sussurrei e Rick riu.
–Vocês já podem sair, aqui está à chave de portal, desta dimensão. –Mestre Chang entregou a chave para Seth e o mesmo entregou em sua mochila. Todos que iriam partir saíram da sala, eu fui em direção a Violetta e a abracei, e mesma se surpreendeu com tal ato, mas logo retribuiu, antes de sair sussurrei em seu ouvido:–Prometo-te que voltarei.Já fazia algumas que eu, Levy, Rick e Seth havíamos partido, não estávamos mais nas montanhas Sulinas(local onde se encontra a sede).–Seth!-Chamei-o.–Sim. –Onde fica a floresta das sombras?-Indaguei.–Ela é uma dimensão paralela entre Elementary e Ômega, a única maneira de ir até lá é com á bússola dourada, o único problema é que essa bússola é protegida por três guardiões espectrais. –Suspirou. – Vai ser uma looooga viagem.Pouco depois Levy veio até mim.–Você sabe o que tem naquela floresta, não sabe?- Perguntou-me temeroso.–Sim, os pergaminhos de meu pai. –Afirmei.–Não falo disso, falo de outra coisa que também esta naquele lugar. –Murmurei.–O que?–Perguntei confusa.–O caixão em que Ogon foi selado!-Exclamou.–Ah!-Exclamei em entendimento. –Sim, eu sei.–Você não esta com medo?–Não muito, mas tenho certeza que minha coragem irá toda embora assim que eu por os pés naquela dimensão.–Por que vocês não param de conversa como se eu e o Seth não estivéssemos aqui?-Gruniu Rick.–Se não estamos falando com você, certamente é por que a conversa não é da sua conta!-Retruquei.–Tudo o que tem haver com a missão é da minha conta. -Vociferou irritado.–Escutando conversa alheia Adams? Que coisa feia, sua mãe não te deu educação?-Alfinetei.–Não meta minha mãe nessa conversa, mas para responder a sua pergunta, sim, ela me educou muito bem, pena que ela não me ensinou a lidar com idiotas.Fiz uma careta confusa e tornei a lhe alfinetar:–Sua mãe não lhe ensinou a lidar consigo mesmo?Ele rosnou, eu para tirar com a cara dele continuei:–Late cadela!-Dei um sorriso travesso, Levy e Seth abafaram o riso.–Ora sua... –Ele tentou me socar, mas eu rapidamente desviei.–IIIIH! Bicha agressiva. –Debochei.–Ora sua... QUENGA!–Berrou.–Ôh... Olha seu filho se uma gazela saltitante que acasalou com um babuíno, eu não saio por ai vendendo o meu corpo para você me ofender deste jeito! Aliás, eu nunca tive conhecimento de outas virgens... –Retruquei.–Eu sou o que?-Perguntou confuso.–Um caso raro de babuzela!-Afirmei e o mesmo me mostrou a língua.–Então você é uma burrita, filha de um burro que casou com uma catita. –Debochou.Eu tentei ignorar, mas eu fiz algo que com certeza iria irrita-lo. Franzi o cenho em sinal de confusão e pus uma mão atrás da orelha.–Perdão eu não entendi, desculpe mas eu ainda não aprendi o babuzeles!-Dito e feito, ele rosnou irritado, mas logo se recompôs e deu uma breve risadinha.–Tsc! Menina louca... –Murmurou divertido, mas naquele momento foi como se o mundo estivesse parado, flashes e mais flashes da minha infância ao lado de Findris vieram à tona, momentos bons e ruins, todos aleatórios, eu me lembrava de tudo, das brincadeiras, dos sorrisos, dos risos, encrencas, era tudo tão nostálgico que chegava a doer, meu coração se comprimia só de pensar na possibilidade dele estar morto. Institivamente levei a mão ao peito, onde deveria estar o colar que Fin me deu, lagrimas brotaram de meus olhos ao recordar que ele estava perdido, tudo graças ao Rick.Engoli o choro e me encaminhei ao lado de Levy, o único além de Violetta que fazia eu me sentir bem, me senti em casa, a sede era meu lar, Levy e Violetta eram a minha família.–Se ofendeu por causa de duas simples palavras Flaming? Tsc, Tsc, eu espera-va mais de você. –Debochou Rick. -Pelo menos agora eu sei como te atingir. –Riu. –Menina louca, menina louca, menina louca, menina louca, menina loooouuucaaa... –Cantarolava animado.Menina louca... menina louca... menina louca... era só o que ecoava em minha mente, o que eu sentia era um misto de tristeza e puro ódio, eu não via nem ouvia nada, era como se eu estivesse em transe, eu só voltei a realidade por causa do grito de Seth e só então me dei conta da situação: eu havia encurralado Rick em uma arvore, eu estava com uma faca feita de gelo na mão e a pressionava contra o pescoço do garoto e Seth me agarrava por trás me impedindo de machucar Rick, que me olhava assustado.Imediatamente larguei a faca, que caiu no chão e se quebrou em vários pedacinhos, Seth me arrastou para longe de Rick e me fuzilou com os olhos.