O Lado Bom Da Vida

20 Capitulo 19 - Orquestra Sinfônica.


Notas iniciais
OLÁ MEU AMORES DE MY CORAÇÃO!! Voltei com mais um capitulo quentinho par vocês. E, eu só quero dizer que chegamos a 442 comentários, 210 acompanhamentos, 52 favoritos, 13 recomendações e 18.184 visualizações. Eu só tenho que agradecer vocês, muito mesmo, estou pulando de alegria aqui . AMO VOCÊS DEMAIS!!!!!!! ♥ ♥ ♥ ♥ Se não fossem você, eu não estaria aqui hoje comemorando isso, só tenho que agradecer cada um! CADA UM MESMO. Se eu pudesse compraria uma coxinha pra cada um ♥ (Porque Coxinha é VIDA) Então, muuito obrigada e boa leitura!

No dia seguinte, na hora do almoço, estávamos eu, Christian e Taylor, sentando no sofá discutindo qual filme ver hoje. Esquento eu dava colheradas de comida na boca de Chris, Taylor recitava a lista de filmes que eu fizera mais cedo.

– Humm... Titanic? — pergunta Taylor.

– Eu não quero ficar mais depressivo do que eu já estou — comentou Chris, quando engoliu toda a comida.

Olhei de cara feia pra ele.

– Christian Grey, para de dizer bobagens! — eu o repreendi.

– Bobagens? — pergunta ele — É, deve ser muita bobagem ficar sentando o dia inteiro nessa maldita cadeira.

– Argh, você é um pé no saco! — me levantei do sofá , peguei os pratos sujos e segui caminho para a cozinha.

– E você é uma chata! — ouço o grito de Chris na sala.

Acabei revirando os olhos.

Eu sei que ele estava só brincando mas ele não entende o meu lado da situação. Eu estou fazendo de tudo para ele mudar de ideia. Chris não entende que eu tenho um apego muito forte por ele e, que eu não quero que ele morra. Só de pensar nessa palavra, o meu corpo inteiro se estremece.

Não quero que Christian Grey me deixe sozinha nesse mundo. Eu quero viver o resto da minha vida ao lado dele, cuidando dele, ajudando ele a superar toda essa dificuldade. Mas, Christian é tão depressivo... tão sem amor na vida.
Quando eu terminei de lavar toda a louça suja e voltava para a sala, para descobrir qual filme os dois tinha escolhido ,ouço a voz de Taylor:

– Você não pode dizer essas coisa para Ana, Senhor.

– Porque não? — Christian pergunta.

– Porque ela está aqui só para te ajudar — comenta Taylor — Ela está deixando de viver a vida dela, para viver a sua Christian. Ana, só está tentando te ajudar.

Obrigada Taylor, por me defender. Agradeço em pensamento.

– Eu não pedi ajuda de ninguém — ouço a voz de Christian se elevar num tom mais alto.

– Mas você precisa de ajuda e sabe muito bem disso — comenta Taylor — Agora, escolha um filme logo antes que Ana chegue.

Respirei fundo e tentei excluir essa parte da conversa da minha mente.

Christian iria me aguentar por bem ou por mal. Eu iria ajudar ele com todas as minha forças.

– Vocês já escolheram o filme? — perguntei quando cheguei perto deles e me sentei no sofá, ao lado de Christian.

– Ainda estamos escolhendo — disse Taylor.

Bufei e me encostei no sofá.

– Ana, tudo bem? — pergunta Chris.

– Tudo nuuuma boa — notei o tom de ironia na minha voz.

– E depois você me diz que ela não é uma chata — comenta Chris tão baixo pra Taylor, ele pensa que eu não ouvi.

Reviro os olhos e acabo soltando um risada.

– Já escolheram? — pergunto.

– Sim, Ana — disse Chris — Vai ser....humm, estou em duvidas.

– Em quais filmes ? — pergunto.

