O Lado Negro Do Sol
3 Capítulo III
Notas iniciais
Postando nessa hora da madrugada, funcionando a base de muito café e rock, claro. No note, eu já tô com a história até o cap sete, na verdade. Mas eu tô achando que vou readaptar...
De qualquer forma, sem mais enrolação, eu até que gostei dessa parte, é. Enjoy :3
Afinal, a noite que se passara fez mesmo um belo estrago em Nataline. A garota não conseguira dormir muito bem por ficar pensando no que recebera em sua mão, por ficar pensando no beijo que recebera de Giuseppe, ninguém mais que seu Chefe e, certamente, o homem mais poderoso e rico que ela conhecia atualmente. Nem o presidente da França ou dos Estados Unidos, para a menina, poderia ser tão magnífico quanto Lièvre.
Além do quê, quando a antiga Pigeon estava para finalmente pegar no sono, seu despertador tocou. Um barulhento “Highway to Hell”, dos AC/DC acabou por tocar ao mesmo tempo de sons variados. Músicas eruditas, blues, funk americano... De tudo valia como algo para acordar as oito garotas do dormitório 3. Com um humor do cão, Serpent levantou-se e simplesmente gritou para todas as outras garotas que seria a primeira a entrar no banho. Não houve uma que a contradissesse. A não ser Serval.
– Acha que só porque é a queridinha do Monsieur, pode algo. – Provocou a menina, de sua cama, sentada, enquanto observava Nataline. Seu tom era insolente e, por mais que a morena soubesse que Jounett era superior em Cargo, parecia não sofrer medo algum de acabar por ver os frutos de tais afrontas cometidas à loira. – O buraco é mais embaixo, Madame.
A paciência de Nataline, que já não estava muito boa enquanto a menina se preparava para entrar no banho, acabou por ter um fim com as palavras da morena. Todas as outras com codinomes felinos dentro do quarto, se puseram a postos. Sabiam que uma briga entre as duas não seria boa coisa, então, Panthère – a mais alta entre todas – logo se pôs entre o espaço que ficava entre Serpent e Serval, quando a primeira aproximou-se do beliche da segunda e esta saltou dele, com fúria nos olhos e o peito estufado.
– Sem briga! – Gritou Panthère. Era uma mulher com seus vinte anos ou dezenove, ninguém sabia com exatidão a idade das pessoas ali dentro. O tom extremamente branco de sua pele contrastava com a textura de seu cabelo, de tom castanho escuro, mas que não beirava sequer o preto. Ambas as orelhas da garota tinham alargadores e nos dentes, agora cerrados para realmente ameaçar Serval, havia aparelhos. Sua voz era fina, porém, autoritária. Seus braços estavam abertos e ela estava de frente para Serval, sem se importar com o pijama aparentemente ridículo que trajava, sendo este de algo como nuvens num tecido azul. – Deixe a Pigeon em paz, Serval. Você tem mais é que calar a boca e deixar de ser invejosa.
– Vocês são um bando de bajuladoras! – Gritou a menina, depois da fala de Panthère. Empurrou a mesma, enquanto tomava passagem e seguia pela direção de Serpent, que atendia mais pelo animal como a amiga Panthère a chamava, do que pelo novo codinome. Assim que se aproximou da mesma, Nataline não se conteve e precisou pegá-la pelo braço, de forma que apertasse suas unhas de gavião no ombro desnudo da rival. Do jeito que estava, fez um movimento brusco e apenas um barulho de estralo se sucedeu; quando todas perceberam, já era tarde demais. O braço de Serval fora terrivelmente forçando em direção superior a sua nuca, destroncando o ombro da garota rapidamente. Um grito partiu dela e um xingamento também.
Além de várias meninas se amontoando para tirar Serpent, com certa cautela, de cima de Serval, que agora parecia se contorcer tamanha a dor. Todavia, sabia ela, que se a maldita da Jounett estivesse com seu típico punhal, a coisa poderia ser pior.
