Notas iniciais
Bem pessoal,aqui estou eu de novo!
Com essa nova fic que já estava querendo escrever a um tempo!
Aproveitem ^^

(Aos que conhecem minha fic de Rengar x Nida...Relaxem...ELA VAI VOLTAR O E nenhuma vai atrapalhar a outra,vão ter capítulos normalmente)

“ Papai...Papai...Quem são aquelas pessoas em pé perto dos túmulos ? ”

“ Não tem ninguém ali, meu filho. ”

“ Olha, estão indo embora! ”

“Não fale alto, Yorick!”

O monge despertou de seu breve sono, atordoado com seu sonho, já fazia muito tempo desde que se lembrou de quando era uma criança, ele analisou o local onde estava, Ah...Como se algo estivesse diferente...Ainda estava naquelas terras amaldiçoadas, encostado em um tronco podre que estava caído onde outrora foi uma grande floresta cheia de vida, que agora era apenas um retiro para almas perdidas que repousavam dentro dos troncos das árvores distorcidas e fantasmagóricas.

Ele resmungou, sua realidade o perturbava muito, afinal, ele estava amaldiçoado a viver naquele estado para sempre, um corpo morto, um coração gelado, o peso de centenas de almas corrompidas em suas costas presas à sua capa sombria, porém uma alma pulsante dentro de sí, como uma vela em meio à escuridão infinita de uma noite sem luar. Forçou seu corpo contra a terra abaixo de sí para se levantar, parecia uma tortura ter que realizar tal ação, o seu desânimo era claro. Yorick caminhou um pouco, como uma forma de exercício após uma breve soneca e, antes que percebesse, estava aos arredores do cemitério do castelo do antigo Rei das Ilhas Abençoadas, tal Rei que foi responsável pelo cataclisma mágico que trouxe aquela desgraça.

Ao se lembrar do acontecido, o monge rangeu os dentes seguido de um grunhido mal-humorado. Sua feição que quase nunca esboçava uma reação diferente, estava pior , ele sentia ódio pelo maldito Rei que por egoísmo, condenou seu lar. Em resposta à sua mudança repentina de humor, uma voz feminina e macabra vinda de Yorick o contestou:

— Ele...Foi um nobre Rei... – Disse a Donzela da Névoa, uma das aberrações mais temidas das Ilhas das Sombras e também a aliada mais poderosa de Yorick, e claro... o segundo maior motivo de seu mau-humor constante.

— Ele foi um tirano, um tolo que deixou o egoísmo sobrepujar a razão! – Reclamou Yorick logo em seguida, isento de qualquer paciência ou bons modos.

A Donzela silênciou-se, praguejando em seus pensamentos, a maior arma que Yorick tinha contra os espectros que o rodeavam era sua autoridade, como um ex-monge e também pelo seu dom de nascença, de poder ver, conversar e guiar espíritos perdidos.

O Pastor de Almas caminhava em meio às sepulturas, perdido em seus pensamentos, ele se decidia silenciosamente se ainda valia a pena lutar contra seu presente, já que, não importava o quanto ele procurava uma resposta, ela nunca vinha e só surgiam mais perguntas.

Algo mais a frente o chamou a atenção. Uma sepultura improvisada que, por sinal, ele conhecia muito bem. Não era só mais um de seus antigos trabalhos como coveiro de sua antiga Ordem Religiosa, ou a sepultura de alguém próximo...Era a sua própria...

Quando a Névoa Negra envolveu as Ilhas Abençoadas, Yorick viu todos seus companheiros monges serem corrompidos pela magia profana da névoa e com gritos abafados, terem suas almas retiradas de seus corpos. Cada monge usava um frasco em seu pescoço que continha a água sagrada, retirada direto da fonte sagrada das Ilhas Abençoadas. Essas Lágrimas da Vida representavam o dever dos monges de curar os vivos e guiar os mortos para a luz com seus rituais fúnebres. Naquele momento, enquanto a Ruína tomava conta de toda vida presente, os monges retiravam os frasco de seus pescoços, como se aquilo fosse o motivo de seu tormento, porém quando Yorick sentiu que seus dedos tocavam o frasco em seu pescoço sem ter qualquer intenção, notou as vozes perturbadoras em sua cabeça, o ordenando, convencendo...

“ Vamos...Livre-se disso, seja um conosco... “

“ Nos obedeça! Você não irá se arrepender... “

“ Não se acanhe Yorick... “

Yorick rugiu em um comando firme para que as almas deixassem de uivar para ele. A névoa se contorceu e a escuridão tomou conta dele, o envolvendo.

Horas depois após acordar, os ventos estavam calmos e folhas fantasmagóricas pairavam pelo ar. Sua terra havia se tornado uma versão tenebrosa e bizarra do que foi outrora, algo que era fértil e próspero. Ele não sabia como ainda estava vivo, mas a resposta veio em seguida, quando um notou uma fração da névoa que rodeava as ilhas se aproximar do frasco que brilhava em seu pescoço e logo recuar, como se estivesse ficado com medo ou sido atacada. A água sagrada o manteve vivo...Ou quase, já que sua forma atual era apenas a sombra do homem que ele havia sido a algumas horas atrás. Ele gritou, não por medo ou agonia, mas por dor, uma dor que ele não conseguia explicar, a dor do sentimento de saber que não havia mais lugar para ele no mundo, a dor de saber que ele passou de sagrado para profano. O som de seu grito ecoou por quase toda a ilha, além dos ventos uivantes e do sussurro das almas atormentadas, ele era a única coisa que ainda podia emitir sons naquele local amaldiçoado.

O monge se aquietou, um silêncio que se fundiu à calmaria daquelas terras falecidas, logo depois sentiu uma vibração por todo seu corpo, sentiu que algo ainda estava vivo dentro dele, não estava completamente perdido, um pensamento súbito brotou em sua mente confusa e inquieta pelo momento. Ele não ia se isolar em algum buraco esperando os anos passarem, ele queria agir, ao mesmo tempo que se sentia impotente, notou o imenso poder que adquiriu conforme almas perdidas o rodeavam, falando com ele, sussurrando em seu ouvido...

Por mero instinto, Yorick ergueu seu braço direito, uma luz verde emanou de sua palma, enquanto ele ordenava que todas as almas daquele ambiente onde estava viessem até ele. Um turbilhão negro de almas perdidas o envolveu, crescendo a cada instante, até se desfazer violentamente criando uma forte massa de ar que viajou por vários metros por toda a volta do monge.

Uma sombra pairava sobre suas costas, uma capa feita completamente de almas daqueles amargurados e perdidos, que buscam se alimentar de qualquer ser vivo que encontrarem pelo caminho. Mas ainda não era o suficiente, Yorick passou a caçar e absorver cada alma que via em seu caminho para o interior de sua capa, com o objetivo de aumentar sua força. Ele sabia do seu dom natural de poder conversar e ver espíritos e até mesmo obrigá-los a fazer sua vontade, então passou a criar seu exército particular, prendendo até mesmo a poderosa Donzela da Névoa que por azar cruzou seu caminho a fim de tentar devorar sua alma.

Seus relances de memória terminaram, e ele ainda estava fitando sua sepultura. Novamente sentiu sua alma pulsando, fazendo-o lembrar de seu objetivo. Exterminar cada pedaço da Névoa Negra e trazer sua terra natal de volta. Mesmo que para isso tenha que trazer consigo um pouco do próprio inferno.

Este é o começo da peregrinação de Yorick Mori...

Notas finais
O QUE ACHARAM ? *___*

Comentários por favor u.u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.