– Guardiões da Galaxia e Jogos Vorazes — murmura ele — São uns filmes bom que estão saindo agora, gostei da sinopse de cada um deles.

– Qual você escolhe, Taylor? — pergunto olhando pra ele.

– Fico com o primeiro — disse — Guardiões alguma coisa.

– Também escolho ele — dou de ombros.

– Então, coloca esse filme no DVD — pede Christian.

Foi o que eu fiz. O filme começou, perguntei pro Chris se ele estava confortável que o mesmo acabou dizendo que sim. Me encostei no sofá e aproveitei esse tempo de silencio.

***

Mais tarde, Christian e eu estávamos discutindo. Eu queria que ele fosse num concerto de música que estava acontecendo na cidade mas, como sempre, ele é teimoso demais.

– Você é um grande esnobe, Christian.

Eeeeeu?

– Você sempre se recusa a sair porque está sempre preocupado com o que as pessoas vão pensar de você — senti a minha voz se elevar.

– E você acha que elas não vão pensar nada sobre mim ?

– Claro que vão pensar, Christian Grey! — gritei — É isso o que todos fazem, pensam mas não digam nada. E sabe porque? Porque eles sabem o quanto é difícil estar numa cadeira de rodas. Ah, e quer saber ? — ergui as minha sobrancelhas — Você tem que aceitar do que jeito que você é, não adianta nada ficar se lamentando da vida pelos os cantos da casa! Aceita Christian.

Ele ficou em silencio e me encarando, enquanto ele absorvia todas as aquelas palavras. Ele engoliu em seco, fechou os olhos por um momento, respirou fundo algumas vezes e, por fim, ouço ele dizer:

– Okay, Anastásia. Eu vou.

Dou alguns pulinhos de alegria e abraço ele.

– Meu Deus, você é uma chata mesmo.

– Você diz isso o tempo todo.

***

Olhei no Google Maps o endereço do evento. Ficava a cinquenta minutos de carro. Tive uma ideia ótima de ligar antes e pedir a informação sobre o estacionamento para deficientes físicos e a melhor maneira de conduzir Christian para dentro do evento. Eles reservariam lugares para nós na primeira fila, porque aonde ficava os cadeirantes e , eu me sentaria numa cadeira dobrável ao lado dele.

Ela até perguntou se eu gostaria que alguém nos encontrasse no estacionamento para ajudar a chegar aos nossos lugares. Com medo de que Christian fosse achar ruim e acabar desistindo de ir ao evento, eu acabei recusando. Disse que agradeceria muito mas eu estava levando uma pessoa a mais — que nesse caso seria Taylor.

Depois, eu comunique a Sra. Grey sobre aonde iriamos hoje a noite.

– Ana, ele demora mais ou menos uma hora para prepara-lo — disse Sra. Grey.

– Ah, e é incrivelmente entendiante — comenta Christian.

Reviro os olhos pra ele.

– Eu faço o que for preciso, só me dizer como — dei o meu melhor sorriso.

– Diz a pessoa que fica desconfortável ao ver alguém nu — ironiza Christian.

– Eu não fico desconfortável — me defendi.

– Ana, você é a pessoa que mais fica desconfortável ao ver um corpo humano nu. Parece que você acha que vai sair algum tipo de reação química do corpo.

– Então, vamos pedir para Taylor te dar um banho — eu retruquei, ríspida — O que você acha?

– É, agora eu fico com mais vontade de ir mesmo.

– Ah, cale a boca, Christian.

– Quantas vezes eu já te disse que você é uma chata? — ironiza Christian.

– E quantas vezes eu te disse que você é um pé no saco?

Ambos bufamos e reviramos os olhos.

– Vocês fazem um casal tão fofinhos — comenta Sra. Grey.

Olhei para ela assustada.

Eu e Christian ? Como um casal? E ainda fofinhos?

Nããããão– eu disse.

