O Labirinto das Almas

1 Capítulo 1- Kaori Megumi


Olá, meu nome é Kaori Megumi, sou baixinha com meus meros 1,65 de altura, possuo cabelos ruivos longos e lisos e olhos lilases.

Kaori significa perfumada como uma linda flor e me foi escolhido como homenagem a minha vó materna, meu pai me dizia que ela era uma senhorinha muito bondosa e gentil. Megumi significa beleza abençoada e era o nome da melhor amiga de meu pai, por isso papai o escolheu.

Infelizmente não cheguei a conhece-las. Vovó morreu de “causas naturais”, tenho minhas dúvidas, minha mãe é botânica ela conhece bem as plantas tanto para o bem quanto para o mau. E Megumi morreu em um trágico acidente. Não as conheço nem por fotos, papai não gosta de ter fotos daqueles que já se foram.

Kimiko é assim que chamo minha mãe biológica. O nome dela significa nobre, algo que ela só é no nome.

Essa mulher é uma psicopata que não sente nada por nada nem ninguém além de si mesma. É uma péssima influência para papai que tem se tornado cada vez mais antissocial e recluso.

Meu pai é um cientista que passa tanto tempo trancado naquela porcaria de laboratório que até se esquece de cuidar da própria aparência, quanto mais da minha existência. Sempre com cabelos desgrenhados, quando não está no laboratório está com Kimiko.

E eu? Eu que me exploda! Que garota precisa do pai, não é mesmo? Se eu dependesse de qualquer um deles para viver, já teria morrido a muito, muito tempo. Tipo... com 3. Aí você me pergunta... 3 meses? 3 anos? Não! 3 dias, ou menos até. Mas tudo bem, isso só me tornou mais forte.

Kimiko nunca nem me amamentou, fui criada pela babá que teve um bebê natimorto. Foi triste para ela, provavelmente fui sua única salvação, sem mim Mercedes talvez tivesse se atirado de algum precipício. E antes que me achem convencida, acreditem em mim, não se trata disso. Foi ela mesma quem me disse isso.

Se bem que... as vezes acho que foi ela quem me salvou, tipo ela foi e é o motivo para eu nunca me deixar abater e me sentir segura e amada. No entanto, talvez Kimiko nunca ter dado uma demonstração de afeto ou preocupação por mim talvez tenha sido uma benção disfarçada. Morar em uma mansão dessas em meio a tanta gente rica e mimada poderia ter me tornado mais uma patricinha metida e mimadinha.

Glória a Deus, nosso senhor, por eu não ser assim.

Sonho com o dia em que Kimiko peça o divórcio e papai deixe de ser um lunático tão apaixonado por ciências.

Ele pouco fala comigo e quando fala é sobre uma mandala que muda de forma e cores de acordo com seus sentimentos e conversa telepaticamente (o que faz todo sentido já que mandalas não tem boca). Além disso, ele diz que em algum lugar deve haver um portal para a dimensão dessa criatura que ele diz ser amigável.

Já acho maluquice suficiente ele acreditar na existência dessa criatura, quanto mais em alguma dimensão que beire ao paraíso. Mas se ele estiver certo sobre a existência desse ser de outra dimensão eu duvido que ele seja benigno. Só espero que um dia papai perceba a loucura que é isso.

14/01/3000

Notas finais
Agradeço, pela atenção e o tempo que reservaram para lerem.
Sintam-se a vontade para comentar e se notarem algum erro de digitação ou algo do gênero, por favor mandem mensagem ou postem nos comentários mesmo, não tem problema.
Obrigada

#Red