O Lado Bom Da Vida

18 Capitulo 17 - Tempestade de Emoções.


Notas iniciais
OLHA QUEM VOLTOU PARA A ALEGRIA DE VOCÊS!!!!!! ( ou não :( ) Gente, eu voltei e agora é pra ficar. Eu tinha abandonada a fic, porque realmente eu tinha ficado doente ( tenho problema de ataque de asma e no ano passado tinha atacado muito forte a minha asma e fui fazer o tratamento e isso me desanimou muito ) e perdido a expiração de escrever mais nada! Bom, depois de todo esse tempo, eu sei foi mais de um ano sem escrever essa fic mas eu não esqueci de vocês não!! Eu me sentia muito mal por abandonar vocês e essa fic maravilhosa mas agra eu voltei e é pra ficar, hein!!!!1 Espero que eu ainda tenho leitores!!!!! Bom , chega de enrolar, porque eu sei que vocês devem estar muito ansiosas para ler. Beijos meus lindos ♥ TENHAM UMA ÓTIMA LEITURA! OBS: Obrigada lindas pela as 3 recomendações que eu recebi enquanto a fic estava de hiatos! MUUITO OBRIGADA ♥

Christian Grey P.O.V

Lembro exatamente o dia que eu perdi o medo.

Foi exatamente quando eu tinha 12 anos de idade. Mamãe resolveu me levar para o Parque — aonde existia aqueles tipos de brinquedos que davam um frio na barriga só de pensar em "andar" neles. Lembro exatamente como eu queria ir muito naquele brinquedo, que se chamava Montanha Russa. Eu ficava admirado com aquela primeira descida e como as pessoas gritavam e erguiam as mãos pro alto, lembro que eu queria fazer isso — erguer as mãos pro alto e gritar.

Mamãe estava com medo de ir nesse brinquedo. Ela me dizia que era muito pequeno e não podia ir mas eu gritava e esperneava para ela me deixar "brincar" nesse tal brinquedo. De tanto eu chorar e pedir "por favor, mamãe", ela resolveu deixar eu ir mas só que um condição: mamãe iria comigo.

Lembro quando o homem apertou o cinto de segurança e pronunciou " Tenha uma boa aventura". Mamãe, que estava nervosa do meu lado, deu um sorriso torto pro homem e olhou para mim e disse " Espero que isso vale a pena" e me deu um beijo na cabeça.

Espero que isso vale a pena.

Aquilo realmente valeu muito a pena.

Quando o carrinho começou a subir, o meu sangue já borbulhava de adrenalina e minhas mãos estavam frias. Mamãe tentou pegar a minha mão mas já era tarde demais. Enquanto, o carrinha fazia aquela pequena curva e depois desceu com toda a velocidade do mundo, quando dei por mim, minhas mãos estavam no alto e eu gritava, como eu nunca tinha gritando antes. Gritava de felicidade, gritava pela a liberdade, gritava com euforia de viver, gritava por gritar.

Lembro exatamente como era aquela sensação.

Quando o carrinho parrou e eu tinha conseguido recuperar um pouco do fôlego, foi que percebi que mamãe estava chorando do meu lado. Lembro de ela me dizendo " Está tudo bem, foi o vento que me fez chorar", mas eu sabia, que não tinha sido o vento. Lembro que eu abracei ela e pronunciei "Você é a melhor mãe do mundo!". Lembro da sensação daquele abraço quetinho e apertado que mamãe tinha me dado.

Quando nós foi embora e tinha chegado em casa, lembro que fui correndo contar pro papai que mamãe tinha chorado no final do percusso da Montanha Russa. Papai riu de mim e me abraçou.

Me lembro dessa pequena felicidade.

Dessa felicidade que eu nunca mais vou ter. Porque eu, Christian Grey, estava sentando numa maldita cadeira de rodas.

***

– Taylor — chamei-o — Você pode, por favor, pegar um remédio para a dor?

– Sim, senhor — respondeu ele.

Vi Taylor levantar do sofá e ir buscar o remédio — aonde é que ele estivesse. Eu estava assistindo um filme, sentando no sofá, com o meu copo com o canudinho que Ana tinha comprado para mim.

