O Lado Bom Da Vida
19 Capitulo 18 - Nós Nos Reencontramos.
Notas iniciais
Anastásia Steele P.O.V
Eu tentei tirar o meu nervosismo.
Mas só de pensar que eu vou reencontrar Christian Grey, o meu coração já começa a palpitar fortemente. Minhas mãos ficam frias e tremendo. Meu rosto esquenta.
Deve ser uns 100 passos para chegar na porta da casa e tocar a campainha.
– Ana, está tudo bem? — Pergunta Kate ao meu lado.
Estávamos parada em frente a casa de Christian há mais de meia hora. Estou sentada dentro do carro, criando coragem suficiente para sair do carro e andar os 100 passos.
–Estou — balancei a cabeça firmemente.
Kate me encarou e deu uma risada.
– Não, não você não — disse ela e olhou para as minhas mãos — Você está tremendo dos pés a cabeça. Ana, você está nervosa.
– Nervosa? Quem? Eu? — minha voz saiu tremula. — Ninguém aqui está nervosa. Você está vendo alguém nervosa? — olhei em volta para fora do carro.
– Sim, você — confirmou ela — Ana, tenta ficar calma. Você já passou por isso por dois meses, você vai conseguir.
–Kate, eu não vejo Christian há uma semana — olhei para ela — Eu nem sei se ele vai me aceitar de volta, não sei se ele vai...
–Ei, calma ai mocinha — disse Kate pegando em minha mão — Nossa, suas mãos estão frias!
–Está não, olha — esfreguei minha mão na outra — como fazemos quando estamos com frio — Estão quentinhas — coloquei minha mão esquerda em seu rosto.
Kate estremeu quando eu toquei em seu rosto.
–Estou sentindo o quanto está quentinha — Kate revirou os olhos e abraçou a si mesma — Ana, para de graça. Dá para ver o quanto você está nervosa. Tenha calma, tudo vai dar certo. Agora levanta essa bunda desse banco, desça do carro, bate na porta, mostra a lista para a Sra. Grey e depois vai ver Christian Grey. Se tudo der errado, como você está pensando, liguei para mim, venho te buscar no mesmo minuto. E ainda, se você quiser, posso colocar fogo na casa.
– Kate, não precisa colocar fogo na casa — eu reprendi ela — Só um pouquinho, quem sabe no jardim.
– É assim que se fala, Ana! — disse ela, levantando a mão no alto para eu bater nela e, foi isso que eu fiz.
Kate olhou para mim e eu para ela. Acabamos caindo na gargalhada. Rimos tanto que saiu lágrimas do meus olhos.
– Bom, eu só tenho que te desejar boa sorte, Ana — disse Kate, olhando fundo em meus olhos — Tudo vai dar certo, tenha fé! Você vai ver, senão der certo, você já sabe, Ana. É me liga.
– Obrigada Kate — eu abracei ela — Por tudo, por você ser essa amiga maravilhosa. brigada mesmo.
– Agora vá, levanta essa unda mucha daqui e vai ver Christian — ela deu um picadinha pra mim e deu um risada — Serio, vá! Anda. Você está aqui há mais de meia hora. Tenho que ir trabalhar, Ana.
– Okay, já estou indo — dei outro abraço nela e sai do carro — Obrigada — Kate deu a partida e saiu cantando os pneus.
Bom, aqui estou parada em frente a casa de Christian.
Vai, Ana, começa a andar. Tudo vai certo.
Então, eu comecei a contar os passos...
100 passos. 99 passos, 98 passos, 97 passos, 96 passos., 95 passos...
85 passos...
65 passos...
55 passos...
45 passos...
Meu coração martelando em meu peito.
25 passos...
15 passos...
10 passos...
Minhas mãos estão tremulas.
8 passos...
Não sei o que fazer.
6 passos...
Ai. Meu. Deus.
5 passos...
Porque estou tão nervosa?
3 passos... 2 passos.... 1 passo.