–Se não aguenta brincadeirinhas bestas então não retruque, saiba que eu não tolero violência entre companheiros de equipe, principalmente se for a minha. -Vociferou irritadiço.Murmurei tremulamente um “me desculpe” para Rick, mas isso só fez com que o mesmo se irritasse mais.–Eu sabia, sabia que você era igual a eles, você pode ter nascido com poderes diferentes, mas possui a mesma aura assassina dos Flaming, o mesmo sangue frio. –Rick praticamente cuspia as palavras com o mais puro nojo impregnado nelas.Pela primeira vez eu me senti com o que ele costumava me chamar: imunda. Sentir-me a pessoa mais suja do mundo, por quase ter matado o meu nem tão querido companheiro de equipe, quase, mas será que eu teria coragem? Será mesmo que eu seria capaz de mata-lo? Não, eu não conseguiria, aquele foi um breve momento insano meu, eu não controlei os meus atos, aquilo foi sem querer, eu não queria machucá-lo. Levy se aproximou de mim e me puxou pelo braço até uma parte um pouco distante de Seth e Rick estavam, ele me olhou nos olhos, como se pudesse ver minha alma, e dessa vez eu pude me aguentar e comecei a chorar, pus as mãos no rosto tentando em vão esconder que eu estava chorando e em meio aos prantos tentei explicar-lhe o que aconteceu, mas as palavras saíram apressadas e as vezes sem nexo, tudo soava desesperado.–Eu n-não queria... f-foi um a-a-acidente... eu não q-queria... não queria.–Shiiiu, se acalme, não precisa chorar eu sei que mesmo que você quisesse jamais o mataria. Eu te conheço. –Levy abraçou-me a afagou os meus cabelos, enterrei meu rosto na curvativa do meu pescoço. Ficamos assim até eu me acalmar, are tão boa a sensação de proteção que Levy emanava, eram poucos aqueles com quem eu me sentia assim. Levy nos separou delicadamente, foi como se a solidão estivesse me agarrado novamente, senti um vazio imenso, senti vontade de chorar novamente só para que ele tornasse a me abraçar, para espantar a minha solidão, para preencher o imenso vazio dentro de meu peito, mas me controlei.–Vamos voltar. –Afirmei já mais calma.–Tem certeza?- Perguntou e eu assenti com a cabeça.Retornamos para onde Rick e Seth estavam e voltamos a caminhar, fiquei o mais longe possível de Rick, a viagem inteira foi silenciosa, apenas os barulhos dos pássaros eram ouvidos, paramos de caminhar somente quando chegamos na capital da dimensão, e como posso dizer? Ela era LINDA! Casas e prédios se espalhavam pelo lugar, as ruas eram feitas de pedras amarelas com desenhos diferentes, lojas que vendiam vários tipos de coisas, restaurantes, e no centro da cidade havia uma estatua, era uma mulher, ela segurava com a sua mão esquerda uma longa espada e segurava com a mão direita segurava uma bola de cristal com algo que parecia uma estrela dourada, usava um longo vestido esculpido em pedra. Aquela era Verbena Goulier, a ministra da dimensão, aquela posição tinha um significado, a espada era a justiça e a bola de cristal com a “estrela” era magia.–Nós vamos descansar agora em um hotel, amanhã nos transportaremos para Pandemônio, a terra das criaturas mágicas e vamos atrás da bússola, entendido?-Explicou Seth, todos assentimos e fomos nos hospedar no hotel mais próximos, fiquei com uma suíte só para mim, pelo fato de eu ser a única menina na equipe. Estava exalta por causa da viagem e meus pés doíam bastante.Joguei a minha mochila na cama e de lá tirei um pijama e roupas íntimas, me direcione ao banheiro e toemi um longo e relaxante banho, me vesti e dormi. Acordei bem cedo no dia seguinte, tomei um banho e fiz a minha higiene matinal, coloquei meu costumeiro uniforme só que desta vez sem o moletom bicolor.Fui para o hall do hotel tomar café da manhã, comi pão com queijo, bolo, leite, suco e tudo o que eu tive direito, afinal, nem almocei ou jantei ontem.Terminei de comer e olhei para o relógio da recepção, eram 6:10h da manhã, como era cedo eu resolvi dar um rápido passeio pela cidade.Caminhei em passos lentos por aquelas ruas de pedras, as lojas estavam abrindo esperando calmamente por clientes, os pássaros voavam no céu e cantavam alegres uma linda orquestra sem maestro, o sol brilhava no céu iluminando a cidade, o vento dançava a melodia dos pássaros e brincava com as folhas e as flores do lugar dando um frescor no clima e balançava levemente alguns fios de cabelos soltos meus, já que o restante estavam trançados e descansavam sobe meu ombro direito.