Só de pensar no seu nome, o meu corpo se aquece. Fazia uma semana que eu não vi ela e isso me deixou de mal humor. Estar com Ana, me enchendo com as suas conversas nada boas, realmente me fazia bem. Me fazia bem estar perto dela. Ana não voltava há uma semana e eu não sabia motivo, todas as vezes que perguntava, tanto para a minha mãe tanto para o Taylor, ambos não me respondia e saia de perto de mim. Isso me incomodava muito e me deixava super irritado.

– Senhor, o seu remédio — Taylor disse e me ajudou a tomá-lo.

– Obrigado, Taylor — eu disse. Ele deu um sorriso de lado.

– Sempre ao seu dispor — disse ele.

Será que Ana desistiu de cuidar de mim? Será que eu sou tão insuportável para chegar nesse ponto?

Oh, Ana....

Porque seu nome não saia da minha mente? Porque eu não conseguia esquece-la ? Porque ela tinha que ter a risada mais doce do mundo?

Tantas perguntas perguntas para nenhuma resposta.

Quando eu iria perguntar, de novo, sobre o paradeiro de Anastásia Steele, ouço a voz da Sra. Grey, mais conhecida como minha mãe, na porta da sala e entrando por ela junto com a minha irmã, Mia Grey.

– Você vai voltar para a Austrália? — perguntou minha mãe para a minha irmã, quando ela fechou a porta.

– Ah, por favor mamãe, não fique tão surpresa. — disse Mia — Eu pensei que você já sabia disso.

– Bom, eu só achei que... você... fosse — mamãe pigarreou — Achei que você fosse ficar aqui por mais tempo.

– Mãe, é um emprego muito bom — protestou Mia Grey — Você sabe muito bem que eu corri atrás desse emprego há muito tempo.

– Sim, eu sei.... — Mamãe olhou para Mia — Mas, eu realmente, pensei que fosse fosse ficar aqui... — tossiu — por mais... quatro meses.

Quatro meses? Esse era o tempo final do meu acordou com a minha mãe.
Franzi o cenho.

Se minha mãe está pensando que eu vou mudar de ideia....

– Eu não posso colocar a minha carreira em risco por causa do estado psicológico de Christian Grey — Mia jogou as palavras na cara da mamãe.

Ergui as sobrancelhas. Ouvi Taylor dar uma leve tossida.

Fez-se um longo silêncio.

– Não é justo fazer isso comigo — continuou Mia — Se eu estivesse numa cadeira de rodas, você pediria para o seu filho amado, Christian Grey, mudar os planos dele?

Fez-se um longo silêncio de novo.

Sra. Grey encarou a sua filha com o seu olhar de raiva, de angústia, de tristeza, tudo misturado num único olhar. Suas bochechas estavam vermelhas e suas mãos estavam fechadas — como se eu quisesse dar um tapa na cara de sua filha. E foi isso que a Sra. Grey fez, deu tapa um tapa na cara de minha irmã tão forte que, daqui, aonde eu estava sentando, eu ouvi o estalo do tapa na cara de Mia.

–Some. Da. Minha. Frente. Agora. — gritou Sra. Grey.

Taylor, que estava do meu lado, se levantou e pigarreou.

Sra. Grey e Mia Grey, que antes não tinha notado a nossa presença, olhou para nós com os olhos arregalados. Mia soltou uma lágrima, não aguentou e desabafou a chorar, saiu correndo, subiu as escadas em dois em dois degraus e bateu com força a porta de seu quarto. Olhei para minha mãe, que estava com o rosto vermelho, sua mão esquerda acariciando a sua outra outra, seus olhos vermelhos de tanto segurar o choro, veio até mim com os passos longos e tímidos.

– Sinto muito por você ter escutado e presenciado essa discussão — disse olhando em meus olhos e olhou para Taylor — Vou estar em meu quarto, se o Sr. Grey chegar, pede para ela ir imediatamente me encontrar.

– Sim, Sra. Grey — disse Taylor — Eu avisarei.

– Muito Obrigada.

Subiu as escadas sem ao menos olhar para trás e sumiu de minha vista.
Olhei para o Taylor, tentando achar alguma explicação para o que acabou de acontecer.

– Senhor, você deve estar muito cansado — disse Taylor, se posicionando para me pegar no colo e me colocar na cadeira de rodas — Vou te levar para o seu quarto.