Toco a campainha.
PLIM. PLIM. PLIM.
Meu corpo inteiro está tremendo. Está lista, que eu estou segurando em minha mãos, tem que dar certo. Isso tem que dar certo. Fecho os olhos e respiro fundo. A porta de abre e meu coração para.
É a Sra. Grey. Sorrindo para mim.
– Ana, que bom ver você novamente! — disse sorrindo — Por favor, entre!
Soltei o ar pela a boca, segurei firma a pasta — que ali contia a lista- e, entrei na casa.
Entrar naquela casa de novo, era como se eu estivesse entrando pela a primeira vez. O sofá branco estava no mesmo lugar de sempre. Passou pela a minha cabeça, aquela vez que eu sonhei com o Christian querendo andar, foi a primeira vez que eu tinha sonhado com ele e foi a primeira vez, em sonho, que eu beijei ele.
Beijo. só de pensar nesse palavra, eu me lembro da primeira vez que nós nos beijamos. Aquile beijo foi surreal, como se eu fosse para o céu e depois voltasse. Só de lembrar naqueles lábios macios, o meu coração dispara. Ah como eu queria que acontecesse de novo...
Anastásia Steele, o que você está pensando?
Tudo ali cheirava a mobília antiga, lembro exatamente desse cheiro. Havia elegantes mesinhas lateiras na parede com fotos antigas da família. Olhei bem atenta aquelas fotos e raparei que ali tinha uma foto nova. Do Christian Grey. Escalando uma parede. Uau. Nunca tinha passado pela a minha cabeça, que Chris, gostava de escalar paredes.
Se eu soubesse, poderia colocar esse esporte na lista. Mas como o Christian iria escalar a parede? Pensei nisso por um segundo e já descartei essa ideia.
– Sente-se, Anastásia — disse Sra. Grey.
– Obrigada — eu disse e sentei no sofá.
– Quer um pouco de chá? — pergunta ela — Posso pedir para o Taylor trazer uma xícara para a senhorita.
Taylor. Como eu sentia saudades de ouvir esse novo. Como eu tinha saudade de jogar conversa fora com ele. Taylor, sempre foi bom comigo e sempre foi um com amigo para mim.
– Não, obrigada — eu disse.
– Então, deseja outra coisa? — insistiu Sra. Grey.
– Um pouco de água, por favor — sorri para ela.
– Taylor — chamou.
Em apenas alguns segundos, Taylor chegou na sala.
– Sim, Sra. Grey — disse ele.
– Traga um capo de água para Anastásia — disse sorrindo.
Quando ele me olhou, um sorriso estampou em seu rosto. Seus olhos brilhavam e pude ver o quanto que ele gostava de mim.
– Ana, me dá um abraço — disse ela se aproximando de mim — Que saudades de você, menina.
– Oh, Taylor eu também senti a sua falta — abracei ele.
– Que bom que você voltou — disse olhando em meus olhos — Christian sentiu muita a sua falta.
Ai. Meu. Deus. Sério?
Senti meu rosto pegar fogo e mu coração começar a bater forte. Respirei fundo e respondi Taylor:
– Eu também senti a falta de Christian.
Na verdade, eu senti muita a falta de Christian Grey.
– Bom, eu vou buscar a sua água — disse Taylor.
– Obrigada.
Me sentei novamente no sofá e sorri para a Sra. Grey.
– Vejo que Taylor gosta muito de você — disse sorrindo.
Meu rosto — que antes estava pegando fogo -, agora está queimando.
– Sra. Grey, aqui está a lista — entrei a lista e sorri.
Enquanto a Sra. Grey observava os papéis na pasta e pegava a lista para ler, eu examinei a sala disfarçadamente. A estante com as suas coisas pontudas bem no alto, na onde uma pessoa de cadeira de rodas não alcançaria. Havia alguns livros espalhados pela a estante e alguns porta-retratos.