– Lionne vá chamar Madame Vitanne! – Bradou Once, para uma amiga ruiva que ali havia. Meio que em choque, a figura meio rechonchuda e de belos olhos verdes que fora invocada, correu pela porta, saindo em disparada pelo corredor, mesmo que estivesse com uma minúscula camisola. Logo, a mesma menina voltou-se para Serval e a guiou com cuidado para uma poltrona que havia no quarto, de forma que lhe amparasse o ombro. Panthère puxou Nataline pela mão, enquanto jogava uma coberta por cima de seus ombros e se aproximava do guarda-roupa, pegando a primeira muda de calças jeans que viu, juntamente com a primeira blusa que encontrou.
Em seguida, saiu com Serpent do quarto, sob o olhar incrédulo de outras garotas.
– Você pirou?! – Perguntou Panthère. Ajeitava a coberta por sobre os ombros conforme ia seguindo pelo mesmo corredor de dormitórios onde Lionne saíra há pouco. Olhava o número das portas com atenção. – Você sabe que aquela vadiazinha adora te provocar, Mestra! Ignore-a, Ignore-a!
– Desculpe Beatriz. – Foi tudo que Nataline conseguiu dizer, num sussurro, enquanto seguia atrás da morena, sem saber muito bem o que fazer. Os cabelos negros e bem cortados dela, estes que roçavam a altura de seu queixo, estavam eriçados, mas a menina passou a mão por eles de forma que eles pareceram se organizar. – Mas... Ela me tirou do sério desta vez.
Afinal, a menção do nome de Giuseppe a tornara mais suscetível a toda aquela situação. Serval talvez não soubesse do ocorrido da noite passada, mas, caramba, aquilo tomou Serpent duma forma que a deixou realmente possessa. Não conseguira dormir por causa do Chefe e, certamente, ficaria sem comer por alguns dias também por causa dele.
– Vitanne vai querer matar você e Giuseppe vai lançar um belo dum sermão na gente, por não termos feito, aparentemente, nada em relação a isso! – Panthère continuava resmungando, até finalmente chegar num dormitório com a placa número 7 em sua porta. Seus olhos castanhos pairaram sobre o portal e ela apenas bateu, afastando-o segundos depois. Estavam no dormitório dos caninos, por assim dizer.
A morena então deixou a muda de roupas que havia pegado, em cima de uma das camas que ali havia. O café da manhã na Guilda era sempre assim: primeiro os homens tomavam seus cafés e depois as mulheres faziam o mesmo; não porque Giuseppe achava que os irmãos mereciam mais, mas porque sabia que as irmãs demoravam um pouco mais para se arrumar. Afinal, Bovalier tinha lá algum tato com o sexo feminino.
– Pronto, agora vá tomar seu banho! – Panthère exclamou, gesticulando para a porta que indicava o banheiro que ali havia. – E ande logo, sim?! Vamos até o café dos Capitaines para avisá-los do ocorrido antes que isso chegue aos ouvidos de Monsieur e ele se irrite com você. – Disse ela, suavizando sua expressão. Parou durante alguns instantes, suspirando e procurando se acalmar. Em seguida, correu os olhos pelo quarto e foi até um dos cabides que havia pelas paredes, tirando de lá a primeira toalha que encontrou. – Te vejo depois, pombinha nervosa.
Empurrou a amiga em direção ao banheiro. Nataline nem teve tempo de argumentar e já se viu sendo fechada no cômodo azulejado, ainda meio perdida. Demorou um pouco para digerir, novamente, tudo que havia acontecido e então, trancando a porta, virou-se para o espelho e começou a se despir. Seus olhos cinzentos não conseguiam abandonar a marca que o ferro quente deixara em sua mão, conforme ela ia a mexendo entre sua camisola para tirá-lo. Preferiu usar a ducha a banheira, simplesmente porque decidiu que teria de ser realmente rápida se quisesse estar apresentável para os homens da Guilda, reunidos, certamente, numa mesa cheia de bebida e praticamente um banquete, este que não acontecia somente na parte da manhã.
Depois de uns bons dez minutos, Nataline havia saído do banheiro, enrolada numa toalha. Quando estava para se livrar dela, a porta do quarto se abriu e uma silhueta masculina, que ainda trajava pijamas, apareceu. Era um rapazote com seus vinte e três anos, de pele quase bronzeada e um belo par de olhos castanhos. Seu nariz era curvilíneo e grande, enquanto seu rosto era arredondado e levemente quadrado na região do queixo. Um topete de cabelos castanho-escuro estava completamente bagunçado, também, formulado em algo levemente ondulado. Era Jonathan Bonvier, de codinome Chien*.
