O Labirinto das Almas

2 Capítulo 2 - Sora


Notas iniciais
Dark: Demorou um bom tempo para que o capítulo fosse postado, mas de agora em diante as atualizações serão mais frequentes.

“Hey, Esse tempo todo você esteve escondendo seus sentimentos? Isso foi para não me machucar? Que egoísmo de sua parte, Sora.”

...

Olá, meu nome é Sora, significa céu. Sou relativamente alto com 1,75 de altura, possuo cabelos castanhos e olhos, deixe-me ver no espelho... Lilases (como esqueci isso?). Eu não tenho qualidades ou nada de especial e... Não saio de casa há três anos.

(...)

O motivo? Ora, simplesmente não quero colocar os pés fora de casa. Tudo o que preciso está aqui no meu apartamento. Nunca tive muitos amigos, meu pai é um cientista que não dá a mínima pra mim, mas me manda pensão, não tive a chance de conhece minha mãe. Basicamente ninguém notou quando me isolei de tudo e todos. Minha existência não afeta de maneira alguma o mundo. Tenho vivido dia após dia sem motivos nem objetivos.

A única pessoa com quem convivo não é humana. Flora é uma super-robô que aparenta ser uma simples garota, com longos cabelos e olhos azuis safira. Há uma semana ela saiu para comprar soverte e não volto. Ela esteve cuidando de mim por tanto tempo que havia me esquecido o quão inútil sou. O simples pensamento de sair de casa já me aterroriza.

Estou faminto e exausto. Quebrei o aparelho microondas quando coloquei uma garrafa de refrigerante dentro dele e liguei (Não pergunte o porquê fiz isso) e o meu vizinho, seja lá quem for, está ouvindo a mesma musica ininterruptamente faz três dias no volume máximo. Estou suportando a mesma musica irritante a mais de setenta horas e duas horas, faminto como nunca antes e sou incapaz de dar um passo para fora do meu apartamento.

Que patético. Acreditei que poderia evitar os mundo lá fora. Como uma pássaro insano que teme a liberdade tranco-me em uma gaiola sem sequer sonhar com o céu. Olhando pela janela questiono se existe algum lugar para mim no mundo. Gostaria de não ser um covarde, mas isso seria o mesmo que um camundongo transformasse em leão.

Como única forma de distração ligo a televisão e para minha supressa o telejornal notícia que um cara extraordinariamente parecido comigo estava sendo procurado pela polícia por abrigar e ser cumprisse de uma robô assassina, a imagem da robô assassina concidentemente lembra muito a de Flora, com os mesmos olhos e cabelos azuis. Espera ai, eram coincidências demais.

Enquanto eu constatava o que deveria ser obvio a porta de casa foi arrombada e vários policias armados entraram em casa, apontando enormes armas de fogo em minha direção.

─ Você está preso! Coloque as mãos num lugar onde possamos ver! ─ gritava um dos policiais.

Encontrei Flora abandonada e coberta por lixo, nunca poderia que aquela bela garota robótica fosse uma assassina procurada.

Dessa vez estou ferrado de verdade, no entanto, vejo o lado bom, finalmente conseguirei superar minha síndrome do panico e sair de casa.

Notas finais
Obrigado a todos por lerem. Dedico esse capítulo, como todos os outros, à minha querida amiga, Red.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.