Taylor voltou com a minha água, me entregou o copo e sentou no canto do sofá, perto da Sra. Grey. Bebi um pouco da água, isso realmente me fez ficar um pouco mais calma.
Não sabia ao certo, se a Sra. Grey iria gostar da lista ou não. Eu me esforcei tanto para completar essa lista.
Sra. Grey olhou para mim e me encarou. Vi perfeitamente quando ela entregou a lista para Taylor ler e assim, dizer o que achava da lista. Os segundos que se passavam, pareciam horas. Finalmente, Taylor terminou de ler e colocou o papel em cima da mesinha de centro.
– Então, o que você achou? — perguntei.
– Ana, é uma lista muito grande — disse me encarando, em seus olhos eu pude perceber o quanto ela estava sendo sincera — Mas, muito boa, eu gostei de algumas coisas que você quer fazer mas... fazer uma viajem? Para Paris?
– Eu acho que Christian iria adora essa ideia — eu disse tentando me defender — Ele me disse uma vez, que gostaria de voltar para Paris. Disse que é apaixonado pela a cidade.
– Ana, acho que Christian não tem mais essa paixão dentro dele — disse Sra. Grey — Não, não abaixe a cabeça e o olhar. Você fez muita coisa por ele que nenhuma outra já se quer fez. Ana, você deixa o meu filho muito mais feliz, você deixa ele com vontade de viver. Mas acho que essa viajem é muito pra ele.
– Eu entendo, vou riscar essa ideia da lista — eu disse.
Sra. Grey me olhou com os seus olhos tristes e me deu um pequeno sorriso de canto.
– Obrigada, Anastásia — disse ela — Bom, eu gostaria muito que você realizasse a maioria das coisas dessa lista. Humm, deixa eu ver ... — ela novamente pegou o papel e correu os olhos pela a lista — Acho que você poderia realizar hoje o número 1, Ana.
– O Passei pelo Jardim? — perguntei.
– Sim, isso mesmo — ela balançou a cabeça pra mim — O meu filho iria gostar muito, vocês poderiam colocar as conversas em dia.
– Claro, Sra. Grey — eu sorri pra ela.
– Então, isso quer dizer que você está voltando? — perguntou. Notei em sua voz, a alegria e esperança, de que poderia estar voltando a trabalhar aqui, nesta sua casa.
– Sim, Sra. Grey — eu confirmei — Sim, eu estou voltando.
Eu estou voltando para Christian Grey. Eu tenho que fazer ele mudar de ideia e, faltava tão pouco tempo.
– Obrigada, Ana — ela se levantou e ajeitou a saia. Me levantei também — Muito obrigada mesmo.
Eu não esperava por isso mas a Sra. Grey me deu um abraço bem apertado. Eu senti ela respirando fundo em meu pescoço. Ela estaria segurando o choro?
– Você quer ir ver o meu filho? — perguntou ela quando se separou de mim.
Chegou a hora.
Chegou a hora de eu rever o Christian Grey.
– Sim, por favor — eu disse.
– Taylor levará você para o quarto de meu filho — disse olhando pro Taylor, que o mesmo se levantou do sofá — Tenho que dar está notícia maravilhosa ao meu marido.
Sra. Grey se despediu de mim, me abraçou novamente e saiu andando rapidamente e, antes de sumir da minha vista, eu ouvi ela gritando:
– Carrick, amor, tenho uma noticia ótima para te dar!
Eu abaixei a cabeça e soltei uma risada.
– Sra. Grey, realmente ficou feliz com a sua volta — disse Taylor — E, eu também, Ana.
Dei o meu melhor sorriso para ele.
– Pronta? — perguntou.
Respirei fundo e soltei o ar pela a boca.
–Pronta.
Juntos, andamos pelo o correr com passos lentos. Era exatamente 21 passos para chegar na porta do quarto de Christian. Taylor bateu na porta e esperou a resposta.
– Está aberta — ouvi a voz de Christian do outro lado da porta.