– P-Pigeon?! – Exclamou o homem, com as bochechas corando imediatamente ao se deparar com a cena de um ser tão branco quanto leite, envolto numa toalha minúscula, com longas pernas e braços de fora, de cabelos molhados, se tornando mais escuros que o tom loiro original. Pingos de água ainda existiam nos ombros e internos da coxa de Nataline. Mas não que a menina se importasse com a situação em si, afinal. Fora criada por uma prostituta, em meio aos olhares masculinos que existiam em sua casa. Então... Simplesmente se acostumara. – O que está fazendo aqui?!
– Desculpe, mas eu precisava usar o banheiro. Estavam, hm... Ocupadas demais no meu quarto. – Explicou ela, torcendo os cabelos mais uma vez. Observava o rapaz com atenção, quase rindo da expressão dele. – Espero que não tenha se incomodado... Peguei a toalha de algum de vocês, não sei quem. Mas... Não deveria estar tomando café?
Chien demorou um pouco para se repor. Era assassino e golpista, afinal. Não estava muito acostumado a ver um ser de toalha ou sequer desnudo, em sua frente. Então não poderia haver outra reação diante de Nataline.
– Eu... Eu vim pegar meu celular. – Disse o rapaz, que ainda trajava pijamas. Demorou mais alguns instantes até reagir, se aproximar de um dos beliches e apalpar a parte superior deles. Acabou por achar seu aparelho e ainda de costas para a loira, comentou: – Eu ouvi os resmungos da Serval quando eu passei pelo seu dormitório... O que aconteceu?
Nataline sabia que não deveria contar. Mas era Chien. Um dos poucos dentro da Guilda em que a garota sabia que poderia confiar, juntamente com Panthère e Le Renard. Na verdade, eram seus três melhores amigos lá dentro, apesar dos apesares, como se manterem distantes mesmo podendo se falar todos os dias.
– Ela começou a me provocar e... – Serpent começou, crispando os lábios, enquanto procurava pelas peças de roupa e vestia a calça jeans por debaixo da toalha, tomando cuidado para que a parte superior não cedesse e seus seios fossem revelados. – Bom, tudo terminou com um ombro deslocado, eu acho. E mais algumas meninas bravinhas comigo, ou seja, as seguidoras da cadela.
– Em visto de que não é você quem está resmungando de dor por aí... Então é, acho que foi você quem deu jeito na Serval. – Chien riu, virando-se e topando com a silhueta da loira já vestida. Sentiu-se mais confortável, mas não menos encabulado. Era completamente sem tato quando o assunto se tratava do mundo feminino e seus corpos. – Desculpe falar, madame, mas acho que se você não fosse uma das afilhadas do Monsieur, ele acabaria com a sua raça por ter machucado uma irmã.
A loira apenas sorriu, num gesto amigável. Terminou de enxugar seus cabelos, enquanto calçava as meias com as quais viera. E antes que pudesse sair do quarto com a toalha em mãos, deteve-se na porta, olhando brevemente por cima do ombro ao chamar:
– Chien?
– Eu, madame.
– O que você acha da Serval?
– Que ela tem bajuladoras, madame. E que ainda tem muito que aprender.
Depois de toda a confusão matinal, Nataline conseguiu contornar a situação ao falar com Renard que esteve disposto a ajudá-la, falando com Giuseppe o mais breve possível e lhe passando o relatório de provocações que Serval vinha investindo contra a garota, basicamente desde que a morena havia chegado à Guilda. Bovalier custou a deixar aquela situação passar, porque, por ele, simplesmente deixaria as duas presas dentro da Mansão por tempo indeterminado, convivendo ainda mais juntas, apenas para que aprendessem, enquanto faziam outros serviços internos. Mas, ao ver a expressão desprezível de Serpent – que, pela aquela mesma manhã já estava sendo conhecida por aquele mesmo codinome – quando a garota acompanhou o Mestre de Táticas até o escritório do Chefe, não pôde tomar outra atitude que não fosse ceder. A menina tinha potencial e ele sabia bem o que era sofrer com provocações e línguas afiadas; metades das cicatrizes que Lièvre trazia em seu corpo, eram de momentos provocados pelas malditas.
