Após ouvirem a voz misteriosa ecoando pela caverna, Mazur, Picanha e Caião decidem procurar a criatura que disse aquilo. Indo mais fundo na caverna, percebem que, na verdade, se encontravam em um labirinto.

– Me encontrem logo, vocês serão impedidos se demorarem! — A voz ecoa novamente pela caverna.

Os três estão nervosos com a situação, mas decidem continuar investigando. Até que chegam em uma encruzilhada e discutem a decisão certa a se fazer.

– Isso é um labirinto, seria muito mais eficiente se cada um de nós fosse em um caminho diferente. — Diz Mazur.

– Realmente, acho que não temos outra opção mesmo. Eu vou pela esquerda... — Responde Caião.

– Vou pela direita então e Mazur vai reto. — Afirma Picanha.

Os três tomam rumos diferentes. Caião, agora focado em encontrar quem disse aquilo, vai andando rapidamente pelas diversas bifurcações do labirinto, até que sente uma dor em seu joelho, uma dor maior do que qualquer uma que já sentiu em toda sua vida. Uma flecha acaba de o perfurar.

– Argh! Mas que merda é essa?!

– Seus amigos talvez tenham chegado longe, mas daqui eu garanto que você não passa! — Grita uma voz misteriosa.

– Uma voz nos chamou, devíamos checar, aliás, quem diabos é você?! — Caião não consegue enxergar seu inimigo, já que ele está longe e estão numa caverna escura.

– Acho que você não deveria saber isso, mas irei me apresentar. Meu nome é Lucas, um dos tenentes no acampamento do capitão Pavei, minha missão aqui é proteger o labirinto de curiosos como você e seus amigos.

– Mas o quê? não fazíamos a mínima ideia de que essa caverna era secreta, e o que você fez com os outros? — Grita Caião, o ódio percorria todo seu corpo, mas não podia fazer nada com aquela flecha presa em seu joelho.

– Eu? Eu ainda não fiz nada com seus amigos, mas tenho certeza que o Capitão Pavei e a Tenente Dutra não serão tão gentis com eles como eu fui com você...

Caião, mesmo com a flecha presa em seu joelho, decide correr pelo labirinto esperando encontrar seus amigos. Um esforço inútil, Lucas lança uma flecha diretamente no ombro de Caião, que cai inconsciente.

Picanha tomou o caminho da direita, mas logo se perdeu e notou que passou mais de meia hora andando em círculos, até que decidiu tomar entradas totalmente diferentes no labirinto, foi aí que viu em sua frente uma figura feminina, porém ameaçadora...

– Hey, seu bunda mole! — Disse a mulher.

– Falou comigo? — Responde Picanha.

– Não gracinha, falei com a puta que te pariu...

– Ainda bem, estou indo...

Picanha continuou andando, até que duas criaturas asquerosas o seguraram e começaram a morder sua pele.

– Mas o que são essas criaturas bizarras?! E quem é você, sua piranha?- Gritou Picanha enquanto agonizava de dor.

– Sou a Tenente Dutra, esses dois são apenas uns entre minhas centenas de escravos, e continuarão te mordendo até não sobrar nada mais do que ossos, a não ser que você desista e vá direto para a prisão do acampamento... — Respondeu a Tenente.

– Argh! Vejo que não tenho escolhas... Eu... Eu me rendo!

Tenente Dutra levou Picanha para a prisão do acampamento.

Nessa mesma hora, mas em uma parte totalmente diferente da caverna, se encontrava Mazur, que estava próximo a um local que parecia um vilarejo, era como se houvesse uma sociedade isolada do mundo dentro daquela caverna.
Chegando perto do vilarejo, Mazur se encontrou com Capitão Pavei.

– Hey capitão, vejo que tem conhecimento deste local, o que acha de me ajudar a achar o dono de uma misteriosa voz que vem me chamando? creio que ele esteja por aqui... — Disse Mazur.

– Recomendo que pare com essa ideia de explorar a caverna, eu não deixarei que passe daqui! — Gritou Pavei.

– Não seja tolo capitão, isso parece ser mais importante do que qualquer coisa que você possa estar tentando esconder!

Mazur então continuou andando em direção ao vilarejo, até que, ao passar do lado de Pavei, escutou ele murmurando palavras estranhas.

– Pela honra do Rei! PAVEEEI PUUNCH!

O punho de Pavei estava flamejando, Mazur sabia que esse golpe poderia ser fatal, então defendeu com seu braço esquerdo.

– Tolo! Não deveria esperar um final diferente depois de toda essa teimosia... — Murmurou Pavei enquanto Mazur caía inconsciente no chão, seu braço esquerdo estava totalmente pulverizado.

Pavei então levou Mazur até a prisão do acampamento, onde os três se reencontram, mas Picanha era o único que não estava inconsciente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.