Essa voz. Essa voz que eu esperei tanto para ouvir. Essa voz que faz o meu coração bater rapidamente. Essa voz que aquece o meu coração. Essa voz...
Taylor abriu a porta e eu entrei em seu quarto.
O quarto de Christian era exatamente como eu me lembrava. Com a sua cama gigante bem no meio do quarto, com as mesinhas decorativas espalhados pelo o quarto, as janelas com o grades embutidas. Até o cheiro era o mesmo — amadeirado.
Christian estava de costa pra mim. Meu coração parecia que iria saiu pela a boca, minha mãos suadas e frias e as minhas pernas tremendo.
– Christian, Anastásia está aqui — disse Taylor.
Ao dizer isso, Christian virou a sua cadeira e ficou frente-a-frente á mim. Seus olhos cinzas estavam brilhantes e se fixou em meu olhar. Sua barba tinha crescido e seu cabelo estava um pouco maior. Eu estava hipnotizada por aquele homem na minha frente. Sua estrutura óssea faria um escultor chorar de alegria. E, sua boca de contornos firmes, quase me fizeram sair do meu lugar e ir até ele e beijar essa sua boca.
– Tudo bem, Ana? — perguntou ele.
Não conseguia responder. Seus olhos era penetrantes demais e, estavam pregados em mim. Meu coração começou a bater mais forte; meus lábios se abriram parcialmente com a aceleração da respiração. Fechei meus olhos, para tentar sair um pouco do meu transe. E, finalmente, eu consegui responder a sua pergunta:
– Estou bem, Christian.
Seus lábios se abriram e, quase cai pra trás, quando ele deu um sorriso. Eu tive que segurar na parede para não cair pra trás.
Meu pé deu um passo pra frente. Era como se eu estivesse sendo atraída para ele, como se houvesse uma corda em torno de minha cintura me arrastando de forma lenta mas inexorável em sua direção. Quando dei por mim, estava em sua frente e estendendo os braços em volta de seu pescoço e dando um abraço em Christian Grey.
– Como eu senti a sua falta, Chris — sussurrei em seu ouvido.
– Eu também, Anastásia — sussurrou ele — Eu também senti a sua falta.
Me separei dele e peguei em sua mão. Minha pulsação disparou quando ele deu uma pequena apertada em minha mão. Seu toque era como uma onde de eletricidade, que subiu pelo o meu corpo e arrepiou o meu corpo inteiro.
– Bom, vamos colocar a conversa em dia — eu disse olhando nos cinzas de Christian.
– Claro, Ana.
Christian Grey sorriu para mim.
***
Mas tarde, quando eu terminei de arrumar as coisas pra fazer um piquenique com Christian no jardim — eu acabei fazemos alguns sanduíches naturais de frango, uma jarra de suco de morango, o que ele mais gostava, algumas frutas e biscoitos. Coloquei tudo em cima no lençol, que acabará estendo no gramado. Pedi para Taylor, tirar Chris da cadeira de rodas e colocar ele sentando no lençol, acabei pegando alguns travesseiros — para o caso de Chris querer deitar.
– Qual o melhor lugar que você já viajou? — perguntei para ele.
Eu estava ajudando ele a comer o seu sanduíche natural e, que pra mostra pra mim que sabia fazer alguma coisa, não quis deixar eu ajudar ele tomar o suco — como o copo que eu tinha comprado pra ele, junto com o canudinho. Christian tinha dominado a arte de tomar água/suco naquele pequeno copo. Acabei revirando os olhos para ele, quando me informou isso.
– Melhor de que forma? — perguntou ele — Dessa forma num homem sentando numa cadeira de rodas ou um homem que antes conseguia fazer qualquer coisa?
Encarei ele e revirei os olhos.
– Pare de ser assim, Christian — eu disse — Você sabe muito bem o que eu quis dizer.
– Eu só estava brincando, Anastásia — disse ele.
