O Lado Bom Da Vida
27 Capitulo 26 - Quem é Johnson O'Brein?
Notas iniciais
P.O.V Anastácia.
No dia seguinte, acordei no meu apartamento, me arrumei o mais rápido possível e tomei um café. Saí do apartamento bem na hora que Kate tinha acordado — só deu tempo de gritar "bom dia Kate" antes de fechar a porta e sair correndo. Queria aproveitar o máximo do dia com Chris. Desci as escadas em dois em dois e peguei um táxi.
Encontrei os Grey's saindo de casa para trabalhar, ambos me deram bom dia e um sorriso. Fui para a cozinha preparar o café-da-manhã de Chris e encontrei Taylor tomando um copo de suco de laranja e comedo algumas rosquinhas.
– Ei, Taylor, bom dia — peguei algumas laranja e comece a espremê-las.
– Bom dia Ana — disse ele.
Termine de fazer um suco e preparei um pão de forma com manteiga para Chris.
– Ele já acordou? — perguntei quando estava tudo preparado.
– Sim, acordou agora pouco...
– Vou levar o café-da-manhã pra ele.
– Okay. Te vejo mais tarde.
Sorri para ele e fui na direção do quarto de Christian. Abri a porta e encontrei ele deitado na cama, me olhando com os seus olhos cinzas penetrantes.
– Bom dia Chris — me aproxime dele — Preparei o seu café-da-manhã.
– Parece maravilhoso — sorriu para mim — Ah, bom dia Ana.
Me aproximei e o beijei.
Chris tomou todo o suco e ajudei ele comer o pão. Chamei Taylor para tirar ele da cama e colocar na cadeira de rodas e nesse intervalo fui para a cozinha e lavei toda a louça. Depois que eu terminei de arrumar a cozinha, fui para a sala e acabei encontrando os dois sentados no sofá discutindo qual filme colocar. Mas eu não queria ver o filme, queria falar sobre a viagem — a qual aconteceria daqui uma semana. Reservei o Rancho por uma semana e as três passagens de avião.
– Ei, vocês estão empolgados? — perguntei me sentando no sofá, ao lado de Chris.
Ambos me olharam torto.
– Estou empolgado Ana — disse Chris — Mas, eu tenho a leve impressão que você está mais. Não é mesmo, Taylor?
Taylor solta um risinho.
– É, Ana está muito empolgada — Taylor diz.
– Ei, e por falar nisso, eu acabei de me lembrar de uma coisa — olho para Chris — Você não fizeram mais apostas, não é?
Ambos fazem aquela cara "Como você pode pensar assim de mim?".
– Então... — insisti.
– Claro que não, Ana — responde Taylor — Nunca mais fizemos aquilo. Sabemos o quanto aquilo de magoou e não quero fazer você passar por isso.
– É Ana. Sério- diz Chris.
Cruze os meus braços e fiz cara feia pra ele.
– Se eu descobrir — aponto o dedo para os dois — Vocês estão fritos na minha mão.
– Okay.
–Okay — ambos disseram juntos.
Olhei para a televisão.
– Eu só queria falar sobre a viagem — eu disse baixinho — Ontem vocês pareciam bem empolgados.
– Mas eu estou! — retruca Chris.
– Eu também! — diz Taylor.
– Mas não parece!
– Só não estamos demostrando a empolgação — se defende Taylor — Estamos nervosos também, faz muito tempo que Chris e eu não saímos de casa para fazer um viagem longa.
Argh, porque eu não pensei nisso antes?, penso comigo mesma.
– É, vocês estão certos — eu disse.
– Tudo bem — diz Chris — Agora vamos ver um filme?
– Mas nós precisamos arrumar as malas, separar algumas coisas e...
– Ei, ei, ei calma! — diz Taylor me cortando — Se acalme, temos mais seis dias para fazer isso.
– Mas e se não der tempo e...
Eu já estava ficando desesperada.
– Ana, vai dar tempo — Chris diz — Se acalme, tudo vai dar certo.
– É, relaxe. Tudo em seu devido tempo.
Eles estão certo. Sempre estão certos. Mas eu estava com medo de algo desse errado e eu não conseguir achar um jeito de concertar. Mas se eu continuar pensando assim eu vou ficar louca de preocupação antes do tempo! E não era isso que eu queria.
Eu só queria que essa viagem desse tudo certo e que nada falhasse.
Acabamos escolhendo um filme de drama — bem no estilo de Chris — e ficamos a manhã toda vendo o filme.
* * *
Á tarde, alguém tocou a campainha da porta da frente. Eu estava no sofá e dei um pulo quando eu ouvi tocar. Olhei em volta assustada na procura de alguém — Taylor estava no banheiro ajudando o Chris fazer as suas necessidades — mas não encontrei ninguém. Me levantei e fui ver quem era.
Abri a porta e encontrei um homem de terno escuro e com uma maleta na mão.
– Ah, não... hã... não recebemos Testemunhas de Jeová aqui — disse firmemente, fechando a porta quando o homem começou a protestar.
– Não, não — ele tem uma voz grossa — Eu estou aqui para falar com o Sr. Grey.
– Ah, me desculpe — eu disse — Ele está no trabalho. Volte mais tarde.
O homem me olhou confuso.
– Ah não...me desculpa — ele ajeitou a sua gravata — Eu estou aqui para falar com o Christian Grey.