– Apenas espero que isso não se repita. – Foi tudo que o líder da Guilda disse à garota, enquanto ela se encaminhava até a saída do escritório dele, acompanhada de Renard. O mesmo estava, como sempre, portando um pileque qualquer em uma das mãos, mas eram baixas as quantidades de álcool desta vez. – Eu não quero ter de castigar uma ladra como você, Nataline, tampouco uma informante como a Serval. Digo apenas isso.
– Sim, senhor. – Serpent maneou a cabeça, engolindo em seco, enquanto passava na frente do Mestre de Táticas. Sentia-se com a consciência pesada por acabar não sofrendo nenhuma punição imediata, mas a loira sabia que aquilo se tratava do verdadeiro castigo de Lièvre.
Depois de andar mais um pouco, quase chegando ao fim do corredor praticamente escuro, a garota voltou sua atenção para Renard e o pileque que o homem trazia em uma das mãos.
– Desculpe pelo transtorno. – Redimiu-se ela, enquanto afundava as mãos nos bolsos dos jeans folgados. Deixara de mancar fazia um bom tempo, mas é claro que aos olhos minuciosos das enfermeiras, ainda não estava apta a pular por aí. – Só... Precisava me livrar dessa.
– Ahn, tudo bem! – Exclamou o moreno, dando um tapa no ar como se aquilo fosse a coisa mais comum em sua rotina: livrar irmãos da aparente forca. – Você sabe do meu senso de justiça, Pigeon. Sabe que eu entrei nessa Guilda para facilitar a vida de muitos dos pobres que existem aqui, então, me deparar com uma situação onde a única saída que você tinha para tomar as rédeas, era pura e absoluta violência... Bom, me é uma situação cabível para defendê-la. Não pense que isso tem a ver com você ter um par de seios e ser menina. – Riu-se.
De imediato, a garota sorriu. Tanto por ouvi-lo chamando-a por seu antigo codinome, quanto pela brincadeira dele. Aproximou-se dele, envolvendo sua cintura num abraço que logo foi retribuído. Depois de Giuseppe, Renard era como o verdadeiro pai para Nataline; daquele que poderia ser meio negligente, mas quando tinha uma de suas crias ameaçadas, mostrava ao que e por quem veio. Não com a melhor das técnicas, apesar de ser o MDT daquele lugar, já que estava ali para armar esquemas, não simpatizar com tudo e todos.
Mas por mais que ninguém dentro daquela Guilda admitisse... Vez ou outra era bom saber que havia uma aparente família com a qual contar.
Depois dos ocorridos, bem no finalzinho da tarde, a Guilda dos Charlatões, Mestres e Ladrões se encontrava bem parada, até. Os homens de Giuseppe se recolheram aos seus aposentos, enfiando-se na internet ou treinando com seus armamentos nos cômodos específicos a prova de sons. As mulheres se encontravam nos jardins; algumas treinavam também – como Nataline, Panthère e Lionne – e outras, duas ou três, estavam embaixo de frondosas árvores que pareciam nem ter crescido ali, já que a luz do sol era consideravelmente fraca naquela parte da cidade e fazia um frio quase que tenebroso. Os enormes casacos que eram facilmente identificáveis como sendo de marcas famosas comprovavam o fato; as pessoas enluvadas e todas empanturradas com panos, não poderiam negar. Assim como jamais poderiam discordar de que o inverno era a melhor época do ano. Tanto para se viver, quanto para arrumar briga, roubar ou simplesmente subir e aumentar, se tornar ainda mais grande com o status que sua Guilda, Clã ou Família poderia ter.
Dependia apenas de um único fator: Com quem você buscaria por isso.
O Clã de Borgonha, uma família rica de mafiosos italianos que chegara aos arredores franceses há boas duas décadas, acabou por se tornar o pior inimigo dos Charlatões, Mestres e Ladrões, uma vez que o Clã do Arrebatamento falira completamente.Os Borgonha, cujo o chefe DeVito Borgonni era um antigo conhecido e inimigo de Giuseppe Bovalier, ou seja, onde um estivesse, o outro estaria atrás, apenas por questão de honra. Não foi diferente quando Serval, ao final daquela aparente tarde calma, chegou da cidade, mesmo que com o braço enfaixado, trazendo notícias.