– Pois eu não achei graça nenhuma, Christian — eu disse.
– Você é uma chata — ele me encarou.
– E, você é um idiota — eu rebati.
Christian me encarou mas, acabamos caindo na risada mais tarde.
– Sério, responde a pergunta que eu lhe fiz — eu disse. Comi o ultimo pedaço do meu sanduíche e bebi um gole do suco.
– Escalei o monte Kilimanjaro quando fiz 28 anos. Aquilo foi incrível.
– Sério? Que altura?
– Não sei ao certo mas eu acho que era mais de cinco mil metros até o pico Uhuru — disse ele orgulhoso de si mesmo — Nos últimos metros já estava engatinhando. A altitude e ar prejudicava muito.
– Você escalou sozinho? — perguntei curiosa.
– Não, eu estava com o meu irmão Elliot Grey — disse ele, enquanto abaixava a cabeça e dava um gole em sua bebida.
– Fazia muito frio? — perguntei á ele.
Christian sorriu para mim.
– Na verdade, não — disse ele olhando para um pouco fixo, imerso as lembranças — Bom, pelo menos na época do ano que eu fui não estava frio. Não era como o Monte Everest. Aquilo foi incrível. Realmente foi incrível. Ana, lá de cima da para ver quase até o fim do mundo.
– Que incrível, Chris — eu estava impressionada com essa sua lembrança — Quem dera eu, um dia, escalar uma montanha dessa.
– Você pode fazer isso, Ana — ele olhou para mim — Você ainda é jovem. É não pensar muito e seguir com a escalada. Você iria adorar.
Dei um sorriso pra ele.
– Teve um dia, que eu estava escalando uma montanha na Califórnia — continua ele — Que, quando eu estava muito Mas eu não podia me mexer, porque se eu me mexesse, eu poderia cair de milhares de metros.
– Christian, você acabou de me descrever o meu pior pesadelo.
Ele deu uma gargalhada.
Ficamos em silêncio por alguns minutos. Christian imerso as sus lembranças e, eu pensando em como eu poderia escalar uma montanha.
– Tem algum lugar que você ainda não conhece? — perguntei a ele, tirando sua atenção de suas lembranças.
–Ah, Disneylândia — ele deu de ombros — Nunca viajei pra lá e, para a falar a verdade, nem quero viajar pra lá. E você, Ana? Tem algum lugar que você já viajou?
– Teve uma vez que eu comprei um passagem para ir pro Brasil mas eu acabei não indo.
– Porque? Brasil é um país lindo — disse ele.
– Você já foi pra lá?
–Não, na verdade — ele deu risada — Eu vi algumas fotos das praias pelo o Google Imagens.
Acabei soltando uma risada.
– Eu também fiz isso — confessei — Era por isso que eu queria ir pra lá.
Ele olhou para mim, surpreso.
–Bom, acontece. Tudo bem. Talvez , um dia, eu saia dessa cidade e vou viajar pelo o mundo todo. Como você, Christian.
– Nada de "talvez". Você precisa conhecer o mundo, Ana — disse ele — Me prometa que você não passar o resto de sua vida entalada nesta cidade.
– Prometer? Por que? — tentei fazer uma voz suave — Aonde é que você vai?
– É que... não aguento pensar que você vai ficar aqui pelo o resto da sua vida — Chris engoliu em seco. Foi que eu me lembrei, Christian não sabia que eu sabia que ele iria se matar daqui a quatro meses. Ele não sabia que eu estava aqui para fazer ele mudar de ideia — Você é muito bonita e inteligente — ele desviou os olhos. Eu senti meu rosto queimar.
– Está bem, eu prometo — concordei, tomando um cuidado enorme ao dizer essas palavras — Então me diga para onde eu deveria ir. Me diga agora.
– Agora?
– Sim, agora.
O rosto de Christian relaxou e botou um sorriso enorme em seu rosto.