Mais tarde, depois de dar banho no Christian — que devo confessar, minhas bochechas ficaram quentes quando eu vi ele sem nenhum tipo de roupa. No banho, senti meu corpo se esquentar e minha respiração se elevar. Já no quarto, enquanto eu colocava o terno em Christian enquanto Taylor se olhava no espelho, olhando os detalhes de seu terno, eu acabei de me lembrando da questão da roupa.

– Com que roupa eu vou ? — perguntei para ambos.

–Hã, preciso te lembrar que as luzes vão estar apagadas e ninguém vai olhar para você e sim para os músicos — explicou Christian.

– Argh, você não sabe nada sobre mulheres — murmurei.

Parei de arrumar Christian e disse para Taylor:

– Ei, você, termina de arrumar esse pé no saco que eu vou me arrumar.

– O que foi que eu fiz ? — ouço Chris perguntar enquanto eu fechava a porta do quarto.

Enquanto ele cuidava de Christian, eu fui ao banheiro pra tomar banho. A água quente que caia em minhas costas me ajudou a relaxar. Lavei meus cabelos, meu corpo com o sabonete liquido — que eu não fazia a minima ideia de quem era. Desliguei o chuveiro, sequei o cabelo e me enrolei na toalha. Abri a porta, olhei em volta e não tinha ninguém á vista. Sai as presas e entrei no quarto de hospede — que agora era o meu quarto para o caso de eu precisar dormir aqui. Eu tinha trazido algumas peças de roupa e alguns sapatos.

Sequei meu cabelo e experimentei a primeira peça de roupa. Um vestido verde larguinho com enormes contas âmbar aplicadas. Fui ao quarto dos meninos, entrei e dei uma voltinha pra eles ver como eu estava.

– Gostaram?

– Esse vestido não — Christian disse logo de cara.

– Parece algo que minha vó usaria — comentou Taylor.

– É, você está parecendo a vó de Taylor.

Ambos deram risadas. Sai do quarto bufando.

Okay. Próxima peça de roupa.

A segunda roupa era um vestido preto bem sério, que na manga e na gola era em tons brancos. Eu mesma tinha feito esse vestido. Voltei para o quarto de Christian.

– Agora você está parecendo uma empregada — Christian comenta e Taylor da risada.

– Por favor, me trás uma xícara de café? — comenta Taylor.

Ambos cai na gargalhada.

– Amanhã vocês dois vão tomar uma xícara de café com detergente.

Saí do quarto bufando de raiva.

Okay. Terceira peça de roupa.

Era um vestido vermelho logo, com um decote bem pequeno nos seios . Acabei vestindo ele e me olhei no espelho. Era um vestido lindo, realçava as curvas de meu corpo. Eu, realmente, me sentia bonita dentro desse vestido.

Entrei no quarto e dei uma voltinha. Ambos olharam o vestido de cima a baixo. Taylor tinha um olhar malicioso e Christian um sorriso estampado em seus lábios.

– É esse — comentou Chris — Esse é vestido perfeito.

– Ulálá Ana — disse Taylor afrouxando sua gravata — como se ele estivesse com calor.

– Você esta linda, Ana — disse Christian.

Senti meu rosto ficar quente.

***

Christian Grey causava quase sempre as mesma reações nas pessoas. A maioria ficava olhando. Algumas sorriam solidarias e demostravam apoio. Algumas me perguntavam como que eu conseguia cuidar dele. Outras, perguntavam sussurrando, o que tinha acontecido com ele. Muitas vezes eu tinha vontade de responder: " Ele era militar e foi atingindo por um fuzil M16" só para ver qual seria a reação delas mas, infelizmente, eu não tive coragem. O problema, da maioria das pessoas, é que elas fingem que não estão olhando mas na verdade estão olhando — não só olhando mas encarando.

Ao passarmos pelo Salão Sinfônica, vi que algumas pessoas seguravam a taça com Gim-Tônica na mão e na outra a programação do evento. Algumas sorriam um pra outra e murmurava, enquanto eu seguia com Taylor e Christian para os nosso lugares. Não sei se Chris percebeu isso.