Algumas pessoas passeavam com pessoas na cidade, ou as levavam para a escola, outras vestiam roupas sócias e iam para seus empregos, mas o que chamou a minha atenção foi um garotinho de mais ou menos cinco anos que choravam em um banco perto de um parque, ele estava sozinho, tinha cabelos azuis e olhos igualmente azuis, usava um tapa olho hospitalar e vestia um conjunto preto e verde com um casaco azul, aproximei-me dele e encostei a mão em seu ombro, o mesmo me olhou assustado.–Por que choras menininho?-Perguntei docemente para acalma-lo.–E-eu me p-perdi de minha m-mãe. –Respondeu e fungou, olhou para mim ainda com um pouco de medo.–Se acalme, não vou lhe fazer mal. Venha, vou lhe ajudar a encontrar a sua mãe. – Estendi a mão para ele e o mesmo segurou e limpou suas lagrimas.–Qual é seu nome?-Perguntei-lhe.–Alexy.–Ok, Alexy. Quando foi que você viu a sua mãe pela ultima vez?–Perto de uma padaria. –Respondeu. –Eu estava procurado uma moeda que eu perdi e acabei me perdendo da minha mãe.–Como ela é?–Ela tem cabelos azul e olhos cor-de-rosa, e ela esta usando um vestido laranja com alguns cintos coloridos.–Relaxe, não vai ser muito difícil encontrá-la. –Sorri para ele e segurei a sua mão.Procuramos por todas as padarias mais próximas, mas não a encontramos, Alexy estava prestes a chorar novamente, ele coçava o olho para disfarçar.–O dia não está lindo Alexy?-Puxei assunto.–Está. –Murmurou desanimado.–Sabe, uma vez eu perdi a minha mãe quando tinha a sua idade, estávamos numa feira e eu me perdi dela, eu fiquei desesperada, mas uma moça me ajudou a encontra-la.–E você a encontrou?–Não, nos cansamos de procura-la e eu fui pra minha casa, pouco depois ela apareceu e me deu a maior bronca, mas pelo manos eu vi ela dinovo.–Então ela pode ter cansado de me procurar e ter voltado para casa?- Perguntou esperançoso.–Bem, eu...–ALEXY! ALEXY!- Berrava uma voz feminina, e uma mulher com a mesma aparência que Alexy havia me dito apareceu correndo em direção ao Alexy, o mesmo correu até ela e a abraçou.–Meu filho, nunca mais faça isso, eu quase morri de susto. –Falava a mulher.–Calma mamãe, eu estou bem, a menina ali me ajudou a procurar à senhora. –Disse Alexy apontando para mim.–Obrigada, minha jovem, eu nem sei como agradecer. –Agradecia a jovem senhora.–Não precisa me agradecer, está tudo bem. –Falei meio sem graça.–Posso ao menos saber seu nome?–È Hazel, senhora.–Então obrigada Hazel, vamos Alexy?-Perguntou segurando a mão do azulado. Sorrindo para mim.–Vamos mamãe, adeus Hazel!-Despediu-se e partiu com sua mãe para não sei aonde.Virei-me de costas para retorna ao hotel quando senti finos bracinhos rodearem as minhas pernas num abraço, me virei para ver quem era e me deparei com Alexy sorrindo para mim.–Obrigada... por tudo!-Agradeceu e corou um pouco, me abaixei para ficar na sua altura e o abracei de volta, baguncei os seus cabelos de leve e disse:–Esse abraço já vale por uns mil agradecimentos. –O soltei devagar e sorri para ele.–Adeus Alexy, vou sentir saudades.–Eu t-também. –Murmurou encabulado e enfim partiu com sua mãe.Quando retornei para o hotel, quem me recebeu foi Rick, que mantinha um olhar irritado.–Onde você estava?-Perguntou-me irritadiço.–Você nunca fica de bom-humor?-Retruquei.–Você não respondeu a minha pergunta.–Na casa do Noé. –Disse calmamente.–NOÉ? QUE NOÉ?-Berrou ainda mais irritado.–Noé da sua conta. –Rick ficou ainda mais vermelho, mas, do nada o seu semblante irritado passou para o de alívio. Pera, como assim alívio? Ele estava com... não, não, isso só poder ser um engano, ele não estaria com... ciúmes?HÁ!HÁ!HÁ, não acredito, mas vou tirar isso a limpo.Dei o meu melhor sorriso travesso e perguntei debochada:–Por que o alívio? Estava com ciúmes Rick?O garoto só faltava se converter a uma pimenta de tão vermelho que estava,–M-mas é c-claro que n-não!-Gaguejou sem graça.