– Eu iria a Paris. Sentaria numa mesa na calçada do Café Marais, tomaria uma xícara de café. É o melhor lugar para se ficar e viajar.
Vire-me para ele e peguei em sua mão.
– Poderíamos ir. É simples, acho que eu precisaríamos de que Taylor fosse junto — eu murmurei — Nunca fui á Paris, adoraria ir. Sério, de verdade. Principalmente que alguém que já conhece a cidade. O que você acha, Christian?
Eu já estava me imaginando andando pelas as calçadas de Paris, tomando algum café cremoso ou comendo alguma coisa gostosa.
– Não.
– O que? — perguntei pra ele. Eu estava imersa ao meus pensamentos e pensei que eu não tinha ouvido direito a resposta dele.
– Não.
– Mas você acabou de me dizer que gostaria de voltar pra lá — eu disse na defensiva.
– Acho que você não entendeu, Anastásia — disse ele rude — Não quero voltar pra lá com essa coisa. Não quero que todos olha pra mim e pense " Tadinho" ou " Que maneira horrível de se viver". Não quero que as pessoas pense isso de mim, Ana.
– Você precisa aprender a não se importar com que as pessoas pensam sobre você — eu disse entre dentes.
– Pra você é fácil falar, não está sentada numa maldita cadeira de rodas! — Christian praticamente jogou essas palavras em minha cara.
Fiquei em silencio por alguns minutos e encarando ele com o meu pior olhar. Queria que ele percebesse a raiva que estava transbordando dentro de mim. Queria que ele sentisse isso.
Respirei fundo e disse a mim para esquecer aquele comentário.
Comecei a arrumar as coias, colocando tudo dentro de uma sacola grande e preta. Depois eu arrumava tudo certinho em seu devido lugar.
Christian deve ter percebido que eu fiquei desapontada, pois se inclinou um pouco para o meu lado e sorriu. Acabei não retribuindo o sorriso.
– Escuta Ana — disse ele — Não posso suportar mais os olhares das pessoas sobe mim. Se eu fosse para Paris de novo, todas as lembranças boas e felizes, vão desaparecer por lembranças de pessoas desviando o olhar ao perceber um homem sentado em uma cadeira de rodas. Por favor, Ana, tenta me entender.
– Eu te entendo, Christian — eu disse seca — Está ficando tarde, vamos voltar pra dentro da casa. Vou chamar Taylor, espera só um pouco.
Acabei chamando Taylor que me ajudou a colocar Chris em sua cadeira e leva-lo para o seu quarto. Taylor me ajudou a coloca-lo em sua cama.
– Obrigada Taylor — dei um sorriso pra ele.
– Não foi nada, Ana — disse ele — Estarei na cozinha. Qualquer coisa, pode me chamar.
– Okay. Obrigada por me ajudar de novo.
Taylor assentiu e saiu do quarto. Ajeitei o coberto em Christian, arrumei o quarto em total silencio. Quando eu terminei de arrumar as suas coisas estava saindo do quarto, ouço Christian me chamar.
– Ana, me desculpe por dizer aquilo antes — murmurou ele — Mas você precisa entender o meu lado, por favor.
– Tudo bem, Chris — eu disse baixinho — Eu entendo o seu lado.
Mas na verdade, eu queria que ele entendesse o meu lado da situação. Não é fácil ficar cuidando de um pessoa que você sabe, que no fundo, essa pessoa não quer mais viver.
– Sabe, Ana, você é uma mulher forte e carismática — disse Chris — Você sabe que a vida é muito curta. Você só precisa viver ela da melhor maneira possível.
Aquelas palavras me atingiram em cheio.
– Mas, isso Chris, também se aplica á você — ele me olhou — como você disse, a vida é muito curta, você só precisa vive-la na melhor forma possível.
Chris abriu a boca mas desistiu. Seus olhos se fecharam e, respirou fundo.
E, com isso, eu fechei a porta de seu quarto e fui em direção a cozinha preparar o jantar.
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