O Legado Do Príncipe (prince's Legacy)
2 Desespero
Notas iniciais
Minha cabeça ainda doía muito.
Já tinha anoitecido quando eu recuperei meus sentidos. Esse era um dos lados ruins de viver afastado do vilarejo: Não há ninguém para te ajudar, quando acontece alguma coisa. Ainda não entendi muito bem, o que foi que aconteceu, e porque a pedra me fez ver aquilo. Estava muito assustado para tentar alguma explicação lógica para aquela visão. Me senti fraco, e incapaz, era nessas horas, que eu sentia mais falta do meu amigo, Star.
Fomos criados juntos, desde muito cedo. Depois da grande explosão no vilarejo, que aniquilou boa parte da população, inclusive os nossos pais, decidimos a nos dedicar ao estudo da magia. Tudo que ele fazia era perfeito: Desde feitiços fáceis, como mudança de forma, até transmutações e leitura de mentes. Eu e o Star, construímos a casa que eu vivo. Ele era um pouco mais velho que eu, então ele sempre cuidou de mim, me ajudava nos meus problemas e sempre me fazia sorrir. Sempre o chamei assim, porque ele sempre foi fascinado pela galáxia e graças a um observador feito pelo Cysero, ele todas as noites, antes de dormir, olhava as estrelas, e sempre que fazia viagens longas, conjurava uma estrela para cuidar de mim. Sua bondade era brilhante, assim como as estrelas.
Quando o Star se interessou pela magia das trevas, logo se tornou tão forte quando um necromante experiente. Mas a sede de vingança tomou conta dele. E esse sentimento ficou tão forte, que saiu para vingar a morte dos seus pais, matando o Nulgath. O seu plano não deu certo, óbvio. Um minion veio me trazer suas vestes, e seu cajado, ambos sujos de sangue. Desde esse dia, eu sempre senti muito a sua falta.
Cambaleei até a cama, e me deitei. Estava tudo girando e acabei adormecendo rápido. Naquela noite, tive um sonho esquisito com o Star. Ele vinha na minha direção e no meio do caminho, caia em um abismo e eu via seu corpo, desmembrado, no chão. Meu corpo estava em chamas, e um par de olhos gigantes, estava olhando pra mim. Conseguia escutar, novamente, as batidas fortes e sincronizadas do meu coração. Novamente, aquela voz, apareceu, dizendo apenas meu nome.
Acordei atordoado, suado e com calafrios. Ainda estava escuro, mas uma luz estava iluminando mais da metade da casa toda. Levanto, e procuro o colar. Era a pedra, que estava brilhando. A porta estava aberta, e o chão estava com pegadas. Alguém tinha invadido a casa. Chequei para ver se tinham levado algo, e tudo estava no lugar. Exceto abaixo do observador, tinha uma folha. Era uma espécie de mapa. Abaixo do mapa, tinha uma frase, que quando eu li, me deu arrepios:
“Siga, para encontrar seus sonhos, ou viva na escuridão para sempre.
S”
Continua...
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