– Seus preguiçosos das bundas gordas, que tal escutarem o que eu tenho para lhes dizer? – A morena já chegou causando rebuliço, ao se postar nas entradas dos jardins. Demorou um pouco até que todos prestassem atenção na figura rechonchuda vestida toda de preto, mas logo Renard surgiu atrás dela, junto com Chien e Vauteour. As facas em suas mãos indicavam que estavam treinando pelos outros pátios também. – Banco Capitaine Francês, vinte e três horas, logo após seu fechamento. Os Borgonha vão tentar um assalto, mas estão em cerca de quinze homens, não tão fortemente armados. Aliados dos Benfeite estão em total decadência como eles. Policiamento baixo, já que é dia de festa movimentada ao Oeste da França. Quinhentas mil pratas em jogo, sem tirar o que mais tiver nas roupas imundas daqueles Borgonha.
Renard que estava logo atrás dela mudou totalmente sua expressão ao terminar da fala da garota. Pousou a mão gentilmente sobre o ombro de Serval, afastando-a para o lado enquanto Chien e companhia seguiam atrás do homem. Pararam perto das árvores onde as outras mulheres repousavam, somente para darem espaço ao Mestre de Táticas.
– De qual fonte isto procede, Serval? – Perguntou o homem, meio desconfiado, embainhando sua faca numa capa de proteção anexada ao cinto em forma de caveira que portava.
– Das mais confiáveis, senhor. – Respondeu ela, prontamente, apenas assentindo com a cabeça ao tornar o tom bem mais suave. Já não era segredo para ninguém que a morena tinha lá sua queda pelo tal Granville. – Sabe que não posso dar ou citar nomes.
O homem parou durante algum tempo, roçando a mão na barba por fazer que trazia em pequenas falhas no queixo e nos maxilares. Correu os olhos pelos jardins, como se estivesse procurando por algo ou alguém. Suas órbitas pararam e demoraram-se em pelo menos umas dez pessoas, de quase trinta que haviam por aqueles arredores.
– Grandel! – Exclamou ele, por fim, erguendo o braço para uma silhueta aparentemente distante. Um rapazote esbelto e de madeixas platinadas acabou por se revelar no meio da multidão. – Vá preparar o armamento e avisar o Monsieur! Quero cinco assassinos e sete irmãos em formação, agora! Três ladrões e dois batedores. Todos no hall de entrada, vestidos, agora!
Bom, outro rebuliço estava armado. Um plano já se estendera na cabeça do veterano das batalhas na Guilda, mas ele não estava muito certo disso. Aquilo, aos olhos já treinados e mente desconfiada de Renard, estava lhe parecendo fácil demais. Por isso, o recrutamento de assassinos fora feito. Mortes seriam causadas se aquilo fosse mais que outra emboscada qualquer; os ladrões... Bom, precisaria de alguém para liberar os cofres e acabar por saqueá-los, não? O esquema já estava pronto. Só teria de repassá-lo no hall de entrada. Teria pelo menos umas sete horas para organizar tudo e escolher a dedo quem iria com ele ou não. E antes que pudesse sair definitivamente dos jardins, fez sinal por cima do ombro para chamar duas pessoas em especial:
– Serpent e Panthère... Vistam-se. Você principalmente, Nataline. Vai ser uma boa oportunidade de usar as luvas de couro que lhe dei, para tentar escalar seu precioso Grandello Grandiose.
Ah, o maravilhoso e mais inabitado castelo de toda a França! Desejo de escala que partia de Jounett com todas suas forças. Ficava ao lado do tal Banco e, num bom ângulo, simplesmente conseguiria entrar neste, por cima. Automaticamente, com tais pensamentos, os olhos da menina brilharam, enquanto ela guardava as pulseiras de proteção e seus punhais, facas, canivetes, tudo que havia usado naquela sessão de treinamento. Definitivamente, aquela era sua chance de ouro.
E de forma alguma, iria arruiná-la.
Notas finais
Nessa parte da fic eu citei o povo do RC, do meu grupo nos dollars. Estes foram: Bree, Raikawaii (*¬*), e como sempre, esse Duskam cachaceiro aí. Espero que tenham identificado seus respectivos personagens, você principalmente, Beatriz Ò_Ó
Por ora, é isso. A treta no Banco vai ser feia, é só o que posso ir adiantando...
Significado das frases/palavras:
Chien: Cachorro.
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