Arregalei meus olhos e fiquei paralisada. Durante todo esse tempo que eu estava trabalhando nesta casa, nunca — eu digo nunca — alguém apareceu querendo conversar com o Christian.
– Deixei ele entrar — disse Chris, surgindo atrás de mim — Pedi para que ele viesse — Mas eu continuei para na porta, impedindo que esse homem entrasse — Está tudo bem Ana, ele é só um amigo.
Como? Um amigo? Aqui na sua cama? Por quantas horas eu dormi? Você nunca me contou que tinha um amigo?
Olhei para o Christian com os meus olhos arreglados. Você disse amigo? pensei.
O homem deu um passo adiante mas eu continuei parada. Ele estendeu a mão e me cumprimentou.
– Johnson O'Brein — disse ele.
Estava prestes a dizer mais alguma coisa, mas Chris pôs a sua cadeira entre nós, cortando qualquer tipo de conversa.
– Vamos conversar no escritório de minha mãe — disse Chris — Ana, por favor, pode trazer duas xícaras de café?
–Humm.. certo.
Sr. Obrein sorriu de uma forma estranha para mim e olhei cara feia pra ele. Segui para a cozinha preparar as duas xícaras de café — eu juro que queria colocar veneno no café do Sr. Obrein mas acabei não colocando. Minutos depois, entrei no escritório da Sra. Grey com a bandeja na mão. Coloquei em cima da mesa, peguei uma xícara e coloquei na frente do Chris. Se o Sra. O'Brein quisesse, ele mesmo pegaria a sua xícara. Eu não era a empregada dele.
Pode parecer uma coisa infantil mas eu não estava com uma boa impressão do Sr. O'Brein. Alguma coisa iria acontecer e Chris não queria me contar. Olhei feio para ele.
– Ah, Ana pode nos dar licença? -pergunta Chris — Queremos ficar a sós.
Fiquei encarando ele por alguns longos segundos. Ele nunca havia me excluído de nada antes. Fiquei um pouco magoada.
– Bom, vou me retirar.
– Obrigado, Ana.
– Mais alguma coisa?
–Não, obrigado.
– Tem certeza?
Eu não queria sair do escritório.
– Ana, estou bem. Por favor, se retire.
Bufei mas acabei saindo do escritório.
O Sr. O'Brein ficou por mais de uma hora. Executei as minhas tarefas, depois fiquei na cozinha pensando se eu tinha coragem de escutar a conversar por trás da porta. Infelizmente, eu não tinha essa coragem. Comi um pacote inteiro de biscoitos recheados e um copo de suco.
Ele não parecia um médico. Poderia ser um consultor financeiro mas de algum modo ele não tinha exatamente o ar de quem desempenha esses tipos de funções. Fiquei mais preocupada. O que os dois estavam conversando? Cadê Taylor quando eu mais preciso dele? Aonde ele foi?. Fui até a sala e olhei pela janela. Sr. O'Brein tem um BMW novinha. Seu reluzente modelo executivo não era o tipo de carro que um fisioterapeuta usaria. Que estranho, pensei.
Segundos depois, eu ouvi a porta do escritório sendo aberta e corri para o corredor.
– Ah, Ana você poderia me mostrar aonde é o banheiro? — pergunta Johnson O'Brein .
Mostrei o caminho em silencio. E fiquei inquieta até ele aparecer de novo.
– Bom, até depois Ana.
Ele vai voltar aqui?, pensei comigo mesma.
Ergui uma sobrancelha em resposta.
– Obrigado por ter vindo, Johnson — disse Chris — Eu espero respostas.
Respostas? Pelo o quê?, pensei. Isso está muito estranho.
– Devo entrar em contado no final de semana — disse Sr. O'Brein.
– Ah, poderia ser um pouco mais cedo? -pergunta Chris.
– Hã.. Claro. — disse Johnson — Entro em contato daqui a dois dias então.
– Obrigado, de novo — disse Chris. — Ah, me manda as respostas por e-mail. É mais seguro.
O que ele quis dizer com isso?
– Sim. Como quiser Sr. Grey.
Abri a porta da frete pra ele, enquanto Chris seguia caminho oposto, segui o homem pelo jardim e disse, alegremente (na maior falsidade):
– O senhor tem um longo caminho de volta?
– Venho de Port Angeles, infelizmente. Só espero que o trafico não esteja muito ruim a essa hora da tarde.
Pois eu desejo que esteja, pensei.
– Um longo caminho.
– Sim. Obrigado pelo o café senhorita...
– Steele. Anastácia Steele.
Ele parou e me olhou por um instante, me analisando.
– Ah, Stra. Steele — disse ele — Obrigado de todo modo.
Ele pousou a pasta com cuidado no assento de trás do carro, entrou e foi embora.
Mais tarde, quando estávamos no jardim do fundo, eu disse que iria no banheiro. Mas acabei encontrando o notebook de Taylor em cima da mesa de jantas, pegue e saí correndo por banheiro. Me tranquei lá dentro. Sentei-me na privada e liguei o notebook.
Digitei "Johnson O'Brein" e "Port Angeles", no Google. Informação é poder, Christian Grey, disse eu, silenciosamente.
E com isso, eu acabei descobrindo quem era Johnson O'Brein.
Fale com o autor