–há!ha!ha! sei... –Ri.–Eu só fiquei aliviado em saber que mau amigo Levy não é corno!-Afirmou se recompondo.–Levy não é meu namorado, ele é meu amigo!-Disse calmamente, ficando levemente corada.–Mas o que vocês tanto discutem, hein?-Perguntou Levy se intrometendo.–Nada... de menos. -Falou Rick se retirando.–Vocês nunca se dão uma trégua?-Indagou Levy.–Nunca nesta vida. –Falei divertida. –Vou buscar minhas coisas. –Completei.Subi as escadarias do hotel em passos rápidos, entrei no meu quarto, pequei minha mochila e meu moletom e fui de encontro com a minha equipe.Seth, Levy e Rick estavam tomando café quando os encontrei, Levy mantinha seu costumeiro semblante calmo e levemente entediado, Rick estava como sempre de mal humor e Seth serio como sempre. Sentei-me no único lugar vago e fiquei em silencio, mas fui surpreendida por Seth:–Soube que você saiu sedo hoje e não avisou a ninguém, onde estava?–Eu acordei muito cedo então... fui tomar um pouco de ar, fiz um breve passeio pela cidade e ajudei um menininho a encontrar a sua mãe. –Respondi meio hesitante, Seth é umas das únicas pessoas que conseguem me intimidar. –Da próxima vez que sair sem nos, avise. –Bronqueou o moreno.–Tudo bem. –Murmurei cabisbaixa.Depois que estávamos devidamente alimentados, nos partimos em direção a um edifício antigo, dentro dele havia um imenso balcão feito de mogno e atrás dele tinha um gnomo de vestes elegantes e cabelos penteados, tinha uma verruga estranha perto do queixo e aparentava ser tão mal-humorado quanto Godlyn.–O que desejam?-Perguntou com aspereza.–Quatro permissões para entrar em Pandemônio e a chave de portal de lá. –Pediu Seth.O gnomo murmurou algumas palavras que eu não compreendi e pegou os “passaportes” e os preencheu com alguns carimbos e nos entregou junto com uma chave de prata enfeitada com alguns diamantes. Pegamos a e em seguida fomos puxadas pelo portal, fechei os olhos com a imensa claridade da chave, e quando abri estava de frente para um reino todo, repito, TODO, feito de pedras preciosas.O chão era todo feito de rubi, a grama era da mais pura e brilhante esmeralda, as flores eram tão coloridas quanto um arco-íris, tudo muito lindo e... brilhante. Mais encantador que a cidade, era somente os moradores dela. Fadas, duendes, ninfas, gnomos e outras criaturas tão encantadoras quanto essas, como pessoas feitas de mármore, madeira e até mesmo pedras preciosas.Antes que pudéssemos dar um passo à frente, fomos abordados por algumas criaturas vestidas com armaduras, tinham caras de poucos amigos e um olhar furioso.Senti um frio na espinha com tamanha frieza e fúria guardadas em suas pupilas. Estávamos cercados e eles apontavam variados tipos de armas para nós, um deles deu um passo a frente e brandou em alto e bom som:–O que vocês vieram fazer aqui? Quem são vocês?–Somos magos Elementais desta dimensão, estamos em missão. –Explicou Seth.–Cadê as permissões?-Tornou a perguntar.–Aqui!-Seth entregou seu passaporte, eu e os meninos copiamos o seu gesto e entregamos vossos passaportes.O guarda pareceu se intrigar quando leu a minha permissão, ele me fitou de cima á baixo e crispou os lábios em sinal de descontentamento.Comecei a soar frio com o gesto e a expressão do guarda.–Uma Flaming?–S-sim senhor. –Quase minha voz não saiu.–Filha de quem?-Vociferou calmamente e se aproximou de mim sorrateiramente.–Vexy Lawliet Flaming. –Respondi, a expressão do guarda suavizou e ele sorriu gentilmente.–Então nesse caso, bem vindo a Pandemônio. E desculpem-me qualquer transtorno.Os guardas aos poucos se dissiparam, o guarda que nos abordou nos devolveu os passaportes e partiu.Continuamos o nosso caminho, fiquei meio desligada de tudo até eu ouvir o barulho de vários gritos, gritos de terror.
Notas finais
COMENTEM LOGO SÁBAGAÇA! O DEDO D VCS NÃO VAI CAIR.
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