– Sim, eu estou muito cansando. Obrigado.

Feche os olhos e deixei que ele me carregasse. Taylor me colocou na cama e não vi que horas que ele tinha saído do meu quarto.

Uma lágrima rolou pelo o meu rosto e quando eu dei por mim, estava chorando. Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes em que chorei e pensei em dormir, para que no dia seguinte nunca mais precisar acordar.

Anastásia Steele P.O.V

Kate estava balançando seus pés por debaixo da mesa, pra cima e baixo — e que as vezes os chutes pegava em minha canela. Ela estava usando a minha boina azul-escuro que ficará melhor nela do que em mim, o que irritante. Kate se inclinou para frente, apontou para umas das listas de "Coisas Para Se Fazer Com C.G" e disse:

– Talvez você precise excluir numero 3, não sei se realmente ele vai gostar.

Olhei para o numero 3 da lista.

– Basquete para paraplégico? — perguntei — Eu nem sei se ele gosta de basquete.

– Por isso que eu disse que é pra excluir esse item — Kate deu uma piscadinha pra mim. Dei um sorriso em troca, peguei o lápis e risquei esse item da lista.

– Não importa se ele goste ou não, não é mesmo? — disse Kate — O que importa é que ele saia de casa, se sinta feliz fazendo essas coisas...

– Não sei bem se ele vai ficar feliz.... — eu disse.

– Ele tem que ficar feliz!- disse Kate — Ele tem que expandir o horizonte dele. Christian precisa ver os outros atletas deficientes fazem, ele precisar ver como eles conseguem fazer isso.

– Christian jogar algum esporte? — perguntei para Kate.

– Ai Ana, você não está entendo nada — disse ela — Christian não precisa fazer nada, ele só precisa assistir a esses jogos e vê se gosta de algum esporte.

– Vamos ver então.

– Hei, você ficou o maior pedaço de chocolate — disse Kate quando eu reparti a barra chocolate em dois.

–Pare de ser criança, Kate — eu repreendi ela.

– Mas você sabe que eu fico sempre com o pedaço maior — disse ela fazendo biquinho.

– Ai, tá bom Kate. Pode ficar — entreguei o maior pedaço pra ela.

– Você é a melhor, Ana — Kate bateu palmas de felicidade.

Revirei os olhos.

Como ela pode ser tão criança a respeito de chocolate?

– Lembro que você me disse que queria ir mais para o interior, não é? — perguntou Kate.

– Acho que a família de Christian está pensando que eu estou querendo tirar aproveito da situação.

Kate soltou uma risada debochada.

– Por você querer sair com ele alguns dias? Meu Deus, eles deveriam ficar feliz por alguém esta fazendo isso pelo o filho dele.

Kate mordeu seu pedaço de chocolate.

– Não fale assim, Kate — eu disse e baixei a cabeça.

– Enfim, acho que ele poderia fazer o número 5 — disse Kate.

Procurei na lista o número 5 e arregalei os olhos.

– Você quer que eu leve o Christian Grey eu uma boate de Strip-tease?

Kate deu uma gargalhada.

– Você tinha que ver a sua cara, Ana — ela disse entre risadas — Foi demais! Eu poderia ter filmado sua cara — deu mais gargalhadas.

– Haha, muito engraçado, Kate. Você é uma idiota — eu disse, revirando os olhos.

Eu sentia o meu rosto queimando de vergonha.

– Enfim, você me disse que faz tudo para ele — disse ela, ficando séria — Dá comida... na boca, limpa e tal. Não vejo problema algum em ficar do lado dele enquanto tem uma ereção.

Arregalei os olhos e engasguei com o pedaço de chocolate.

– Como? — perguntei enquanto me recuperava.

– Christian deve sentir muita falta do sexo, Ana! — disse Kate em sua defesa — Você pode até pagar uma gostosa para dançar no colo dele.

–Kate!

– Ana, to falando super sério — disse Kate. Deu uma leve risada e comeu outro pedaço de chocolate.

Kate falava de sexo, como se fosse uma especie de atividade recreativa, como se não se importasse a falar sobre esse assunto.

– Bom, por outra lado, há viagens muito longas para se fazer com ele — disse ela — Não sei o que você imaginou mas podiam, sei lá, ir para...Paris!