Sentamos, as três únicas pessoas da primeira fileira. Isso era bom — eu acho. Christian ficaria feliz por não ter ninguém ao seu lado, cochichando baixinho.

– Está tudo bem ? — perguntei — Quer alguma coisa?

– Não — ele balançou a cabeça. — Na verdade, eu quero. Tem alguma coisa me incomodando no meu pescoço. Acho que é a etiqueta.

Apalpei sua gola e encontrei a etiqueta. Puxei para arrancá-la, mas não deu muito certo. Ela nem se quer saiu do lugar.

Peguei a minha bolsa e vasculhei ela, não tinha nenhuma tesoura. Droga, e agora?

– Taylor — chamei — Você, por acaso, tem alguma tesoura ?

– Não, Senhorita Anastácia — ele balançou a cabeça.

Respirei fundo.

– Ana, está tudo bem....

– Espere — pedi.

– Mas o que você está fazen....

Antes que ele terminasse a frase, me inclinei em sua direção, puxei delicadamente o colarinho do pescoço e mordi a etiqueta. Fiquei alguns segundos mordendo e fechei os olhos, tentando não sentir o cheiro do perfume do Chris, o contato de minha boca em sua pele quente, inconveniência do que eu estava fazendo. Finalmente, eu consegui arrancar. Afastei a cabeça e abri os olhos e encarei seus olhos cinzas com a etiqueta na boca.

– Consegui! — exclamei, tirando a etiqueta e jogando dentro da bolsa.

Christian estava me encarando.

– O que foi?

Olhei para trás e vi todos da plateia nos encarando. Meu rosto ficou vermelho e olhei de volta para Christian.

– Ah, fala sério. Não me diga que essas pessoas nunca viram uma garota dando umas mordidas no pescoço de um homem — disse alto em um bom tom.

A plateia inteira ficou calada com o meu comentário.

– Não era isso, Ana — comentou Chris — Você babou em meu pescoço.

Antes que pudesse responder, a orquestra entrou no palco e as luzes se apagaram. Não pude conter a empolgação e dei um risada. Começaram a tocar e o teatr foi invadido por um único som. Meus pelos do braço se arrepiaram e prendi a respiração.

Era incrivelmente maravilhoso.

Eles tocaram várias músicas, uma mais linda que a outra. Dei uma olhada em Christian, ele estava adorando a situação , vi isso em seus olhos cinzas brilhantes. Virei-me rapidamente para frente com medo que ele achasse que eu o estava encarando. Depois de algum tempo, a orquestra parou de tocar e saiu do palco. Percebi que meus olhos estavam cheio de lágrimas com a emoção do momento. Limpei meu rosto e olhei para Taylor.

– Eu amei — comentei.

– Eles foram incríveis — disse Taylor.

Olhei para Christian.

– Você gostou? — perguntei.

– Eu amei na verdade — ele suspirou.

Sorri para ele e deixei ele aproveitar um pouco desse momento.

– Vamos. — disse.

– Espera — pediu ele.

– O que foi ? — perguntei preocupada — Aconteceu alguma coisa?

– Não aconteceu nada — disse ele rapidamente — Estou ótimo, sério.

– Então o que foi?

– Não quero sair agora. Quero ficar sentando aqui e pensar que... — ele engoliu em seco.

Esperei ele se recompor para continuar o seu pensamento.

– Quero ser apenas uma pessoa que veio ao um concerto com o seu melhor amigo e um garota com um vestido vermelho.

– Certo — eu disse.

Olhei para Taylor e sorri.

Notas finais
Ah eu amei tanto escrever esse capitulo, sério. Estou apaixonada por esse capitulo ♥ E, o próximo, minha gente, está incrível também!! Só estou colocando os ultimo detalhes e revisando!! Acho que sábado ele já estará prontinho!! Muito obrigada e até a próxima ♥ OBS: Leitoras fantasmas, aparecem! Sei que vocês existem haha ♥