O Legado Esquecido
5 O segredo no Jardim
Notas iniciais
Na manhã seguinte, enquanto a maioria dos alunos estava no intervalo entre almoço e as aulas da tarde, o grupo se reuniu discretamente nos jardins. O céu estava cinzento, e uma leve brisa carregava o aroma das plantas das estufas próximas.
“Por onde começamos?” perguntou Hugo, ajeitando o cachecol amarelo.
“Lá,” disse Albus, apontando para uma antiga árvore retorcida perto do lago. “Se há algum lugar onde um segredo possa estar escondido, é ali.”
Os nove caminharam até a árvore, examinando o tronco e o solo ao redor. Lily ajoelhou-se e murmurou um feitiço de revelação. Nada aconteceu.
“Talvez seja necessário algo mais antigo,” sugeriu Lorcan. “Feitiços comuns podem não funcionar com magia dessa natureza.”
Lysander ergueu a varinha e murmurou palavras em uma língua desconhecida. Para surpresa de todos, runas brilhantes apareceram no tronco da árvore, pulsando com uma luz prateada.
“Isso é incrível,” disse Fred, os olhos arregalados.
“E definitivamente perigoso,” completou Rose.
As runas formaram um círculo perfeito, e então, sem aviso, uma pequena abertura apareceu na base da árvore.
Lily olhou para os outros, hesitante.“Acham que devemos entrar?”
James deu um passo à frente. “Não viemos até aqui para recuar.”
Um a um, eles se esgueiraram pela abertura, encontrando-se em um túnel estreito e escuro. As paredes pareciam vivas, pulsando levemente sob a luz das varinhas.
“Isso não está no mapa de Hogwarts,” disse Molly, olhando ao redor.
“Porque não deveria estar,” respondeu Albus.
O túnel levou a uma câmara pequena e circular, com paredes de pedra gravadas com mais runas. No centro, havia uma espécie de altar com um espelho de moldura dourada, velho e empoeirado.
“Outro espelho em Hogwarts,” murmurou Hugo, desconfiado.
“Não é como o Espelho de Ojesed,” disse Lily, aproximando-se. “Parece mais... antigo.”
“E mágico,” completou Lorcan.
Lysander tocou a moldura e recuou quando uma voz ecoou pela câmara.
“Os escolhidos devem provar sua coragem e buscar a verdade. Mas cuidado: aqueles que ousam despertar a magia antiga devem estar prontos para enfrentar as sombras do passado.”
A câmara tremeu levemente, e o grupo olhou ao redor, alarmado.
“Alguém tem mais alguma ideia?” perguntou Fred, sua varinha erguida.
“Sim,” disse Rose, olhando fixamente para o espelho. “Precisamos entender o que ele quer de nós. Mas não podemos agir impulsivamente. Isso é só o começo.”
Com essas palavras, o grupo percebeu que estavam apenas arranhando a superfície do que as visões tentavam revelar. A câmara sob a árvore parecia uma peça importante do quebra-cabeça, mas certamente não a última. O tempo estava contra eles, e as sombras de Hogwarts estavam longe de revelar todos os seus segredos.
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