– Paris? Sério Kate? perguntei.

– Dizem que é a Cidade do Amor, Ana — disse ela com um sorriso malicioso nos lábios.

– Cala a boca, Kate! — revirei os olhos.

Cidade do Amor? Puft!

– Bom, vocês podem ficar bêbados juntos — Kate deu de ombros.

– Paraplégicos ficam bêbados ? — perguntei confusa.

– Não sei, pergunte á Christian — ela deu de ombros e sorriu.

– É, ta certa. Vou perguntar a ele.

Eu encarei Kate. Nós duas acabamos caindo na gargalhada. Era tão bom passar esses momentos com Kate, realmente, ela me entendia bem.

– Eu te amo, Kate — falei sincera.

– Oh, eu também te amo, Ana — disse ela.

Eu pude ver os brilhos nos olhos de Kate, o quanto ela queria que eu fizesse alguma coisa para ajudar Christian. Ela iria se orgulhar de mim, porque eu, Anastásia Steele, irei fazer qualquer coisa para ajudar Christian Grey.

***

Sábado de manhã, eu fui á biblioteca. Acho que não voltava aqui desde da época do colegial, deve ser por medo, porque eu me lembro que não tinha devolvido o livro que pegará emprestado, até hoje.

O local não está mais como eu me recordava. Algumas prateleiras fora substituído por DVDs e CDs, havia prateleiras de audiolivros e até de livros muitos surrados. Eu me lembrava do lugar com o silencio absoluto e agora, não era nada silencioso. Tinha uma mãe com uma criança de 5 anos, mais ou menos, que não parava de chorar porque ela queria levar um livro e mãe não deixava. O choro correndo pela a biblioteca toda. O som de uma música infantil vindo da sessão de livros infantis, se misturava com o choro da criança. A sessão do mais velhos, aonde eles dormiam em cima da mesa de estudo, fora substituído por uma mesa grande com vários computadores. Me sentei, desajeitada, na frente de um computador, liguei-o e esperei. Coloquei um calendário do meu lado, junto com a lista, lápis e uma caneta marca-pagina.

Cinco horas depois, eu terminei de concluir a minha lista.

E a bibliotecária não disse nada sobre o livro que não devolvi. Me senti um pouco aliviada.

Abri o calendário, em cima da mesa e marquei com o marca-pagina, o dia que eu comecei a trabalhar com o Christian Grey, no começo de Março. Depois, contei os dias que faltavam e assinalei o dia 03 de Setembro, para o qual agora faltava quatro meses.

Quatro meses? Tão pouco tempo para tentar conversar Christian á não se matar. Só de pensar nisso, um calafrio atravessa o meu corpo.

Observei o calendário por um longo tempo, tentando fazer com que a pequena marcação de laranja evidenciasse um pouco do peso que eu tinha na costa. E, então eu percebi com o que eu estava me metendo.

Eu tinha que preencher os pequenos retângulos brancos do calendário com um monte de coisas que pudessem causar alegria, algum tipo de felicidade, satisfação e até mesmo prazer. Tinha que preencher esses retângulos branco com alguma coisas incríveis que um homem que não mexia as pernas e só mexia um pouco das mãos. Em apenas quatro meses de retângulos, eu tinha que marcar passeios, viagens, concertos ou qualquer outro tipo de aventura.

Depois, disso tudo, eu teria que convencer a Christian Grey a ir comigo para todos esse lugares.

Olhei bem para aquele calendario, junto com a lista, com o marca-pagina na boca. Esses pequenos pedaços de papel, passou a ser para mim, uma grande responsabilidade.

Eu tinha, exatamente, cento e onze dias para convencer a Christian Grey de que ele tinha motivos para viver. Eu tinha que mostrar a ele, dentro desses dias, o lado bom da vida.

Notas finais
Eai, lindas e lindos, gostaram??? Começo da fic meio dramática mais é essencial para fic! Agora que eu voltei, tenho novas ideias para a fic e já estou passando para papel, digo, Word. Beijos, meus amores! ♥♥♥♥ Espero receber comentários, na verdade, eu espero que ainda essa fic tem leitores!! MUITO OBRIGADA MESMO! Beijos, até a proxima * Juro que vai ser em breve, quem sabe, Sábado?