O Legado De Thor
2 Capítulo 1
Notas iniciais
E não esqueçam de me dizer o que acharam
Agora eu estava em uma sala de estar muito iluminada. Todos os móveis que nela se encontravam eram sofisticados e caros. Os divãs e sofás tinham o estofado branco e almofadas bordadas com ouro. As cadeiras eram todas douradas e as mesas deviam ser feitas a partir de madeira extraída das árvores mais caras do mundo.
A sala estava repleta de pessoas usando roupas de festa e segurando cálices e pratos dourados. A música era alta e algumas dessas pessoas dançavam.
Dirigi meu olhar para o canto da sala, onde um homem loiro musculoso usando um terno preto que lhe caía perfeitamente discutia com uma mulher ruiva usando uma túnica branca sem mangas. Ao me ver, ele ergueu o cálice e sorriu orgulhoso. Era Thor, meu pai e a mulher ruiva, era Claire, minha protetora.
Desviei rapidamente o olhar para o meio da sala. Imediatamente eu localizei um lindo garoto moreno e alto, com cabelos pretos e olhos dourados como mel claro. Ele sorriu ao ver e ergueu o cálice na minha direção. Andei até ele.
— Ora, ora vejamos se não é a minha filha de Thor favorita... — ele disse
— Vejamos se não é o filho de Lóki mais galinha de Asgard... — sorri
— Eu sei que você me ama. — ele piscou para mim
— Vá para o Abismo! — falei entre dentes
— Hm, linda e raivosa... Meu tipo de garota... — ele riu
— Toda garota faz o seu tipo Elliot. — falei — Você viu a Raven?
— Ela deve estar por aí se agarrando com o Cody. — ele revirou os olhos — Você deveria fazer o mesmo comigo.
— Quando Hell se casar com o Espírito do Abismo quem sabe? — grunhi e saí em direção ao fundo da sala, onde alguns deuses mais jovens se agarravam. Revirei os olhos. Nunca fui muito fã desses hábitos carnais.
Em um canto mais afastado, sentada em uma cadeira, se encontrava uma estranha, porém bonita garota, de cabelos brancos, usando um vestido longo e negro como ébano. Sua expressão era de puro tédio.
— Raven! — chamei
Ela olhou para mim e sorriu.
O ambiente mudou. Agora eu e a garota de cabelos brancos subíamos apressadamente uma escada de metal em forma de espiral bastante estreita.
— Vamos Jessie! — ela gritou
— Eu estou indo o mais rápido que posso Raven! — falei. Ela revirou os olhos.
Chegamos a um corredor todo feito de aço inoxidável, como aqueles que eu imaginava que haveria em uma estação espacial ou algo do gênero. Lâmpadas fluorescentes de LED brilhavam no teto. O chão era uma grande chapa de metal.
Raven hesitou.
— Você sabe para onde está nos levando não é? — perguntei
— Não. — ela admitiu — Mas essa casa é uma espécie de labirinto, dependendo do corredor aonde entrarmos ele nunca vai nos achar.
— Dependendo do corredor que entrarmos ninguém nunca vai nos encontrar! — esbravejei — Nem a Claire conhece essa maldita casa direito.
— Fica calma Jess, vai ficar tudo bem. — Raven disse aparentemente calma
Revirei os olhos.
— Esse seu positivismo me perturba às vezes.
— E o seu negativismo é super irritante. Eu já não te disse que tudo vai ficar bem no final?
— E o meio?
— Momentos felizes constroem lembranças, já os momentos tristes constroem histórias. Lembre-se de que quanto mais árduo é o chão que você pisa, mais macia será a sua cama.
— Tanto faz. — falei — Para onde a gente vai agora?
— Algo me diz que devemos ir para a direita.
O ambiente mudou novamente. Eu e Raven corríamos de mãos dadas por um gramado. Eu segurava meu diário com a outra mão. Era de noite e mal dava para enxergar algo. Nós nos orientávamos a partir da escassa luz transmitida pela lua e pelos ruídos do batalhão que nos perseguia. Nós tentávamos nos afastar da corja de monstros usando armaduras negras.
Raven soltou minha mão e estancou.
— Jessie, você tem que ir sem mim. — ela disse
— Raven, eu não posso! — falei
— Você pode sim! — ela disse com a voz embargada — Agora eu entendo. Você precisa ir e precisar ir sem mim.
— Eu não vou! — gritei
— Tem uma parte da vida em que todos nós temos que traçar nossos caminhos sozinhos e ninguém pode nos ajudar. E agora é a nossa hora de nos separarmos. — disse Raven — Deixei uma coisa para você na gaveta da escrivaninha... Adeus amiga, até a próxima.
Raven respirou fundo e começou a ir em direção ao exército. Naquele momento eu senti um pânico indescritível, naquele momento eu soube que tudo estava perdido.
No momento em Raven alcançou os soldados e foi amordaçada e acorrentada por eles, eu soube que alguém como eu nunca teria chance. Então eu fiz a coisa mais covarde de toda a minha vida: obedeci Raven.
Eu me virei de costas e corri o mais rápido que pude, segurando meu diário junto ao peito. Naquele momento eu me senti culpada, arrependida e triste... E naquele momento eu sabia que era tarde demais para voltar.
Notas finais
Gostaria muito de saber o que vocês estão achando... E paciência comigo, vou tentar atualizar mais depressa
Bye gente até o próximo capítulo
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